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@onesaturn
Ouvi a seguinte frase sobre Normal People: “As pessoas que gostam dessa obra é porque de alguma forma se identifica” e foi daí que tudo se encaixou. Enquanto eu lia o livro eu sentia uma inquietação no peito, uma dor, um desconforto e depois de um tempo percebi o reconhecimento que aqueles personagens traziam. Connel quando se viu pela primeira vez sozinho conseguiu enfim, se enxergar de verdade e ali perceber que talvez não era um cara tão forte como ele e seus amigos achavam. E doí se vê nessa posição de fraqueza, quando mais nada faz sentindo, quando você olha pro lado e não vê sentindo no curso que faz, nas pessoas que se relacionam e tudo o que você queria era ter o mesmo sentimento que tinha quando era apenas um simples garoto numa cidade pequena. Por outro lado, Marianne sempre se entendeu muito bem sozinha porque isso era sua zona de conforto, se sentir invisível, e não ser notada por ninguém. Até que Connel a enxerga, e ela não consegue compreender como aquilo poderia ser verdade e acaba projetando sua vida inteira em volta dele e acaba se decepcionando. E é engraçado enxergar dois lados de um mesmo relacionamento com perspectivas tão diferentes. Eu te entendo Connel quando você decide fugir, literalmente fugir do relacionamento porque acha que está sendo demais e se sente incomodado quando a Marianne diz “eu faria tudo por você”. Ali você não se sente capaz de carregar uma responsabilidade tão grande que é o amor e acaba indo embora de repente….. mas é claro que no mesmo instante você quer voltar mas já é tarde demais. Normal People é forte, é dramático, verdadeiro e poético. O próprio título nos trás uma reflexão “normal people”. O que é ser normal? É ser ansioso? Depressivo? Melancólico? Isso me faz ser normal?
@motoshima //instagram @_motoshima, segue.
Oi fantasma
É mais forte que eu
Gostaria que ele não soubesse da profundidade da minha loucura.
— A Desconstrução de Mara Dyer.
@madeinvila
Eu me cobro tanto que acho que vou virar agiota
Eu me recuso a ir embora dessa vida sem ao menos uma vez me sentir necessária, amada. Não destruída, isolada.
“Eu não posso dizer que já superei totalmente esse assunto, mas também, não há mais nada que eu possa fazer sobre isso.”
— Pietro