↳ Marcel & Arthur’s relationship moodboard: 1/??
❝ I hate you, then I love you. It’s like I want to throw you off a cliff, and then rush to the bottom to catch you. ❞

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↳ Marcel & Arthur’s relationship moodboard: 1/??
❝ I hate you, then I love you. It’s like I want to throw you off a cliff, and then rush to the bottom to catch you. ❞
i refuse to be helped by y... nevermind, come here. || Marcel&Arthur
ᴛᴇʀ ᴀ sᴜᴀ ᴄᴀᴍɪsᴀ ʀᴇᴛɪʀᴀᴅᴀ ᴘᴏʀ ᴜᴍ ɢᴀʀᴏᴛᴏ ʙᴏɴɪᴛᴏ ɴᴀᴏ ᴇʀᴀ ᴜᴍᴀ sɪᴛᴜᴀçᴀᴏ ᴇsᴛʀᴀɴʜᴀ; ɴᴀᴏ ᴀᴏ ᴍᴇɴᴏs ᴘᴀʀᴀ ᴏ ʀᴜɪᴠᴏ. Contudo, o garoto bonito (ele precisava admitir que, apesar de imbecil, o louro que o auxiliava era realmente atraente) em questão era um pivete irritante; um pivete irritante que sempre se metia aonde não era chamado. Por conta disso, desviou o olhar com um certo constrangimento enquanto sentia as mãos do outro indo de encontro aos botões de sua blusa, abrindo-os um por um. Permitiu com que ele deslizasse uma das mangas de sua camisa para baixo, deixando o ferimento feito pela bala exposto. Deixando com que o louro retirasse a bala como julgasse melhor, apenas voltou a encará-lo quando viu, pelo canto dos olhos, a confusão no rosto do outro ao perceber a facilidade com que a bala havia sido retirada. Até soltou um riso malicioso ao observá-lo, como se aquela fosse a afirmação de que tinha razão sobre os efeitos do amuleto. Não respondeu ou sequer se mexeu enquanto o louro desinfetava seu ferimento; apenas, pela ardência, contorcia o rosto vez ou outra.
O que o preocupava mesmo – até fizera seu sorriso sumir – era o que viria em seguir: A costura. Engoliu em seco ao observar a agulha nos dedos do garoto. Mais uma vez desviou o olhar, e só voltou a encarar o machucado quando o procedimento deu-se por terminado. Reprimiu uma exclamação de surpresa ao ver o resultado: Realmente, aquilo lhe causaria uma feia cicatriz. Suspirou, com raiva, reprimindo os xingamentos que faria ao garoto com o mantra na cabeça de que preferia muito mais uma cicatriz no ombro do que um amuleto tão precioso nas mãos de humanos céticos. Com a mão livre, puxou a manga da camiseta de volta para o lugar, mas sendo incapaz de abotoá-la de volta – aliás, tinha a ligeira impressão de que voltaria para a casa com ela aberta, pois tinha quase certeza que o rapaz não o ajudaria com as vestimentas mais uma vez.
Estava quase esboçando um mínimo de gratidão pela ajuda quando o louro inventou de fazer aquela belíssima pergunta sobre o banho. Marcel levantou ambas as sobrancelhas, como se dissesse “um banho? Sério mesmo?”, tentando fazer o outro lembrar-se que ele estava com um dos pulsos quebrados, e que, portanto, um banho não era uma opção. O garoto, felizmente, pareceu perceber aquilo por conta da forma a qual balançou a cabeça (ele não era tão idiota quanto o ruivo supunha, então). Com um suspiro, o informante abriu a boca, em mais uma tentativa de expressar uma ínfima gratidão, quando o louro trouxe seu pulso quebrado para perto dele. Reprimindo uma careta de dor, Marcel encarou-o, confuso, sem ter a mínima ideia do que ele estaria fazendo. Contudo, quando o louro começou a contagem, tudo havia ficado claro; e, sinceramente, o desconforto que o outro lhe causara com a má costura no ombro era o suficiente. Abriu a boca para reclamar, mas, antes que sequer pudesse recolher sua mão de volta, o outro trouxera seu pulso para cima.
A dor fora inenarrável. Talvez ela só pudesse ser representada pelo berro agoniante que escapou dos lábios do mais velho. Estrelas de dor explodiram na frente de seus olhos. Cerrou o outro punho com tanta força que suas unhas machucaram a palma de sua mão. Como se não bastasse, o mais alto, pedindo rápidas desculpas – desculpas essas que o ruivo mostraria bem aonde o louro deveria enfiá-las se não estivesse ocupado demais agonizando –, puxou o punho do mais velho mais uma vez. Outro grito pôde ser ouvido, e este fora até mais alto que o primeiro. Cerrou os dentes com tanta força que pensou que poderia quebrá-los. Colocou o antebraço do braço bom em cima da bancada, escondendo o rosto nele. Lágrimas de dor brotavam nos cantos de seus olhos, e a sua única vontade no momento era a de rasgar a garganta do garoto. tinha muitas facas por ali, não ia ser muito difícil. Entretanto, ao lembrar-se que um assassinato era a última coisa que precisava no momento (e que poderia simplesmente jogar uma maldição no universitário depois) acalmou os seus pensamentos psicóticos. Apenas ficou ali, com o rosto escondido no antebraço, esperando com que o mais novo imobilizasse seu pulso da melhor forma possível. ❛❛Seu fedelho maldito…❜❜ murmurava para si mesmo, tentando não transparecer o próprio choro. Nunca agradecera tanto ao fato de não ter agradecido alguém quando teve a chance.
Os olhos de Arthur estavam arregalados diante da cena a sua frente. Observava o ruivo com a cabeça enterrada no braço, seu jeito presunçoso desaparecido por completo. Abriu a boca para dizer algo, mas a fechou quase que imediatamente, sem querer invadir a privacidade do outro. Se aproximou mais uma vez, e, com todo o cuidado possível, colocou a munhequeira no pulso do outro, se amaldiçoando mentalmente por tê-lo trazido para casa em primeiro lugar.
