Sabe uma coisa bem dolorosa de admitir um relacionamento abusivo? É que negar tudo que você acreditou que a pessoa era é de certa forma negar uma parte de você. A pior parte é saber o que foi realidade e o que não foi.
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Sabe uma coisa bem dolorosa de admitir um relacionamento abusivo? É que negar tudo que você acreditou que a pessoa era é de certa forma negar uma parte de você. A pior parte é saber o que foi realidade e o que não foi.
e eu me pego todos os dias lembrando, pensando... por que temos essa mania de acharmos que deveríamos voltar pra um amor bosta? puta que pariu.
Eu não nasci insegura e paranóica desse jeito. Você não me conheceu assim. Não sou mais a mesma e a culpa é sua. Eu mudei o meu cabelo porque você dizia que ele me tornava inferior ao tipo de mulher que te atraía. Troquei de roupa inúmeras vezes por você julgar cada uma das minhas escolhas e me associar à nomes pejorativos super desnecessários. Abaixei a cabeça durante as brigas por acreditar que, de alguma forma, eu estava exagerando demais por querer que você me tratasse bem. Eu me afastei de pessoas que você dizia que me faziam mal, quando na verdade todo o mal girava em torno da sua presença na minha vida. Mudei meu vocabulário por você achar que havia palavrão demais e que isso não combina com o meu gênero. Já pedi desculpas várias vezes por não ter te entendido da melhor forma. Já te desculpei e acreditei nas suas promessas de mudança. Não podia nem tocar no seu telefone pois aquilo era invasão de privacidade, mas você tinha todas as minhas senhas porque eu não merecia a sua confiança. Já acreditei que você estava fazendo um enorme favor, estando comigo. Sempre acreditei que você seria o único capaz de me amar e de aceitar os meus defeitos. As minhas amigas me questionavam o porquê de eu estar tão infeliz em um relacionamento que aparentava ser perfeito, só que ninguém sabe o que acontece depois que a porta se fecha. Você nunca me bateu, mas me fez crer que eu sou o pior tipo de pessoa que existe e que nem eu mesma sou capaz de me amar. Eu perdi muito tempo justificando minhas ações com o amor, mas depois de horas trancada chorando no chão do banheiro, eu decidi. Aquilo não era amor. Na verdade, da minha parte sempre foi, mas não pude mais permitir que somente o meu amor sustentasse nós dois. Não foi fácil me impor e te mandar sair da minha vida, precisei de muitas horas de ensaios no espelho do banheiro, mas eu consegui. Me libertei de você.
Ainda bem que a gente cresce
Hoje, caminhando, lembrei que na adolescência eu era afim de um menino, eu com 13 e ele com 14 ou 15 (sim fui muito precoce). A gente morava próximo, então uma vez chamei ele pra fazer caminhada comigo, nessa mesma avenida que fazia hoje. E lembro que ele falava coisas com as quais eu não concordava, mas por ser afim dele, eu só sorria e fingia não ter nada demais. Hoje tava refletindo como eu era boba. Mas eu era adolescente, né? Eu achava que algumas coisas seriam superadas pelo fato de eu gostar dele.
E assim como eu, naquela época, muitas meninas aceitaram a babaquice de muitos meninos porque estavam afim ou até mesmo porque era o seu namorado. Mas a sorte é que a gente cresce e entende que não precisa aceitar tudo de ninguém por motivo nenhum. A gente cresce e se dá conta de que precisa se respeitar e impor limites. E de que se não formos nós a dizer o que pode ou não conosco, não vai ser o outro a fazer isso.
A pena é que muitas meninas, mesmo após se tornarem mulheres, seguem agindo assim porque foram orientadas dessa forma ou porque suas referências (mães, irmãs, amigas, etc) agem assim e naturalizam atitudes questionáveis de seus parceiros por acharem que é bobagem e que não vale a briga. Mas a nossa paz vale mais que qualquer coisa. E estar com alguém com quem a gente concorda ou que se assemelha aos nossos princípios, que nos respeita e acolhe é fundamental! Eu não espero menos que isso!
