The Secret Life of Pets 2 (2019) dir. Chris Renaud
sheepfilms
DEAR READER
hello vonnie
let's talk about Bridgerton tea, my ask is open
art blog(derogatory)
No title available

祝日 / Permanent Vacation

#extradirty
styofa doing anything
Sade Olutola
dirt enthusiast

JBB: An Artblog!

❣ Chile in a Photography ❣

tannertan36
todays bird
cherry valley forever
noise dept.

izzy's playlists!

ellievsbear
🪼

seen from United Kingdom

seen from South Korea
seen from Sri Lanka
seen from Brazil

seen from Türkiye
seen from United States
seen from United States

seen from United States
seen from United States
seen from United States
seen from United States
seen from United States
seen from United States
seen from United States
seen from United States

seen from Switzerland
seen from United States

seen from United States
seen from United States
seen from United States
@primeirotavio
The Secret Life of Pets 2 (2019) dir. Chris Renaud
Claro que não! Claro que não seria um elefante ou um gorila ou quase qualquer outro animal grande e forte, para o seguir e dizer coisas esquisitas sobre proteger e proteção e acabar com a raça de todo mundo. Quase, pois Primeiro prefere se manter longe dos carnívoros. E sobre falar que vai acabar com a raça de todo mundo, bem, era aquilo que o coelho esquisito vinha falando desde cedo — só que muito mais gráfico. Sem contar da piada que ele disse ser o nome de Primeiro, o que foi bastante ofensivo. “Quer saber? Você é horrível. E precisa relaxar.” que ironia, reconhece. Primeiro volta a se encostar na poltrona. “Seu nome também é ridículo. E pior: você quem escolheu!” dessa vez, Tigre quem não gosta muito. Notar quem passa por eles, mais especificamente o animal, faz Primeiro lamentar a própria vida novamente. “Aaaw! Por que você tem um desse e eu esse? Não podemos trocar?”
—- “olha… se você pensar bem, nem foi minha culpa.” brunhilde se defendeu mais uma vez, levantando as mãos como se para mostrar que era inocente. “com tudo o que aconteceu aqui nos últimos meses, ninguém deveria esperar que eu fosse capaz de me controlar, ok?” apesar de estar mantendo a pose, myn estava envergonhada de ter passado os últimos dias presas em sua forma animal. apesar de gostar da liberdade de ser uma loba de vez em quando, fora demais até mesmo para ela. “sei que sentiu minha falta, mas agora estou oficialmente de volta ao mundo dos humanos… bem, quase humanos. o que eu perdi de importante além de aulas chatas e da oportunidade de chutar bundas na aula de luta corpo a corpo?”
“Se eu pensar bem, talvez eu conclua que foi sua culpa.” Myn nunca foi a mais pacífica. Por outro lado, duvidava um pouco que ela (ou qualquer um) gostasse de ficar preso em algum corpo — ou em qualquer lugar, de qualquer forma! “Mas... Mas você tem razão. Os últimos meses tem afetado minha cabeça também.” assume. “Ah, obrigado por isso.” não é humana, mas de tanto ficar por ali e de tanto lidar com determinados dilemas, tem achado que é quase humano. “Viu?! Por isso que se eu pensar bem, posso dizer que foi culpa sua! Por que gosta tanto de chutar bundas?”
tml: antes dos daemons.