Olhou para o péssimo trabalho que tinha feito e por um breve segundo se sentiu mal por ser tão ruim naquilo, até que algo dentro dele o lembrou que aquela não era de forma alguma sua obrigação. Arthur nasceu e cresceu sabendo o que faria quando fosse mais velho, qual faculdade cursaria e qual era seu real talento, isso seria obvio para qualquer um que prestasse um pouco mais de atenção no apartamento do loiro. Haviam inúmeros quadros que ele mesmo havia pintado expostos nas paredes e ainda dois cavaletes que seguravam as telas não finalizadas. A casa inteira tinha o cheiro peculiar de tinta. Arthur nasceu para ser um artista e não um advogado, menos ainda um médico. Não sabia cuidar de ferimentos da maneira correta, não sabia tratar nenhum dos machucados do ruivo do jeito certo. Talvez devesse ter ligado para Sean, talvez ele, por ser estudante de medicina, tivesse uma noção maior do que fazer, mas agora era tarde demais.
Deu de ombros, abraçando a ideia de que o estrago feito não era sua culpa, e então passou a pensar em qual seria seu próximo passo. O que faria agora? Expulsaria o ruivo da casa e o jogaria naquele estado novamente na rua? Isso não daria certo. Seus pontos mal feitos logo iriam abrir e a ferida ficaria ainda pior. Harris olhou para o próprio sofá e suspirou, se xingando mentalmente por estar sempre se metendo no assunto dos outros e se colocando em situações como aquela. “Já está tarde e, se quiser, pode dormir no sofá.” Foi até o quarto e voltou com um lençol e um cobertor limpos. Estendeu o lençol no sofá, para que dessa forma o sangue não manchasse o estofamento, e então jogou o cobertor mal dobrado no canto inferior. “Quer saber? Eu realmente não me importo, mas se você for embora daqui agora, seus pontos vão sair e seu pulso vai doer ainda mais.” Deu de ombros e se virou, esfregando os olhos devido ao sono que finalmente o atingia depois que a adrenalina por fim abandonou seu sangue. “Boa noite.” murmurou de maneira certamente grosseira e então entrou no próprio quarto, batendo a porta atrás de si e deitando na cama. Adormeceu mais rapidamente do que pensou ser possível, vindo a se perder no mundo dos sonhos sem se preocupar mais com o ruivo ou quem quer que fossem as pessoas que estavam atrás dele.
this is like meeting ghosts. || Marcel&Madison&Arthur
ғᴏɪ ᴏ sᴇᴜ ɴᴏᴍᴇ ᴅɪᴛᴏ ᴘᴇʟᴏ ᴏᴜᴛʀᴏ ǫᴜᴇ ᴏ ᴛɪʀᴏᴜ ᴅᴇ sᴇᴜ ᴛʀᴀɴsᴇ ᴛᴇᴍᴘᴏʀᴀʀɪᴏ. Rapidamente, assim que o louro largou a sua mão após o cumprimento, chacoalhou de leve a cabeça, voltando a sentar-se naquelas cadeiras não muito confortáveis. Entretanto, acabou percebendo, pelo modo como o outro virou-se para a morena, que ele estaria disposto a ignorá-lo. Ah, não. Não deixaria que ele estragasse sua noite, não tão facilmente assim. Portanto, assim que os três já estavam acomodados, Marcel virou-se para Madison, com as mesmas expressões simpáticas de antes. ❛❛Então…❜❜ começou, percebendo tarde demais que perdido totalmente o senso de fala. Todo o charme que havia preparado para que o anjo ganhasse sua confiança e amizade havia sido jogado por água a baixo por aquele maldito universitário, e Marcel o odiava por isso. Sempre estando lá para atrapalhá-lo, incrível.
A atmosfera pesada que recaía sobre o trio era tão grande que nem mesmo os garçons ousavam chegar perto deles. Não que o ruivo se incomodasse com isso, claro; estava ocupado demais tentando não sofrer uma combustão interna. e continuar com a conversa ❛❛… Como tem passado? Faz um bom tempo que eu não vejo você–❜❜ mordeu o lábio inferior, interrompendo a própria fala. Havia visto Madison fazia menos de uma semana. Aquela pergunta não se encaixava de jeito algum na conversa que tentava estabelecer. Droga, droga, droga, xingava o mais novo em sua mente. Precisava ter sido justo você o maldito escolhido? Você só serve para me atrapalhar, mesmo. O que eu fiz para ter um fedelho me perseguindo? ❛❛… Sabe, em uma semana dá para acontecer bastante coisa. Não acha, Madison?❜❜
Enquanto se sentava à mesa, a morena soltou um riso fraco com o comentário do amigo. Não, ela não se arrependera de não ter matado Marcel, pois, mesmo que ele fosse a pessoa mais odiosa do planeta – o que aparentemente não era o caso – a garota nunca desejaria ser a responsável pela morte de alguém, aquele seria um sentimento de culpa com o qual ela provavelmente seria incapaz de conviver. Madison voltou seu olhar para Arthur, e ainda que sorrisse simpaticamente para ele o encarou por alguns segundos, torcendo para que ele percebesse pelo seu olhar que havia percebido que algo de curioso estava acontecendo ali. A sua vontade era perguntar se eles já se conheciam, mas algo a impedia de fazer aquilo naquele instante, mas com toda a certeza o faria futuramente. Surpreendeu-se com a tentativa mal sucedida do ruivo de puxar assunto, mas não pode evitar se sentir grata por ela. Mesmo depois de vê-lo sangrando, era a primeira vez que o enxergava tão vulnerável.
Era possível enxergar o nervosismo em cada músculo facial de Marcel e perceber no timbre de sua voz, enquanto falava, que algo havia de errado. Era como se aquela fosse uma pessoa completamente diferente daquela a qual atingira com uma placa na semana anterior. — Hm… Claro. Muita coisa pode acontecer em uma semana. — Ela concordava, porém a expressão em seu rosto ainda delatava a confusão que sentia. Ainda não conseguia compreender o desconforto que ambos os rapazes sentiam naquele momento. Tinha certeza de que ninguém estaria animado, mas desconfortável? Nunca. — Mas para a sua infelicidade, eu participei de mais dois protestos essa semana. — Disse sarcasticamente. — Brincadeira. Na verdade eu não fiz nada de muito interessante, só estudei… Muito. — Naquele momento a morena olhou a sua volta, procurando por alguém que pudesse atendê-los, mas aparentemente não havia nenhum atendente livre ou interessado em anotar seus pedidos. — Logo pergunto sobre sua semana, Marcel. Mas acho melhor a gente pedir algo para beber, não?! Eu vou até o bartender já que ele não vem até mim. — Ela provavelmente beberia um suco ou algo leve, mas sentia a necessidade que os garotos tomassem as suas doses de álcool, pois assim provavelmente a tensão se dissiparia. — O que vocês vão querer? — Perguntou olhando para ambos, tentando forçar certa animação, pronta para anotar mentalmente o que seria repetido ao homem atrás do balcão.
