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@versosdosol
Eu me sinto bem negligenciada quando falam “para de tomar remedio”, “tu não precisa disso”, sendo que a pessoa não sabe caralho nenhum sobre mim, sobre o que eu tenho, não faz um esforço pra entender, eu tomo lítio, merda , e por mais que eu tenha ódio de tomar meus remédios, ele me mantém menos pior. Não é como se eu quisesse tomar, não quero, mas é uma pura falta de vontade de me entender e entender o que eu vivo, tu vive comigo 24h caralho, deveria no mínimo saber o que eu tenho e entender que esse caralho de remédio me mantém viva, já é bem difícil ficar viva na verdade, odeio inclusive.
Nem tudo dá pra ver
Tem coisas que a gente sente e não sabe explicar.
Às vezes, nem entende… só sente.
Um aperto no peito, uma vontade de sumir, uma bagunça por dentro.
E, mesmo assim, levanta.
Faz café, responde mensagem, segue a vida como dá.
Tem dias que o esforço não tá em fazer muito,
mas só em existir.
E isso já devia ser o bastante.
Só que nem todo mundo entende.
Pra alguns, parece exagero, drama, frescura.
Mas não é.
É só que tem lutas que não aparecem.
E dores que não fazem barulho.
A verdade é que ninguém sabe o peso que o outro carrega.
E tudo o que a gente precisa, às vezes,
é de um pouco mais de paciência…
e menos julgamento.
Porque tem gente que não tá tentando chamar atenção.
Tá só tentando ficar bem.
"A tortura é a ferramenta de um poder instável, autoritário, que precisa da violência limítrofe para se firmar, e uma aliança sádica entre facínoras, estadistas psicopatas, lideranças de regimes que se mantêm pelo terror e seus comandados. Não é ação de um grupo isolado. A tortura é patrocinada pelo Estado. A tortura é um regime, um Estado. Não é o agente fulano, o oficial sicrano, quem perde a mão. É a instituição e sua rede de comando hierárquica que torturam. A nação que patrocina. O poder, emanado pelo povo ou não, suja as mãos."
Livro: Ainda estou aqui
Autor: Marcelo Rubens Paiva
O início de um novo episódio depressivo: de novo.
eu estava indo tão bem
eu estava indo tão bem
eu estava indo tão bem
eu estava indo tão bem
eu estava indo tão bem
eu estava indo tão bem
eu estava indo tão bem
eu estava indo tão bem
eu estava indo tão bem
eu estava indo tão bem
eu estava indo tão bem
eu estava indo tão bem
eu estava indo tão bem
eu estava indo tão bem
eu estava indo tão bem
eu estava indo tão bem
eu estava indo tão bem
eu estava indo tão bem
eu estava indo tão bem
eu estava indo tão bem
eu estava indo tão bem
eu estava indo tão bem
eu estava indo tão bem
eu estava indo tão bem
eu estava indo tão bem
por que estou
triste
de novo?
O silêncio é tão visceral, ele desvela a essência do "ser" sem o escudo das palavras. É um espaço onde a vulnerabilidade não se esconde, mas se manifesta em sua forma mais crua. Perturbador, sim, mas também profundamente restaurador. Porque é na ausência de ruídos que nos confrontamos com a presença mais autêntica de quem realmente somos.
- R@y
Fazia tempo que eu não chorava tanto de soluçar… é muito ruim ficar guardando as coisas pra si, porque uma hora você explode e fica se sentindo uma merda, cavando o poço sem fundo.
Eu to sentindo uma angusta, não sem explicar, to me cobrando muito de novo, não sei o que fazer, to triste, cansada. O que devo fazer??
Eu ando tão cansada. Triste. Me sentindo sozinha, perdida. Nos últimos anos, fui diagnosticada com tanta coisa: TOC, ansiedade, depressão, TDAH. Depois, tentei me matar e fui internada em um hospital psiquiátrico. Lá, veio outro diagnóstico: borderline. Quando saí, troquei de psiquiatra duas vezes, e a última me disse que eu tenho transtorno bipolar.
E eu me pergunto: o que é isso? Quem eu sou? Tenho tudo isso? Só uma parte? Não sei mais. E o que dói de verdade não são os nomes que colocam no que eu sinto, mas essa sensação constante de que nunca vou ser normal.
Vivo tomando remédios que me lembram todos os dias que algo em mim “não funciona direito”. Não posso comer o que eu gosto, não posso beber um drink sem culpa, e quando olho para o espelho, vejo 40 kg a mais acumulados em três anos (por conta dos remédios). A última novidade foi mais remédios para tentar “consertar” o que está errado no meu corpo.
Sabe o que é pior? Eu gasto dinheiro todo mês pra me tratar, mas, no fundo, me pergunto: isso está me ajudando de verdade? Ou só está me mantendo aqui, viva, mas fazia? Porque, se for isso, já estava assim antes de pensar em me matar.
Eu queria sumir. Queria não carregar tanto peso no peito. Porque, no fim das contas, só queria me sentir normal. Só queria ser eu — mas nem sei mais quem eu sou.
Acho que eu me entrego demais quando estou confortável, quando vejo, estou vulnerável demais, e acabo me machucando por coisas que eu conseguiria evitar.
“Durante toda a sua vida ninguém fez você sofrer mais do que você mesmo.”
- Don Miguel Ruiz (livro: os quatro compromissos) 💜
Família só é bom longe da gente.
Bride✨
Muitas coisas aconteceram até chegar a esse momento. Às vezes, nem acredito que tive a coragem de tomar essa atitude, mas ainda bem que tive.
Passa um filme na minha cabeça de tudo o que já passei por causa dessa relação: amizades tóxicas, condenação ao inferno, homofobia, tentativa de suicídio, diagnósticos, tratamentos necessários para minha evolução. E, em todo esse processo, ela estava ao meu lado. Sinto-me iluminada por tê-la sempre juntinho a mim.
Às vezes, ela não acredita no potencial que tem, mas, com certeza, é uma das mulheres mais fortes e inteligentes que eu conheço. Mesmo me irritando com seu jeito sanguíneo de ser — sim, me irrita bastante —, eu a amo. Nossa cumplicidade, companheirismo, carinho, nossas conversas, e até os estresses que precisamos lidar juntas... Tudo isso tornam as coisas mais leves para mim ao seu lado.
Obrigada minha noiva, você é a minha felicidade, te amo ❤️💍