Paty Rodrigues, 25. Sun in Pisces, Mars in Scorpio, Taurus dominant ♓ ♏ ♉ Venusian 💗 | Holistic Therapist, Master in Arcturian Multidimensional Healing System. Professional Astrologer. Graduated in Law, Brazilian | poeira de estrela na constelação de peixes. Psychology enthusiast and alumni. PEÇA A LEITURA DE SEU MAPA ASTRAL!
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meu nome é Paty Rodrigues, sou Taróloga, Astróloga e Terapeuta Holística e espero que este blog possa te ajudar muito no seu processo de autoconhecimento e até de cura. você pode contar comigo. envie-me uma pergunta ou mensagem no chat se quiser falar comigo! darei o meu melhor para te responder. tenha um bom dia / boa noite. xx para fazer pedidos de mapas astrais e/ou consultar preços e tipos de mapas oferecidos, entre em contato! ^^
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este espaço não foi criado para propagar estereótipos de signos ou coisas do tipo. não curto horóscopos (”como será a semana para peixes”; “como é o ano para tal signo”), e tampouco leituras superficiais de somente um signo. trabalho com mapas astrais, de todos os tipos. trabalho com os indivíduos, em sua singularidade, pois entendo o quanto a astrologia é profunda.
não gosto de dar razão àqueles que criticam a astrologia, que se baseiam em horóscopos de revista - ou sites, whatever -, que pouco refletem a profundidade astrológica. a astrologia é extremamente profunda e é difícil definir uma pessoa somente com base em um signo solar. as pessoas são distintas. signos solares (mesmo em conjunto com ascendente) são muito superficiais para representar o todo. já disse e repito que a astrologia é um compilado de informações sobre o nosso ser, que refletem a nossa forma de funcionar, logo, uma mera informação (signo solar) não pode ser vista de forma isolada, pois diversos aspectos devem ser considerados (do mapa e da vida da pessoa).
os mapas refletem tendências.
esteja à vontade para entender todos os lados da astrologia, que é profunda, e pouco estudada, seja pelos que a atacam, seja pelos que acreditam nela (muitos, viu? que ‘acreditam’ de forma superficial e estereotipada).
“A Astrologia possui linguagem mítica e isso não é um problema para quem não divide o mundo em branco e preto, norte e sul, homem e mulher, fato e ficção”.
A Astrologia não precisa da autorização ou do check da ciência, não porque a ciência é inválida, ou porque ela não funciona, bem pelo contrário: ela é útil e deve ser utilizada em todas as suas áreas correspondentes. Mas digo isso porque a eficácia, o fundamento e a legitimidade da Astrologia funcionam de outra forma, com outra lógica, inclusive diversamente da lógica cartesiana pura e que nega qualquer coisa que não seja “concreta” e “avaliada por métodos”. Tudo precisa ser necessariamente concreto, racional, visto, experienciado de forma ‘comprovada’? Somos feitos apenas disso? Existe o comprovado vs o não comprovado em todas as áreas da vida? O conhecimento mítico é sempre inválido? Somos detentores da razão o tempo todo? Não existe espaço para algo que seja sim profundo, mas que opere em outra lógica? Reflita.
Não precisamos invalidar nem um, nem outro, mas observar, a partir dos seus fundamentos, o que faz sentido - não utilizando somente o método de um para isso, pois ao utilizarmos somente o método da ciência para avaliar todo o resto ao redor dela, sem nenhuma exceção, tornamo-nos arrogantes, céticos e soberbos, acreditando que reside dentro dos humanos toda a fonte de explicação do mundo, como se ele tivesse partido de nós, e não o oposto.
que não possa ser ou um, ou o outro. mas sim a integridade.
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"Se você quer conhecer o verdadeiro caráter de alguém, observe como essa pessoa trata os animais." - reflexão
ideal de ego, ego ideal, pontos cegos e extrapolações sociais
"Se você quer conhecer o verdadeiro caráter de alguém, observe como essa pessoa trata os animais."
será?
recentemente, li essa frase em dois locais distintos.
a frase tem sentido.
mas não da maneira e pela razão que as pessoas acham que tem.
o fato de alguém tratar os animais bem diz algo do seu caráter em relação à vida animal. e pronto.
e nesse aspecto, se age verdadeiramente, com o coração e não com o ego e por aparência, status, ela está agindo de forma bonita, bela.
mas não há sentido algum pra generalizar isso pra outras áreas da vida… porque em nada devemos pensar assim.
em nenhum assunto faz sentido pegarmos um comportamento da pessoa e definir caráter, modo de viver, nível de confiança e etc.
afinal:
tem gente que tem afeto, tem empatia em algumas situações, mas ainda não tem em níveis que abranja todos.