Tentava não se intrometer na conversa dos outros dois, porém isso era algo basicamente impossível para o loiro. Escutava as perguntas desajeitadas de Marcel e ria um pouco, pensando que, ao menos, ele não era o único ali se sentindo desconfortável. Nos dois únicos encontros que os dois tiveram antes, o ruivo nunca deixara seu lado presunçoso sumir, sempre agindo de maneira superior mesmo nos momentos em que parecia mais vulnerável, porém ali, agora, agia quase como se fosse uma pessoa tímida tentando puxar um assunto. Ao escutar a afirmação de Mad, não pôde se impedir de responder algo. “Pare de mentir. Vi você em três festas só essa semana, sério. Você não engana ninguém com essa carinha angelical, Mad.” Arthur adorava provocar a amiga com comentários como aquele. Qualquer um que a conhecesse bem saberia o quão improvável seria vê-la em tantas festas em um período curto de tempo, mas algo dentro do loiro lhe dizia que Marcel não sabia nada sobre ela. Torceu o nariz se perguntando mais uma vez o que faziam ali então, já que era incapaz de encontrar um motivo plausível.
Quando a morena lhe perguntou o que beberia, Harris a olhou tentando decifrar qual bebida ela escolheria. Não o surpreenderia nem um pouco se Madison voltasse com um copo de suco para ela, e, em um dia normal, o loiro não se importaria em acompanhá-la com isso. Na maioria das vezes não fazia questão alguma de ingerir álcool. Gostava de saber que tinha pleno controle sobre o próprio corpo e que não estaria realmente propício a falar besteira e fazer coisas das quais se arrependeria depois, porém aquele não era um encontro normal. Arthur tinha quase certeza de que se não se perdesse ao menos um pouco, não conseguiria ficar ali por muito mais tempo. “Um chopp” respondeu sem realmente pensar sobre seu pedido, apenas com pressa para ir embora.
'Cause all boys love some party! || Sean and Arthur
Sean estava já a poucos segundos que cair na mesa pela segunda vez de tão farto daqueles livros e daquela leitura extremamente monótona. O garoto já estava ali já a bastante tempo e praticamente continuava ali por não ter mais nada de interessante para fazer. O que o despertou foi sentir o susto que o amigo lhe deu ao segurar seus ombros e sacudi-los. Sean podia parecer o garoto mais destemido de todos as vezes mas ele era um pouco fraco com sustos, por sorte talvez não deixando que Arthur percebesse isso pela sua leve parada cardiorrespiratória com a chegada do outro enquanto ele lia sobre lobotomia. O garoto riu baixo ao ver o outro e finalmente sentiu como se estivesse adicionando algo de legal à sua lista de “coisas que fiz hoje”. - Hum… você não se parece com o príncipe da Aurora então digamos que seja Arthur Harris, o lorde do reino distante de Direitopônia. - riu baixo e fechou o livro que estava lendo, finalmente começando a despertar de seu tédio. Parando para prestar atenção no que o amigo falava, apesar de não estar muito imaginando uma festa como parte de seus planos para aquele dia Sean já não ia a uma festa fazia muito tempo então talvez fosse mesmo a hora de voltar a ser o jovem mais animado que um dia já foi. - Ok, festa… digamos que a galera de medicina não seja muito avisada sobre as festas por aqui mas por algum motivo alguém havia comentado comigo sobre essa festa mas sei lá, eu não tinha com quem ir e não queria ficar viajando no vácuo por lá então nem ia, mas se você for a gente já teria com quem conversar e falar mal dos outros se for preciso - ri baixo - … Mas eu não cuido de gente bêbada ok? - sorri de canto. O garoto pensou um pouco sobre como Arthur ficou sabendo da festa e se perguntou quem mais sabia sobre ela de seu curso, resolvendo tirar a dúvida. - Ah… e… toda a galera de direito também vai? - A melhor forma para definir quando o garoto está sem graça ou constrangido com algo é o fato de ele sempre coçar a testa enquanto suas bochechas ficam levemente rosadas, não vermelhas, apenas levemente rosadas, e era exatamente o que estava acontecendo naquele instante enquanto ele lembrava de certa vez que estava no prédio principal da faculdade e notou a existência de um certo alguém que o chamou muito a atenção por seu comportamento, um dos alunos que já havia visto junto a Arthur quando estava reunido com os colegas de direito o que indicou que ele também era aluno do curso. Sean não sabia seu nome mas tinha despertado um leve “crush” pelo seu jeito despreocupado e egocêntrico, coisas que muito atraiam a atenção do garoto, mas ele não se sentia confortável de comentar isso com Arthur ainda então preferiu não dar mais dicas a respeito de nada para que ele não desconfiasse. - Posso dar um jeito de cancelar a minha agenda lotada, e aí a gente vai! - riu baixo brincando com ele - Só preciso lembrar de tomar uma dúzia de remédios pra dor de cabeça depois senão eu não sobrevivo pra amanhã. - ri baixo arrumando já suas coisas e desfazendo a bagunça de papeis sobre a mesa - Mas eu vim sem o meu carro hoje então se você não estiver de carro eu acho que vai sobrar pra a gente ir de táxi. - Falou já se levantando da mesa ao lado do outro e seguindo para fora da biblioteca enquanto continuava a conversa.
