Chilling Adventures: Ianthe Huang and Hyancith Zhang-Young
Scnario pode conter: cenas explícitas contendo sex0, menções a uma crise ansiedade e histeria, abuso e agressão parental contra um menor incapaz.
Ianthe.
Hyancith apareceu na porta do meu dormitório umas quatro horas atrás, a mochila de Donuts brilhantes pendurada em um dos ombros, vestida com o uniforme de seu Colégio interno com um crachá com seu nome e vários números de telefone, dizendo que tinha ido me visitar.
"Surpresa!"
— Como é que você conseguiu sumir de uma viagem escolar, e parar aqui? — Perguntava aplicando rímel em seus cílios, ainda meio perplexa com toda a situação, achando preocupante o fato de ela não estar nem um pouco preocupada ou arrependida de ter passado a perna em todos os seus professores e turma.
— Eu disse que ai ali e nunca mais voltei. — A mais jovem respondeu dando de ombros enquanto sorria, os olhos formando duas luas crescentes e as bochechinhas crescendo, exibindo a fofura de uma grande mentirosa trambiqueira. — E, além do mais, são só algumas horas e não tem nada de errado em visitar minha irmã mais velha, não é?
Visita ou não, se eu era cúmplice de fuga de uma menor de idade ou não, sei que tinha ficado muito animada e feliz e alegre quando vi seu rostinho redondo pelo olho mágico, e não pensei duas vezes em aproveitar essa oportunidade pra compensar todo o tempo que tínhamos perdido com ela ainda presa em Los Angeles, e eu na faculdade em Nova York.
Enfiei Hyancith em uma fantasia de pipoca, que consistia em um cropped cheio de pipoquinhas douradas e um hot pant vermelho que fazia muito pouco pra cobrir sua bunda, e me vesti de algodão doce, jurando que éramos um duo de fantasias de comida de parque de diversões.
— Não tá com medo desse doce derreter e você ficar nua? — A caçula mostrou preocupação enquanto andávamos pelo Soho trombando com um bando de gente fantasiada.
— Meu namorado vai comer essa fantasia do meu corpo antes mesmo do ar úmido dessa cidade ter a chance. — Dizia acenando pra Christopher do outro lado da rua vestido de Coca-Cola… Assim, com uma latinha tampando o que precisava ser tampado.
Hyancith.
Assinei meu nome na ata mais cedo dizendo que ia assistir uns concertos chiques e visitar uns museus diferentes e jantar no Four seasons com o resto da minha escola, mas podia dizer com segurança que ir na minha primeira festa de gente grande e ainda no underground de NYC, era muito melhor. Muito melhor mesmo.
Uma pessoa tinha me oferecido uma bebida e disse que eu só podia beber refrigerante por causa da minha idade, a pessoa riu na minha cara e socou meio litro de vodka em dois dedinhos de fanta uva, e terminei em uma rodinha de pessoas contando e ouvindo aventuras de vida.
— Eu fui lá e afoguei o carro dele num laguinho de tratamento de água da minha cidade. — Contava mordendo o canudo de papel, nem me batendo que todo mundo estava arrancando as pipoquinhas da minha roupa e comendo. — Afundou, literalmente, na merda.
— Seu único erro foi não ter prendido ele dentro do carro também! — E conhecer sororidade e compreensão foi uma das coisas mais incríveis que me ocorreram naquela festa.
A maior de todas foi esse cara vestido de Timmy Turner, que só se deu o trabalho de imprimir os padrinhos mágicos e colar em cima de uma blusa rosa, me parando no meio da festa e me contando sobre o conceito das bruxas. Assim, do nada.
— E assim, costumavam procurar marquinhas nelas pra saber se tinham algo com o tinhoso. — Dizia em um tom meio arrastado muito perto do meu ouvido por cima da música super alta.
— Tenho certeza que não sou uma bruxa, mas você ainda pode procurar marquinhas em mim. — E claro que eu ia na onda, porque ele era bonito pra caramba e eu tinha dado a sorte de usar uma calcinha bonita hoje.
Esperar o sentimento e momento certos depois de construir uma relação saudável comigo mesma, nada, Dr.Torres! Olha eu aqui entregando meu nome!
E eu juro que estava tudo indo bem quando ele me deu o primeiro beijo. E quando eu beijei ele, e ficamos nos beijando, até a mão dele ir muito delicadamente pras minhas costas, e doer mesmo assim.
Então eu lembrar o porquê.
— A gente se vê por aí…
Ianthe.
Ir pra festa e curtir com os seus amigos é bom, mas o namorado de vocês já tirou um top de algodão doce do peito de vocês todo na base da lambida? Então, caras, é sobre isso.
— Bem desse jeito… — Ninguém ia me ouvir com aquela música alta tocando em todas as direções, e ele sabia, por isso estava muito determinado em derreter o resto daquele açúcar no meu corpo.
— Essa foi a melhor ideia de todas, e eu não quero nem saber como você vai pra casa sem ser presa. — E ele não ligava mesmo, igual um bezerrinho no bico do meu peito.
E a gente lá questiona gente que tá tendo o maior momento da vida?
— Que carinha linda a sua… — Soltei em meio a um gemido, observando meu namorado abrir um sorriso no meio do ato, as mãos apertando minha cintura porque ele nem sabia o que vinha ai. — Posso sentar nela?
E estava muito pronta, já mirando na boca dele, quando, por sinal divino ou não, tive um vislumbre de Hyancith passando pela greta da porta, rápido e parecendo um tanto desesperada e preocupada enquanto se espremia entre as pessoas. E a próxima coisa que eu sabia era que Chris estava jogando seu casaco em cima dos meus ombros sem nem pestanejar, e me acompanhando pela festa como se a gente não tivesse interrompido nosso momento, chamando por Hyancith na mesma preocupação e altura que eu.
— Vai ligar pra sua mãe? — Chris me pergunta quando pego meu celular e vou pro corredor do dormitório, ele me acompanha e fecha a porta atrás de nós dois, depois de ter colocado Hyancith pra dormir na minha cama. — Sabe, eu sei que ela é meio doida, mas ainda assim…
— Uma costela quebrada, Christopher. Por mais de uma semana e eles não se prestaram pra levar ela pra droga do hospital. — Sussurro olhando em todas as direções, menos pra ele, enquanto disco um número no aparelho. — Você ouviu o médico, eu ouvi o médico, e ela não quer nem dizer como e quando aconteceu.
Depois que tínhamos achado ela, em pleno surto, sentada na escada de incêndio, a única coisa que ela conseguia dizer era que sentia muito, e que estava machucada, e que não tinha feito de propósito. Dentro do táxi, na sala de exames, durante os exames, e pro médico e enfermeiras ameaçando chamar a Polícia por causa da situação.
— Acha mesmo que sua mãe seria capaz? — Meu namorado parecia entre preocupado e aterrorizado, apertando minha mão quando a linha começou a chamar.
— Eu acho que não tenho provas suficientes, mas conheço alguém que deve ter.
Então chamou uma, duas, três vezes, e antes mesmo que ele pudesse dizer outra coisa do outro lado da linha, fui mais rápida.
— Senhor Torres, é Ianthe Huang… Me perdoa ligar tão tarde, mas precisamos falar sobre a Hyancith.