não é 8 ou 80. não é assim: sou empático ou não sou.
já mencionei diversas vezes aqui sobre Sombra - enquanto arquétipo.
devemos nos lembrar que não somos perfeitos, só Luz, só coisas legais e bonitinhas. podemos estar muito bem, alinhados, conscientes em alguns aspectos, e outros ainda estarmos a nos trabalhar.
e reconhecer isso é o primeiro passo para uma tomada de consciência e de clareza de onde estamos precisando melhorar.
por que estou enfatizando isso? Paty, qual a importância do que você está dizendo?
estamos conversando e tratando mais sobre vida animal.
estamos tendo muitos confrontos entre o que parece excesso aos olhos de alguns, mas, na real, é o natural;
o que é realmente excesso. e no meio de tudo isso, estamos perdendo o foco de uma coisa: a importância de revermos a visão da vida animal.
e, ainda assim, é importante eu trazer essa reflexão que não endeusa, nem glamouriza ninguém que aparentemente tem muito respeito pelos animais. aparentemente porque não estamos no íntimo da pessoa para saber o nível de autenticidade e amor verdadeiro do ato dela.
se olhamos para as pessoas que expressam respeito e empatia pelos animais, porém dizemos que ela é excelente em outros aspectos de sua vida, qual o efeito disso em nível social, de mente, psique coletiva?
extrapolações e criações de novos estereótipos. que vão tirar o foco do que importa.
que vão glamourizar coisas e pessoas.
quer ver só um efeito possível?
note:
pessoas glamourizam e elevam alguém de forma geral por um aspecto específico ->
-> não compreendem que aquele ser é cheio de complexidades, e que para defini-lo, teríamos que ver o todo dele, não uma parte como se essa parte salvasse as demais eventualmente ruins ->
-> de repente, como é para ser, a pessoa mostra as suas falhas e questões de personalidade não trabalhadas, pois não olhou ou ainda não havia olhado para algum aspecto desarmônico de si. ->
-> quem endeusou esse ser se decepciona, mas geralmente o efeito de decepção NÃO é apenas com o ser, mas sim com a causa, o tópico o assunto ->
-> e é aqui que está o risco. ter iniciado a visão personificando uma causa a partir de alguém, endeusando o ser, não entendendo que ele em complexidades e pode ter falhas ->
-> e quando descobre, a sua "fé" com a causa é impactada.
mas precisava ser assim?
por que ainda temos esses padrões mentais? coletivamente falando, isso é uma erva daninha.
e isso pode ser diferente.
afinal, estou refletindo aqui de modo distinto. logo, é possível.
refletir sem fantasia é o ideal.
com realidade e sem rotulações.
sem endeusamentos.
sem glamourizações.
com pés no chão. e cabeça limpa.
se ignoramos a ideia de que todos temos complexidades na personalidade, que não somos ou o bonzinho ou o maldoso, não crescemos, e não servimos aos demais, sejam desconhecidos ou próximos.
pois estagnamos em uma visão 'límpida, porém falsa' do que achamos que somos e que os outros são.
temos dificuldades.
temos Sombras.
e okay. então vamos olhar para isso, individualmente, socialmente.
pois isso é mais saudável que se esconder por trás de uma visão e versão perfeita-porém-falsa de si mesmo e do outro.
temos desvios morais.
temos desvios de ego.
temos desvios de conduta, atitudes de desrespeito.
temos que discutir, pensar e sentir muito sobre a vida animal ainda, e sobre a ideia que nunca serviu de subjugação.
mas alguém tratar da vida animal não exclui que esse ser tenha, evidentemente, questões com:
-> preconceitos com classes sociais baixas, por exemplo;
-> outras dificuldades de ordem preconceituosa, discriminatória, excludente.
a vida real em muitas situações ainda é mais complexa que isso:
a pessoa tem empatia em alguns contextos, mas não em todos.
e é importante que ela melhore em todos, para ser plena e completa.
por que? porque ela ainda tem partes dela para perceber, melhorar, crescer.
ela está aprendendo a crescer moralmente, em amor, em compaixão.
temos sim dificuldades que não nos elevam a um grau de 100% em tudo.
e não estou passando pano para isso, ou justificando, bem pelo contrário; e sim trazendo clareza: olha, somos imperfeitos ainda.
e não é para seguirmos assim. é para reconhecermos que não somos ou 8 ou 80.
podemos ainda estar num meio termo meio bagunçado entre as duas coisas… ou até em extremos… e é importante alcançar um real equilíbrio.
para saber do todo de alguém, olhe pro todo.
pare de querer definir o todo por uma ação específica. e isso vale para tudo.