“Ei! O que quis dizer com isso? Não sou encantado o suficiente pra você?” Revirou os olhos esperando que o outro entendesse seu trocadilho, porém ao mesmo tempo percebendo que aquela havia sido uma piada idiota. “Se bem que lorde é um título legal. Pode passar a me chamar de Sir Arthur a partir de agora.” Seu olhar voou inconscientemente até a sessão da biblioteca que continha livros sobre a Idade Média e o loiro estreitou os olhos enquanto tentava se lembrar. “Não, pera, Sir é para cavaleiros... Ah, tanto faz” Balançou a cabeça ao perceber que aquilo era algo inútil e voltou sua atenção para o outro. Depois de contar sobre a festa e escutar o comentário sobre amigos bêbados, Harris não pôde deixar de revirar os olhos “Puuf, e eu tenho cara de quem fica bêbado?” Assim que tais palavras deixaram seus lábios, várias imagens começaram a passar por sua mente. Nenhuma delas eram lembranças nítidas, apenas borrões além das fotos e vídeos que recebera de seus amigos nos dias seguintes. Bom, não era como se nunca tivesse ficado bêbado na vida, porém ele parecia sempre estar acompanhado das piores pessoas possíveis quando isso acontecia. “Geralmente não fico, sério.” E, no fim, aquela era a verdade. Eram raras as vezes em que o loiro se sentia tão desesperado à ponto de beber até perder a noção dos acontecimentos ao seu redor. Foram raros os momentos em que se sentira tão sem controle, que decidira perdê-lo por completo, porém algumas vezes queria que seu cérebro apenas parasse de funcionar por um tempo, se tornasse dormente e sem utilidade.
Levantou as sobrancelhas em dúvida enquanto tentava se lembrar quem o havia convidado para a festa em primeiro lugar. Possivelmente uma das meninas de sua turma, porém ninguém de quem fosse muito próximo e que de quem conseguisse lembrar o nome. “Sei que alguns deles vão sim, mas não todos.” Percebeu as bochechas do menino ficando levemente rosadas e apenas desviou o olhar, fingindo que não havia visto nada. Poderia não ser tão próximo de Sean, porém algumas coisas no outro eram impossíveis de não serem notadas, a vermelhidão em suas bochechas como exemplo. Não sabia quem o menino esperava encontrar na festa, Arthur apenas torcia para que não fosse qualquer um dos idiotas que cursavam direito com ele. “Agora, tenho certeza que você tem um horário livre em sua agenda lotada e... ah, pera, que agenda lotada?” soltou uma risada que abafou com a mão logo em seguida, para não incomodar o resto das pessoas na biblioteca. “E sobre misturar vários remédios com bebida... Cara, acho que você faltou algumas aulas importantes do curso de medicina. Isso não é lá muito saudável.”
Fez uma careta ao saber que Sean não estava com o carro, mesmo que fosse mais seguro, já que dessa forma nenhum dos dois se arriscariam na direção pelas ruas de Nova York depois de beberem. “Na verdade eu vendi meu carro um tempo atrás. Precisava do dinheiro.” Não sabia se deveria ou não contar seus motivos para o outro, então finalizou sua linha de pensamento por ali. “Mas não precisamos de um carro, sério, podemos ir a pé, o lugar não é tão longe assim” Se levantou subitamente da cadeira e olhou o relógio. Se quisessem ter tempo o suficiente para ir até suas respectivas casas, tomar um banho e se arrumar (mesmo que, para Arthur, isso significa colocar a primeira roupa que encontrasse no armário), deveriam ir agora. “Preciso ir para casa agora. Nos encontramos nos portões da Columbia às oito. Tudo bem pra você?”
i refuse to be helped by y... nevermind, come here. || Marcel&Arthur
ʀᴇᴠɪʀᴏᴜ ᴏs ᴏʟʜᴏs ǫᴜᴀɴᴅᴏ ᴏ ʟᴏᴜʀᴏ ᴄᴏᴍᴇɴᴛᴏᴜ sᴏʙʀᴇ sᴜᴀ “sᴏʀᴛᴇ”. Pensou em rebater que preferia levar mais tiros ao invés de ir para a casa dele, mas a lembrança de que poderia ir para o hospital e que lá seria uma presa fácil para os homens da Benignus (além de muito provavelmente tomarem seu amuleto de cura) fez com que o ruivo mordesse a língua e não dissesse nada. Apenas assentiu com a cabeça, seguindo o outro silenciosamente e ignorando qualquer tentativa de conversa por parte dele – e com seu tão usual semblante frio e duro como mármore de volta às suas feições.
Ao chegar no apartamento do louro, foi surpreendido pelo quão grande ele era. Na verdade… Não, não tanto assim. Já tinha uma suspeita de que o garoto era um tremendo filhinho de papai, talvez por causa de seu jeito mimado ou da faculdade em que estudava. Não importava. Apenas revirou os olhos quando o rapaz comentou sobre o ruivo ser um provável serial killer, mas não sem antes murmurar um: ❛❛Agora veja só quem está com sorte. Preso com um dos, penso eu, poucos que não te matariam numa situação dessas.❜❜. Infelizmente, o outro pareceu não ouvi-lo (ou pelo menos ignorou o comentário), então bastou-se a dirigir-se para a caeira atrás do balcão onde lhe fora apontado e ficar por lá mesmo.
Quando o louro voltou com a caixa de primeiros-socorros, Marcel engoliu em seco ao ver o sorriso assustador no rosto dele – até pegou-se pensando quem estaria mais assustador naquele momento: O outro, com seu sorriso psicótico, ou ele mesmo, com todo aquele sangue espalhado no rosto. Pelo o que se lembrava, ele era colega de um antigo cliente seu que cursava direito, e não medicina. Queria poder dizê-lo que não precisava de seus cuidados, que seus cortes se curariam facilmente por conta do amuleto… Mas sabia que o efeito do objeto já estava se esgotando e logo logo os ferimentos maiores iriam parar de cicatrizar e iriam piorar gradativamente. Aliás, estava ali mesmo; talvez o louro tivesse alguma habilidade em dar pontos que o ruivo desconhecesse. Hesitantemente, levou uma das mãos aos botões da camisa azul – tingida de vermelho em vários lugares –, mas percebeu tarde demais que não poderia fazê-lo com apenas uma das mãos por conta do outro pulso quebrado. Subitamente ficou constrangido com a pergunta que percebeu que teria de fazer; afinal, normalmente a fazia em uma situação mais íntima (e com alguém que ele estivesse sexualmente interessado, de preferência).
❛❛Ahn… Você me ajuda a tirar a minha blusa?❜❜ disse, com um olhar de cachorrinho abandonado – Marcel era péssimo pedindo ajuda, justamente por detestar isso, então não sabia o que exatamente teria que fazer ou falar para não parecer tão rude. ❛❛Sabe como é… Pulso quebrado.❜❜ e indicou-o com a cabeça, mordendo o lábio inferior.