“Depois de muito tempo... Eu cheguei em um resultado.” dizer que Primeiro está orgulhoso é o mínimo. Não só havia vencido a batalha de pinceis, tintas e canetinhas para tecido, como melhorado em seu dom artístico (responsável pelos 0,7% do conjuntinho que é Primeiro). “Fecha os olhos.” pede, ou melhor, ordena sem perceber. Havia momentos e momentos em que Primeiro se mostrava um belo de um mandão. Mas seria só se @flynnanigans fechasse os olhos que mostraria a camisa feita para ele. Ou melhor, para eles e o clube composto por eles dois. Alguém havia dito para Primeiro sobre como grandes amigos faziam coisas como aquelas, e é claro que Primeiro anunciou à Eugene que eles precisavam ter camisas iguais. Ele só não disse que fazê-las tinha sido uma ótima terapia; uma ótima forma de focar em outras coisas e acalmar a cabeça pessimista e ansiosa.
tml: antes dos daemons.
“Vê só que letra de música!” que coisa absurda de se escrever, mas, ainda sim, ótima de ouvir. “Existe algum estudo que explique com que tipo de magia a música trabalha? Uma vez me falaram que a música em si tem magia, e que as vezes a pessoa que toca tem magia também, e aí consegue usar a da música, que nem o Junior, ele canta e aí, plimplimplim!,” uma tentativa de efeito sonoro. “Brilha e cura todo mundo.” naquela qual deixa tocando no fone que tenta colocar no ouvido de @wbalderik. “Essa daqui. Ela ‘tá dizendo para as flores irem se ferrar! É isso mesmo? Por que ela cantaria uma coisa dessas? Eu sei que tem umas rosas mal educadas e umas margaridas fofoqueiras, mas elas são flores, são assim mesmo.”
tml: antes dos daemons.
Primeiro nunca teve problema em guardar segredos, o problema é ter que mentir. Omitir? Poderia lidar com isso, embora seja pior que o ator mais medíocre dos mundos, mas mentir? Um grande: não! E mesmo assim, lá está, sempre tendo que fingir não conhecer o rostinho de @tictcc. Em alguns momentos, conseguia fugir. Em outros, uma vozinha sussurra no pé de ouvido, mãos gigantes mexem suas pernas e Primeiro só percebe o que fez quando já está sentando ao lado do outro. “Tá sozinho por quê? Essa hora dizem que é a melhor para dormir, mas você- você de-deve entender me-melhor sobre horas que eles.”
tml: antes dos daemons.
“Sabe uma coisa que eu nunca entendi?” Primeiro estava calado por tempo demais. Na cabeça, mil e uma informações sendo processadas e devidamente separadas — todas com quais teve que lidar ao longo do dia. Do lado de fora da janela da área comum, o céu já está escuro. São poucos os aprendizes ainda por ali, mas @freyxrxv tem o azar de ser um desses. “Banheiros. Digo, eu entendi, banheiros são necessários, lá em casa sempre foi ruim ter que dividir só dois. Mas aqui eu só posso usar o do desenhinho esquisito. Super esquisito. Quem é a pessoa que tem um corpo daquele? Só o Gaston.”
Starter fechado com @primeirotavio
♧ ˙ ˖ ✧ Finalmente tinha arrumado a pilha de cosias que trouxeram consigo junto das que já havia levado quando voltara para casa e finalmente poderia aproveitar da não wonderlense Aether. Um enorme sorriso foi aberto ao ver, ao longe, um moreno mais do que familiar para si. “Bunny bu!” Gritou ao longe, logo correndo e pulando nós braços de Primeiro, o abraçando com ambos os membros superiores e inferiores. “Eu senti tanto sua falta! Porque não aceitou minha proposta de voltar comigo? Foi um inferno lá sozinha!” As palavras saiam em meio aos beijos que Scarlett depositava no rosto do mais novo. “Você sentiu minha falta? Eu trouxe um presentinho para você! E torta! Eu trouxe muita torta! Nossa próxima festa do chá vai ser incrível!” ♡ ˖ ˙ ♤
