˙ ✶ 𝐀𝐀𝐋𝐈𝐘𝐀𝐇 𝐒𝐇𝐀𝐇𝐑𝐘𝐀𝐑 + 𝒑𝒆𝒓𝒔𝒐𝒏𝒂𝒍𝒊𝒕𝒚 𝒕𝒓𝒂𝒊𝒕𝒔 ˞
É ʜᴏᴊᴇ que ele 𝐩𝐚𝐠𝐚 todo o mal que ele te fez 𝑪𝒂𝒃𝒆𝒍𝒐 ok, mαrquınhα ok, sᴏʙʀᴀɴᴄᴇʟʜᴀ ok, a 𝐮𝐧𝐡𝐚 'tá ok Brota no 𝒃𝒂𝒊𝒍𝒂̃𝒐 pro desespero do seu ex
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@zanedetaubate & @yourhghness
clvrgirl:
A vida voltava aos poucos ao normal na escola, as aulas tinham sido retomada e com isso, Lyla tinha se enfiado na biblioteca, algo bastante costumeiro para a loira. No entanto, quando passava por uma das prateleiras, sentiu o livro ser arremessado em sua direção e o apanhou antes que fosse parar no chão, ficando um tantinho revoltada pelo modo como a morena estava tratando os objetos. ‘ Olha, não acho que deva agir desse modo com os livros. ’ tentou repreendê-la, mas ela não pareceu ligar para o modo como lidava com os livros. ‘ eu acho que é um bicho papão. ’ afirmou, sem qualquer emoção, mas diante dos relatos que tinha recebido dos seus colegas e do que ela própria tinha enfrentado na floresta, só poderia ser algo que tomasse forma de seus maiores medos e maior medo de Lyla era a falta de conhecimento, ter enfrentado uma esfinge que testou toda sua inteligência demonstrava isso. ‘ o que você enfrentou quando entrou lá? ’
" ––– Foda-se. Se eu quiser riscar esse livro todo de marcador permanente, eu vou fazer." Um pronunciamento desnecessário e quase infantil, a bem da verdade ––– principalmente agora, que não havia porque ter uma atitude como aquelas; saudade de quando Aether não era o segundo livro de Apocalipse, né minha filha? Momento de beber durante as aulas, jogar pôquer em sala de aula... Basicamente haviam chegado ao fim. E logo agora Allie resolvera pegar em livro. Curioso. " ––– Não acho. Até onde eu sabia eles se transformam no seu pior medo e... Não foi exatamente isso." Agora, flores e relva poderiam ser seu maior medo, mas na época, passavam longe. " ––– Um palácio umas três vezes do tamanho de Aether, cheio de empregados. E príncipes gatos pra caralho. E comida boa, clima agradável. Tava massa, aí você descobre que na verdade tá sendo preparado pra virar sacrifício humano de uma seita doentia. Só isso." Deu de ombros levemente. " ––– E você?"
aimnoternest:
Segurou o primeiro livro automaticamente, assim que o teve quase acertando sua fuça. Então, veio o segundo, e, de repente, o terceiro. Lançou um olhar para eles em sua mão e em seguida para a garota próxima que bracejava pelo corredor da biblioteca. “Calma aí.” Pediu em meio a um breve riso. “Nunca te contaram que a curiosidade matou o gato, ou melhor, a gata?” Disse, comprimindo os lábios para esconder um sorriso que insistia em aparecer. “Vai por mim, é verdade. Eu mesmo quase morri umas três vezes por causa disso. Mas, nesse caso, eu sou um coelho.” Deu de ombros, colocando os livros sobre uma mesa, aproveitando para dar uma olhada nos títulos e fazendo uma careta em seguida. “E, convenhamos, você não vai ler isso. Parecem chatos. Aposto que vai desistir no primeiro capítulo de qualquer um deles.”
