16 anos depois - tudo de novo outra vez
A última cirurgia que fiz foi em 1998, foi uma osteotomia do fêmur direito. Por motivos que contarei mais adiante, parei meu tratametno ortopédico aos 20 anos.
No ínicio do ano passado, resolvi retomar meu tratamento, havia pelo menos 6 meses que vinha sentindo dores intensas no tornozelo esquerdo e sabia que algo estava errado. A insistência de um amigo serviu de incentivo para procurar ajuda médica. Por recomendação de uma amiga, fui direto ao Instituto Vita.
Na primeira conversa com a atendente, por telefone, ela indicou que eu me consultasse com o Dr. Wagner Castropil, especialista em joelhos. Achei que fazia sentido pois tinha os dois joelhos operados. Foi a melhor coisa que me aconteceu nos últimos anos.
Não é fácil para um ortopedista assumir uma paciente com histórico longo e tratar áreas já operadas anteriormente por outros médicos. A partir da primeira consulta, começamos a reconstruir meu histórico médico para que ele pudesse entender e ter uma visão macro da minha situação. Conforme as conversas evoluíram, ele pediu para que outros médicos se juntassem para estudar meu caso, tive consulta com o Dr. Cabritta para analisar o quadril, segundo ele, em ótimo estado dadas as minhas condições, e o Dr. Marcio Freitas, especialista em pé e tornozelo, veio para investigar as dores que eu sentia no tornozelo esquerdo e analisar o pé inteiro.
Por pouco mais de um ano, monitoramos o quadro geral para ver como joelho e tornozelo reagiriam ao longo do tempo. Mas eu sabia que uma intervenção cirúrgica seria necessária.
Resumo da ópera: além de artrose, estava com um desvio no joelho esquerdo que passou do limite aceitável. Ao jogar a perna "para fora", o joelho estava forçando o tornozelo, que também estava com um desvio. Daí o porquê das dores que eu sentia no pé.
Após algumas conversas com o Dr. Castropil e Dr. Freitas, levando em conta meu histórico ortopédico, decidimos operar e fazer tudo junto. O resultado final seria o realinhamento da perna esquerda.
Sob a batuta do Dr. Castropil: osteotomia com alongamento do fêmur, artrotomia e artroscopia de joelho. Já com o Dr. Freitas, artrodese tríplice do tornozelo, osteotomia de pé e enxerto do tendão calcâneo (tendão de aquiles).
Foram 6 procedimentos, 63 pontos, 5 horas de cirurgia, 2 equipes médicas distintas, um só tratamento.
Um profissional que surgiu às vésperas da cirurgia e tem me acompanhado de perto até agora é o Dr. André, médico assistente do Dr. Castropil. O André é muito atencioso, zela por seus pacientes e tem cuidado de mim de forma ímpar. Vale destacar a forma como ele conduziu a sessão para tirar os pontos, levou em conta todos os meus medos, preocupou-se para que eu não sentisse dor, soube me tranquilizar e foi de uma paciência sem fim.
O cuidado que recebi da equipe do Instituto Vita foi um dos grandes diferenciais no pós-operatório e no processo de recuperação. Eles são impecáveis, extremamente dedicados e comprometidos com você, paciente. O foco deles é o seu bem estar e enquanto isso não for atingido, eles não param.