é a mesma coisa de dizer que todo aquele que trabalha é honesto.
como sei que é honesto?
trabalhar: um ato de buscar remuneração. É ISSO. ponto.
honestidade: ter ações justas, claras, sem buscar vantajismo pessoal ou que passe por cima de outros, por exemplo.
um monte de pessoas trabalham e podem ter atitudes desonestas, e isso é óbvio.
é apenas um exemplo para entender a reflexão maior que estou trazendo.
a conclusão de que todo trabalhador é honesto tem 0 lógica. é conclusão rasa.
você percebe o quanto a mente humana tem o hábito maléfico de generalizar tudo?
e disso surgem: julgamentos, estereótipos, pré-conceitos ruins e preconceitos, tudo porque… generalizou.
saia da generalização. ela é uma faca de dois gumes.
e generalizar é sempre péssimo.
só glamourizamos excessivamente algo quando está em falta na sociedade;
e aí, depois de glamourizar, surgem outros erros de análise. extrapolações. e isso é uma erva daninha para o crescimento e expansão mental e ao pensamento crítico.
como esse, de que 'tem caráter toda pessoa respeita e tem afeto por animais'.
não vamos ficar colocando tudo em caixas, estereótipos.
isso não nos leva a lugar algum.
só ao lugar de estereótipos de um e de outro e, logo, de exclusões.
então, cada coisa em uma caixa, não porque uma vida vale mais que a outra - pois é sem sentido essa via de pensamento;
e sim porque o amor por seres que ainda são muito desrespeitados não vai significar que esta pessoa não tem outros aspectos de si para evoluir, melhorar.
e sobre Antropocentrismo maléfico:
o fato de uma pessoa tratar bem os animais não precisa ser colocado lado a lado com a visão sobre uma vida humana. são vidas distintas. coisas distintas.
sabe qual o maior problema? o hábito do ser humano de querer sempre ter um pra preferir, um pra elevar, e não a harmonia de conviver com todos.
essa é uma das dificuldades.
o gosto por excluir.
a dificuldade de entender cada um enquanto ser específico, peculiar. e enquanto sujeito de direitos, como a vida, liberdade, saúde, paz.
gostar e respeitar um ser animal é para ser algo normal, sim.
isso parece meio 'surreal' e diferente demais em alguns momentos e contextos, porque as pessoas num geral ainda os tratam como menos.
então surge um choque quando duas atitudes distintas se encontram.
Então, quando alguém respeita, cuida, inclui dentro do que a vida animal pede de respeito e amor, aí a mente humana corre pra concluir, em algumas situações, duas coisas extremas:
"essa pessoa é anormal, olha como ela trata animais além do que deveria" que errado!"
- errado para você, dentro de sua perspectiva mental, que, com todo o respeito, no momento, está limitando a visão das vidas que existem nesse planeta.
ou, por outro lado, também extremo:
"essa pessoa é muito mais… bem mais que a média… olha como ela respeita os animais; olha como ela deve ser de excelente caráter".
extrapolações.
é tudo sobre trabalhar a própria mente e a tendência de extrapolar.
coração coletivo ferido, visão distorcida de amor - pt 4
eu tenho notado muito em evidência uma falsa visão do que é o amor.
que pra mim nada tem a ver com amar.
uma visão dolorida, machucada.
e que tenho tratado aqui, nessa série de textos.
uma coisa que se mascara por trás de uma visão de "olha só como podemos aprender com essas pessoas desapegadas".
"amar verdadeiramente é tão old"
"amor intenso não é algo meio forte demais?"
"isso não existe"
sim, amor existe.
e essa frase, na real, é eco de ferida.
pois o que acontece atualmente é que não estamos abertos para amar verdadeiramente porque acumulamos uma enxurrada de feridas, bagagem emocional demais mal lidada - mesmo que tenhamos ferramentas pra tanto, para autoconhecimento.
não é a coletânea, coleção de Amar verdadeiramente que está precisando de ajustes, reparos, mudanças.
e sim os Personagens<. nós.
ferida individualmente experienciada,
mas coletivamente acumulada.
por isso parece tão “real” a ideia de que amar é risco,
que amar é besteira.
que amar precisa de estratégia, controle, medo.
é porque se tornou algo coletivo…
um problema nosso.
amor real não existe na mente de quem se acostumou com o raso da relação humana - e com quem se Sentencia diariamente com isso.
pois, no fim,
somos o que acreditamos.
o limite das nossas atuais experiências está no limite das nossas atuais crenças.
afinal, essas frases geralmente vêm de quem vive ou no mínimo acredita que a saída para não doer é a descartabilidade nas relações.
saída pra quem?
e para o que?
infelizmente, parece a saída para o coração ferido que até agora não foi escutado por você mesmo.
o emocional que só não quer mais uma dor, que só quer evitar mais um desamor - e por não ter sido olhado até agora com clareza, respinga em sua mente dizendo "foge! é perigoso".
internamente, a voz tem medo.
e externamente, diz: "quem ama muito é tolo" - ao dizer essa frase, olha como nos impactamos.
sempre digo o quanto temos poder um no outro.. em relação a inconsciente coletivo… mas isso é assunto pra outro dia.