" ––– Não é curiosidade não, porra, é necessidade mesmo. Se você quiser verificar, entra lá, vê e depois volta pra contar a história." As palavras rudes não eram nada pessoal; apenas o jeito da dariana. No final do dia, não era exatamente uma necessidade, mas bom. Pelo menos Aaliyah conseguiria pelo menos dormir uma noite inteira. Para ela, ficar ciente da pior atrocidade possível era melhor do que não saber o que, de fato, havia ocorrido ––– ou o que estava ali o tempo todo. " ––– São chatos sim. São chatos pra caralho." Ela nem havia começado a ler para ter tanta certeza, mas tinha certeza que dormiria no título. Grandes e amarelados, ou seja, ninguém tava nem aí pra eles e jogaram no fundo da biblioteca pra não ocupar espaço útil. Deviam fazer a mesma coisa com Merlin, para ser bem honesta. Ele já era velho e amarelado; meio caminho andado. " ––– Mas sabe o que é mais chato? Voltar lá e se foder bonito. Você tem mais palpites de onde a gente pode procurar? Porque eu só achei esses aqui." Vai que ele frequentava mais a biblioteca. Nunca se sabe.
littlegotbrooke:
Ela tentava pegar os livros que foram jogados em sua direção de forma inesperada, tentando não se desequilibrar com o peso que ia aumentando toda vez que um novo livro era adicionado. - Eu sei o que tem na floresta. Algo bem assustador e perigoso, e acho que não damos conta deles sozinhos. - Balançou a cabeça positivamente admitindo aquilo, mesmo não querendo, pois queria resolver aquela situação sem ajuda do diretor. - Queria saber se você falaria na frente dele… Enfim, o que está buscando? -
" ––– Não damos mesmo, e nem fodendo que eu volto lá. Agora saber o que há naquele inferno a gente pode tentar." Duvidava que foi a mesma coisa que atacou todo mundo, por mais que, segundo relatos, era uma mesma voz que havia chamado todos ––– ou quase todos ––– os descendentes para a floresta. " ––– Falaria e com gosto. Outras palavras acompanhariam também, se quer saber." E não mentia; Aaliyah tinha um arsenal de xingamentos, e não seguraria a língua na frente de um idoso com complexo de palhaço. 'Ah, mas é um mago super pod...' Tá, foda-se. " ––– Algo sobre palácios, jardins suspensos... Mas não sei se isso vai ser útil. Quando Zane chegou lá, disse que não havia nada." Ou seja, existia a possibilidade do palácio ter sido visto apenas por ela.
marloweking:
Conforme os livros lhe eram passados, a loira os segurava nos braços com cuidado entre risadinhas, analisando cada uma das capas com divertimento. Mal estava ouvindo o que a outra lhe dizia e, quando se entediou de observar os livros, simplesmente os jogou no chão com um barulho enorme antes de começar a pular no lugar e bater palmas. — Sabe que horas são? — Interrompeu os pulinhos para unir as mãos debaixo do queixo, observando a aprendiz com os olhos brilhantes de empolgação. — DÓ, RÉ, MI, FÁ. JÁ É A HORA DO CHÁ! SOL, LÁ, SI, DÓ. MERLIN É UM BOCÓ! — E Marlowe seguiu cantarolando entre risadinhas enquanto rodopiava.
E quando achou que já tinha visto de tudo naquela escola... Vamos lá, alguns alunos eram dignos de bullying, e a falta de noção geralmente era um prato cheio para Aaliyah encontrar diversos pronunciamentos ofensivos para se dirigir ao alheio. Mas a bem da verdade, até ela tinha alguns limites. Os olhos castanhos acompanharam a figura da loira rodopiando, o cenho franzido com um evidente estranhamento –––– tanto que mal se importou com os livros sendo largados no chão. E depois de arregalar levemente os olhos e erguer os ombros num sinal de 'fazer o que', ela finalmente soltou. " ––– Vou nem zoar. Vai que é doença."
