Bom dia gente! Madrugando (são sete horas, ainda tá escuro aqui) pra postar esse capítulo que eu adoro! Finalmente vocês vão conhecer um dos personagens mais importantes dessa história. Mandem asks me dizendo o que vocês acharam <333
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CAPÍTULO 3
Cravei as unhas na borda do parapeito do terraço, fechando os olhos com força e tentando me lembrar de como havia subido ali. Na pior das hipóteses, havia escalado os cinco andares do prédio, mas isso me parece improvável. Não acho que tenha entrado por uma porta.
A chuva havia dado lugar a um vento frio que me deixava sem ar.
Olhei para baixo e busquei, no piso distante, os saltos pretos envernizados da mamãe. Eu tinha certeza de que eles haviam caído ali em algum lugar, mas vi apenas um segurança fazendo a ronda de modo distraído. Ele nunca olhava para cima.
De repente, saindo do meu transe em um susto, uma figura alta parou a pouco mais de um metro à minha frente. Levei a mão ao peito, o coração subitamente disparado. Quando recuperei o equilíbrio, ergui o rosto para a pessoa que quase me fez cair do precipício. Ele me olhou como se eu fosse louca por ter me assustado tanto e, levantando os braços em forma de rendição para que eu visse que em suas mãos não havia arma mais letal que um cigarro apagado, se sentou na borda.
Simples assim. Acendeu o cigarro com um isqueiro e ficou sentado, ignorando a minha existência.
Isso não está acontecendo, disse a mim mesma. Eu não estou em um telhado com um estranho.
Com uma rajada de vento frio carregando o cheiro da chuva, meu cabelo cobriu o meu rosto e me inclinei em direção à queda.
“Vai acabar se matando.”
O garoto disse, e me assustei mais uma vez. Respirando pesadamente, olhei para ele de relance, chocada com sua hipocrisia descarada. Quero dizer, eu estava na beirada do telhado de um hospital psiquiátrico de cinco andares. Ele, estava na beirada do telhado de um hospital psiquiátrico de cinco andares, inalando milhares de substâncias tóxicas e entupindo os pulmões de nicotina.
"Você também.”
Retruquei secamente, de forma que ele olhou com um meio sorriso para o cigarro.
“Acho que tanto faz, não é?”
Não entendi a frase, então apenas dei de ombros.
De repente, o ruído do tecido de suas calças jeans contra o cascalho me chamou a atenção e percebi, horrorizada, que o garoto se arrastava tranquilamente em minha direção, o corpo oscilando na beira do precipício.
“Você é louco?” Eu perguntei, a voz aguda.
“Possivelmente. E você?”
“Nós estamos literalmente sentados em um lugar para loucos, não estamos?”
"Hum, isso é meio pejorativo.” Ele assopra um monte de fumaça. “Se está falando do quinto andar, é a clínica psiquiátrica do Hospital St. Lawrence, não um manicômio ou coisa assim.”
“Que diferença faz o nome dessa merda?” Murmurei, me afastando alguns centímetros de seu corpo.
“Olhe a boca, mocinha.” Ele replicou, o tom acusador.
“Então, você fuma, mas não fala palavrões?”
“Então, você fala palavrões, mas não fuma?”
Tomei em meus dedos uma mecha de cabelo pousada em meu ombro esquerdo e a enrolei em meu indicador, fitando as pontas duplas esbranquiçadas.
“Gosto dos meus pulmões.” Afirmei, por fim. “Muito embora meu fígado provavelmente esteja tão inchado e fibroso nesse momento que os estejam esmagando contra as costelas, cheio de gordura e esteatose.”
Suas sobrancelhas se ergueram, como se o desconhecido estivesse mesmo surpreso.
“É mesmo? Você parece uma garota defensora da abstinência.” Dei de ombros, mais uma vez, encarando os meus dedos dos pés. “Então, você fica chapada e foge para um hospital psiquiátrico?”
Encarei o rosto divertido do garoto.
“Não estou chapada. Eu nunca fico chapada.”