👻
estamos falando de uma ferida que ecoa nas decisões atuais - não como guia presente, mas como fantasma silencioso.
o ponto que chama atenção no raciocínio de quem diz isso:
“quem está desapegado não parece sofrer. olha que atraente... hm, acho que essa é a solução”.
e eis que a mente compreende, conclui, que esse é o caminho para a evitação.
logo,
vai para o apego evitativo
em vez de se entregar para novos vínculos
amizades,
amor romântico
no trabalho
mas especialmente no amor romântico.
em vez de olhar para as dores do passado da maneira que elas pedem para serem olhadas.
para contribuir com as reflexões de como está o teu mundo interno em relação a Amor:
- quais efeitos meu passado até aqui deixou em mim?
- quais partes bonitas de mim eu deixei pra trás por essa/s frustração/ões?
- passei a achar que amar é algo que pede estratégia em vez de entrega?
- isso vem do amor em si ou da atitude irresponsável que outro alguém teve comigo?
- tratar amor como algo descartável ou negocial, contratual, traz satisfação real?
- amor real pede entrega ou estratégia?
- o que meu coração realmente quer? se segurar e calcular tudo ou ter alguém pra me entregar com confiança e segurança?
vou contribuir com algumas conclusões pra sua mente <3
a atitude que o outro teve diz sobre ele, não sobre você.
o medo de repetir o passado negativo é algo que ecoa, mas não precisa sentenciar o seu futuro, no máximo te servir de bússola.
identifique quais traços esse/s outro/as tiveram que não foram saudáveis pra você. perceba os traços. evite os traços, sim. traços de irresponsabilidade emocional, manipulação… mas não tema as pessoas em si <3.
abra-se pro amor, o amor cura, o amor liberta. mas sim, entregue teu amor pra quem vale a pena.
é difícil crer que alguém assim existe Paty.
mas e como mudo o mundo?
senão por meio da coragem em dizer, mostrar e viver o que eu acredito que a vida deva ser.
você muda silenciosamente o mundo sendo o que você quer dele.
e não o oposto do que você mesma, no fundo, acredita ser o mais gostoso, saudável e leve.
eu mudo silenciosamente o mundo sendo só mais um no padrão de esquiva?
ou tendo a coragem de amar de peito aberto
- mesmo com cautela inicial, o que fará parte?
Se o que mais quero é amor real, amor seguro, por que eu dou o contrário pras pessoas que passam pela minha vida?
eis
a faca de dois gumes da sociedade atual...
vulnerabilidade é libertação.
mas não com qualquer pessoa.
o que as experiências do passado podem nos guiar - e não nos fantasmar (não deve existir essa palavra, inventei agora rsrs) é:
- eu amo amar - pra quem realmente ama isso, rs, pois temos muitos corações fechados pelo mundo, infelizmente; mas eu posso entregar isso pra quem tá pronto.
- meu amor é uma virtude, não uma fraqueza, pois amar com leveza é algo de frequência alta!
- mas com as pessoas certas. tendo sabedoria, sim.
- a vulnerabilidade liberta! - especialmente a mim:
E por que?
- pois a essência de ser vulnerável está em expressar seu coração.
E expressar seu coração é expressar quem você é.
logo, ser vulnerável é ser fiel a você e ao que sente.
por isso, a vulnerabilidade liberta primeiro você.
Depois, quem está aberto a se libertar também.
por ato de escolha.
por isso sentimos leveza quando nos entregamos, mesmo que no início dê medo.
agora, o que sentimos quando seguramos e controlamos? em nível de coração, que é o que importa: sentimos o corpo tenso, a mente cheia de estratégias, a pessoa criando máscaras para esconder que sente, sofrimentos e situações desnecessárias sendo criada por falta de clareza emocional. e etc....
o medo que tanto há de vulnerabilidade,
não é pelo gesto da vulnerabilidade em si, que é gostoso em essência,
mas sim pela ferida que ainda ecoa.
pelos atos de outrem, de terceiros e da visão coletiva que fizeram parecer que se abrir é dor. mas não é!
é sobre escolha consciente, sábia e alinhada com o coração, percepção.
