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Pensando em nosso antigo "nós"
Querido? Quanto tempo não converso com você, recebi um e-mail informando que esse portal estaria completando 12 anos e me dei conta de quanta coisa mudou desde então. Para início de conversa, hoje somos meros espectadores um da vida do outro, amigos? Não, apenas conhecidos, conhecidos que desejam o bem um do outro. Eu, hoje casada, com 4 filhos de quatro patas e finalmente dona de mim. Já você, a última vez que falamos, estava muito bem profissionalmente e hoje vejo, que está com alguém cuidando de você, — espero que tão bem quanto cuidam de mim — engraçado como a vida toma rumo diferente quando você apenas deixa fluir, não é? Eu pensei por longos 2 anos que você seria o único que conseguiria cuidar de mim, sonhei, idealizei e adoeci nessa ideia. Mas no fim, tudo foi oposto do que prometemos, do que eu sonhava.
Sabe querido, uma vez me disseram que algumas pessoas passam em nossas vidas apenas para cumprir com um propósito, hoje, reconheço que o seu foi breve da mesma maneira que eterna. Você me salvou quando ninguém mais podia, me salvou de meus dias escuros, dos meus dias solitários e de mim mesma. Não vejo mais sentindo em sempre escrever para você, uma vez que eu nem sequer me lembrava que fazia isso. Mas hoje, talvez, seja apenas um momento de finalmente dizer adeus, pois em 12 anos você nunca soube que te escrevo, sempre me pareceu solitário — mas longe disso, sempre foi um abraço, um conforto imaginar estar lhe contando isso, afinal, você foi meu confidente por um bom tempo — é muito um toque de apego, de zelo; embora hoje não faça sentido, levando em consideração que ao meu lado eu tenho o mais perfeito dos amores, ainda é um toque no meu coração, acho que além disso, um toque de nostalgia — lembrar de você é um ato de carinho, um gesto de gentileza, uma faísca no escuro — mas não passa de um sentimento de "escrevo apenas por costume".
O apego de sua presença só me faz ver que o que sonhei com você aconteceu em infinitos outros sentimentos e momentos com um outro alguém, amar você me preparou para amar ele — você sabe quem — onfinitamente mais do que amei você ou qualquer outro — deixa eu falar em silêncio, ele está roncandinho ao meu lado — ele é uma nuvem clara atrás da tempestade que se encerrou, tal como o cheiro de um chocolate quente em uma tarde de sábado, ele é intenso na mesma medida que simples, ele é explosão no mesmo segundo em que é calmaria, ele é amor, na mesma medida que ele é silêncio, é um perfeito equilíbrio, principalmente sobre aguentar cada minuto meu, ele é como o tempo, valioso, calmo e reflexivo, ele é, meu.
— Atenciosamente, antiga Louise
“Se você quiser saber se o outro te ama de verdade é só identificar se ele seria capaz de tolerar a sua inutilidade. Quer saber se você ama alguém? Pergunte a si mesmo: quem nessa vida já pode ficar inútil pra você sem que você sinta o desejo de jogá-lo fora? É assim que descobrimos o significado do amor. Só o amor nos dá condições de cuidar do outro até o fim. Por isso eu digo: feliz aquele que tem ao final da vida, a graça de ser olhado nos olhos e ouvir do outro: “você não serve pra nada, mas eu não sei viver sem você”
— Padre Fábio de Melo.
