Hoje comemos mato do jardim no almoço! No sábado antes da relva ser cortada fui colher oxalis e inventei duas coisas.
1. Pesto de oxalis e urtiga
Todas as folhas do no mundo podem virar pesto. O meu pesto varia de acordo com os ingredientes que tenho em casa: se tenho pouco queijo, vira um pesto mais fresco, com muita folha. Se o queijo abunda, fica mais salgadinho e decadente. Se tenho poucos frutos secos, fica com consistência mais líquida. Se não tenho pinhões, uso amêndoas. Se não tenho amêndoas, uso sementes de girassol. E por aí. O mais importante é o azeite de oliva extra virgem, que tem que ser de alta qualidade. Hoje tinha pouco queijo. Esse pesto acima foi feito a olho com:
aprox. 1 punhado de amêndoas, nozes e avelãs (mistura)
aprox. 1/2 punhado de grana padano ralado
aprox. 1 xícara de azeite de oliva extra virgem biológico
aprox. 2 punhados de oxalis picada
aprox. 1 punhado de urtiga picada*
1 dente de alho
* Coloquei a urtiga pra equilibrar porque a oxalis é bem azedinha. Adoro o sabor azedo, mas pode ser demais.
2. Bolinho de millet e oxalis
aprox. 2 xícaras de millet cozido em água com sal
1/2 cebola roxa picada
2 punhados de oxalis
piri piri seco, em flocos
manjericão fresco picado
1 ovo
um pouquinho de farinha de trigo, pra dar liga
sal
A oxalis amolece rapidamente ao aquecer. Quase derrete, mas os cabinhos continuam sendo cabinhos.
Misturar todos os ingredientes, fazer bolinhos e guardar no frigorífico por mais ou menos uma hora pra endurecer um pouco antes de fritar. Fritei no óleo de côco, porque a outra opção era usar um maravilhoso azeite extra virgem, e isso deu um gostinho a mais.
Servi com molho de abacate (abacate, iogurte de cabra, sal, pimenta negra) e um fake pickles de cebola roxa, que é uma receita -é mais um truque do que receita- de um livro do Chez Panisse. É assim: corta o que for (cebola, repolho, funcho, rabanete) com a mandolina e mistura com quantidades iguais de sal e açúcar branco. Deixa repousar, suar e amolecer. Pronto.