é sobre confiar nessa intuição ou percepção inicial e ir desvendando se a pessoa ressoa com isso! mas sem controle. nem de ti, dos teus sentimentos, nem da pessoa.
caminho leve para o ego X caminho leve para a Alma, para teu Self
caminho leve para o ego x caminho leve para a Alma, para teu Self
Alma = em perspectiva espiritual
Self = em conceito psicológico, por exemplo o de Carl Jung.
o caminho leve para o ego é aquele que evita qualquer tipo de desconforto.
porém, o conceito de desconforto que temos quando estamos vivendo a faceta do ego são conceitos deturpados, confusos. não refletem o que o conforto realmente significa em sentido mais harmônico.
quer exemplos?
o desconforto de se envolver em causas sociais
caminho leve do egocentrismo, pois evita a sensação e situação de julgamento por estar 'gritando', 'fazendo barulho.
é pesado para a sua Alma, ou Self, como preferir, pois ela só quer crescer, evoluir, e inclusive aprender em conjunto. ela quer e sabe que precisa aprender sobre isso pois pesa para a Alma carregar aspectos de não leveza, de densidade, consigo.
o desconforto em se permitir interagir com pessoas de baixa ou baixíssima renda
é leve para o ego pois o mantém no local protegido de que não será rejeitado ou julgado pelos outros. o medo de quebrar as barreiras sociais é extremamente desconfortável ao ego negativo.
mas também é o que reforça as barreiras sociais e a opressão, a desigualdade, a falta de solidariedade, de não pertencimento e a ausência de empatia.
TODOS temos o mínimo de recurso que seja para transformar a vida de alguém - e não estou falando de recursos materiais.
somos Co-criadores diários do mundo que está ao nosso redor.
mas muitas vezes desperdiçamos esse potencial e poder criador em coisas rasas, e nas demandas coletivas e individuais de ego negativo.
até um sorriso, um gesto de se colocar a disposição para ajudar um idoso, ou doar roupas, itens para algum desconhecido ou mesmo parte de alguma quantia financeira.
escutar alguém sem julgar, e, especialmente, trabalhar a si mesmo (melhor presente que podemos dar a nós e ao mundo).
tudo isso não requer tanto movimento e é muito eficiente, transforma vidas. a leveza é potente. a leveza verdadeira... é leve.
mas para o ego, infelizmente, fazer qualquer coisa disso, requer muito.
mas... e quem foi que criou e que mantém essas falsas imagens de si, dos outros, e reforça toda essa separação social? nós.
então cabe a nós mudarmos isso.
o desconforto de ir contra o que um grupo próximo pensa
mantém você em uma bolha de conforto social, não receber olhares tortos, falas atravessadas, rejeição.
mas te aprisiona na expectativa do outro.
aprisiona você em laços rasos, sem profundidade e sem aceitação verdadeira de quem você é.
nada mais gostoso que alguém te aceitar pelo que você É!
sem te prender no que ele/a quer que você seja.
mas isso ocorrerá muuuuito mais se VOCÊ dizer pra si e pro mundo que não quer mais que ele dite o que você precisa ser - por exemplo em grupos.
quando você diz não para quem quer te aprisionar nas expectativas que são deles sobre eles, mas que projetam em você.
quando você vive nessa bolha, isso prende o seu ser a querer ser mais para o outro te aplaudir, e não para ser quem você é.
tudo isso parece muito leve. parece o ideal.
mas é leve para o ego negativo, que não sente os efeitos da eventual rejeição. e é temporariamente 'leve'.
pois se você parar para observar a si mesmo profundamente e os outros que vivem de forma similar, a vida sempre te mostra de novo e de novo que esse NÃO é o caminho.
E em vez de deixar esse caminho para trás, o que você prefere? achar que faltou ego, que precisa colocar mais doses rs. eu vejo muito isso nessa realidade.
só que aí, o que acontece?
o teu Ser, que veio aprender através da Consciência e não da inconsciência, vai densificando cada dia mais.
porém, em nível de libertação, de autoconhecimento, de crescimento, cura, plenitude real, você não sai do lugar. ao fazer isso, se mantém em uma bolha de proteção do julgamento dos demais egos que estão em seu entorno, que vivem na mesma sociedade, mas você em si não cresce.
agindo assim, você só reforçará:
medo da rejeição
preconceitos, porque aos poucos se torna cada dia mais o que fizeram com você lá atrás
alguém que exclui, em vez de incluir
empatia e solidariedade pouco trabalhadas na individualidade do teu Ser
prisão a padrões
pouco autoconhecimento
ou seja, em síntese: você não alimenta o Autoconhecimento.
e sim o oposto dele.