˙ ✶ ˚ 𝗍𝖺𝗌𝗄 𝟢𝟢𝟨. ˞
𝗔𝗴𝗼𝗿𝗮 vai 𝒄𝒐𝒎𝒆𝒄̧𝒂𝒓 o 𝐂𝐎𝐌𝐁𝐀𝐓𝐂𝐇𝐘 ˞
Deixa eu te 𝒍𝒆𝒎𝒃𝒓𝒂𝒓 que eu Não sou 𝐨𝐛𝐫𝐢𝐠𝐚𝐝𝐚 a nada Nınguém manda nessa 𝒓𝒂𝒃𝒂
" ––– Segura isso, isso, e isso aqui." Nem a própria Allie acreditava a que ponto ela havia chegado: na biblioteca, local que ela deixaria facilmente criando poeira, ou até mesmo tiraria alguns livros para colocar fogo caso precisasse novamente de proteção ––– na concepção dela, é claro. Mas no momento em que estava basicamente atirando os exemplares para a pessoa mais próxima. " ––– Se Merlin não fala pra gente que porra tem na floresta, a gente tem que descobrir sozinho, né. Não faz porra nenhuma, depois chuta um Djinn, alguns alunos saem vivos e ainda quer que a gente bata palma pra palhaço. Não fez mais do que a obrigação e tem que se foder." Pois ela mesma, agora, queria saber mais sobre o ocorrido na floresta. Parecia a única forma de dar um pouco de paz de espírito.
trcmainc:
O Tremaine lançou um olhar sem emoção para a garota, não havia necessidade para tanto pânico ou irritação, eles estavam a salvo nos terrenos da escola e não havia mais ondas ou ventos para arrastar eles para locais desconhecidos. ‘ calma, cara, eu só perguntei. ’ se esquivou da impaciência, dando um passo para trás e pronto para deixar a garota para lá e buscar uma pessoa que pudesse ser útil de verdade, não precisava de uma garota histérica lhe atrasando. Quando ela mencionou os monstros da floresta, o rapaz apenas ergueu o olhar em direção a mata e não viu absolutamente nada. A voz tinha voltado, mas não parecia estar pronta para aterrorizar a vida deles, ainda não. ‘ isso vai fazer com que você pare de surtar? se sim, vamos, oras. ’ indicou para que ela lhe acompanhasse, ele podia não ser o cara mais corajoso da escola, mas seu tamanho podia passar a sensação de segurança que ela precisava.
" ––– Você sabe o que tem lá dentro, Laurent?" Por óbvio, era uma pergunta retórica, e Allie não esperou uma resposta de Tremaine para concluir a própria linha de raciocínio, tão elétrica estava. " ––– Tem a porra de um palácio inteiro! Um palácio! Com jardins suspensos, empregados, uma árvore gigantesca que quer sugar a sua alma e dois filhas da puta que te fazem de refém." Não mencionou a parte que eles faziam tudo isso enquanto a vítima estava altamente drogada, tampouco que sua estadia no local fora nada além de agradável ––– pelo menos, até ela perceber que estava a caminho de um abate, o que transformou tudo, rapidamente, de agradável para desesperador. " ––– Você só acorda lá e pronto. Se fodeu." Para ela, esse era exatamente o resumo da ópera. E agora, se perguntava onde diabos havia ido parar o isqueiro que carregara consigo durante semanas. Precisaria dele mais para frente. " ––– Vamo pra lá. A enfermaria é praquele lado, e não tem grama."
notsantc:
Olhou confuso, para Allie, ela estava mais enérgica que o normal, e parecia sequelada, talvez tivesse batido a cabeça ou algo assim, pelo menos as coisas que falava aparentemente não faziam sentido algum. “Ah, você não faz ideia de como eu adoraria sair daqui” rebateu, a verdade é que tava sem forças para se levantar, e não era a morena lhe dando ordens que mudaria isso. “Eles quem? Que droga Allie eu não consigo me levantar”
" ––– Então arruma um jeito, inferno!" Não, os jardins não tinham qualquer perigo ––– pelo menos, não até agora ––– mas para Allie, estar próxima ao gramado e a relva era quase a mesma coisa de estar de frente a uma fera descontrolada; os traumas da floresta ainda não haviam passado, principalmente porque Yamileth não havia sequer cogitado ir a um psicólogo. Não demorou para que fosse em direção ao moreno, a fim de ajuda-lo a sair dali. " ––– Se eu conseguir te ajudar a levantar e te servir de apoio, você consegue caminhar?"