Pronto! Agora tinha mesmo perdido a cabeça e ouvia vozes. Ou, se tivesse sorte, seria só a primeira parte, porque Primeiro nunca foi fã de fantasmas. Confuso, o olhar segue a direção do grito. Talvez, perder a cabeça teria sido mais fácil de lidar que tentar se equilibrar em um abraço tão inesperado. “Sca-scarlett?” Primeiro tem certeza que ela é a única pessoa que o beija tanto. Provavelmente, seu primeiro beijo tenho sido dela — seu primeiro beijo na bochecha. Sempre inesquecível. “Você voltou! Você voltou? Você voltou. Você voltou... por quê?” não que não a quisesse, muito pelo contrário, mas ainda sim não entende já que foi ela quem quis ir embora. Seu sorriso diz por si: sentiu a falta. “Presente? Eu quero. Quando será a festa? Quantas tortas trouxe? Sabe que não pode comer muito, porque faz mal. Mas também depende. Depende da torta e se é festa, porque em festa sempre temos que comer a torta.”
closed starter › with @primeirotavio
A casa de Tarzan geralmente era extremamente barulhenta, cheia de aprendizes indo e vindo… Até os dormitórios quíntuplos ofereciam pouco ou nenhum momento de silêncio para práticas de concentração e meditação. No entanto, havia um esconderijo descoberto por Lina anos atrás o qual era pouco frequentado e ainda por cima oferecia uma excelente acústica, pois abafava os ruídos externos. Primeiro não tinha se mostrado o melhor aluno durante a meditação em conjunto, a agitação dele desconcentrava os demais. Por isso, resolveu tentar solucionar esta questão antes de qualquer outra coisa e, com um sorriso, se abaixou levemente para desviar das folhas da árvore no meio do salão encaminhando-se para a saleta que mais se parecia com uma sacada. — ❝ Vamos testar meditação com esta tigela especial. Eu imagino que o som pode te manter calmo e concentrado… Acho que vale a tentativa. ❞
Sinceramente, aquele é a casa mais incrível de todas. Ao menos em aparência. “Seria muito mais legal se a gente pudesse escolher as casas depois de uma tour.” mas terminou em uma casa que, muitas vezes, lhe causa um tanto de arrepio. Com a voz de Lina soando pelo lugarzinho, Primeiro cai o olhar sobre ela. Ah, sim! Lina e focar. O cenho franze. A mesma Lina que não está fazendo sentido algum. “A gente vai comer? Nisso eu sou bom em me concentrar. E não quero ser clichê, mas eu gosto sim de cenoura. Mas nada de cozida, ok? Mas mais que cenoura, eu gosto de morango. Qualquer coisa de morango, yep. Muito bom. Eu já misturei cenoura e morango, por sinal, é diferente, mas o gosto do morango vence a cenoura. É bom. Já tentou?”
anikastornieren:
Se fosse ser sincera, Anika estava longe de ser algo próximo de uma terapeuta, na maioria das vezes sequer sabia lidar com os próprios problemas, ainda que sempre estivesse disposta a ajudar e aconselhar os outros, como era o caso atual. E talvez fosse por sua habilidade de se comunicar com animais que o filho do coelho branco lhe procurou para desabafar sobre tudo que o incomodava, e ela escutaria ele é claro, ainda que achar solução para os problemas apresentados na visão de um animal sempre eram mais difíceis considerando o descaso da sociedade humana com eles. —Espere, como assim foi quase comido? O clube de caça fez algo contra você? — Indagou preocupada, isso não seria realmente novidade, na verdade lhe surpreendia que ainda houvesse um clube de caça considerando os transmorfos que tinham como aprendizes, era uma clara ofensa a eles, em especiais aqueles que poderiam facilmente virar presas. —Isso é horrível! E concordo, não faz qualquer sentido você ter gosto de frango. — Ainda que ela não pudesse realmente ter certeza disso, ainda mais por ser vegetariana, sequer lembrava qual era o gosto de frango tendo em vista que a última vez que comeu foi quando criança. —Tudo bem, Primeiro, é normal que se sinta sensível com o tópico, deve ser bem difícil ter de andar pelos corredores ouvindo esse tipo de coisa, mas poderíamos fazer alguma coisa para trazer maior visibilidade para esse problema, não acha? Talvez passar um tempo em casa não seja tão ruim assim também, se fizer você se sentir melhor… Mas o que houve na festa? fizeram algo contra você?