E sim o oposto na sociedade.
o teu potencial transformador
- que sim, existe, e aqui estamos dando evidentes exemplos de como nos impactamos diariamente - se esvai, se perde, é aos poucos distorcido por você mesma/o.
e sabemos que isso faz parte da jornada de MUITOS, muitos seres: se perder no meio do caminho através do ego negativo.
a depender do caso, poderá se chamar de desvio encarnatório, imagino que aconteça em massa, muitas vezes.
o incrível é que sempre podemos retornar ao ponto de origem.
com autoperdão, entendendo que tudo pode ensinar algo, podemos retornar.
o incrível é poder aceitar a própria condição REAL que você tem, que é:
a condição de que você não é melhor que ninguém.
de que não adianta se esconder por trás de artefatos visíveis aos olhos - bens materiais, coisas, traços, ambientes, convivências específicas.
em resumo: não há bolha que esconda a verdade que está no íntimo de alguém. é ela que vale para tudo, no fim.
é ela que dita tudo o que acontece na sua vida, em termos do que for da tua responsabilidade. causa e efeito. correspondência. o que está dentro, está fora.
e é esse íntimo, essa estrutura que você tem internamente - seus valores, seu estilo de vida, suas escolhas...
...é isso que define o nível de plenitude, felicidade que você verdadeiramente tem em nível de Ser (Alma, Self, como entender).
por que?
pois quando acaba tudo isso aqui, se a tua escolha foi repetidamente de ego negativo, você retorna ao mesmo ponto de novo e de novo. volta de novo e de novo e de novo para finalmente aprender as lições que há encarnações passadas já poderia ter aprendido se tivesse rejeitado o ego negativo, e não aceitado e mantido ele por medo da rejeição dos outros.
escolha-se.
escolha trabalhar o ego negativo, dizer não para a voz interna distorcida que quer viver o aqui e agora com conforto, com medo de sair do lugar, mas muitas vezes ferindo alguém no caminho. às vezes, ferindo silenciosamente, mas ainda assim intensamente. pois tudo ecoa.
o ego negativo sempre fere. sempre te fere em nível de crescimento, expansão, Individuação.
e também pode - e geralmente também fere - alguém ou muitos ao mesmo tempo.
tudo pode se tornar luz, algo iluminado. em essência, tudo tem algo bom.
mas não basta potencialmente existir algo bom em alguém, isso precisa ser vivido, praticado.
senão, se torna apenas uma ideia.
e qual escolha você faz pela sua
jornada?
é a satisfação instantânea que você prefere?
conseguiu compreender, através desse texto, que viver de satisfação instantânea só te aprisiona?
pois acumula estagnação.
E para a expansão, Individuação (Carl Jung), crescimento, autoconhecimento, isso pode ser muito tempo perdido…
é possível viver a jornada terrena sem se prender a ela.
aproveitar, curtir os momentos e as coisas materiais, sim.
mas por QUAL motivo você estará curtindo e vivenciando é o que mudará tudo.
é por apego e por buscar nisso algo que te defina?
coração coletivo ferido, visão distorcida de amor pt 3 🌟
Se só estou no nível de emoções mal digeridas, de afetos não cuidados, de feridas não olhadas, no outro eu só busco a satisfação dessa carência - que não se suprirá nunca, por isso a repetição de mais e mais pessoas aleatórias, afinal, a carência é interna e não externa.
o externo nunca satisfaz, por isso mais e mais e mais.
infelizmente, o outro está sendo tratado como coisa e não como experiência de expansão, de agregar, de crescer.
se estou ao menos consciente de que estou ferido - e quem é que não tá ferido, em alguma área, em algum nível? rsrsrs,
eu tenho uma visão diferente do outro, respeito mais, e minhas emoções mal digeridas sequer me dominam, pois eu sei que elas existem, mas elas não são mais a fonte inconsciente do meu comportamento imaturo.
lembrando que tudo é um processo e podemos não nos libertar emocionalmente da noite pro dia,
mas ainda assim podemos nos abrir pra amar real.
com responsabilidade emocional perante si mesmo e o outro.
Jupiter in Cancer in the houses, when thinking about the Solar Return, speaks about how each area of life will be expanded and nourished during the 365-day cycle starting from your birthday.
The Solar Return marks the beginning of your personal year (not that one after New Year’s Eve): it’s the moment when the Sun returns exactly to the same point it occupied when you were born — which happens on your birthday.
It is your new beginning, the dialogue between who you are and what you are being called to become.
When analyzing a Solar Return, it is essential to observe the natal chart alongside the return chart, because the Return is always a dialogue between the original purpose of the soul and the experiences that life is bringing now.
It is the next step in the journey of consciousness. 🩵
The astrology of the Solar Return does not speak only about the tendencies of our personal year, but about being aware of them 💚.
Understanding the vibrations is different from being at their mercy.