Observou o ruivo tentando desabotoar a camisa com apenas uma mão e soube quase que imediatamente que aquele era um esforço inútil, então quando ele fez a pergunta Arthur apenas revirou os olhos e se aproximou do outro, desabotoando-a o mais rápido que conseguiu. Tentava não pensar o quão estranho a situação era. Estava no meio da sua sala, tirando a blusa de um completo estranho. Um homem, a propósito. Quando terminou, escorregou apenas um lado da camisa para baixo, expondo o ombro machucado e contorcendo o nariz ao vê-lo. Sabia que um ferimento à bala geralmente se encontraria em situações piores, porém aquele já não era uma imagem muito agradável.
Desviou os olhos para procurar dentro do kit uma pinça com a qual pudesse tirar a bala que deveria estar presa em algum lugar ali dentro. Quando por fim a encontrou, levantou-a até o machucado e cuidadosamente passou a procurar a bala, tirando-a com facilidade. Surpreendentemente, o metal não estava enterrado tão profundamente quanto Arthur pensou que estaria. Era quase como se o corpo a estivesse expulsando, o que fez o loiro cogitar por um segundo se o amuleto não estaria fazendo tal trabalho, mas então pareceu perceber o quão idiota a ideia era. Em seguida, voltou até o kit e pegou o anti-séptico e um pedaço de gaze. “Isso pode arder um pouco” murmurou enquanto derramava o conteúdo sobre a gaze e a passava no ombro do ruivo, tentando desinfetar a ferida e impedir uma futura infecção. Depois de limpo, Arthur começou o processo de costura. Seus pais já poderiam ter lhe ensinado o passo-a-passo inúmeras vezes, porém nunca foi um dos melhores alunos. O homem perfurava a pele do ruivo com a agulha e então puxava a linha, sabendo que suas mãos tremiam um pouco e que não tinha habilidade alguma. Pensava no quão desconfortável aquilo era para o outro, mas então o único pensamento que invadia sua mente era o de que se ele quisesse um tratamento melhor, deveria ter ido para um hospital. Quando deu o último ponto, fez uma pequena careta ao analizar o resultado e perceber que aquilo renderia ao ruivo uma feia cicatriz. Pegou o anti-séptico mais uma vez e o derramou sobre a ferida fechada. “Espero que não infeccione” disse mais para si mesmo do que para o outro. Se aquele amuleto realmente funcionava para alguma coisa, esperava que fosse bom o suficiente a ponto de terminar de curar o machucado.
“Você quer tomar um banho para limpar todo esse sangue no seu rosto?” perguntou, apontando inconscientemente para a porta do banheiro. Mexeu a cabeça ao se lembrar do pulso do ruivo. Se ele nem ao menos havia conseguido abrir a camisa sem auxílio, não conseguiria tomar banho sozinho e o último desejo de Arthur em todo o mundo era ajudá-lo com isso também. Já havia tido contato físico o suficiente com o outro naquele pequeno período de tempo em que desabotoava sua camisa, não precisava passar nem mais um segundo tão próximo dele.
Em um movimento rápido, Arthur esticou o braço e pegou a mão do ruivo, ignorando qualquer expressão interrogativa que o outro pudesse ter estampada no rosto. “No três.” sem ter certeza de que o ruivo sabia o que Harris faria em seguida. “Um...” disse, e com o pensamento de que deveria pegá-lo de surpresa, trouxe seu pulso rapidamente para cima. Ouviu o grito do outro e só então pareceu perceber que, na verdade, possivelmente havia apenas quebrado algum de seus ossos. “Desculpa por isso. De novo?” E antes que pudesse lhe impedir, segurou sua mão com mais força e a puxou para frente, agora deixando-o na posição correta. “Vai precisar imobilizar isso por um tempo.” murmurou, voltando seus olhos mais uma vez para o kit, agora em busca de alguma espécie de munhequeira.
você diz "têm" como se eles não fossem terminar
Vocês conhecem o Marcel. Seria uma surpresa tão grande assim?
vai impedir o marcel de ver a winter depois que vocês começarem a namorar por causa do ciumes?
???????????
Claro que não. Dane-se o que os dois têm, tiveram ou sei lá. Ela ainda é a melhor amiga dele e eu não tenho direito algum de interferir nisso. E, na verdade, também nem quero. Não é como se eu fosse o dono dele e pudesse estabelecer com quem ele pode ou não falar, o que pode ou não fazer, isso seria ridículo.
achei que eles eram melhores amigos
ooc: Oi? Quem? O arthur, mad e marcel? Mas eles são .-. ((mais pra “vão ser”, mas ok kmjnhbgvhbj gente, sabe aqueles plots que existem desde a primeira semana do rp e até agora não aconteceram? poisé))
Karen, Arthur e Matt agora são meu fc pra qualquer coisa marthel porque <333
Moodboard; Madison, Arthur and Marcel as Amy, Rory and the Doctor
um gif que represente uma das relações dos seus chars
eu até ia usar um gif do luke, mas aí kjnhbjnkbh
Arthur, Marcel and Mad <3
filme da disney favorito?
Cara, vocês tem que parar de acreditar em tudo o que o Marcel fala, sério.
madison
Why I like themCara, PORQUE É A MAD. Meu bebezão, filha do Arthur e do Marcel <33 mkjnhbgvbhjnkjnkhbgv
Ela anda meio sumida cofcof e eu meio ignorada pela leti cofcof, mas nossa, ela é definitivamente uma das minhas chars favoritas. Não sei apontar exatamente o que me cativou nela, mas desde o que? A primeira semana do rp eu já tava super animada com a ideia do arthur, mad e marcel serem amigos e awn<3
Why I don’tXXXX
Favorite episode (scene if movie)Eu AMO os dois turnos do arthur com ela kmjhbgvbhjn sério. Tipo, em primeiro lugar essa coisa de colocar títulos relacionados à Star Wars <3333 e também todo esse clima divertido que os turnos têm...
