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Aqua Utopia|海の底で記憶を紡ぐ

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Sweet Seals For You, Always
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Cosimo Galluzzi
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@solonasae
eu nunca estou em paz. minha mente está sempre inundada de pensamentos.
No silêncio manso de um domingo à noite,
quando o mundo desacelera sem pedir licença,
eu me encontro — não por acaso,
mas por escolha.
A luz amarela dança nas paredes,
e o tempo, esse velho apressado,
resolve sentar também,
como quem aceita um convite inesperado.
Abro uma cerveja, devagar,
escuto o suspiro leve da espuma,
como se ela soubesse
que hoje não há pressa alguma.
O primeiro gole não é sede,
é presença.
É um brinde silencioso
à minha própria companhia.
Não há vozes,
não há distrações urgentes,
apenas o som sutil de existir
inteiro, aqui, agora.
E descubro, sem alarde,
que há beleza nesse encontro despretensioso
em rir sozinho de um pensamento bobo,
em lembrar sem saudade,
em simplesmente estar.
Domingo à noite já não pesa,
já não anuncia o fim de nada.
Ele se torna abrigo,
um intervalo gentil na correria inventada.
E entre um gole e outro,
quase sem perceber,
eu me torno alguém
com quem gosto de ser.
— Jefferson Araújo (cogitador)
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Tem dias que é tão pesado respirar, que o maior conforto daquele momento é chorar sem ver o amanhã, desmoronar sem hora pra acabar.
@sraangustia
no fim. só sobra você é você por você, sempre e isso nunca vai mudar
“Um dia, de alguma forma, você vai descobrir que apesar de tudo, você sempre consegue superar.”
— Karoline Koppe.
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Vivendo da maneira que esperam, mas se eu também me submeti a isso, porque me sinto presa? Eu estou vivendo exatamente as mesmas coisas, há anos e nada muda. Mesmo eu falando, e mesmo eu querendo que mude. Eu realmente quis isso? Sem pensar em como eu me sentiria? Porque eu fiz isso? E como eu saio disso? Eu não sei.
The Attempt
Folha seca no chão. Solta-se do galho sem drama. Viver é somente isso.
As vezes tudo que você precisa fazer é tomar um banho de mar, e não contar quantas gotas tem o oceano.
The cards see all.
Nikita Chan (Chinese/American), Late Night Through The Lily Field, 2025, Colored pencils on paper
ausência
tem muitas preocupações morando na minha cabeça
onde deveriam estar morando sonhos
quando penso
e penso muito
não consigo lembrar
quando deixei de ser lar
quando o barulho na minha mente ficou alto demais para suportar
fiz refúgio no silêncio
o silêncio das palavras cansadas de serem ditas e não ouvidas
o silêncio sepulcral de um soldado que no meio do caos
entende que nunca escolheu ir para a guerra
"é preciso imaginar Sísifo feliz"
sigo carregando o peso da vida como Atlas segurava o mundo em seus ombros
mas a vida não devia pesar, devia?
eu sempre fui sensível demais
acho que não vim pronta para esse mundo
mas quem é que vem?
o ser humano é um bicho que precisa viver em comunidade
eu carrego o peso de mil solidões
alguma coisa em mim já sabia
alguma coisa em mim sempre soube
que ser intensa e imensa dói demais
"tudo o que eu amei, amei sozinho"
eu sou um museu de todas as coisas que já amei
cujo o espaço onde a obra principal deveria estar, está vazio
eu nunca consegui me abraçar
nunca consegui oferecer para mim o amor que dei aos outros
eu sou só uma criança perdida na multidão
que não tem para onde ir
construindo castelos de cartas com a paciência de um monge budista
a resiliência sempre foi meu escudo mais forte
será que um dia eu terei a sorte
de viver ao invés de sobreviver?
antes,
eu era pequena demais pra compreender as despedidas. a vida fala numa linguagem que só o tempo decifra.