ASLIHAN MALBORA for Harper’s Bazaar Turkey
A partir do momento que havia puxado uma briga no mercado de Atlântida, tinha conseguido escapar na companhia de Ian, mas então foi puxado pelas águas que se transformaram em um grande tsunami e o arrastaram pelo chão de Oz e em seguida pelos terrenos do castelo. Seu corpo se chocou contra a terra dura do castelo e ele podia contabilizar os ossos que tinham quebrado enquanto se movia para levantar-se, por sorte, ele conseguia sentir suas pernas e seus braços, também tinha consciência de onde estava, logo, não tinha ocorrido nada com sua cabeça, mas ao apoiar-se com as mãos contra o chão para então levantar-se, sentiu o pulso direito vacilar. ‘ droga. ’ xingou baixinho, enquanto usava o outro braço para finalmente ficar em pé, sentindo uma fisgada em suas costelas. Para um covarde, ele estava bem machucado. Buscou algo para poder imobilizar o pulso, mas não encontrou, caminhando sem jeito até a pessoa mais próxima. ‘ hei, poderia me emprestar seu cinto? ’ pediu na maior cara de pau, precisava improvisar uma tipoia o quanto antes.
O caos que circulava Aether no momento, juntamente com a surpresa desagradável que protagonizou a excursão da vez, fez com que Aaliyah estivesse, no momento, sob mais estresse do que de costume ––– e a maldita voz! Era impossível não pensar que ela podia ser, mais uma vez, arrastada para a floresta negra, e daquela vez, nunca mais retornar. Afinal, mês passado, havia regressado à Aether apenas porque fora encontrada, e uma sorte como aquelas era rara demais para acontecer duas vezes. " ––– Você tá vendo cinto aqui?! Eu não tenho cinto! Não tenho nada!" Tinha impaciência no tom de voz, mas principalmente, também alguma pitada de medo ––– e Tremaine não havia sido o causador de um, nem de outro; a cólera fora causada, evidentemente, pelo estresse da situação. De qualquer forma, o líquido carmesim que jorrava da ferida no braço da própria Allie evidenciava que ela era outra que precisava ir à enfermaria. " ––– A gente tem que sair daqui! Agora! Se os bichos da floresta conseguirem levar a gente pra lá a gente não volta!"
Cercada pelos cristais que caíram de seu colar rompido assim que chegou nos jardins de Aether, várias estruturas pontiagudas protegiam a princesa, que repousava sem entender muito bem o que tinha acontecido. Aquela era uma situação completamente fora de seu controle, logo, não sabia como reagir ao mais puro caos de ser arrastada por correntes e passar por um teletransporte súbito. Parecia estar em seu estado normal — meio molhado, mas bem —, entretanto, percebeu o que estava errado ao olhar para os seus pés: sem um dos pares de seu sapato, Calliope deu uma risada sem humor. —— Eu perdi meu sapato! —— Ela disse, encarando o pé descalço. Precisava realmente de apoio agora. —— Você viu meu sapatinho? Eu não posso sair daqui sem ele.
