Cuando me están hablando pero de la nada recuerdo que Alejandra Pizarnik dijo:
"Solo el amor pudo haberme salvado,
Pero, como siempre, yo no puedo amar, ni mucho
menos aceptar que me amen."

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Cuando me están hablando pero de la nada recuerdo que Alejandra Pizarnik dijo:
"Solo el amor pudo haberme salvado,
Pero, como siempre, yo no puedo amar, ni mucho
menos aceptar que me amen."
Ao Haru Hide, Kou!
Foi se contigo toda a beleza dos dias frios.
Resenha~~ ELEANOR & PARK - Rainbow Rowell
– Por que você gosta de mim?
– Não gosto de você – ele disse. – Preciso de você.
–Não gosto de você, Park – ela confirmou, num tom que por um segundo, pareceu confirmar que era sério mesmo. – Eu... – a voz dela quase desapareceu. – Eu acho que vivo por você.
Vou admitir que tive um mal pressentimento com esse livro... tudo bem, eu deixo você chamar de preconceito. Meus primeiros contatos com livros de romances adolescentes foram decepcionantes. Quando me apresentaram o livro desse jeito evitei e neguei até vê-lo na livraria em promoção, com um cartão de presente na mão, doido por um livrinho barato para preencher o valor certinho!
A menina tinha a aparência exata do tipo de pessoa com o qual isso costuma acontecer. Não só por ser uma pessoa nova ali, mas por ser grande e esquisita. [...] e se vestia como se...como se quisesse que as pessoas ficassem olhando.
Sinopse
No livro, que se passará em 1980 conheceremos Eleanor, uma garota gorda que sofrerá pelo bullying e pelas condições precárias que ela e os irmãos são colocados pelo padrasto; e conheceremos Park, um garoto metade coreano com uma família tradicional, contudo com alguns assuntos mal resolvidos. Dois desajustados. O amor começa a crescer aos poucos a partir do momento que Park repara que Eleanor lia seus gibis junto com ele no ônibus escolar. Nessa jornada vamos acompanhar as perfeições e imperfeições desse relacionamento.
Isso era o que dizia a sinopse e então comecei a ler.
Segurar a mão de Eleanor era como segurar uma borboleta. Ou um coração a bater. Como segurar algo completo e completamente vivo.
Impressões do livro
E eu me surpreendi! Eleanor & Park contará a história do primeiro amor, do nervosismo, do pânico, da saudade, dos desejos, dos sentimentos fortes e inexplicáveis e das intrigas que um adolescente passa. A leitura carrega uma atmosfera nostálgica que encanta. A autora escreveu os sentimentos e pensamentos dos personagens de forma divertida e autêntica.
Ela andava lendo o gibi dele.
[...]
Park achou que devia lhe dizer alguma coisa. Sempre sentia que devia dizer-lhe alguma coisa, mesmo que fosse apenas um “oi?” ou “com licença”[...]
Park não lhe disse nada. Somente abriu mais o gibi e foi virando as páginas mais lentamente
É notável o belo trabalho de Rainbow Rowell na construção dos personagens, desde os principais aos secundários. Todos personagens importantes na trama nos apresentará sua própria história, linguajar e comportamento. Não são apenas esteriótipos compactos (o rebelde, o engraçado, o tímido), mas complexos. A narração em terceira pessoa do ponto de vista dos personagens contribui a essa construção e nos aproxima de suas opiniões, interesses e inseguranças. O leitor se emociona a vê-los amadurecendo em meio às circunstancias que são expostos.
– Você... – ela começou – , você é tão... interessante.
– Interessante? – ele disse.
Gente. Não dava para acreditar que ela acabara de dizer isso. Que coisa mais desinteressante. Tipo o oposto de interessante.Tipo, se você procurasse “interessante” no dicionario, haveria a foto de uma pessoa interessante perguntando: “O que tem de errado com você, Eleanor?”
O elemento mais trabalhado na construção do livro foram os diálogos. A facilidade da autora para escrevê-los é incrível e digna de palmas. Está presente em sua estrutura muito realismo, tornando as falas sem aspecto teatral e fantasioso. Ademais eles todos são muito interessantes e tem belos desfechos.
Os problemas que o casal enfrentará, tanto no relacionamento quanto nas famílias é de nos matar de vontade de dar um abraço em cada um, principalmente da Eleanor. Não vamos esquecer da vontade de dar uma porrada em seu padrasto problemático e abusivo! Tijolada no Richie!!
– Você também chama ele de pai? – Eleanor perguntou.
– Ele é nosso pai agora.
Com elementos como violência domestica, gordofobia, homofobia e racismo tão presentes nessa época, Rowell não perde a oportunidade de fazer críticas e reflexões de maneira sutil, nada que conturbe a história.
Gosto de descrever Eleanor & Park como um livro muito gostosinho de ler! A descoberta da paixão nos dois lhe fará derreter e o final lhe fará chorar. Foi uma leitura que valeu a pena. Reler e reler foi ainda melhor.
– Eleanor, quantas vezes tenho que te dizer – ele falou por entre os dentes – que não gosto de você?
~respondendo aqui caso não dê espaço no curiouscat~
hunter é uma pessoinha ainda muito confusa para lidar com sentimentos
acho que pra ele é mais natural externar coisas ruins -- raiva, rancor. sentir coisas boas é algo diferente, quase novo. não vou falar que ele foi criado em meio ao ódio, mas sim que hunter é novo no amor/paixão/april/afins. deu pra perceber que ele é meio intenso, né? é muito pra digerir.
resumindo: hunter é ruim em lidar com emoções.
Pelicula: Tres metros sobre el cielo.
Extra (Felipe): Natal, tias chatas e chifres.
Como prometido, estou soltando a ceninha extra baseada em uma ask que Lipe respondeu há uns tempos, no Tumblr dele, sobre uma suposta briga que ele teve com uma tia no Natal. Espero que gostem da ceninha e que possam matar um pouco a saudade do Lutador com ela! <333 Caso alguém queira ver a pergunta que originou esse post, basta clicar aqui. Enfim, boa leitura, amorinhas! <33
E comentem, fala sério. Tadinha de mim.
(peço desculpas pelos possíveis erros).