“Todo mundo fica.”
“Eu estou legal.”
“Você não está chapada, mas, ainda assim, está, literalmente, sentada em um hospital psiquiátrico. Você está fugindo?”
“Não estou fugindo.” Eu respondi, impaciente.
“Deixe-me adivinhar: internação voluntária?”
“Eu não preciso de atendimento psiquiátrico. Ok?” Ele riu pela primeira vez, uma risada simples daquelas que você ri quase involuntariamente.
“Certo, desculpe.”
O garoto apagou o cigarro no chão e o deixou cair no vazio abaixo, em meio aos carros que começavam a se movimentar na manhã recente e em meio aos sapatos da minha mãe que caíram em algum lugar. Fitei-o até que tocasse o asfalto e, finalmente, se camuflasse no concreto, desaparecendo de meu campo de visão.
“Você vem muito aqui?” Indaguei, a voz embargada. Ele mexe o pescoço de maneira positiva. “Por que?”
“O nascer do sol. Acontece uma vez no dia, e muita gente não vê nem uma vez na vida.”
"Me refiro à clínica psiquiátrica.” Expliquei, revirando os olhos.
“Ah, claro.” Ele sorriu de novo. Torci o nariz ao sentir o cheiro de fumaça. “Eu praticamente moro lá. E você?”
Em vez de responder, desviei os olhos, que pousaram sobre a escada de emergência externa. É claro. Agora, me lembrava de como subira por ela de maneira desengonçada. Foi quando os saltos despencaram.
Minha cabeça latejava, e a agarrei com os dedos.
Em uma época que parecia ter sido há séculos, eu havia me escorado mais de uma vez naquela escada de pintura descascada, dando uns amassos com Done, cujo pai era dono da propriedade.
E lá estava eu. E lá estava o fumante desconhecido. E lá estavam meus olhos ardendo e de novo assumindo uma coloração avermelhada tão explícita que o garoto acabou percebendo.
"Ei. Você está bem?”
Coloquei atrás da orelha alguns fios loiros rebeldes que insistiam em grudar na minha testa e me levantei, o frio fazendo com que eu me envolvesse em um auto abraço insuficiente.
“Como saio daqui?”
Dando as costas, escutei o som de seu corpo se erguendo.
“Entrou em um lugar do qual não pode sair? Eu podia ser um serial killer, sabia?”
"Eu estava chapada, lembra?”
Ele riu, a risada próxima de meu ouvido deixando um estranho gostinho de quero mais.
Ele passou em minha frente, se virando de costas e andando de ré. Ele arrastava uma das pernas como se estivesse machucada.
“Quer ir para fora ou para dentro?”
Trinquei os dentes.
“O que tem dentro?”
“Um bando de loucos.”
“E o que tem fora?”
“Um bando de loucos.”
Permiti que um curto riso sarcástico aparecesse em meus lábios ressecados.
“Faz diferença?”
Parando diante de uma porta na qual eu ainda não havia notado, ele se virou para mim com um grande sorriso inclinado para a esquerda.
“Faz toda a diferença.”
E, dizendo isso, empurrou a espessa porta de metal pintada desleixadamente de branco com certo esforço e me guiou por uma escada estreita. Mordi o lábio inferior com força, me segurando no corrimão enferrujado.
Encarei o seu cabelo de um castanho vivo e escuro, quase tocando a gola da camiseta preta, que tinha o símbolo de alguma banda na frente. Algumas partes da calça jeans estavam rasgadas, como se usasse o mesmo par há dias, mas o garoto não parecia se importar.
“Onde vai quem tenta cometer suicídio?” Perguntei em voz baixa. O garoto me encarou outra vez.
“Primeiro andar. Emergência.” Ele virou uma esquina, em direção ao lance de escadas seguinte, e eu fui atrás.
"Isso não seria um caso para a ala psiquiátrica?”
“Não imediatamente. Overdose, por exemplo. É preciso fazer uma limpeza estomacal desintoxificante ou algo assim.”
“Desintoxicante.” Corrigi.
