Lembro de tuas guerras e quitandas Buscas, rugas, e sangue de frutas Escorrendo por todo teu calcanhar Ganhando tempo galgando espíritos A terra embaixo de minhas unhas São segredos de uma dolorosa fuga Escavei do peito de São Sebastião Primeiramente covas e depois minhas saída A figuração gesso oco Ecoa incêndios De um fevereiro incerto Em abril nos vemos apêndice de deus Embalagem-datilógrafo Escreva frases certeiras Que emocionam qualquer turva pupila E tiram carrascos do pomar Mostrei-lhe a rua de meus tormentos A expus em um endereço das rugas de Odete Meu peito era alvo fácil da ferida dos teus beijos Minha língua um idioma que lhe recita entrelinhas O encontro defeito Meus lábios, teu tornozelo Meus dentes em teu seio Tuas fé no meu vespeiro Eu não entendo meu filo, Se sou invisível como fantasma O que é este gosto de sangue ferroso em minha boca? Se sou feito por um demônio, porque em todas as casas sou acolhido? Seria o tom vermelho meu sonho Provocado pelo colapso de um Cronos e dos especialistas em especiarias E o tal do colorau? Era tudo o que sobrara deles banhados à sangue?
22:03 - Pierrot Ruivo












