Dinamismo Pueril
Degradante reflexo das águas mortas; tendem a me encontrar nas lavas do desgosto. Obsidiana feita das lágrimas tórridas de um tempo antigo, por injustiça do não reconhecimento se fazem infames aos novos pilares do E’eu. Por intuitos de evolução desfiz da velha amargura que me cercava, porém, ainda veem um aspecto irreal do meu exterior hoje, onde meu cosmos não mais tende agredir ou deferir adagas aos de mais caio a curva do não entender, o entristecer da alma e o degradar da esperança. Minhas forças para compreender algo tão incongruente aos meus olhos e mesmo aos que me acolhem. A algo errado dentre os anseios alheios e a ação que os mesmos expressam. Apesar de me fazer firme ao que tende a decair ainda sou uma humana; com aspectos próprios sumo aos devaneios de que nada será possível, de que o mundo está contra mim ou que de nada vale prosseguir, em paralelo a isso tenho em mente da ansiedade que me faço ter, sobre a teoria das coisas com seus reais motivos e suas supostas soluções, resoluções essas beiradas ao simples, mas ao terem contato com a fórmula seu resultado se espatifa no chão se repartindo ao ar em mil e um pedaços. Estou em meu caminhar, não é o dos mais simples eu diria, mas ainda a passos curtos estou pronta para aprender e modular minhas camadas. Pela tendência incessante de anos na melancolia e me afundar ao Poço Das Lamentações, ainda possuo fragmentos emocionais dos delírios do fim, perspectivas externas se tornam mais confusas e oscilantes em “está tudo bem” e “parece que nada vai dar certo”, onde apesar de vir a tristeza que me consumiria estou apta a mim mesma a aprender a lidar e mesmo não lidar, encontrando dentre a luta fria e os belos jardins que planto no meu interior um meio neutro de suportar e analisar. Creio que tudo é de certo progressivo e de nada vale a pressa, caminho caminho e se preciso pararei para então respirar. -Hta.Neumann