“Tanto faz.” Ele disse e, de repente, parando de descer, começou a desenhar com o dedo no ar. “Olhe: a clínica psiquiátrica tem a Ala A e a Ala B. São duas partes separadas, com dois conjuntos de dormitórios que abrigam seções diferentes. A de reabilitação e a de psiquiatria. São interligados no mesmo andar, o quinto, porque a maioria precisa de atendimento dos dois lados. Quarto andar, UTI, salas de cirurgia, pós operatório; terceiro andar, oncologia, ortopedia, dermatologia… e por aí vai. Entendeu?”
Após algum tempo de silêncio no qual temi que o garoto fosse mesmo um serial killer, ele pulou os três últimos degraus como uma criança louca para exibir seus novos tênis pisca-pisca coloridos e se virou para mim mais uma vez, agora, a expressão totalmente fechada.
“Por favor. Se você tem drogas no seu organismo, me fale agora e eu a levo ao pronto socorro.”
“Infelizmente, estou bem.”
“Estou falando sério.”
E estava mesmo. Havia uma determinação curiosa em suas feições. O que não fazia muito sentido. Ele sequer me conhecia. Respirei fundo, minha barriga quase tocando minhas costas.
“Eu também estou.”
Empurrei-o para o lado com o ombro, tocando a maçaneta fria e empurrando a porta.
Então, pelo que parecia, a coisa era mesmo um hospital. Frio, muito embora não houve sistema de ar condicionado visíveis em lugar algum. Silencioso, muito embora um choro fraco pudesse ser ouvido em algum lugar. Levemente movimentado, muito embora eu soubesse que não eram mais que cinco horas da manhã.
“Como disse que era seu nome mesmo?” Ele questionou, batendo a porta atrás de si.
“Eu não disse.”
“Essa é a Ala A?” Questionei distraidamente, não me preocupando em olhar para ele.
“É a B.”
Continuei andando meio perdida por entre os corredores monocromáticos do local, ignorando a insistência em correr do garoto do telhado. Com um elástico prestes a arrebentar, prendi o cabelo em um alto rabo de cavalo e, olhando para o meu próprio corpo, não pude evitar um sentimento de vergonha. Meus pés descalços expunham o esmalte descascado, de cor que já não se podia mais determinar. O vestido sequer era meu, era curto demais e as lantejoulas refletiam as lâmpadas fluorescentes.
Eu sentia culpa, frio e uma dor insuportável em minhas pernas finas demais, que correram demais sobre saltos altos demais. Que eram tudo o que restou da minha mãe e foram jogados fora. Por mim. O que Caribe diria quando descobrisse?
Eu sentia como se, por ter entrado clandestinamente naquele lugar, automaticamente poderia ser diagnosticada como louca. Mas e se eu estivesse lá fora? O que eu seria?
Virei uma esquina e, finalmente, vi um elevador no fim do corredor. Passei pelas portas 112, 111, 110, 109… elas iam até o final.
Antes que as portas se fechassem, o garoto enfiou braço lá dentro. Por um momento, pensei que seu cotovelo seria esmagado, mas elas se abriram novamente.
"Vá em frente.” Disse, apontando para os botões numerados de -1 até o 5º andar. Entrei e fiquei diante da porta, esperando. “Alguém que você conhece tentou se matar?”
"Sim.”
"Como?”
"Isso não é da sua conta.” Ele franziu o cenho em resposta à minha explosão, e me senti mal. Esfreguei os olhos. “Desculpa. Você tem sido muito prestativo. As coisas aconteceram muito rápido. Eu ainda não me acostumei com a ideia.”
"Tudo bem.”
"Não está tudo bem.” Eu meio que ri, como se a minha própria desgraça chegasse a ser engraçada. E então voltei a ficar séria, colocando uma mecha de cabelo atrás da orelha. “Ele se feriu com um canivete.”
"Ele é o seu namorado?”
As portas duplas do elevador se abriram e corri para fora, não me preocupando em responder. Extasiada, pousei os olhos em um guichê onde duas mulheres faziam anotações em pranchetas de papelão e uma terceira, ruiva, tinha o rosto iluminado pela tela do computador.
