O olhar de Ulrich sob seus lábios ou a forma da qual desceram pelo seu corpo, como se cogitasse tudo que seria capaz de fazer com ela, não passou despercebido pela Guadalupe que sorriu com certa arrogância, pois sabia muito bem o efeito que poderia causar nas pessoas e a força que ele aplicará na cintura dela apenas reforçava a ideia de que ele a desejava. No entanto, quando ele a colocou no chão outra vez e afastou as mãos de Margarita, ela suspirou na mais pura frustração, como se fosse uma criança sendo afastada de seu brinquedo favorito. Ela não pode deixar de fazer um biquinho, revoltada com a ideia de que ele a recusaria por conta de uma mera provocação. —E você não seria tão horrível assim comigo, no? — Tentou com um pequeno sorriso no rosto em certa expectativa, tinha que tomar muito mais cuidado em suas ações com Balderik do que teria de tomar com o resto, por que ele tinha uma tendência absurda em dificultar as coisas para ela, ainda que a perseverança fosse seu ponto forte. Teve de se controlar para não revirar os olhos com a fala seguinte do lobo, ainda que não lhe surpreendesse que ele fosse daquele tipo de cara, mas por sua fácil adaptação, ela apenas decidiu seguir com o que tinha no momento. Sequer teve uma chance de responder algo, o aperto em seu queixo se fazendo mais forte, ainda que ela recusasse apresentar qualquer resquício de dor, logo tendo os lábios tomados em um beijo rápido. —E como me puniria? — Indagou arqueando uma sobrancelha, um sorriso ladino se fazendo presente na face da morena ao sentir o frio da parede contra suas costas, sabendo exatamente onde aquilo iria dar caso o Wolfgang apenas se deixasse levar por seus impulsos, ao invés de se controlar apenas para que a torturasse um pouco mais. Não que fosse insistir caso ele a deixasse ali, por que não tinha paciência para essas coisas e já estava se portando de forma que sequer era de seu feitio, apenas para se adaptar e entender o que ele queria.
A mão que segurava o queixo feminino deslizou para o pescoço dela, imprimindo a mesma força de antes apesar de tomar o cuidado tanto para não marcá-la posteriormente e nem deixá-la completamente sem ar visto que precisaria tê-la consciente para prosseguir com o que tinha em mente. Um sorriso ladino repuxou o canto esquerdo de seus lábios ao se inclinar para poder sussurrar contra o ouvido dela. ❝ Como? Exatamente como você merece, Vogelmann. E você precisa ficar em silêncio. ❞ Lançou um olhar pelo corredor, certificando-se de que ninguém estava por perto e, mesmo com a pouca movimentação naquela ala do castelo, eles precisavam ser discretos. ❝ Você geme quando eu disser que pode. Se desobedecer, a diversão acaba entendeu? ❞ Soprou as instruções, trilhando um caminho de beijos pelo maxilar dela até o canto dos lábios, o carinho sendo uma completa oposição aos dedos que seguiam firmes no pescoço feminino. Com a outra mão, percorreu com a ponta dos dedos o decote no colo dela, traçando alguns círculos ao redor dos mamilos ainda que por cima da blusa e seguiu o trajeto até o cós da calça onde brincou um pouco, fazendo carícias na barriga dela, uma forma de prolongar a tortura até finalmente abrir o botão para alcançar com mais facilidade o calor no meio das pernas alheias. ❝ Nenhum ruído, Vogelmann. Você tem a mania de se comportar muito mal. ❞ Tomou o lábio inferior dela entre os dentes, puxando-o no mesmo instante em que os dedos passaram a acariciar a virilha lentamente, fitando-a nos olhos para acompanhar as reações enquanto seus dedos a exploravam calmamente por cima da lingerie.