Como poderiam deixar um Clube de Caça dentro do instituto, Primeiro nunca entenderia. “Não! Mas no mês passado eles já me convidaram para participar de uma simulação.” lembra de repente, o que só acrescenta à lista. “Eu quase fui comido pelo filho de Simba. Já pensou?” ele cruza os braços. Nunca correu tanto pela vida como em tal episódio. Estavam, ambos, em suas formas originais. Maldita cabecinha que havia esquecido de tomar a poção no dia certo — as orelhas são sempre as primeiras aparecerem no lugar das humanas, seguidas do rabo. “NÃO É? Que absurdo! Eu APOSTO que eu sou muito mais gostoso.” não tem uma dúvida sequer. Coelhos melhores sempre! A indignação é trocada facilmente pela metáfora de orelhas abaixadas e olhar de dar dó. “É difícil, é difícil. Mas é bom colocar para fora.” assente aliviado. “Acha que a gente pode mesmo levantar essa questão? A gente poderia fazer alguns posters: COELHOS NÃO SÃO GALINHAS! e NÃO ATIRE PAUS, NEM CAJADOS NOS GATOS E NOS COELHOS!. Bem grande e com imagens, porque o cérebro de vocês funcionam melhor com desenhos.” pode sentir até mesmo o começo de esperança encher o peito. Viera para a pessoa certa, Anika sempre o entende. “Na festa? Muitos alucinógenos. Acredita que eu agi como vocês fazem quando ficam lelé do coração? Apaixonados, quero dizer. Foi... foi diferente. Mas além disso, me fizeram repensar sobre minha decisão. Me fizeram hesitar... E agora falta uma mala para arrumar. O que quer dizer muita coisa, porque se eu quisesse mesmo, mesmo, mesmo ir, eu já teria ido! Porque eu sou ótimo em fugir, e isso seria um fuga. Eu nunca penso ou repenso, eu só fujo. Assim, ó” o estalo com os dedos. “Bum! Primeiro foi embora. Eu não tenho tanto orgulho assim disso, se quer saber.”
andcrline:
◇◆ Ficou ainda mais animado quando conseguiu notar que a pessoa que havia encontrado era Primeiro. Apesar deles não ter sido uma das pessoas com quem se encontrara enquanto ainda estava perdido sobre quem era, sua irmã fizera questão de contar a relação que tinham antes do acontecido. Entretanto, o sorriso não demorou muito no rosto ao perceber a desanimação vinda do anileno, por mais que ele mascarasse atrás de sua provável vitória sobre o loiro. E, pela primeira vez desde seu encontro com Marlo, permitiu se desacelerar para tentar ajudar o amigo. “Você não parece muito bem.” Deixou a garrafa de lado enquanto tentava organizar sua cabeça e pensar em algo que pudesse fazer. “Quer sair daqui?” O olhou animadamente assim que conseguiu pensar numa ideia e não demorou muito para pegar no pulso do amigo e começar a sair do salão do cosmos enquanto tinha uma leve sensação de déjà vu com o ato. Só quando chegaram no jardim que Ander soltou o wonderlense e se permitiu cair sentado na grama enquanto o olhava. “E então… Oque foi? Se você quiser conversar, claro. Mas era evidente que você não tava nem um pouco confortável lá.”