Favorite line
“Uma vez, durante um protesto pelos direitos dos animais, um garoto falou que ele era um mamífero que necessitava de meus cuidados também” MELHOR CANTADA EVER KMJNHBJNK
Favorite outfitEu imagino a Mad sempre com roupas super meigas e fofas, tipo ela <33
OTPGente, eu shipo a Mad com todo mundo kmnjbhgvhbjn
Acho que Mad e Neo ia ser fofo, porque os dois são fofos e eu to louca pra ver dois melhores amigos do Arthur se pegando... Mad e Noah também era tão bonitinho #sddsNoah
E SDDS MADLY IN LOVE PORQUE SIM. DAQUELES SHIPS QUE SURGEM NO PRIMEIRO ASKGAME E NUNCA MAIS APARECEM E 3
BrotpMad, Arthur e Marcel knjhbgbjn
ou então só mad e arthur mesmo, já que os dois odeiam o marcel kmjnhbkjn
Head Canon
Unpopular opinion
An oh-god-please-dont-ever-happenLeticia. Querida. Se você der unf na mad eu vou te dar um tapa okay? okay.
My nickname for them
Mad, Han Solo, Harrison Ford, Leia e... e eu to vendo agora que eu sou péssima pra apelidos, mds
'Cause all boys love some party! || Sean and Arthur
Passar horas e horas sendo escravo de uma leitura nada interessante sobre técnicas medicinais de lobotomia usadas no século XIX era exatamente o tipo de coisa que fazia Sean apagar na biblioteca da faculdade e ter preguiça até mesmo de levar o livro de volta para o lugar de onde o havia pegado. Mas levando em conta que ele havia acabado de sair de uma prova e estava curioso sobre algumas de suas respostas, de alguma forma o jovem estava encontrando disposição para ler aquela coisa. Já havia passado todo o período da tarde, o sol já não estava mais visível ao céu e a biblioteca começava a ascender suas luzes enquanto alguns poucos alunos ainda ficavam distribuídos pelas duas enormes mesas de madeira ao estilo salão comunal no Harry Potter, todos focados em seus estudos exceto por um, que estava anotando coisas em seu caderno e pensando sobre suas respostas a respeito da lobotomia de dois séculos atrás. Sean deveria ter pedido ajuda à Kieran sobre aquilo, ela era muito mais avançada na matéria do que ele, mas a amiga estava ocupada lidando com suas provas e ele preferiu não a incomodar. Enquanto estava ali concentrado em suas milhões de folhas de anotações já rabiscadas e seus livros de biologia humana abertas nas partes onde ele havia achado coisas que talvez o ajudassem a resolver as ultimas questões da prova que não estava totalmente certo se havia respondido corretamente ou não, o rapaz levantou-se da mesa e foi já pela terceira vez até a mesa de café, tendo que ficar por uns cinco minutos batendo papo com a senhora da secretaria da biblioteca enquanto ele pegava o café, aquilo não era pra ser dos alunos, apenas dos funcionários, mas a mulher certamente viu as olheiras no rosto do garoto e resolveu deixar que ele tomasse um pouco mais de café para que pudesse voltar a seus estudos. Sean na verdade não tinha obrigação nenhuma de estar ali, estava apenas porque seu cérebro neurótico e paranoico com relação à falhas não o deixaria em paz até ele ter certeza de que acertou as questões que precisava acertar para conseguir uma média boa. Faculdade de medicina estava saindo mais complicada do que o moreno esperava. Sean começou a se sentir um pouco entediado demais com a paisagem do lugar, e assim que bebeu seu café e deixou o copo sobre a mesa perto de alguns de seus livros, ele esfregou as mãos nos olhos e bocejou tentando espantar o cansaço que havia surgido do nada, puxando o celular do bolso em seguida e debruçando-se sobre a mesa com os cadernos com uma feição de tédio enquanto tirava uma foto de sua cara de sono jogada sobre os livros e enviava para um de seus amigos que havia feito por ali não a muito tempo. escrevendo após a foto uma mensagem de “Por favor me tira daqui.” Colocando o celular sobre a mesa e colocando as mãos juntas repousando o lado da cabeça sobre elas, pensando em dar um tempo para relaxar a cabeça e acidentalmente fechando os olhos começando a cochilar.
Estava deitado no grande gramado que havia em frente a faculdade, sozinho em baixo da sombra de uma árvore enquanto tentava ler um livro para seu curso sem fechar os olhos e adormecer. O desinteresse de Arthur por Direito era claro para qualquer pessoa que o conhecia, até mesmo por seus professores, que o viam horas e horas na biblioteca estudando qualquer coisa que não fosse relacionada à uma de suas matérias. Porém, poucos eram aqueles que realmente sabiam o motivo de tamanha falta de interesse. Seus olhos estavam quase fechando mais uma vez, quando ouviu um apito vindo de seu celular, indicando que uma nova mensagem havia chegado. O pegou em sua mochila e ao desbloqueá-lo, se deparou com a cara de tédio de Sean na imagem que ele o enviara, além de que não pôde deixar de rir um pouco ao observar o cansaço estampada em seu rosto. Ao ler a mensagem em baixo da foto, a mente de Arthur voou para um convite que havia recebido poucos dias antes. Um grupo de estudantes de engenharia faria uma festa naquela noite em um lugar não muito afastado do centro de Manhattan e haviam convidado basicamente todos os alunos da Columbia University e algumas outras faculdades da cidade. O lugar estaria lotado e, por mais que Harris não estivesse muito animado naquele momento, imaginava que a festa fosse ajudá-lo um pouco.
Ao perceber as prateleiras ao fundo da foto de Sean, soube exatamente onde encontrá-lo, e por isso se levantou da grama e caminhou até a biblioteca do campus rapidamente, entrando na mesma e procurando em meio ao extenso lugar o rosto do amigo. Ele poderia estar com a cabeça deitada por sobre os livros, mas mesmo assim Arthur reconheceu seus cabelos escuros. O loiro caminhou rapidamente até estar logo atrás de Sean e agarrou seus dois ombros, sacudindo-os em seguida. “Bom dia bela adormecida. Adivinha quem veio te salvar?” falou rindo da piada. Em seguida, puxou uma cadeira ao lado de Sean e se sentou na mesma, espiando por sobre o ombro do amigo para ver o que ele estava lendo. “Agora planos para hoje: Ok, eu só tenho um. Ficou sabendo da festa que o pessoal de engenharia está planejando? Foi a melhor ideia que eu tive. Vamos à festa ou você vai passar o resto do dia estudan--” Olhou para a cara ainda sonolenta do amigo e revirou os olhos, rindo um pouco. “Desculpe, quis dizer ‘dormindo’ em cima dos seus livros?”
