A última entrevista do ufólogo pioneiro Húlvio Brant Aleixo a Pablo Villarrubia Mauso e Cláudio Tsuyoshi Suenaga (legendada)
Esta é a histórica entrevista que Húlvio Brant Aleixo concedeu com exclusividade a Pablo Villarrubia Mauso e Cláudio Tsuyoshi Suenaga em sua residência no bairro Cruzeiro, em Belo Horizonte, nos dias 25 e 26 de junho de 2005, e que agora, finalmente, poderá ser ouvida.
Nascido em 5 de setembro de 1926 na cidade de Belo Horizonte, Minas Gerais, onde faleceria em 23 de junho de 2006, Aleixo fez curso de piloto combatente pela Força Aérea Brasileira (FAB) e serviu ao lado dos aliados no final da Segunda Guerra Mundial, por pouco não tendo sido enviado aos campos de batalha. Oficial da Reserva, fundou em 1954 o Centro de Investigação Civil de Objetos Aéreos Não Identificados (CICOANI), grupo pioneiro na América Latina que presidiu até o fim da vida. Graduou-se como psicólogo em 1967 pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e até se aposentar desempenhou o cargo de professor da Faculdade Municipal de Ciências Econômicas (FMCE) de Belo Horizonte.
Húlvio Brant Aleixo posando em 1945 diante de um dos aviões que pilotava no final da Segunda Guerra Mundial:
Húlvio é sobrinho de Pedro Aleixo, vice-presidente da República durante o governo do marechal Arthur da Costa e Silva. Pedro entrou para a história como a única autoridade do regime militar que se insurgiu contra o famigerado Ato Institucional Nº 5 (AI-5, que conferia poderes discricionários ao poder executivo e aos militares e abolia os direitos civis e políticos), promulgado em 13 de dezembro de 1968 e revogado somente mais de 10 anos depois, em 31 de dezembro de 1978. Em represália, foi impedido de assumir a Presidência pela Junta Militar, formada pelos ministros Augusto Hamann Rademaker Grunewald, Aurélio Lyra Tavares e Marcio de Sousa e Melo, que ocuparam provisoriamente a Presidência da República por dois meses no lugar de Costa e Silva, afastado do cargo por ter sofrido uma trombose que paralisou metade de seu corpo em 28 de agosto de 1969, justamente no momento em que buscava aproximação com setores civis e militares que pretendiam o retorno à normalidade constitucional. Pedro era tido como um conselheiro que pesava as decisões do presidente, embora naquele dia isso não fosse ocorrer. Mais tarde, a Junta Militar considerou extinto o seu mandato. Em 1970, Pedro afastou-se da Aliança Renovadora Nacional (ARENA, partido de sustentação do regime militar) e dedicou-se à formação do Partido Democrático Republicano (PDR), vindo a falecer em 03 de março de 1975.
Primeiro ufólogo no Brasil a aplicar o teste psicológico e o retrato falado, Aleixo pesquisou dezenas de casos que se tornariam clássicos – Sagrada Família, Bebedouro, Jaboticatubas, Itabirito, Baleia, Vila Operária, etc. –, a maioria deles divulgados no Boletim da SBEDV (Sociedade Brasileira de Estudos de Discos Voadores), editado pelo médico alemão – igualmente pioneiro da ufologia no Brasil – Walter Karl Bühler. Foi colaborador da Revista Ufológica da Associação Mineira de Pesquisas Ufológicas (AMPEU), lançada em dezembro de 1987 com 46 páginas, um marco na ufologia brasileira.
Em maio de 1999, Aleixo surpreendeu a comunidade ufológica, mormente aqueles que encaravam a presença dos ufonautas com benevolência e esperança, ao divulgar, durante o 18º Congresso Brasileiro de Ufologia em Belo Horizonte, uma mensagem alertando quanto ao fato de que a humanidade corria um perigo de incomensurável e inédita magnitude, contra o qual não havia defesa capaz de contê-lo.