And it’s important:
even after Jupiter changes signs in the sky, this energy keeps vibrating throughout the entire Solar Return year.
It’s like a photograph of your moment — it continues to influence you, even if the planet has already moved, because in the Solar Return it was present.
Understanding your Solar Return is to perceive what is being called into the light and to consciously choose how to act. True freedom comes from awareness — not from running away from yourself, but from looking at yourself with presence.
Astrology is only one of the paths to this: symbolic, beautiful, and structured, but not the only one!
But I speak of it here because it’s my niche<3
Saint-Germain speaks a lot about true freedom in The “I AM” Discourses: the West, in particular, values free will very much, but often in a way disconnected from real freedom.
The Violet Ray of Saint Germain is freedom — a freedom that is born from awareness.
If you run away from looking at yourself, that’s free will, but it’s not freedom — it’s escape.
It’s like running with chains still around your feet. It looks like you’re free, but you’re not.
True freedom comes from looking at yourself with presence.
Jupiter in Cancer invites expansion of the inner world, the emotions, and the roots.
It amplifies whatever it touches and reveals what already exists — including the stored waters within.
Why? Because Jupiter expands.
Jupiter, which rules Sagittarius — and Sagittarius, in turn, rules the ninth house — brings the vibe of looking at things with more depth, connection, expansion, and courage.
That’s why, when it is in Cancer, the call is precisely to expand inner matters, and how they will appear depends on how they’ve been seen and dealt with up to this point.
Sometimes it’s uncomfortable to look within, but it’s essential.
This placement speaks about emotional growth, nourishment, and self-compassion.
Jupiter in Cancer in the 1st house — Solar Return 💓
In the 1st house, it indicates a call to expand one’s own energy and to nourish oneself genuinely.
It’s not only about giving - it’s also about receiving nourishment.
This placement asks you to look at whether you are taking care of yourself to the same degree that you care for others.
Sometimes, those who have Cancer rising (Cancer in the 1st house) overflow love toward others and forget their own body, their own self-esteem.
Balance comes when that tenderness also flows back inward.
This placement in the Solar Return indicates a year of expansion of the “self,” but in a present and loving way — a look at who you are and how much you are truly taking care of yourself.
Be careful with indulgence or with the tendency to seek nourishment for emotional emptiness from someone else or in unhealthy ways.
Jupiter in Cancer in the 2nd house — Solar Return 💚
When Jupiter in Cancer touches the 2nd house, the focus is different: emotional stability.
A desire for security, for solid ground.
The 2nd house is Taurus’s house — fixed earth, the search for comfort and balance.
It’s the place where we want to know where we are standing.
Jupiter here speaks of emotional abundance — a longing to establish something, to build something lasting.
It may be material, emotional, or both.
It’s the kind of energy that wants to turn feeling into something tangible.
It’s the “I want to feel that I have a foundation, I want to belong.”
It is also a placement of value-building.
“What truly has value for me?
What makes me feel safe?”
From those answers, the being begins to realign their relationships, habits, and bonds in order to reach true emotional wholeness.
And there’s more: Jupiter is exalted in Cancer, so when it finds an earth house like the 2nd, it flows harmoniously.
It’s a fertile year to make emotional and material dreams real, to establish solid partnerships, and to feel at home within yourself.
Be cautious of excessive self-affirmation through material or concrete matters, and of attachment to the past or to the comfort zone.
Jupiter in Cancer in the 3rd house — Solar Return 💓
When Jupiter in Cancer falls in the 3rd house, the focus changes again.
The 3rd house is the house of communication, exchange, and curiosity.
And so, we have an interesting blend here: an expansive and emotional planet in a space (house = the “where”) that is mental and social.
This can generate a year full of great emotional insights — those “now I understand!” epiphanies.
It can be a period of self-discovery through exchange with others, learning about one’s own feelings, and giving voice to emotions.
But it is also a transit that calls for caution regarding emotional dispersion. Gemini, the natural ruler of the 3rd house, is volatile — it feels, and then it changes.
So, it’s important to anchor what is discovered — not to let emotional perceptions remain only as flashes.
Emotional exchanges may become somewhat superficial.
Jupiter wants expansion, something big, something fulfilling and amplifying.
Gemini seeks something quicker — not necessarily shallow or unstable, but something that constantly stimulates.
“I want stimulus, stimulus, stimulus.”
And this may lead, in the shadow side, to the search for superficial affections, even though, deep down, Jupiter desires something profound.
Emotionally, there can be confusion — wanting to dive deep and ending up swimming in shallow waters.
But there is a very good potential in all this — it depends on free will, of course.
It can represent a curious being in search of emotional exchanges, willing to live experiences that will lead to something firmer.
