Sabe qual é o problema? O problema é que depois de um tempo eu não tenho mais nada de extraordinário pra oferecer e as pessoas cansam, devem se cansar da minha monotonia, da minha falta de ser algo a mais. Então é nesse momento que elas se vão, elas se cansam da mesmice que eu tenho a oferecer e se vão, sem sentir falta, porém, muitas vezes, deixando a falta para eu sentir. Eu sinto falta, penso em ir atrás, as vezes até vou atrás, mas é aquilo... preciso aceitar que elas se cansaram, então eu aceito. Dói? Sempre dói, porque no fundo eu espero que seja diferente, só que nunca é.
Talvez seja por isso que em alguns momentos eu comecei a partir antes de partirem. Eu consigo ter o pré sentimento do que estar por vir e aí eu mesma já vou me afastando, sabe?! É pra evitar mais apego, evitar que mais um mínimo pedaço meu seja arrancado de mim. Mas na realidade eu acho que eu ir antes também não funciona, na minha cabeça os questionamentos ficam me perturbando como se eu pudesse fazer algo para ser diferente. Eu já tentei, eu confesso que continuo tentando, mas eu caio sempre no mesmo resultado. Talvez seja para ser sempre assim mesmo.