O Paradeiro da Quimera Sem Face
Meu sangue consente com a sintaxe da coisas O epitáfio do teu beijo degustado por inteiro Juro sob as flores brancas deixadas em desleixo O gesto mais puro e amargo eram reticências
E te quero com todo o desprezo que tens Eu te quero com todo a vulgaridade que eu sou Eu te quero com toda a vaidade que és Eu te quero para a minha própria vaidade Densa como o céu de concreto Soletrando mantras do concretismo Acredite no que se tange material Cale toda a possibilidade etérea do ser Apressado por uma luz qualquer Me jogo aos perigos do fósforo Danço entre as lanternas do abismo Orbito ao redor da morte cortejando-a O silêncio encara a caridade Sobrevive aos protestos de castidade Violenta-se ao assumir o caos Como seu primogênito de conflito Há carne e osso, sem costelas A ganância que chamam de paraíso Embaixo da fornalha as migalhas Entre o ódio impuro e o desejo impune O herói de vida longa Morre tragicamente Em algum ringue de bondade Dissecado e mastigado no auge do progresso Hei de me bronzear em teu céu de sorrisos Período do peróxido sol de inglês Mapeia erros, afoga-os em corretivos Em cúpulas de fumaça, tempera o verão...