“Quando que você desenvolveu o poder de ler emoções?” até onde sabe, Ander não consegue fazer aquilo. Ainda sim, acertou fácil: não está muito bem — o que não significava querer sair dali. Na verdade, está ali para não pensar naquilo que não o estava deixando bem. Mas só pela ideia de ter o amigo por um tempo só para si, Primeiro não teima e se deixa ser levado para fora do salão. Sente falta do contato quando param sobre a grama. “Alguns aprendizes voltaram com poderes novos depois da expedição.” cogita uma vez que sentado ao lado de Ander. “Ah... Eu acho que não tinha bebido o suficiente ainda. Se eu tivesse, eu aposto que não seria evidente. Mas você bebeu bastante, né? Eu não quero estragar nada, eu faço muito isso, então se quiser ir para a festa, a gente volta. Se quiser continuar bebendo, também. Não é engraçado que álcool seja tão ruim, mas as pessoas bebem mesmo assim? Ouvi falar que só pelo efeito. Você se sente assim também?”
FLASHBACK — before / cosmos party
magic-and-claws:
O lábio inferior capturado pela leoa sofria a ação dos próprios dentes enquanto mordia pensativa. Tivera uma resposta logo de cara, mas analisava opções de melhor encaixe. — Vê se cabe duas caras. Eu lembro de ficar bem irritada quando descobri que podiam fazer isso, colocar duas palavras sem espaço.— Verdade que tinha quase desinstalado um jogo parecido por conta desse detalhe, o tempo longe atingindo o recorde de 1 semana inteira sem palavras cruzadas.— Suas meias estavam desarrumadas? E por quê cinco vezes? Você não se inscreveu em nenhuma extracurricular não? Conheço um número considerável de pessoas que iriam gostar de um belo par de braços ociosos, eu incluída nesse grupo.
“Ah, eu também! É tão feio, não é? As palavras não iriam gostar disso. Porque se elas são do jeito que são, porque mudar só para encaixar em um lugar? Crie uma nova, muito melhor! Ou peça permissão para as palavras. Eu procurei por aqui alguma nota falando sobre, mas eles não pediram nenhuma licença para as palavras. Hum, hum, nenhuma.” Humpty Dumpty concordaria consigo, mesmo que não fossem muito um com a cara do outro após o uso exacerbado do Por que (longa história). Primeiro testou a palavra: coube. Com um sinal de OK com a mão, ele seguiu para a próxima, mas não pode começar a busca antes de ter a atenção roubada. “Não...” as meias nunca estão desarrumadas. “Porque eu amassei e dobrei cinco vezes, ué.” que pergunta boba! “Eu sou do Clube de Música, de Interpretações dos Sonho, o que, aliás, ‘tá me dando mais pesadelos, ontem mesmo eu sonhei que caia no buraco e o buraco virava o olho de um furacão, e de repente, o furacão começou a se encher de amendoim, o que foi terrível, porque eu sou alérgico a amendoim, e aí eu te pergunto: qual o significado disso? Eu não vejo amendoim faz uma semana! Ah, eu também ‘tô no time de futebol, mas ando ficando no banco ultimamente. Veja, todos esses tem horários, sabe? Eles acabam e eu fico sem nada. Quais grupos você conhece?”
sxweselton:
Bom, era óbvio que na cozinha tinham caixas. Ela não precisava de nenhum gênio para saber daquilo. Precisava de caixas no corredor, para tirar aquilo tudo de lá, mas é claro, ele parecia tão desligado que Saxa duvidava da capacidade alheia de entender o erro geográfico da questão. “Bem… obrigada por nada.” Ela murmurou, puxando os enfeites, e fazendo uma pilha no próprio colo, usando o estomago para apoiar a pilha de coisas. “Então você deve estar acostumado a perder entes queridos.” Por um momento, a loira estava inclinada a dizer “pessoas” mas eles eram coelhos, tecnicamente, Primeiro não era humano de movo que ela teve que adaptar sua fala no meio do caminho. “Bem, você está aqui até agora. Isso quer dizer alguma coisa.” Ela tinha o poupado até então não tinha porque imaginar que faria diferente se voltasse. “Há meses. Merlin não fala nada. Absolutamente nada sobre os desaparecimentos. Tem algo muito errado sobre isso e ninguém diz.” Contou a duquesa. “Bem, suponho que não dê pra evitar. É como lidamos com a perda. A maioria de nós, aparentemente.” Deu de ombros. “Você não tinha ouvido falar sobre isso?”