As sequelas, incrivelmente, não haviam sido tão alarmantes ––– pelo menos, não fisicamente. Os diversos cortes, alguns mais profundos do que outros, adornavam toda a extensão do corpo da dariana; contudo, a maldita voz que voltara a assombrar a morena, para ela, era infinitamente mais grave do que as feridas abertas. Se outrora havia sido basicamente arrancada de Aether e retornado com indícios de que havia sido drogada, nada impedia que acontecesse de novo ––– e por isso, Allie ansiava em retornar para seu dormitório e lacrar as janelas. " ––– Não sei de sapatos, não sei de porra nenhuma." A voz, apesar de firme, continha um medo explícito. " ––– Deixa isso pra lá, Callie. E aproveite e fique longe dos parapeitos das janelas." Uma sentença que para Allie, fazia total sentido.
A última coisa que viu foi um apagão, antes de estar novamente consciente, agora no jardim do castelo, não sabia de nada que aconteceu direito, desde que o tsunami se encontrou com o tornado e se viu em meio de tudo aquilo, desligou, encostado em uma das árvores mais afastadas do jardim. Estava enjoado, como se todos os órgãos estivessem saído do lugar, desde que seus olhos se abriram, ouviu a mesma voz de uns meses antes, o que só podia significar que tinha tido outro ataque. Mas não conseguia pensar sobre isso, o corpo estava cheio de arranhões, como se tivesse sido jogada pela muralha de espinhos de sua mãe mas o que mais incomodava era a dor intensa na panturrilha esquerda, resmungava com a dor, evitando soltar um gemido de fato. “Puta merda, que porra” disse ao ver a panturrilha rasgada, um corte feito na diagonal, com um pouco da força que tinha retirou a camisa, resmungando, o corpo inteiro doía, fez um corte no tecido amarrando-o em seguida na perna tentando improvisar um torniquete. Tentou se apoiar no chão para levantar, mas não tinha força para isso, voltando a encostar a cervical no tronco da árvore, dando um profundo e prolongado suspiro com a dor. Levou ambas as mãos sobre a ferida, deixando-as assumir uma aura dourada, semelhante a pó de fada, às iris momentaneamente assumiram a cor dourado-cobre, enquanto murmurava encantamentos invocando todo tipo de pólen curativo que se lembrava, mas fora ineficaz, tampouco tinha energia, e mesmo que tivesse o ferimento era mais profundo do que ele poderia curar, restava esperar por ajuda o qualquer coisa do tipo.
De todos os lugares que poderia despertar, o jardim certamente era o último que Allie escolheria ––– e por mais que aversão à flores e a relva de Aether fosse completamente irracional, e até mesmo patética, sua aventura na floresta no mês passado havia sido perturbadora o suficiente para que o aroma de jasmins, outrora os favoritos da dariana, passassem a ser o mais repugnante que um dia já sentiu, e uma proximidade tão grande das árvores de Aether fossem o suficiente para deixa-la não apenas receosa, mas apavorada ––– afinal, acordar na enfermaria, com feridas no corpo, febre, sendo informada de que havia sido encontrada sob efeito de drogas e saber que parte da sua memória havia sido apagada era mais perturbador do que parecia. " ––– Não... Não, não, não, não!" O pronunciamento saiu mais alto do que ela imaginara, e agora, os cortes profundos e banhados em escarlate pareciam o menor dos problemas para uma Aaliyah que queria mesmo se afastar da relva ––– as chances de ser novamente arrastada para a floresta negra eram maiores. " ––– Tá fazendo o que, porra?! Sai daí!" A fala, agora alta e quase imperativa, era direcionada ao moreno que estava ainda mais próximo das árvores. " ––– Que se fodam os cortes! Foda-se! Se eles te pegarem você não volta pra contar a história!" Era a primeira vez que falava em voz alta sobre o assunto, mesmo que nem houvesse percebido que o fizera.