O garoto sabia o que estava fazendo e alcançou o guichê antes mim. Fui atrás nas pontas dos pés, os dedos congelando no piso gelado.
Aqui embaixo era diferente. Era claramente mais movimentado, com crianças de aparência doentia no colo de pais preocupados e cadeiras de rodas sendo empurradas pelos corredores.
“Bom dia, Starla.” Ele falou, olhando para frente. Por um momento, fiquei confusa, até perceber que a frase não se dirigia a mim, mas para a garota de cabelos vermelhos.
A jovem atrás do balcão ergueu os olhos bem delineados do monitor em sua frente e franziu o cenho exageradamente, checando o relógio atrás de si.
“Você é narcótico, garoto?”
“Saberia se eu fosse.” Retrucou, como se a conhecesse há tempos. Talvez conhecesse. “Escute, precisamos achar alguém que pode estar internado na clínica.”
Ela franziu os lábios, como se previsse o final desta história.
“Eu não devia dar esse tipo de informação, sabia? Acabei de ser promovida para o pronto socorro e se me fizerem voltar para o quinto andar, vou esmagar o seu rostinho bonito.”
"Ninguém vai descobrir, Starla.” Ele se inclina no balcão, revirando os olhos. "Só olhe se as vagas nos quartos vazios foram preenchidas.”
Ela balança a cabeça, relutante, e clica em algo com o mouse.
"Bem, houve duas entradas esta noite. Uma veio em uma ambulância e o outro chegará ao meio dia. Qual é o nome?”
“Velibor.” Eu falei, esbaforida. “É o da ambulância.”
O rosto de Starla desapareceu novamente na tela do computador por segundos intermináveis antes que ela voltasse a falar.
“Caribe Velibor?”
“Isso.”
“O nome dele é ‘Caribe’?” O garoto provocou, e me limitei a lançar a ele um olhar fulminante.
“Eu preciso vê-lo.” Murmurei, em parte para mim mesma.
"Você é a irmã dele?” Ela pergunta, as sobrancelhas unidas na testa. "Australia Velibor?”
"Sou eu.”
Ela fez uma careta para a tela.
"Querida, a notícia ruim é que aqui diz que a faca atingiu o estômago do seu irmão. A boa notícia é que a cirurgia é um procedimento de rotina.”
A comida da noite passada se revira no meu estômago intacto.
"Ele está em cirurgia?”
"Ah, não. A cirurgia já terminou faz tempo. Ele vai ficar bem e, quando acordar, será transferido para um quarto no quinto andar.” Starla lança um olhar ao garoto, mas ignoro.
"Posso vê-lo?”
"Ele está se recuperando da anestesia. Mas você pode esperar bem ali.” Com o queixo, ela aponta para várias fileiras de cadeiras, todas ocupadas por gente doente. “Tente dormir um pouco, está com olheiras. Se algo acontecer, eu chamo você.”
Olhei para trás. Uma lâmpada piscou reluzindo sobre as únicas cadeiras disponíveis em uma área pouco iluminada próxima da saída do hospital; uma porta de vidro com sensores que a faziam abrir e fechar automaticamente.
Fiz que sim e me arrastei até lá, incapaz de agradecer. A espuma mal distribuída do assento se afundou sob o meu corpo quando me sentei.
Esfreguei os olhos, percebendo pela primeira vez como estava cansada. Sentimentos são estranhos. É como se eles se odiassem, um se jogando por cima do outro com violência e tentando ser sentido com mais força. Mesmo que um supere o outro por alguns minutos, você sabe que estão todos ali.
"Todas as pessoas da sua família têm nome esquisitos?”
Dirigi ao desconhecido do telhado, parado e minha frente, um olhar frustrado.
"Pensei que você tinha ido embora.” Resmungo.
"Estava pegando café” Ele me oferece um copo descartável de má qualidade. “Pegue.”
"Por quê?”
