(…) me acercaba a ella y le preguntaba cuál era el lugar en que el sol brilla más o en donde encontrar el cielo de un azul más puro. Y ella me hablaba y su cuerpo parecía sagrado.
Alejandra Pizarnik.
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(…) me acercaba a ella y le preguntaba cuál era el lugar en que el sol brilla más o en donde encontrar el cielo de un azul más puro. Y ella me hablaba y su cuerpo parecía sagrado.
Alejandra Pizarnik.
A eterna dor de cabeça de João Cabral de Melo Neto (1920-1999)
Um dos maiores poetas da língua portuguesa, João Cabral de Melo Neto, escondeu um segredo desde que deixou o Recife na década de 40. Poucas pessoas conhecem os detalhes desta época aonde o poeta, com apenas 21 anos, foi internado no Sanatório do Recife a pedido da sua família. João Cabral andava sempre irritado, nervoso e exausto por causa de uma dor de cabeça crônica e insuportável que o atormentava desde os 16 anos.
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vento entre os homens
o vento me acusa de ser carne, de ser homem. a tarde se desmonta em milhares de vizinhos. a vida é mais bonita do lado de fora da cidade e, toda carne, disse a fresta, é um convite.
as engrenagens da flor aprovam a existência de deus; as desvantagens do amor só sabe quem nunca se deu.
pessoas se divertem, motorizadas. depois desaparecem, abandonadas. a penumbra de uma ideia me abocanha o pensamento que salta da minha boca, encriptado, pra loucura do real: meus sentimentos.
e meu dia lá se vai, descolado de sentido, de certeza ou compromisso, coisa que não volta atrás. que é quando o vento desmascara as vantagens de ser carne na cidade dos mortais.
Eterno (extracto)
Al final del sueño está La realidad que (no) he vivido ¿He vivido? Al principio del sueño Se encuentra el tiempo Y la muerte lo abraza y se lo lleva Y solo el ser queda Y este, en su (no) existir Se hace eterno
Estava
Tendia a cautelosidade no vivido dos outros. Ceticismo na estrada revés à razão até combina com erro. Era ou estava fechado?
Pedia tempo. Até porque tal coisa não vem como carteiro na porta. Ceticismo na estrada revés à razão. Era ou estava fechado?
Não enxergava como um ser exclusivo, independente, I N C A L C U L Á V E L amável. Or com Or.
Ceticismo na estrada revés à razão. Era ou estava fechado?
Quando o falado apareceu, estranhou. Não deve ser desse jeito, cismou. Ceticismo na estrada revés à razão. Era ou estava fechado?
Pendurou as raízes inflamadas, sorriu de novo. Deixou de usar meia verdade. Voltou pro povo.
Você aprende uma e (re)aprende outra. Bonito mesmo é quando se juntam. Ceticismo no seu devido lugar.
soteriologia
um pouco de morte sempre acontece diante de possíveis não vividos.
19.8.2017
beijar o sono em suas pálpebras até que a vibração me tome todo na frequência em que descansa a vida que ocupa seu corpo ~~~~~ diante de ti se revogam as ideias como que isolado dos ruídos íntimos diante de ti cessa o rumor as vagas a ressaca do intelecto diante de ti é o que é porque é e não preciso me saber porque estou ~~~~~ beijar o som de quando diz meu nome beijar seu nome e a ideia do seu rosto beijar lembranças escondidas em seu corpo beijar seu solo de guitarra favorito beijar os primeiros dias de agosto beijar as praças em que nos beijamos beijar seu desprezo pelo que é velho enquanto fazemos algo novo à sombra da estátua de um homem morto ~~~~~ eu me descobrir de repente ao seu lado é como acordar devagarinho no meio de uma música inesperada e aos poucos através do sono ir reconhecendo as palavras as notas purificadas pela confusão os acordes feitos mais claros pela obscuridade dos meus olhos e essa tontura que dá solidez e faz saber que estou plantado firmemente numa terra onde é possível morrer amanhã mas não sem ter mergulhado na beleza de me descobrir de repente ao seu lado
sobre o nosso grau de acaso na finitude e eu não uso pontuação porque a vida não tem pausa
eu sei que o que começa está fadado a acabar mas ali naquele momento nós parecíamos eternos eu sei é triste tudo sempre vai embora até as pessoas que a gente ama até mesmo as pessoas que a gente mais ama mas eu gosto de pensar que as lembranças são eternas ao contrário das pessoas as lembranças ficam na memória e as pessoas são efêmeras e o desejo de eternidade nos leva à reprodução mental compulsiva em busca do estado permanente da constante felicidade de outrora mas a necessidade do eterno retorno à beleza modifica o momento e nos apresenta uma memória revisitada nunca igual à beleza vivenciada e então eu sei que a felicidade não é eterna
[estamos condenados ao fim]
haicai de nada
eu não quero muito eu só quero tudo um pouco
18.8.2017, b
percorremos dias e camas à espera de uma hora não insistimos em revisitar os minutos incansáveis de escorrer pelas calhas dos acontecimentos insaciáveis de acontecer inconscientes mudos fundos até que simplesmente não
EU SOU OUTROS CANTORES
e te chamo de baby babe quando te amo em outra língua babe e não te chamo quando amo tua língua com a minha própria
tropo clichê
lembro-me de ter lido uma frase com os dizeres “deus de vez em quando me tira a poesia e eu olho pedras e vejo só pedras mesmo”. achei graça porque padeço de agnosticismo. a pilhéria é que enquanto vagava por ruas e avenidas, vi calçadas e horizontes, casas e paisagens em sua composição estética mais agradável. assoprei minha cota de metáforas numa nuvem de nicotina e o que restou foram comparações patéticas de coisas que são apenas coisas, porque meu deus, não é hoje que eu vou escrever bonito.
lets break every promise we ever made like we are breaking each others hearts
lets go to all those places we don’t wan’t to be seen in but want to go together
lets say all the words we don’t mean but want to hear, need to hear
lets call it love when it is barely a connection and a spark
lets call it forever when we are gonna break each other the next moment
lets fuck with each others brains just because it is fun because we are good at it
Kind of a mess, but so is my mind right now.
aquela pele
tez dourada e tenra…
canela fresca e refulgente…
qual areia do deserto,
no momento cálido do poente,
é a pele do seu rosto sob meus dedos.