yourhghness:
‘ Que tal amor da minha vida? Eu podia jurar que você usou essas palavras comigo na semana passada. Antes de surtar, é claro ’ alfineteou, mesmo que a outra estivesse, na ocasião, sob efeito de uma poção. Era conhecido que membros da Imre não eram muito bons demonstrando sentimentos, a menos que estivesse se utilizando de falsidade para obter algo em troca. ‘ Okay, smartass ’ revirou os olhos, sabendo que podia ser tão teimosa quanto ele, e continuaria a apontar inconsistências em seu plano. ‘ O que sugere que façamos, então, no lugar de seguir para aquele castelo amaldiçoado que não guarda recompensa nenhuma? ’ ele esperava, de fato, algum direcionamento de Allie, como se a morena pudesse apontar ponto minimamente interessante dentro das simulações. Tinham gostos muito semelhantes para que se decepcionasse. ‘ Bem, vai ver tem quartos por lá ’ meneou a cabeça novamente na direção da construção, erguendo um dos cantos da boca. ‘ Para dormir, obviamente ’ sorriu de modo inocente, agora incerto sobre continuar caminhando. Teria permanecido entretido com suas provocações, não fosse a filha do sultão chamando atenção para um ruído que ele também tinha ouvido. ‘ Não me diga que está com medo? ’ perguntou, mas a fala saiu num sussurro, e ele envolveu o cabo do machado com mais força, apenas para recepcionar o que o príncipe chamaria de bestante. O lagarto parecia não ter olhos ou caudas, mas alcançava quase a cintura dos aprendizes, e se movia a poucos metros de onde estavam. ‘ Não. Diga. Nada ’ formou as palavras com os lábios, empurrando a imrense para suas costas ao mesmo tempo em que dava passos cautelosos para trás.
" ––– Você andou usando droga pesada, isso sim. E quer mesmo falar da semana passada? De todo mundo, quem mais passou vergonha foi você. Chamou Merlin de fofo, falou que queria mudar de casa porque sofria bullying na Imre... Não tem moral pra falar nada." Na moral, quem havia dado aquela ideia mesmo? Ficara sabendo que também pediu desculpas pra Vincent D'Rose e prometeu cantar pra ele, compôs uma canção para Zane... Só ladeira abaixo. Provavelmente foi tudo funk. " ––– Vai me dizer que não tá curioso pra ver o que tem lá. Eu tenho certeza que tem mais do que falaram pra gente." Pontuou, voltando os olhos castanhos para o sulista. Sua última aventura em uma floresta não havia sido lá das mais agradáveis, e a bem da verdade, havia gerado traumas psicológicos que até hoje Allie não havia superado. Mas estar na companhia de outrem faziam as chances de uma ilusão como aquela pegá-la novamente eram quase nulas ––– estaria mais vulnerável se estivesse desacompanhada, mesmo que longe da floresta negra. Talvez por isso mantivesse-se tão próxima de Westergaard todo o percurso. " ––– Ou pra transar." Ponderou, dando de ombros, sorriso mínimo ainda no rosto. Sutil como uma bazuca, mas bom. Sutileza nunca havia sido seu forte, fosse este um defeito ou uma virtude. O som, contudo, fora o suficiente para servir de sinal vermelho, e logo a dariana voltou sua atenção totalmente para os arredores; e os olhos se arregalaram ao vislumbrar a figura do lagarto a uma distância tão curta deles. Não precisou de muito para imediatamente obedecer Westergaard, e inconscientemente, também prendeu a respiração, evitando fazer qualquer som ao pisar na relva. Contudo, aparentemente, não estavam obtendo sucesso, pois de forma gradual, a criatura parecia aproximar-se dos descendentes. Foi depois de farejar o chão onde outrora estavam, e voltar o focinho para ambos, que o lagarto soltou um grunhido, dando a entender que reconhecera a presença alheia. " ––– Njord, corre, corre, corre!"
