En el siglo XVIII, Sophie Germain tuvo que usar un seudónimo masculino para poder presentar sus trabajos. Fue una de las mentes principales detrás de la teoría de números y la teoría de la elasticidad, y creó lo que se conoce hoy como el Teorema de Germain 😮👇
Sophie Germain debió luchar contra la adversidad, los prejuicios, hasta contra sus padres, pero se convirtió en una de las mejores matemátic
Más allá de tu ideología, tus pensamientos, tu cultura y tu opinión; te quiero viva, mujer. No me importa que tipo de feminista seas o siquiera si sos feminista. No me importa a que país perteneces, ni a que clase social. Te amo mujer; y te quiero libre, estudiando lo que querés, con la paga que mereces, sin estereotipos que te digan que debes hacer. Pero por sobre todo te quiero viva; y si no lo logro imploro que, más allá de todas las cosas mencionadas, camines conmigo para buscar la justicia que las otras se merecían. Porque más allá de todo, creo que hay algo que todas las mujeres quieren. Y eso ni siquiera es vivir: es no morir torturada, quemada o humillada. Creo que a veces ni siquiera deseamos ser libres, pedimos algo tan básico que hasta a veces se olvida: que no nos maten.
O terror é um gênero que tem vários leitores fiéis, além de autores reverenciados por suas obras icônicas. Uma das principais particularidades desse tipo de história é a necessidade de causar susto, medo, ou até mesmo a ansiedade — quanto mais, melhor.
E como um livro não possui os mesmos recursos visuais e auditivos que um filme, por exemplo, essa tarefa não se torna nada fácil: todo esse terror precisa nascer das suas palavras e crescer dentro da mente do leitor, como um alien parasita.
Quer saber como escrever aquela história que vai causar pesadelos? Continue lendo o post!
Terror x Horror
É muito comum acreditar que terror e horror são apenas palavras diferentes para a mesma coisa; no entanto, alguns escritores fazem questão de distinguir os dois.
E qual é a diferença?
O terror tem mais a ver com a sensação de medo e apreensão que antecipa a possibilidade de algo ruim acontecer, mexendo com o psicológico dos personagens. Já o horror é a sensação de choque e até repulsa de presenciar esse “algo” acontecendo diante dos olhos.
É comum que o horror seja usado para dar sequência ao terror, como vemos nos filmes em que a tensão é construída até o momento de resolução. A mocinha ouve os barulhos e sente o medo, até acender a luz e encontrar o monstro em sua casa, por exemplo.
Stephen King, considerado o mestre do terror, fala o seguinte em seu livro Dança Macabra (tradução livre):
“Minha filosofia como um ocasional escritor de ficção de horror é reconhecer essas distinções porque elas são algumas vezes úteis, mas evitar qualquer preferência por uma dessas sobre as outras (...) Eu reconheço o terror como a melhor emoção (...), e então eu vou tentar aterrorizar o leitor. Mas se eu descobrir que não posso, eu vou tentar horrorizar; e se eu não conseguir horrorizar, eu vou tentar causar repulsa. Eu não sou orgulhoso.”
E esse será o foco do artigo: o terror e o horror serão mesclados e tratados com igual importância.
Vamos para as dicas?
1- Monte o cenário
Para o terror se sustentar, ele precisa de um cenário que contribua ou que cause um contraste. Várias são as obras onde uma cidade pacata tem sua rotina mudada pela chegada de algum monstro, por exemplo. Ou obras cujo cenário em si já possui uma carga de mistério, que transporta o leitor para esse estado de medo.
É importante também que esse cenário seja crível e bem trabalhado. Quanto mais realista ele for, mesmo que seja um mundo fantástico, mais assustadora será sua história.
2- Provoque reações com palavras e pontuações
Como explicado ali em cima, o terror escrito não tem os mesmos recursos de um filme. E é por isso que você precisa caprichar!
A forma que você escreve e descreve no terror faz toda a diferença. A riqueza nos detalhes (não necessariamente o excesso) de uma criatura, por exemplo, vai aguçar a imaginação do leitor e fazê-lo ter uma imagem mental mais assustadora. Até mesmo a pontuação da sua história é super importante, porque ela estabelece o ritmo de leitura.
Frases e parágrafos mais longos podem evocar a sensação nos leitores de que eles (os próprios ou os personagens) estão segurando o ar, esperando por algo, à medida que fica parecendo que aquele trecho não chegará nunca para sua conclusão, como aquelas cenas em que esperamos o assustador monstro aparecer.
Já frases curtas são diferentes. Elas são rápidas. Elas respiram diferente. Elas fazem o leitor hiperventilar. São boas para momentos de pânico. Olha o susto!
Duvida? Releia as frases acima, e repare na sua respiração. Agora imagine o efeito que isso pode causar no contexto de uma história de terror.
3- Invista nas pistas, surpresas e nos plot twists
Apesar desses elementos serem válidos e necessário em qualquer gênero, no terror elas ajudam a criar a atmosfera ideal. As pistas na história ajudam não só a construir o enredo, como também aumentam a tensão na história, especialmente se você demorar um pouco para causar um suspense. Já as surpresas ajudam a causar o choque no leitor.
É importante, no entanto, se atentar para quando usar esses recursos: evite enrolar demais ou apenas mostrar algo chocante “do nada”. Busque o equilíbrio.
4- Crie protagonistas para torcer e vilões de assustar
Já percebeu como nós geralmente acabamos gritando para o protagonista de um filme de terror não descer aquela escada, ou para que vença a luta contra o monstro?
Isso acontece quando estamos envolvidos na história e torcendo para aquele personagem, mesmo quando ele ou ela faz alguma “burrada”. E para causarmos tal efeito, essas pessoas precisam ser interessantes, assim como os seus conflitos. São nessas situações extremas que o caráter de um personagem é revelado e o leitor fica interessado.
Para os vilões (ou monstros), por outro lado, é importante atentar também para suas motivações. Pense no porquê essa pessoa / criatura resolveu infernizar a vida do protagonista ou aterrorizar aquela cidade. Esse motivo também pode te ajudar a aumentar o horror da história e sustentar o mistério, ou seja, você só tem a ganhar trabalhando nesse tipo de personagem.
5- Explore medos básicos
O principal objetivo de qualquer história de terror é causar medo, isso é um fato. E a maneira mais prática de causar esse sentimento é através da identificação. Por mais que os leitores nunca passem pelas situações descritas, podemos explorar e adicionar alguns elementos na história que causam medos comuns.
Aqui vão alguns exemplos:
Animais - desde insetos rastejantes e venenosos até feras gigantes, existem vários bichos (reais ou míticos) que podem ser usados numa história para aterrorizar seus leitores.
Escuro ou lugares fechados - mesmo que o leitor não tenha esse medo, poucas situações podem ser descritas de uma maneira tão enervante quanto um personagem não poder enxergar ao seu redor, ou estar preso em algum local
Medo do oculto ou de espíritos - não é a toa que existem tantas obras de terror que lidam com o sobrenatural: esse assunto assusta muita gente, por conta da intangibilidade e do inesperado. Espíritos, entidades ou criaturas sobrenaturais não se machucam, não sentem e não seguem as mesmas regras que nós, reles mortais. Isso por si só já é um ótimo combustível para qualquer história de terror.
Medo de outras pessoas - seres humanos são capazes das piores coisas imagináveis. E por pior que isso seja na vida real, acaba por se tornar uma fonte inesgotável para a ficção de terror. Você pode até mesmo se inspirar em histórias que de fato aconteceram para usar no seu enredo
Eu espero que essas dicas te ajudem para criar a obra mais horripilante de todas! Muahahaha
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