“Quem diz por nada sou eu.” como ela não sabe disso? “Por nada.” assente. É claro que não entendeu além do que foi dito. Engraçado, no mínimo, como algumas coisas em Wonderland poderia ser tão além e outras tão ao pé da letra — não que Primeiro perceba. “Ah, eu tive uns primos... Foi terrível.” embora só tenha ouvido falar. “Mas em Wonderland ter execuções é bem comum.” os ombros mexem. Houveram épocas piores. Tantas cabeças rolaram, que pelo Coelho na Lua! “Quer dizer que eu posso não estar aqui depois.” aquilo só o preocupou mais. Primeiro deixa as costas encostarem na parede e escorregar até a bunda alcançar o chão. Angustia pode ser visto nos lábios crispados e no olhar distante. “Acho que é, então.” não pode discutir. Cada um tem seu jeitinho, não é? As reações também vêm disso, Primeiro, ainda que não entenda, respeita. “Os desaparecimentos? Sim. Sim. Que a maioria lida gritando com os outros como você? Não. Mas eu já vi uma vez, a Rainha de Copas. Ela não gosta muito de perder... Mas ela geralmente mata depois de gritar.”
a-hood:
Primeiro não havia se machucado tanto e isso a fez sorrir fracamente, porém aliviada. Achava horrível os aprendizes terem de passar por aquele tipo de provação, especialmente aqueles como o filho do Coelho Branco que possuíam bom coração. ❝ — Nha, não me machuquei tanto também não. Só… Ficarei com alguns arranhões, pequenas recordações de batalha. E… Não sinta! Não é como se fosse a coisa mais terrível do mundo… Quando se cresce ao lado de figuras desprezíveis como os lordes mesquinhos de Nottingham, mentir é praticamente a verdade. — ❞ Brincou.
Ali está algo novo para se pensar: a mentira ser verdade. “Como isso é possível?” de repente, não tem tristeza. Tudo evaporado e substituído por um enorme quebra-cabeça. “Uma mentira... Passar a ser verdade... Quando dita muitas vezes, não é?” já ouviu em algum lugar. “Mas aí seria uma ilusão. Continua sendo uma mentira. Você quis dizer que cria ilusões? Eu nunca conheci nenhum lorde mesquinho de Nottingham, mas se eles têm a capacidade de fazer mentiras serem verdades, então... Então isso é muito preocupante.”
//: 𝒇𝒍𝒂𝒔𝒉𝒃𝒂𝒄𝒌
basilenrose:
Em algum momento entre passar pelo karaokê e tentar atravessar uma parede de corpos dançantes, Basile percebeu que estava com sede, mas também com muito receio de beber qualquer coisa oferecida por ali. Era como se não houvesse ninguém sóbrio ali — e não era como se estivessem apenas bêbados, pareciam mais afetados que o normal e isso preocupava Baz. Estacionou o corpo perto das mesas de comida, também não arriscando pegar qualquer coisa dali; o único motivo para ter escolhido o espaço era por estar menos povoado. Mas não menos esquisito. Ele conseguiu capturar, por cima do som, as palavras resmungadas do rapaz que não parecia nem um pouco realista com o que falava. Basile se aproximou curioso, com os olhos estreitos, tentando ler os lábios alheio. Era um sinal, um sinal… de quê? “ Ei… você parece meio agitado. Você precisa de ajuda? Eu ofereceria um copo d’água mas eu duvido que tenha isso por aqui. ”
