Pessoas, pessoas que vivem, que sentem, que amam e são amadas. Pessoas. Pessoas que tem sonhos, esperanças, desejos, ilusões e machucados; tem lembranças de um primeiro amor ou talvez ainda não, tem pensamentos indesejados e quereres amargos que deixam pra depois e que talvez nunca vão ter a oportunidade de fazer, pessoas planejam, pessoas tem uma comida favorita, pessoas choram, pessoas ficam chapadas, machucam umas as outras, irritadas,gritam, não são especiais mas unicas.
Essas pessoas tem uma familia, tem um alguem que todo dia pela manhã sai pra comprar pão, me refiro aos que são privilegiados com isso, tanto com a familia quanto com o dinheiro, mas todo mundo tem um alguem especial um alguem do qual cuidamos mesmo que essa pessoa não saiba ou não perceba, as roupas limpas pela manhã com cheirinho de lavanda, o café pronto todo dia, as louças lavadas, o pão na mesa, detalhes que fazem toda diferença no silencio uma casa. Porquê falam por si só o amor que mora ali.
E existem pessoas que destroem.
A mesa de café da manhã é tomada por uma lata de cerveja e gritaria, o silencio antes é quebrado com uma marreta em formato de homem, grosseiro, gordo, vagabundo e triste. As palavras dele são como murros e facadas, uma tortura verbal. As vezes prefiria que me batesse fisicamente, que isso passasse de uma vez, que a dor passasse. Mas não passa, a casquinha dessa ferida espiritual não cura, não passa e parece que não esta cicatrizando.
Todo mundo tem algo em comum, algo a esconder, alguma cicatriz talvez fisica talvez espiritual, um passado, um presente, e um trauma.