this is like meeting ghosts. || Marcel&Madison&Arthur
ғɪɴᴀʟᴍᴇɴᴛᴇ ʜᴀᴠɪᴀ ᴄʜᴇɢᴀᴅᴏ ᴏ ᴅɪᴀ ᴅᴏ ᴇɴᴄᴏɴᴛʀᴏ ᴄᴏᴍ ᴍᴀᴅɪsᴏɴ. Não que estivesse ansioso para falar com a garota novamente e desculpar-se sobre como havia sido uma pessoa horrível ao ter dito aquilo sobre o protesto. Não, não; estava ansioso por estar interessado em querer começar a se relacionar com um anjo. Um anjo de verdade! Sempre ouvia histórias sobre os mesmos aqui e ali circulando pela Tenebris, e vez ou outra as pessoas que vinham pedir por suas informações queriam tratar de assuntos sobre as criaturas angelicais (ou nem tanto assim, considerando que alguns deles acertavam transeuntes com placas na cabeça). Fora por esse motivo que chegara no bar dez minutos antes do horário combinado, ficando em uma mesa para três pessoas. Achou engraçado sentar-se por lá, ao invés do seu comum canto, imerso nas sombras. Esperou, mexendo no celular descontraidamente e não pedindo qualquer coisa até que o som de seu nome sendo chamado pôde ser ouvido. Levantou a cabeça; era Madison, acabando de adentrar a porta do estabelecimento. Sorriu e acenou na direção dela da maneira mais simpática que pôde, até que notara o acompanhante que ela havia escolhido.
Não podia acreditar. Ele. Ele de novo não.
Seu sorriso sumiu quase que instantaneamente ao reconhecer o louro, e a cicatriz em seu ombro parecera queimar ao se lembrar dos pontos doloridos que o garoto dera há um par de meses atrás. Arregalou os olhos, surpreso. Por que sempre acabavam se encontrando, por mais que apenas tentassem se afastar um do outro (e nas mais inusitadas situações)? Pressionou os lábios um contra o outro, subitamente tenso. De todas as pessoas daquela cidade que a morena poderia convidar para aquele encontro… Essa pessoa tinha que ser justo aquele maldito fedelho, que sempre metia o nariz aonde não deveria ser chamado?
Aos dois se aproximarem da mesa onde Marcel estava, porém, tentou voltar com as expressões minimamente amigáveis de antes, sem muito sucesso. ❛❛Oi, Mad.❜❜ cumprimentou a garota, um sorriso nervoso tamborilando em seus lábios. Na hora de dar a palavra ao rapaz ao lado dela, travou por completo; não sabia como fazê-lo sem que parecesse estranho. “Oi, rapaz que salvou a minha vida, que quase arrancou meu pulso fora e que deixou uma cicatriz horrenda em um dos ombros! Que saudades! Como vai você?”, não era uma boa opção. ❛❛Olá…?❜❜ começou, mas as palavras travaram em sua garganta. Não conseguia desgrudar os seus olhos dos dele, e aquela situação ficava cada vez mais e mais esquisita conforme os segundos passavam. No final, acabou estendendo sua mão para o garoto, esperando que este o cumprimentasse. Como se tudo aquilo já não estivesse estranho o suficiente.
Durante todo aquele dia a palavra “arrependimento” parecia ser gritada a seus ouvidos, e não era apenas por conta de Arthur ter deixado bem claro o seu descontentamento e preocupação ao ouvir toda a sua explicação sobre a sua situação com Marcel e o seu convite para encontra-lo juntamente consigo mais tarde. Mas a morena estava convencida de que havia sido um erro grande ter aceitado ir ao bar com uma pessoa a qual ela questionava o caráter desde o momento em que conhecera. Tinha certeza de que o ruivo não seria capaz de fazer nada contra a sua vida, afinal se encontrariam em um lugar público e bem movimentado, mas também tinha certeza de que nenhum dos envolvidos iria se divertir durante aquilo. Mas por algum motivo - talvez pela impossibilidade de se comunicarem e cancelarem toda aquela besteira antes que ela acontecesse. Sim, impossibilitados de se comunicarem em pleno século vinte e um. - todos eles continuavam com o plano. Se encontrara com Arthur - que aparentava estar ligeiramente contrariado, mas ainda assim feliz em ajudá-la - em seu apartamento, e juntos foram até o local combinado.
Assim que adentrou o lugar, seus olhos começaram a analisar cada rosto ali presente, na tentativa de localizar aquele com quem se encontrariam. — Marcel? — Chamou ao avistá-lo. Aproximou-se da mesa onde Marcel estava lhes esperando, dando um sinal com a cabeça para o amigo, indicando que aquela seria a companhia dos dois naquela noite. Quando ouviu o ruivo lhe chamando de “Mad”, ela fora incapaz de esconder o estranhamento que sentira, franzindo o cenho ligeiramente. Tinha a completa certeza de que o rapaz a odiava e que não eram íntimos o bastante para se chamarem por apelidos. — Tudo bem contigo… Marcel? — Cumprimentou, oferecendo-o apenas o esboço de um sorriso, pois ainda se sentia desconfortável e insegura com toda aquela situação. E para aumentar ainda mais o seu nervosismo, percebera que a energia a sua volta começara a se tornar mais densa, e que o ruivo parecia estranhar a presença do moreno consigo. Será que ele não acreditou quando eu disse que ia trazer um amigo comigo? De qualquer maneira, apresentações eram necessárias. — Esse daqui é o Arthur, ele veio se prontificar de que eu saia viva desse encontro. — Brincou, sem realmente achar muita graça no que dizia. — E Arthur, esse é o cara que eu tentei matar. Mas pode chama-lo de Marcel. — Continuou. Tentando compreender aquela súbita negatividade que pairava sobre os dois, como pequenas nuvens carregadas.
Estar atrasado para eventos dos quais não gostaria de participar era comum para Arthur, porém, nas raras vezes em que estava animado sobre algo, conseguia passar o dia inteiro sem tirar isso de sua cabeça. Conhecia a morena há bastante tempo agora e mesmo assim a ideia de sair com a menina ainda o deixava ansioso de certa forma. Não tinha ideia de quem seria a outra pessoa que os acompanharia naquela noite, mas também não se importava, já que estava indo por Madison e nada mais. Claro que se soubesse que tal pessoa seria o ruivo, Arthur reviraria os olhos e tentaria convencer Madison à desmarcar. Ela já não parecia muito animada com o assunto, provavelmente não ficaria tão irritada se ele sugerisse isso, porém veio a descobrir o fato tarde demais.