Até o início da década de 80, Aleixo acreditava que os “alienígenas” eram seres biológicos oriundos de outros planetas e que aqui vinham pacificamente apenas para estudar o planeta e seus habitantes, mas com o decorrer dos anos acabou concluindo que na verdade “são sim de outro mundo, mas não vêm de outros planetas – vivem na própria atmosfera, nos recônditos da Terra e através do Cosmo”. Esses seres “enganadores, mentirosos, furtivos e subversivos têm grande poder sobre os elementos da natureza, em macro e micro escala, incluindo a mente humana. Conhecem o comportamento humano desde os primórdios da humanidade e estão, mais do que nunca, atualizando esses conhecimentos para agregar mais agentes ao seu ‘exército’ e atuar de forma mais eficaz no momento apropriado”. Seu “exército”, composto de “forças extra-humanas e incorpóreas no comando de forças humanas, humanoides e animalescas, cada uma com missões compatíveis com suas potencialidades, mas todas orientadas para a consecução dos objetivos estratégicos do comando”, estaria se organizando para “atacar em massa e ostensivamente”.
Se seus ataques no plano físico ainda eram “esporádicos e realizados de maneira furtiva”, o eram “para que sua verdadeira identidade e propósito não fossem descobertos e divulgados, evitando assim que a humanidade se mobilize para combatê-los pelo único meio eficaz que lhe resta: o espiritual”. Não seria de admirar, pois, “que os agressores em potencial tenham o máximo de cuidado em mascarar suas intenções e ações” uma vez que “nos conflitos interindividuais, intergrupais e internacionais, o fator surpresa sempre teve relevância, por motivos óbvios”. Seus “agentes” estariam “infiltrados em todos os níveis e segmentos da sociedade humana, a maior parte atuando inconscientemente, cegamente”. A maior ambição desses seres é “a posse do espírito humano que, por ser imortal, é a joia mais preciosa de todo o universo. A maneira mais eficaz de se conseguir isto é fazer com que os homens, cegos pelo ódio generalizado, destruam prematuramente seus corpos, mediante matança maciça, entregando-lhes seus espíritos”.
Durante a entrevista, Aleixo reafirmou que esses seres “não são humanos, mas ao mesmo tempo não são seres biológicos que vêm de outro planeta. São seres incorpóreos que estão no comando de um grande ‘exército’, e esse exército é composto dos que estão aí indicados, seres humanos de todos os segmentos, alguns, a maioria, talvez, não conscientes do papel que exercem nessa conspiração. Traduzindo, eu quero dizer que eles são anjos malignos. Os anjos malignos que optaram pela luta contra Deus”. Aleixo alertou também que “são diferentes em tudo, menos em um item: eles são todos evasivos. Isso eu acho muito significativo. Muito mesmo. Estão enganando todo mundo. Inclusive a Força Aérea”. Agindo de forma mais discreta possível, “a finalidade última é sempre essa, a de capturar o espírito humano”. A única forma de combatê-los seria por meios espirituais, “orando a Deus ou a Nossa Senhora”, já que “armas físicas são inúteis contra eles”. As seitas ufológicas seriam de certa forma “manipuladas por essas entidades com vistas a obter adeptos”.
Assim, o ataque ostensivo e maciço dos ufonautas viria tão somente “para complementar a destruição do homem pelo próprio homem, na próxima guerra mundial, que eles próprios incentivam e alimentam ao difundir seus conhecimentos sobre armas de destruição em massa, inclusive os relativos à engenharia genética”. Nessa vasta “conspiração” encabeçada pelos extraterrestres, “estamos coroados por cima, pelos lados e por baixo por uma organização de combate sob comando de seres imateriais e invisíveis, imortais e malignos. Pior ainda, muitos seres humanos já estão sob comando deles”. Aleixo arremata vaticinando que “Quem viver, verá”.
A legendagem e a edição deste vídeo a partir da gravação de áudio original foram feitas gentilmente por Rodrigo Moura Visoni, do Canal Grandes Inventores Brasileiros, a quem muito agradeço.
Você pode ler esta entrevista na edição 138, de janeiro de 2008, da Revista UFO.
Leia e baixe todos os artigos e matérias de Cláudio Suenaga na página de downloads de seu site.
Blog | Facebook (perfil) | Facebook (página) | Instagram | Pinterest | YouTube