O susto não é discreto, com direito a careta e tudo. Primeiro mira a feição do dono da voz séria e é completamente sem noção que o encara em silêncio, por alguns segundos. Os olhos apertam, relaxam e apertam, tantas tentativas de formar os traços do rapaz — todas falhas. “Bem, você assustou ele.” o inseto do tamanho de uma vaca. “Por que seus olhos são tão grandes?” Primeiro jura que não teve a intenção de citar Chapeuzinho Vermelho, mas lembrar de tal o deixa com pulga atrás da orelha. Devagarzinho, ele vai afastando o corpo, em contra partida, estica o braço em direção ao moreno, ou melhor, aos olhos gigantes, que até mesmo passavam do rosto, crescendo como se pudessem cobrir as orelhas.
//: 𝒇𝒍𝒂𝒔𝒉𝒃𝒂𝒄𝒌
hcnia:
O índio olhava da mesa para o aprendiz e do aprendiz para o garoto, a velocidade aumentando tanto que ficou tonto depois de um tempo. Cada olhada e o franzir das sobrancelhas se acentuava, ameaçando fundi-las numa só. ☾ — O que tem o tamanho de uma vaca? ⋆ Esfregou o rosto, balançou a cabeça, invocou o dom para enxergar através do véu entre os dois mundos. Mas talvez estivesse alterado demais para que a mente funcionasse direito, ou os espíritos enfim tenham respeitado sua vontade e ficado do lado de fora. ☾ — Você está bem??? ⋆
O que pode fazer que não apontar? “Como que não ‘tá vendo? É do tamanho de uma vaca- AH! Correu...” mas se ele tivesse realmente prestado atenção, teria entendido a cena: um aprendiz que finalmente decidiu sair do chão e levar o cacho enorme de balões. Ao menos o inseto continuou por ali. “Eu não ‘tô, eu não ‘tô, não! Ai, ai, ai...” mania pega do pai. “Ei, tu deve entender... Su- Sua cabeça não ‘tá doendo?” Primeiro poderia jurar que o cabelo do índio parecem chamas, mas a considerar que o rapaz de madeixas longas não demonstra qualquer incomodo, o coelho prossegue. “Sua deve entender, né? É um sinal. Se um bicho de lá da sua casa aparece na tua frente depois de tanta coisa ruim acontecer, não é um sinal? Sinal de voltar para casa!”
viaziz:
“Não, Não, Não, você não imagina nem um pouquinho o que vim fazer aqui?” sorriu travessamente para o colega de quarto saltitando até o armário do coelho e abrindo para avistar as roupas. “Eu vim te buscar, e você não pode me dizer não” alertou de que o outro não poderia se negar a sair com ele, escolheu os trajes que julgou adequado, jogando na cama onde primeiro estava. “Anda se veste logo, vou te levar para dar uma volta”
Se é para ser honesto “Não. Nem um pouquinho.” Primeiro responde. Ele deveria saber? Não havia nada combinado com Aziz, afinal de contas. Primeiro se estica para pegar o caderninho na cômoda ao lado da cama. Confia em sua memória, mas, por precaução, confere as páginas. Nada, nadinha mesmo, nenhum horário com Aziz. (Não que precisasse de uma agenda, mas odiaria esquecer com qualquer coisa quando se trata de pessoas que gosta). “A gente não combinou nada, então eu posso dizer não.” o cenho franze. Ele pode, de fato, se conseguiria, no fim das contas, é outra história. “Volta por onde? Por quê?” as roupas não lhe dão muitas pistas. Mas é de se esperar que Primeiro se levante e troque as roupas ali mesmo. “Por que isso, hein? A pressa. A gente ‘tá atrasado?” para seja lá o que for. Ah, isso sim é o que deixa Primeiro com uma feição alerta por cima dos olhos de quem acabou de acordar. Ele termina de vestir a camisa e pega o relógio de bolso que todo filho de Coelho Branco tem. O cabelo de quem sofreu ataques de furacão? Ignorado. Definitivamente, não é nenhuma prioridade diante aquilo. “Temos quanto tempo? Não que a gente possa ter o tempo, mas o Tempo nos empresta algum, só que eles vão embora, tu sabe, então- Então, quanto tempo?”