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@minha-sua-nossa-perspectiva
🌞 Stained Glass Unicorn 🌚
Alguns sorrisos e olhos deveriam ser censurados...
Clayshaper
Spring (2024) detail
O óbvio para um as vezes é o grande enigma para o outro.
A very spooky sci fi horror book cover by Junichi Murayama
Gosto do tumblr porque ele pode ser tanto um livro de poesia como uma revista de sacanagem.
Podemos declamar poemas nus, sujos, suados?
Pode amor e putaria?
Paixão e poesia?
Devoção e devassidão?
Tenho fumado mais. Tenho bebido mais. Tenho tentado me anestesiar de todas as formas que conheço.
Não porque eu queira me destruir. Mas porque, às vezes, estou tão cansado que só quero fugir de mim por algumas horas.
— Atlantic Boy.
Você mexe comigo
Você mexe comigo
de um jeito que eu odeio admitir.
Porque parece tão fácil pra você…
Me provocar,
me desarmar,
me deixar pensando em você
muito mais do que eu deveria.
E o pior?
Você sabe.
Sabe o efeito que causa
em cada palavra,
em cada provocação,
em cada “quero você”.
Você bagunça minha cabeça
e, ao mesmo tempo,
acalma um lado meu
que eu nem deixava ninguém tocar.
Não é só desejo.
Se fosse, seria simples.
Passava.
Mas não passa.
Porque não é só sobre imaginar
teu toque,
teu cheiro,
teu corpo perto do meu.
É sobre a intensidade.
Sobre essa tensão gostosa
que cresce em silêncio
e incendeia tudo.
É sobre te querer perto
até quando finjo distância.
É sobre sentir saudade
mesmo sem nunca ter vivido
tudo que imagino com você.
E quando você fala
que fica me imaginando,
a verdade é que eu travo.
Porque eu também imagino.
Mais do que deveria.
Mais do que demonstro.
Imagino teu olhar em mim
como se quisesse me ler por inteira.
Imagino a forma
como o ar ficaria pesado,
como o mundo lá fora sumiria
e só restaria
essa conexão absurda entre nós.
E talvez seja isso que me assusta.
Não é só o quanto eu te desejo.
É o quanto você me alcança.
Num lugar cru.
Profundo.
Perigoso.
Porque a verdade é simples:
Você virou meu pensamento recorrente,
minha vontade escondida,
minha tentação favorita.
E, no silêncio da madrugada,
entre razão e desejo,
sempre sobra a mesma pergunta:
Como seria
se, em vez de imaginação…
fosse você aqui?
-AB
que ironia.
pra se encontrar você tem que se perder.
@ventosdeuminvernofrio
Há algo de profundamente poético nos dias nublados de outono... Tenho refletido sobre isso. Eles chegam assim: silenciosos, como cartas antigas abertas com delicadeza, trazendo consigo uma saudade que não fere, mas acolhe. Uma saudade mansa, tingida de lembranças que aquecem o peito e afagam a alma. Saudade com sabor de infância, com cheiro de casa, com o som distante de risos guardados no tempo e com o cheiro que somente teu ser reconhece. Pude percebe esses dias que o outono é uma estação de recolhimento. Um convite sutil para voltar-se para dentro, silenciar o ruído do mundo e escutar a própria essência. É tempo de despir excessos, recolher-se com profundidade e permitir que a alma repouse em seu próprio abrigo. E tudo se torna ainda mais bonito e delicado quando essa estação é compartilhada com alguém que aquece com a doçura de um olhar, a ternura de um toque, o encontro sereno entre corpos e almas. Sob um edredom quentinho, ao som de uma playlist que nos transporta sem que seja preciso sair do lar, enquanto o ambiente se perfuma com afeto, desejo e amor. São nesses dias acinzentados que a alma pede pausa e o corpo, em gratidão, desacelera. Porque viver é reconhecer a beleza de cada instante e entender que cada minuto é único e irrepetível. Que o presente é o único tempo que verdadeiramente nos pertence. Viva o agora e aproveite os momentos singulares da vida, afinal existir, apesar de tudo, continua sendo uma das mais sagradas dádivas do universo.
D.K