zanedetaubate:
‘ A gente pega a pessoa na mentira nesses momentos porque cê não anda com otário, otária. ’ Ah, uma amizade pura e genuína com os amigos se ofendendo de forma amigável e até mesmo carregada de amor. ‘ Onde você desculpa, vejo verdade. Você fica aí sofrendo com essa pombaiada e eu e Hugo vamos vazando. ’ Dera de ombro com a própria fala ao considerar-se tão importante para a vida da imrense. Porém, embora soasse narcisismo, ele sabia que Aaliyah não suportaria muito de Aether sem ele e Hugo de qualquer forma. ‘ Eita porra! ’ Murmurou quando a outra lhe entregou a caixa — de procedência duvidosa — onde certamente havia um ser vivo. Não demorou para que compreendesse quem era, afinal, a comunicação com outros animais lhe dava vantagens. ‘ Que merda cê andou aprontando, vei? ’ Indagou ao abrir a caixa com cuidado, percebendo que havia um gato preto no interior. Ao retirar completamente a tampa, viu-se o porte mediano que parecia até bem quieto para os padrões felinos, mas isso era devido à influência do tanzaniano. ‘ Ele é macho, vei. Como vou chamar de Beyoncé? ’
" ––– Eu ando com você há anos, imbecil. O trabalho de caridade da década." E há anos, as ofensas eram tão naturais que nenhum deles parecia ligar de fato; Allie não era boa com elogios, tampouco em demonstrar que se importava. Fazia isso por trás, quando alguém por algum motivo fazia pouco caso do tanzaniano ––– Allie o defendia sem pensar duas vezes. Mas se ele perguntasse? Diria que nunca nem viu. " ––– Tá legal, grande coisa pra vocês. Eu vazo ano que vem; um ano a mais, um ano a menos, não faz diferença nenhuma." Na verdade, fazia sim, mas Yamileth não diria em alto e bom som que sentiria falta de dois ralienos ––– por mais que, bom, eles soubessem disso de uma forma ou de outra. " ––– Eu achei esse bicho na rua e concluí que ele parece com você. Seu aniversário tava perto, velho gosta de colecionar gato... Juntou o útil ao agradável." Deu de ombros. " ––– Agora você vai ficar nessa de nome de menino e nome de menina? Vai, troca o nome e bota a porra do gato vestido de azul agora pra completar o discurso."
amordemaeve:
‘ Amiga, se fodeu bonito. ’ O que Allie possuía aversão à ideia de maternidade, Maeve possuía ao quadrado. ‘ Eu não falo nem pela falta de um pai certo porque pode ser que ela só não quis falar, né? Pode ser um noivo aí. Mas também pela lista de nomes e, bem, a criança em si. Eu real não iria levar a gravidez até o fim não. Jamais. ’ A única forma de ocorrer seria se o outro envolvido fosse mais parecido com um amor de fato do que um encontro casual — e isso estava longe de se tornar realidade já que sentimentos românticos eram sempre empurrados para o fundo do baú de Maeve; principalmente quando se referia a homens. Até seus crushzinhos eram ignorados quando envolviam rapazes. ‘ Mas ela também pode cobrar pensão de todos, né, amiga? Eu claramente cobraria. Não sei até porque ainda não fez. ’
" ––– Se a Saxa quer ter um parasita dentro dela por nove meses, problema dela. Ela é dona da própria b*ceta." Mas a verdade é que ela sempre acaba dando um pitaco ou outro; só não estava mesmo tão interessada na vida de Saxa pra ficar apostando em quem diabos seria do pai do bebê. Se fosse Aaliyah no lugar... Bom, as chances de ter tirado o bebê eram grandes; mas a bem da verdade, a morena não gostava nem de pensar em uma situação parecida ––– era desesperadora em níveis alarmantes. " ––– Foda-se quem é o pai, mas já falei pro Federico que se ele inventar essa história de criança bastarda pra cima de mim, ela some antes de ver a luz do sol." O nome do noivo ainda estava circulando nos boatos, e sinceramente, Allie não podia estar mais nem aí para o que Upland fazia ou deixava de fazer ––– nem ela pretendia ser fiel a um casamento arranjado, por mais que, antes de oficializar a união, houvesse aprovado o noivo ––– contanto que não afetasse diretamente ela.