Por morar próximo à ela, no horário marcado foi até seu apartamento e os dois seguiram juntos para o bar. Ao chegar lá, caminhou atrás de Mad até alcançarem a mesa, já que não conhecia a pessoa com quem sentariam. Provavelmente nem teria notado o ruivo ali, não fosse pelo estranho fato de Mad estar seguindo em sua direção. “Por favor não, por favor não.” falava baixinho, sem saber se a morena era realmente capaz de ouví-lo. Na tentativa de impedir sua expressão de desgosto quando por fim sentaram-se a mesa, Arthur riu do comentário dela sobre ter tentado matar o ruivo. “Deve estar arrependida por não ter conseguido” murmurou por baixo da respiração, esperando que apenas Madison fosse capaz de ouvi-lo.
“Marcel...” parecia estranho por fim associar um nome ao rosto, porém Arthur deu de ombros e em um último esforço estendeu o braço para apertar a mão dele. Será que a situação parecia tão ridícula aos olhos dos outros, quanto parecia aos dele? E então, antes que pudesse descobrir, se voltou para Mad, ignorando o outro completamente e decidido de que faria isso a noite inteira.
Dealing with law || Kainell feat Arthur (s-p)
Já havia passado algumas horas desde a ultima aula da tarde na universidade, Kainell, como sempre, estava já numa área menos popular do campus onde ele poderia encontrar tudo o que precisava após suas aulas em salas cheias de pessoas que cheiram a perfume exagerado e gel de cabelo. Ali, perto das árvores do prédio leste era a região onde apenas alguns alunos um tanto suspeitos iam para fumar suas ervas e relaxas os ossos e mentes cansadas das teorias e mais teorias sobre a academia de platão e as críticas à filosofia moderna em comparação à usada pelos antigos. Direito podia ser um curso bom, mas era cansativo e estressante, e a ultima coisa boa que poderia acontecer é Kainell ficar estressado no meio de uma aula. Enquanto puxava mais um trago de um enrolado de maconha que roubou de um garoto que estava apagado por ali, o jovem fechava os olhos e deixava a fumaça pairar em seus lábios por alguns segundos, a expelindo de seus pulmões logo em seguida. Ele desejava poder ficar jogado ali por mais tempo, mas infelizmente tinha trabalho a fazer, respirando fundo um ar semi-limpo e levantando-se do chão, caminhando em direção à biblioteca do prédio logo atrás dele. Pelos corredores alunos passavam pelo jovem e poucos o olhavam, “Isso, continuem assim” pensou. Kainell logo chegou até a biblioteca com sua mochila e já acostumado com o tamanho massivo daquele lugar logo foi andando pelos corredores de livros, virando para esquerda, direita, direita, esquerda, direita e assim por diante até ver um pouco ao longe, sentado numa mesa grande e com alguns livros espalhados em volta, a pessoa a quem estava procurando. O jovem caminhou devagar até ele e logo sentou na sua frente, colocando a mochila encima da mesa e tirando um livro de dentro dela, “Direito penal, regras e possibilidades” leu-se, colocando-o na frente do outro garoto que estava ali e apenas arqueando uma das sobrancelhas a ele sem ter ainda muita vontade de dizer palavra alguma.
Eram poucos os momentos em que Arthur se via gastando seu tempo livre com projetos da faculdade. Na maioria das vezes se esforçava ao máximo justamente para ir mal no curso e tirar a paciência do pai, que estava cada vez mais irritado com o loiro. No entanto, por algum motivo estranho havia adquirido uma certa afeição à simulação para a qual estava se preparando naquele momento. Talvez pudesse culpar o caso, não por se identificar com a história ou algo assim, mas por ser realmente interessante. Uma pequena parte dele parecia finalmente sentir algum gosto por estudar direito, porém a possibilidade de trabalhar com seu pai um dia fez tal pensamento sumir quase que imediatamente. Sabia que se não fizesse algo logo, terminaria o curso em pouco tempo e seria obrigado a seguir a carreira que odiava, mas naquele momento precisava tirar tais pensamentos da mente e focar no projeto que o haviam encaminhado.
Estava na biblioteca há quase uma hora agora, tendo chegado mais cedo para estudar um pouco mais e não imaginando que Kainell fosse demorar tanto. Arthur quase revirou os olhos quando o viu se aproximando. Harris geralmente era a pessoa que se atrasava para os compromissos e, talvez por esse motivo, tentou relevar o fato, porém quando o cheiro por fim invadiu suas narinas, o loiro não conseguiu se segurar. “Cara, sério?” perguntou, esperando que o outro percebesse que se referia ao odor. Não tinha nada contra pessoas que fumam, não é como se nunca tivesse experimentado nada do tipo em toda a sua vida, porém não se sentia confortável sabendo que aquele era o provável motivo pelo qual Kainell se atrasara. Decidiu não comentar mais nada e abriu o livro de leis ao mesmo tempo que abria seu caderno com as informações que tinha sobre o caso que iriam simular. “Eu poderia te perguntar se você já tem alguma ideia do que podemos fazer, mas algo no ar me diz que mais um pouco você nem ao menos viria aqui hoje.” Sorriu ironicamente para ele e voltou os próprios olhos para as anotações.
winter
Eu não leio muitos dos turnos dela, então...
Why I like them
Eu amo a história dela, e, me baseando nos poucos turnos que eu já li, amo como ela tá sendo desenvolvida também, tipo... Ela é <33333
Why I don’t
SAI DO MEU HOMEM SAI SAI SAI SAI SAAI Não consigo pensar em nada :)
Favorite episode (scene if movie)
Favorite line
Favorite outfit
OTP
Qualquer um que não seja com o Marcel, brigada kmjnhbgvbhjnkmjnhbgv
Ela já pegou o Anthony? Benjy? Ai não sei, eu realmente tenho que começar a ler mais turnos dos outros, desculpa
Brotp
Wincel
Head CanonUnpopular opinion
An oh-god-please-dont-ever-happen
My nickname for them
/aquela/amiga do marcel