“(…) No começo de tudo, de nossas conversas… Eu procurava alguém pra conversar, alguém para conhecer… Mas foram se passando dias e conversas entre nós, e fui começando a me identificar com você… Passei a acreditar que dali então, tinha arrumado alguém que eu poderia dizer que e meu amigo(a), por mais que não conhecesse, pois teria falado coisas nas quais não falaria para qualquer um e entre essas conversas, dias e dias se passaram, ate que chegou ao ponto em que eu pensava que poderia estar indo a um caminho, que poderia não dar certo, mas ignorei essa minha mania de pensar vinte passos à frente antes de agir, quando me deparei com uma menina meiga, que com seu jeitinho estranho, assim como o meu, foi conquistando-me aos poucos, resolvi cair de cabeça e deu no que deu, poderia dizer que me sentia perdidamente atraído, ou melhor, perdidamente apaixonado, me sentia tão bem falando dia a dia com você, que cheguei a pensar se era aquele o auge da felicidade de um homem, ao encontrar alguém tão perfeito aos seus olhos. Continuando com nossas conversas , conheço pessoas novas, fiz novas amizades.. Pessoas que diziam me apoiar com tudo, nessa que um dia eu dizia ser a missão da minha vida, a missão que poderia fazer-me sentir livre da vida cheia de problemas, e passasse a viver em outro mundo, juntamente com você. Mas, percebi que aos poucos, que quanto mais fazia pra isso dar certo, mais aparecia algo ou alguém para me derrubar e confesso que fui fraco e cedi, perdi as forças, e comecei a viver a vidinha que eu tinha. Pessoas passaram e desacreditar em mim, me fazendo acreditar que isso nunca daria certo… Até que um dia andando na rua de escola, vi uma pessoa pedindo bem humilde, ao ponto de mendigar uns míseros centavos, e ao lhe dar o que tinha no bolso, o que era apenas algumas moedas que eram o suficiente pra comprar um pão, ele falou para que eu nunca desistisse, daquilo que eu acreditava ser o auge da felicidade e liberdade para mim, como se ele soubesse o que se passava, passei a refletir muito sobre isso, e sei que hoje é estranho que eu não demonstre acreditar, mas ainda mantenho uma chama dentro de mim, que me queima todo dia quando levanto e quando me deito, e isso me faz levar dia após dia, sem nunca esquecer da minha felicidade encontrada, apenas conversando com uma menina de jeitinho estranho, E EU ACREDITO, QUE CEDO OU TARDE AGENTE VAI SE ENCONTRAR, e quando isso acontecer, vou poder me sentir realizado, tendo resultados negativos ou positivos, pois eu cai, mas me levantei pra vir em busca do que acreditava, que é você.”
— Foi assim que você me conquistou novamente, mal sabia eu, que isto era em si um adeus.
“Querido, já lhe disse que o céu negro sem estrelas me lembra tu, não? Pois é querido, ao caminhar com minhas mãos nos bolsos de minha blusa com uma amiga falando de meus relacionamentos e de como eles sempre dão errados para mim, ao deixá-la em sua casa, comecei a pensar e no porquê nunca deu certo, mas antes disso me deparei olhando para o céu procurando estrelas, para poder procurar em cada uma delas a coisa que mais falta em mim… Você. Bobo não? Pois bem, não vou explicar algo que outrora foi dito a ti o quando e o porquê do céu sem estrelas, totalmente negro me lembrar de você, enfim. O foco querido é que minha amiga perguntando do meu relacionamento mais recente, me perguntou o porquê de ficado com ele já que eu não o amava, não soube responder tal pergunta, fiquei me perguntando do momento em que ela desceu as escadas da casa dela, até o momento que fui me deitar para dormir, pensei tanto, mas tanto, que não soube responder, até que em alguma hora, acredito eu que as 3hr da manhã; caí em um sono profundo, sem nenhuma noção que havia dormido, pois afinal horas estavam fora de minha mente então não se passavam, só percebi que nada que se passava em minha mente era real, apenas fruto de minha imaginação. Lembro-me bem de estarmos deitados em tua cama em uma manhã de sábado, tu dormindo de uma maneira tão angelical, com teus cabelos castanhos claros, fiquei ali lhe admirando por horas, até o momento que você acordou com teus olhos castanhos esverdeados me olhando com uma cara de sono tão gostosa, olhou para mim começou a sorrir automaticamente, se aproximou de mim meio que dando “pulinhos” até se aconchegar a minha frente, o suficiente para me abraçar, me deu um beijo no auto da testa, piscou o olho e se levantou num susto correndo até