E hoje eu respiro aliviada por, apesar de ter insistido nesse carinha na época, porque estava apaixonada, ter percebido o quanto ele era babaca. Ele fazia comentários machistas, misóginos, sexistas e eu só sabia que me incomodava, porque nem tinha noção do quão prejudicial era isso. Encontrei por acaso esse mesmo carinha algum tempo atrás e conversando percebi que ele não havia mudado nada! Completou o pacote de boy lixo com homofobia! Veja só! Ainda bem que a vida cuida de afastar da gente esses escrotos. Por sorte o que tive com ele não passou de paixão adolescente.
Hoje, bem mais experiente e madura, não existe comentário babaca que eu não rebata. E se vier de alguém por quem eu estou interessada, já perco o interesse. São muitos anos e muita oportunidade que tivemos de nos esclarescer e deixar de sermos os idiotas que fomos na adolescência. Já tem tempo em que não há espaço para preconceito e discriminação (nunca houve, mas hoje não há perdão) e machismo, homofobia, misoginia, etc vêm daí. Eu não vou aceitar que desrespeitem quem quer que seja na minha frente e muito menos que me diminuam enquanto mulher. Eu sou muito boa para ser destratada. Não mereço, ninguém merece!
Então não tem pano pra passar!
Cantar sua melodia para alguém que não tem a mesma sintonia, é morrer por dentro a cada dia. . SIGA NOSSO PERFIL @eusouprati @eusouprati @eusouprati . . #relacionamentoabusivonão #relacaoabusiva #escoladoamor #abreuelima #love #frasesinspiradoras #frases #terapiadecasal #soucaos #50tonsdecinza (em Caetes 1 - Abreu E Lima) https://www.instagram.com/p/COVaixchACR/?igshid=1s8qei9x09ciy
(via A desafiadora recuperação da codependência)
Se você tem traços de codependência, provavelmente está se perguntando como pode mudar esses padrões e parar de ser codependente. Como você pode parar de se envolver nos problemas das outras pessoas.
Como este foi o primeiro episódio com psicólogos convidados e eu não tinha feito a divulgação dele direito - pois estava convidando vocês para ouvirem o Podcast como um todo e ainda estava tímido em relação ao formato.... Já passou a vibe e então melhor recuperar. 😅 Pois é. No terceiro episódio desta temporada conversamos com a psico.online Percília Alvarenga @percilia.psicologa sobre os relacionamentos abusivos, sobre violências e trouxemos também 20 sinais para identificar se você se encontra em um relacionamento tóxico. Em um bate papo interessante passamos pelo abuso tanto masculino quanto feminino, como ele vai surgindo e como muitas vezes ele nem é percebido como um relacionamento abusivo. Confira e compartilhe. https://anchor.fm/psico.online/episodes/Relacionamento-Abusivo---O-que--e--20-dicas-para-saber-se-voc-est-em-um-ef9u3s O link tá nos stories e no link do perfil... · · · · · #relacaoabusiva #violênciadoméstica #relacionamentotoxico #relacionamentoabusivos #relacionamentoabusivo #violenciacontramulher #relacionamentoabusivonao #amorproprio #denuncie #dependenciaemocional #leimariadapenha #relacionamento #relacionamentoabusivonuncamais #violenciacontramulherecrime #meuexabusivo #violenciadomestica #autoestima #amor #violenciacontramulheres #vitima #violenciacontramulhernao #mulher #naoeamorquando #feminismo #abusador #saudemental #cuidado #violênciacontraamulher #codependencia #sinalvermelho (em Relacionamento) https://www.instagram.com/p/CCvh8BipiSF/?igshid=z698mnjb5bqx
Quem nunca teve/tem uma amizade que já passou ou passa por isso ?