NÃO, EU JAMAIS QUERO TENTAR NOVAMENTE.
Eu penso muito sobre tudo, acho que estou sobrecarregado com esse fardo que insiste e persiste em viver dentro do meu mundo obscuro.
Acho que sou nulo de todas essas pessoas que já existiram dentro de mim, quero dizer, elas não me tornaram melhor, elas apenas afloraram meu pior lado.
E eu fico amargurado quando penso que talvez não consiga melhorar dessas feridas que insistem em ficar.
Eu fico apático, tento ser simpático, mas o que restaram foram os cacos de um tempo indeterminado onde eu já era cansado dessa existência.
E minha frequência se acostumou a ser baixa, de novo eu estou a beira de um precipício bonito, e o que eu mais queria era me jogar.
Me jogar sem preocupações sobre como a queda vai estilhaçar todos os ossos do meu corpo fadado ao fracasso.
Eu passo essa existência, eu passo essa decadência de apenas existir e não ser feliz.
Eu faço o que faço pra não sofrer mais com estilhaços.
Eu traço um plano insano pra ultrapassar qualquer pessoa que fique em meu caminho.
Eu caminho sobre um vale de rosas cheia de espinhos.
Eu tô sozinho com meus demônios.
Eu tô fugindo de conflitos que me deixam abatido.
Eu tô fluindo mas beirando o lado negativo e o aceitando.
Eu tô flutuando sobre um mar de sensações ruins que não tem mais fim.
Não. É sempre um recomeço.
Mas pereço por não pagar o preço que deveria.
Eu deveria estar a 7 palmos abaixo da terra?
Ou é minha depressão maldita que me deixa assim?
Ou são as antigas escolhas que tomaram conta de mim?
Ou são as folhas caindo da árvore numa quinta qualquer...
Quinta essa onde eu gostaria de morrer lentamente e deixar de ler latente.
Eu observo cada folha, e nenhuma delas me fazem ter novas escolhas ou perspectivas diferentes.
Entende, é um ponto de ruptura, onde antigamente a captura dos meus objetivos ocorria de maneira natural.
Agora eu preciso bater na árvore com o machado, e as folhas caem sobre meus braços, e eu choro e imploro para que o inverno chegue logo, eu quero ser congelado e apagado dessa vida.
Bom, tanto faz, tudo me deixa em baixa sintonia, pouco sincronizado com a realidade, onde eu poderia ir agora?
Se todas as minhas rotas tem árvores sem folha alguma.
Como uma floresta cheia de coisas mortas... Ao menos tudo isso combina comigo, morto e ferido.
Não me sinto nada vivo, não me sinto querido, não me sinto sendo aquele que é o preferido.
Até o dia em que meu caixão bonito ser fechado, e então eu descansarei enquanto as larvas comem toda minha estrutura.
A vida tem sido observada numa perspectiva turva, e então?
Onde está a curva que poderei bater a 312 km/h?
A curva se aproxima, e a neblina bonita que cerca minha vista acalma meu coração, pois morrerei vendo algo que não foi em vão.