a cozinha para fazer teu café, fiquei deitada olhando para você indo e vindo de lá para cá na cozinha, até que se aquietou e deitou ao meu lado com seu notebook, começou a jogar em teu computador e eu a teu lado apenas observando, pois por mais que eu quisesse conversar contigo, se tu estava do meu lado já bastava, podia muito bem ficar quieta e te ver sendo um bobo. Passaram-se horas tu ali jogando de pijama, gritando e bravo como um idiota por causa de seu jogo, como eu ria de ti, nunca me vi tão feliz e boba como naquele momento, parei de rir e comecei a lhe fazer cafuné, tu logo jogou teu notebook longe e me abraçou, meio que num pulo, doeu, doeu muito, mas você começou a cheirar e morder minhas maçãs do rosto, no qual tu vivia dizendo que faria isso, pois eram grandes e te encantavam, depois disso começou a me olhar nos olhos e só isso – Ah cara, como teus olhos são lindos – acabei dizendo para ti, tu apenas sorriu e me beijou em seguida, foi um beijo tão tranquilo, tão suave, no qual me sentisse tocando meus lábios em algodão ou em pequenas nuvens, teu sorriso entre os beijos era tão lindo, tão bêbada em teus beijos, não me dei conta que eram mais de 20hrs da noite, sendo que havia dito ao meus pais que voltaria as 12hr do outro dia e segundo eles estava na casa de uma amiga, na verdade minha melhor amiga, no qual saberia me acobertar muito bem. Você logo viu que parei de te beijar por estar preocupada com a hora, trocou de roupa, tirando teu pijama surrado e colando teu moletom e tua calça jeans, nunca vi alguém se vestir tão rápido como acabará de ver, logo tu pegaste minhas roupas, que eram minha calça jeans, minha camisa e minha jaqueta, logo tu olhaste para mim sorrindo e dizendo – Vai de pijama para casa, está linda haha – Tão idiota você, eu estava usando tua blusa regata, sem mencionar que estava toda descabelada, não sou nem louca de sair assim em qualquer canto. Logo que me vesti, fui ao banheiro apenas para passar meu rímel e nada mais, coloquei meus óculos, pronta para ir embora, quando de repente você me abraçou por trás, e ficou olhando para nós no espelho, sem dizer nada, sorriu e me beijou no rosto, sem dizer nada pegou em minha mão esquerda, colocando minha mochila em suas costas dizendo que eu fosse dar um tchau para tua mãe e tua irmã, pois segundo você elas gostavam muito de mim, fui sem contrariar, mas sua mãe me fez tomar chá com ela, fiquei brava contigo, pois tu sabia que ela faria isso, como sou boba demais não iria negar, seria falta de educação, pois bem, tu é idiota, pois ria muito. Passaram-se duas horas, ou seja eram 22hr da noite e ainda estava eu de mãos dadas contigo em sua sala de estar, logo olhei para ti sem nada a dizer, ele logo me olhou com uma expressão de preocupação em seu rosto, logo depois que olhou as horas, só disse – Calma, deixa só minha irmã terminar de falar que peço para ela nos levarmos de carro, tudo bem? – Só respondi que sim com a cabeça, preocupada, pois meus pais logo iriam se preocupar e ligar na casa de minha amiga, afinal a mais de 10hr atrás eu já devia estar em casa… Sua irmã pegou a chave do carro, você se sentou no banco de trás comigo me fazendo deitar em teu ombro até chegarmos, caí em sono profundo não lembrando mais de onde estávamos indo, acordei contigo me cutucando nas bochechas, sorriu e disse que havíamos chegado, logo desci do carro, pegando minhas chaves em minha mochila, já quase descendo as escadas, me puxou pelo braço com uma cara de bravo e disse – Não vai me apresentar a teus pais? – Afinal faziam mais de quatro meses que estávamos juntos, dei razão a tua raiva, mas seria insanidade descer contigo em minha casa, afinal segundo eles estava eu na casa de minha amiga, fiz uma cara irônica e lhe respondi bem seca – Você é louco? Sabe que vão gritar conosco! Apresentar? Eles já te conhecem Lucas… – Como seu namorado não. – Você respondeu tão rápido, tão decidido, que não neguei de lhe apresentar, ao abrir a porta da sala estavam meus pais sentados vendo filme. Você logo entrou me empurrando, meu pai franziu a testa e te olhou dos pés à cabeça, querendo entender o que estava acontecendo e o porquê de ser você a me levar em casa. Você logo se pronunciou – Oi, bom, sei que o senhor e a senhora já me conhecem e muito bem mas vou começar do zero, primeiro Louise dormiu em minha casa, não na amiga dela – Meus pais fizeram uma cara tão incomum, meio que irônica pode se dizer