E porque começar? Ou recomeçar?
É necessário explicar como tudo começou, de onde surge a ideia, como fazer e para isso preciso contar um pouco da minha história…
Já ouviu falar de “Síndrome do Regresso”? Bom infelizmente não é bobagem. E eu faço parte das muitas au pair que sofrem com isso até hoje.
Existe estatística e estudo a respeito, mas ninguém que nunca morou fora entende a situação. E mais complicado do que parece.
Ao voltar dos Estados Unidos em 2010, eu estava feliz por estar com minha família. Mas sabia que jamais me sentiria a mesma. Muita coisa mudou.. Mas aqui tudo continuou igual.
Naquele ano mesmo procurei algum meio de voltar, nunca quis ficar ilegal, e não queria voltar para estudar inglês, achava perda de tempo (bobagem minha, tive amigas que fizeram isso e se deram bem).
Cheguei a procurar a Fatto Brazil em 2010 e em 2011 denovo. - Só que voltei muito pobre.. Gastei muito nos EUA, viajei muito, aproveitei muito e estudei muito… Tudo muito, e assim sendo todas as crises emocionais também foram extremas. Tudinho a flor da pele. Rsrs. - Ou seja, não dei muita atenção a oportunidade de me mandar denovo pq não tinha como investir.
Em 2011 consegui um emprego, comecei uma faculdade, achei a que as coisas iriam se acertar.. Não deu.. Bateu aquela vontade denovo de fugir.. Mas eu fiquei firme. Achava que tudo iria se ajeitar.
Em 2012 ainda no mesmo emprego, mas já com a faculdade abandonada, comecei um cursinho para seguir a carreira de Polícia Militar do Estado de São Paulo. Estudei muito como sempre e treinei muito.. Passeiiiiii! Mas fui barrada pela altura, o mínimo era 1,60 (e eu sempre soube disso) e eu tenho (hoje já conformada) 1,54 e “meio”. Bateu uma mini depressão que eu não deixei ser algo maior, muito devido a minha mãe linda que sempre me levantou…
Foi em 2013 de fato que voltei com a ideia de trabalhar em cruzeiros.. Muito contrariada.. Voltei a procurar a Fatto, se não me engano foi neste ano que ela fechou. Meio que desanimei novamente e decidi arrumar outro emprego para juntar grana para algum outro intercâmbio. Gostaria de ir para Austrália, mas por ser muito caro e por ter levado alguns tapas na vida por causa desaa vontade, mantive o foco no Canadá que oferece oportunidade de emprego e trabalho legalmente. Em novembro deste ano comecei uma jornada maluca de trabalho, das 8h até as 17h ainda no mesmo emprego que comecei em 2011. Saia correndo para o segundo, das 17h40 as 00h10. Foram 5 meses. Até eu ser dispensada em 2014 pela empresa que eu estava há 2anos e 6 meses. Início da crise, de leve, e outro baque pra mim.
Em 2014 sem nenhuma perspectiva para ir ao Canadá, estava mais gastando do que guardando, optei por tentar navio - AGAIN. Me cadastrei na Infinity e fui negada, tentei denovo ao fim do ano e fui negada novamente… Ironia ou não eu tentei a terceira e me negaram denovo.. Mas na segunda já procurei gente para me dar umas idéias. Aí sim cadastrei em todas as agências. Com um foco trabalhar ou com crianças ou com vendas.
Sobrevivi 2015 trabalhando como corretora de imóveis, na verdade mais dependendo dos meus pais aos 26 anos do que o inverso.
Sobre o processo de classificação, em fevereiro/2015 recebi o primeiro contato da RDV. Acabei me enrolando e demorei para fazer a entrevista e depois de aprovada em março, ainda demorei para mandar meus currículos com fotos em inglês. Fui selecionada para as duas vagas que me interessava, Mini Club e Shopp Seller.
Achei que havia sido esquecida, nem me lembrava desses processos. E gente essa é muito verdade, acho que só aconteceu porque eu havia esquecido…
Em maio comecei novamente uma faculdade, desta vez EAD e estava super empolgada, mas com enorme dificuldade de conseguir emprego ou estágio, ou até serviço voluntário. Rsrs.
Enfim, na primeira semana de agosto, recebo um email, me avisando de uma entrevista para o cargo de Shop Seller na MSC. Sim, óbvio que eu passei.
E esse é o motivo de eu estar aqui contando minha história. Pq quando a gente menos espera as coisas boas começam a acontecer.. Não se pode perder a esperança jamais.
E o que quero lembrar é que sempre batalhei. Desistir é também um ato de sabedoria. 😊😊😍