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@apenasalguemnomundo
Tem dias que eu acordo e já tô cansado. Como se a noite tivesse sido só uma pausa desconfortável entre dois vazios. Nada muda. E isso doi... As paredes continuam onde estavam. As vozes continuam sussurrando e fingindo ser pessoas. E eu? Eu só assisto e escuto.
É difícil explicar. Não é tristeza, não é raiva, não é medo. É como se eu tivesse sido desligado por dentro. Como se alguma parte de mim tivesse ido embora sem avisar.
As pessoas vivem com tanta certeza... Certeza do que querem, do que sentem, do que são. Eu não sei nem se existo de verdade ou se só tô interpretando um papel que nem escrevi. Eu acho que nem meu subconciente consegue descrever
Todo mundo parece tão confortável nesse teatro. Sorrindo, cumprimentando, postando fotos com legendas falsas. Todo mundo tão ocupado tentando parecer inteiro, que esquece de perguntar se o outro tá desmoronando em silêncio. E eu fico ali, no fundo da cena, tentando descobrir o que se passa na cabeça das pessoas e quando foi que deixei de sentir que fazia parte de alguma coisa. Talvez eu tenha que me observar mais ao invez da pessoas. Preciso criar meu proprio Script, mesmo que fique em loop. Tenho que me permitir agir, mesmo quando eu já estou... Continuar e ser paciente...
Mas...
Tem dias que eu queria sumir. Não por drama. Não por covardia. Pular para o proximo dia, só pra ver se alivia.
- Raphael B. ☕︎
"Quando o barulho de dentro se torna mais alto que o barulho de fora, me resta apenas silenciar."
Tik Tok: @4.for_me
tenho o péssimo costume de abandonar as coisas feitas pela metade... acho que deve ser esta, a causa da minha constante incompletude, do meu vasto vazio.
— deixaram
Era só uma casinha na praia ou no campo e pronto, essa sempre será minha ambição e eu estaria em paz.
Psionicos.
Conversar com alguém que tem interesse genuíno no que você tem a dizer é uma forma de carinho tão gostosa quanto um abraço!
Eu tenho sonhos, mas ao mesmo tempo sinto eles como que inalcançáveis, fora da minha realidade, sinto que perdi as esperanças.
"Eu nunca precisei de alguém perfeito. Só de alguém que nao me fizesse sentir substituível."
_cantodaalma
Eu sinto o mundo em dimensões que muitos não ousam tocar. O que para alguns é apenas um sopro de vento, em mim se transforma em tempestade ou calmaria, sempre em intensidade. Meu coração não sabe o caminho da neutralidade, ele se expande em grandeza, como se cada instante da vida fosse um palco em que emoções assumem papéis maiores que a própria realidade. Às vezes, essa grandiosidade se veste de beleza, de paixão, de esperança. Outras vezes, ela chega com peso, como se o trágico tivesse uma morada permanente dentro de mim. Mas até nesse excesso existe verdade: eu sinto, profundamente, o que muitos passam a vida inteira tentando encontrar. Minha alma não nasceu para a superfície, nasceu para o mergulho. E se por vezes parece demais, é porque sou feita para enxergar além do que cabe na margens estreitas do comum.
A teoria japonesa das três faces me faz pensar muito sobre quem eu sou. Dizem que todos temos três lados: a face pública, a face privada e a face verdadeira.
Minha face pública é aquela que todos veem — talvez a mais cuidadosa, a que sorri mesmo quando não está tão feliz, a que busca se encaixar e ser aceita. É uma máscara que uso para navegar no mundo, para manter a paz e não criar conflitos desnecessários. Às vezes, me sinto distante dessa versão de mim, como se estivesse olhando alguém que conheço, mas que não é exatamente eu.
Minha face privada é quem surge com pessoas que amo, com quem confio. É mais autêntica, mais solta, mas ainda assim seletiva. É a parte de mim que ri alto, que desabafa, que mostra inseguranças e pequenos desejos. É confortável, mas ainda guarda segredos — porque nem tudo precisa ser compartilhado, nem tudo precisa ser entendido.
E então existe a face verdadeira, a que às vezes nem eu consigo tocar. Ela é silenciosa, intensa, cheia de medos, sonhos e verdades que não consigo colocar em palavras. É a essência, o que sou quando ninguém está olhando, o que sinto no fundo da alma. É vulnerável, crua, real.
Perceber essas três faces me ajuda a entender que não há contradição em ser várias pessoas ao mesmo tempo. Cada face tem seu propósito, cada face é necessária. E talvez, no fim, aceitar todas elas seja a chave para finalmente me sentir inteira.
Sinto-me segura aqui, como se fosse meu lugarzinho secreto, aonde não preciso forçar sorrisos e nem ter medo de ser rejeitada.
Eu não imaginava que com 30 anos estaria aqui nesse mesmo velho lugar... Na mesma dor, nos mesmos ciclos, nesse mesmo loop infinito.
Não sou de muitas palavras, na verdade tenho muita dificuldade em expressar o que sinto .