assim… – Estou aqui para simplesmente para dizer que namoro ela a uns quatro ou cinco meses, tanto faz isso não importa, e queria que vocês soubessem, pois ela é medrosa demais para falar – Meus pais não falaram nada, só me olharam e junto com ele, começaram a rir. – Tá, o que foi isso? – Perguntei totalmente confusa – Eles já sabiam, idiota, pedi pro seu pai faz mais de seis meses. – Oi? – Ou seja, eu mentia todos os dias que ia para a casa de uma amiga, sendo que eles sabiam. Você é tão idiota, de verdade, depois de toda aquela sua ceninha ridícula de filme de comédia, te levei até a porta, sua irmã havia ido embora e disse que você voltaria de ônibus, você não se importou. Ao olhar para o céu contigo, ele começou a sorrir e me beijou, depois de alguns minutos me empurrou dizendo que estava na hora de ir, mas foi tão delicado, tão fofo com um namorado, foi bem – Me larga garota, tenho que ir para casa, já são 23hr – Que sorte tenho eu de ter um namorado tão carinhoso como você, não? – Você começou a rir de uma maneira tão irônica, me abraçou forte, tão forte, que deu vontade de permanecer eternamente naquele abraço, você me soltou me senti vazia, você percebeu, me beijou no alto da testa e foi caminhando… Fui atrás de ti, mas você brigou, pediu que eu fosse para casa, pois não me queria andando por aí as 23hr da noite, mesmo que fosse contigo, começamos a discutir no meio da rua, a caminho do ponto de ônibus, quando viu onde estávamos, você me olhou e começou a rir, riu tanto que me abraçou novamente, ficamos abraçados até que seu ônibus chegou, você sorriu e disse – Vamos fugir essa noite? – Comecei a sorrir e respondi – E nos escondermos do amanhã. – Você me olhou, sorriu e entrou no ônibus, sem olhar para trás, como havia feito naquele dia, bateu um vazio dentro de meu peito, pois me lembrei que os dias contigo estavam se acabando pois você iria embora logo. Foi ai que acordei e entendi porque nunca eu conseguiria um alguém, pois me desapegar de ti, me desapegar de tuas frases ensaiadas, de seus “Mimimis estou brava” ou até mesmo de teu abraço ou de teus olhos cheio de olheiras me encarando, ninguém pode ocupar um lugar que já é seu. Me pergunte – Sim e agora? – Pois bem, não sei, afinal nada disso é real, apenas uma vontade, apenas expectativas que talvez, nunca serão realizadas. Agora entendo eu, pro que tudo isso? Se o final o que teremos é um adeus? Ou melhor, um “até mais”.”
—
– Que mal tem em fazermos isso uma realidade?
Limão
Irônico não é querido? O quanto tudo isso realmente aconteceu, porém não da maneira que esperávamos – Aleluia por isso.
“Algumas pessoas tem gestos tão leves, tão lindos, tão estranhos, mas no bom sentido. Que nem sequer se dão conta que estão muitas vezes melhorando seu humor, salvando seu dia, sua semana, seu mês, que estão trazendo luz para o seu dia.”
— Nanda Marques.
“I’m not the person you left behind anymore. There’s no one here to miss.”
—
Percepção
Capacidade de notar o outro, Mergulhar num abismo, Pintar histórias, Construir caminhos, Causando sorrisos, Agindo com a essência que pulsa ao ritmo do coração.
nuagedereves
Silêncio. Café quente. Tempo frio. Chuva. Saudade.
Orquestrando. (via diminuido)
Se é para morrer quero morrer muitas vezes, mais do que as que soube ter vivido e fui eterno sem o saber.
Se é para morrer morrerei tantas vezes que entre corpo e tempo minha alma perderá caminho.
E morrerei de tudo, em cada instante.
Morrerei até ser árvore, renascendo em estação para além do tempo, para além da luz.
Se é para morrer que seja como o amor: tanto e sempre que não será derradeira a última vez.
Mia Couto
Quando eu era mais nova, eu me apegava muito fácil às pessoas. E eu sempre ficava implorando para não irem embora, para não me largarem nunca, porque eu precisava delas ao meu lado, comigo. Mas hoje eu aprendi a não fazer mais isso, sabe por quê? Porque quem realmente gosta de ti, vai ficar, sem ser preciso você ficar pedindo para não irem.
Valiosos. (via relampeavas)
Ela nunca falava muito sobre si mesma, mas isso só me fazia querer saber mais.
A Batalha do Labirinto. (via florejaste)
Me apaixonei por aqueles olhos negros. olhos que não vi. não beijei, nem toquei. olhos que me cercam, me abusam olhos que me olham, mas que não existem.
Bem vindo ao meu delirio.
Você não amadurece ao comemorar um aniversário. Você amadurece ao chorar uma noite inteira e acordar sorrindo.
Autor Desconhecido. (via cultivastes)