Já amei tanto que esqueci de mim. Já doeu tanto que precisei reaprender a me amar.
Esse texto é um sussurro do que restou — e do que está nascendo de novo.
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O Pedestal e a Despedida
Não sorria pra mim como se eu fosse a sua pessoa favorita. Eu não sou.
Se eu fosse, seria diferente. Melhor.
Seria fácil suportar minha companhia, seria fácil me amar, seria fácil me escolher.
Porque eu seria sempre a sua pessoa favorita no mundo todo.
O meu mundo desabou também — por isso o fim.
Talvez você não seja mais a minha pessoa favorita, mas foi.
Foi por tanto tempo que ainda dói lembrar.
Foi por tanto tempo que ser trocada doeu muito mais do que eu podia imaginar.
Ainda não consegui te tirar desse ranking.
Você não é mais a minha pessoa favorita.
Eu sou.
Eu sou minha pessoa favorita.
E deveria ter sido desde sempre.
Toda a energia vital do meu ser deveria ter sido minha.
Para minha evolução.
Para minha vida.
Mas, por muito tempo, ela foi toda pra você.
Mesmo quando eu não tinha mais um fôlego pra dar.
E eu nem percebia.
Porque você era a minha pessoa favorita no mundo.
Devagar, outros vão tomando o seu lugar.
Não sei por quanto tempo você ainda vai ocupar essa lista.
Nem a dor te tirou dela. Nem a rejeição. Nem a troca.
Mas um dia você vai sair.
Então não precisa sorrir como se eu fosse a sua pessoa favorita.
Você não é mais a minha.
Mas ainda está entre elas. (Por enquanto.)
Aproveite enquanto pode.
Por Antônia Messias
