"Porque eu sei o que está sentindo. Não consegue dormir, mas também não consegue ficar acordada por conta própria. Não posso dar a você meus remédios para dormir, mas o café nesse andar é de graça.”
"Obrigada, mas eu não gosto de café.”
"Você não gosta de café? Que tipo de pessoa não gosta de café?”
"Pessoas chamadas Australia.”
"Bem, isso faz muito sentido.”
Queria que tudo acabasse logo. Me perguntei o porquê desse garoto estar ali. Ele parecia conhecer o prédio. Provavelmente estaria a visita de algum familiar. Mas as visitas eram abertas às cinco da manhã? Bem, eu estava lá. Não entrara de forma sancionada, mas ele também não.
"Você acha o meu nome muito engraçado, não acha?” Exclamo. "Qual é o seu, afinal?”
Ele pareceu querer sorrir, mas não o fez. O canto do lábio permaneceu manchado pelo sorriso jamais sorrido e, em vez disso, tirou do bolso mais um cigarro.
“Iraque.” Foi o que disse, com o cigarro aceso por entre os dentes pequenos. “Encantado.”
O garoto, agora conhecido como Iraque, fez uma reverência exagerada e se sentou ao meu lado. Encarei-o por segundos inteiros enquanto fumava tranquilamente fitando o espaço. Iraque? Todo o desdém para com o nome de Caribe para se chamar Iraque?
“Você não está falando sério.” Consegui pronunciar, sorrindo de leve, ainda que não soubesse o porquê.
“Eu não costumo mentir, Sidney.”
“É Australia.”
“Iraque.” Ele estendeu a mão, à qual fitei como uma tonta por um tempo antes de tocá-la quase sem querer. “É uma honra conhecê-la. Muito embora o primeiro-ministro australiano tenha enviado 300 soldados contra a República Iraquiana no mês passado.”
“Que tipo de nome é Iraque?”
“Que tipo de nome é Australia?” Replicou. Vendo que ele ainda segurava minha mão, cruzei os braços, desvencilhando meus dedos dos seus.
“Deve haver um motivo.” Insisti.
“Causa debet praecedere effectum.” Ele proferiu, pausadamente.
“Isso é latim.” Exclamei.
Iraque sorriu.
“Como sabe?”
Abri a boca para dizer a ele como sou apaixonada por provérbios em latim desde que aprendi a ler. No entanto, fui interrompida antes de começar.
“Você nunca aprende, não é?” Disse um homem vestido de branco, que se materializara em nossa frente e partira o cigarro de Iraque em dois pedaços congruentes, jogando ambos em uma lata de lixo. O garoto, ainda um pouco aturdido, não disse nada e o homem pareceu, com os olhos arregalados, perceber minha presença pela primeira vez. “Você está… visitando ele?”
Visitando?
“Não. A gente se esbarrou.” Gaguejei, confusa.
"Me dê os cigarros e volte para a clínica.”
Ele estava internado neste lugar? Na clínica psiquiátrica?
Oh, Deus. Ele estava internado naquele lugar.
Por que eu estava tão surpresa? Quero dizer, ele era louco, certo?
Iraque se levantou e entregou ao enfermeiro uma caixa vazia de cigarros Camel, enquanto eu olhava para ele em choque.
“Não se preocupe. Acabou, Gerard.” Ele olhou para mim uma última vez antes de se afastar e sorriu. “A gente se esbarra por aí, Australia.”
Disse, praticamente enfatizando a frase inteira. E foi embora. Gerard foi atender um telefone. E aquele sorriso foi a última coisa boa que eu vi antes que meu pai estacionasse em frente à porta de vidro, em meio à manhã cinzenta já completamente estabelecida do lado de fora.
Finalmente o Iraque apareceu! Sei que tinha muita gente ansiosa pra conhecê-lo, e aqui está uma prévia de um dos personagens mais importantes dessa história. Esperam que tenham curtido o capítulo. Mandem asks dizendo o que acharam, eu vou adorar responder tudo <3 Até semana que vem!