Not that everyone needs to start dating or seek something serious, but it’s a fact that more stable and constant relationships bring greater satisfaction and mental stability.
Cancer desires security.
If the person goes too far into Geminian energy — seeking only stimulation and exchange — they follow only a fraction of Cancer and much more of the house, which is only the “where” of the energy.
The planet shows the “what,” the sign shows the “how,” and the house shows the “where.”
When the “where” (house) starts defining the “what” and the “how,” everything becomes distorted.
This placement can become misaligned more easily than others.
It is not better or worse — it simply brings more challenge.
It is natural that we have some positions that flow more easily and others that bring more complexity.
That is part of astrological reality (planetary dignities).
In the field of potentials,
Jupiter passing through the 3rd house brings the quest to expand emotional self-knowledge.
The person wants to understand the reasons behind their reactions, to comprehend what they feel and what they communicate.
There may also be expansion in the field of education, or even a family vibration — a desire to grow, form bonds, and build.
The 3rd house has this curious, light, mental energy, but when Jupiter in Cancer touches it, it may symbolize the impulse to expand the family, nurture bonds, and create something.
Jupiter in Cancer in the 4th house — Solar Return
Jupiter in Cancer in the 4th house is a powerful emotional combination.
It is the planet of expansion in the sign and house that most speak of emotion, memory, and home.
It’s like mixing similar colors — Jupiter’s orange, Cancer’s pink, the 4th house’s rose hue, so to speak — and watching the result shine.
It is an overflowing of the inner world: feelings, memories, wounds, and affections emerge with force.
This configuration amplifies sensitivity and empathy, and it invites the revisiting of old memories — especially those related to the mother, the feminine, and ancestry.
It brings an opportunity to look at deep emotions with greater clarity, to transform wounds into understanding 💓. You can do it!
Jupiter in Cancer in the 5th house — Solar Return
The 5th house speaks of creative expression and the inner child.
Jupiter in Cancer here expands the emotional perspective and the desire to create, play, and express oneself.
It can awaken the desire for motherhood or fatherhood, or the urge to express feelings through art.
But it also carries the risk of amplifying emotional defensiveness — wounded pride, the impulse to react when hurt.
Leo, ruler of the 5th house, reacts when feeling vulnerable, and Cancer is defensive by nature.
The combination can generate reactivity.
It is important to observe defense mechanisms — they reveal wounds, not weaknesses. <3
Emotions are indicators, not definitions.
They move like inner waters reflecting messages: “I’m angry,” “I’m afraid.”
When the water stirs, it’s time to look at what caused the movement.
The 5th house, also the territory of the inner child, can awaken old emotions, defenses, and memories.
It’s not judgment — it’s survival.
And Jupiter, with its expansive energy, offers the chance to heal this more lightly, bringing rapid growth when there is emotional honesty.
Jupiter in Cancer in the 6th house — Solar Return
In the 6th house, the vibration changes: this is Virgo’s house — of routines, the body, and health.
Jupiter in Cancer here expands self-care.
It can represent a phase of nourishment, self-care, and sensitivity toward the physical and emotional body.
It can also bring challenges with self-image and insecurities, but not because of the planet itself — nothing external creates low self-esteem.
Everything that surfaces simply reflects what already lives within us.
Each discomfort reveals a wound, and each wound asks for care.
Jupiter in Cancer in the 6th house is, therefore, an invitation to take care of daily life with love, to look at the body with tenderness, and to transform the everyday into a space of nourishment and presence.💚
Emotionally, it’s a moment of expansion in this field of health and care.
The body calls for attention.
People are invited to perceive, with more affection and emotional responsibility, their own inner matters — the emotional wounds reflected in the physical body.
For those who already work with health, children, or the physical body, there may be an even stronger calling to serve.
Also for those who work with animals — after all, the 6th house is known as the house of small animals.
Veterinarians, therapists, caregivers,
all who carry within themselves a path guided by service or healing — may now feel this invitation to expand the energy of care, to exercise it in a more loving and balanced way.
And this includes looking inward too, not only outward.
It’s essential to bring balance between “me and the other,” so that, by the end of the transit, there isn’t a sense of scarcity — of having given so much and received nothing.
One must also nourish oneself.
You can only nourish others with what you have. 🤍
When you try to give what hasn’t yet bloomed within, it’s as if you were digging holes and pulling seeds from your own garden before their time.
The front garden — the self — begins to dry out, uncared for, while the back garden — the other — flourishes with what was ours.
But the cycle of the 7th house involves giving and receiving.
And when we give something we don’t yet have, the gesture doesn’t come from abundance but from lack — fear of loneliness, of rejection, of absence.
This isn’t judgment — we are all in different stages of healing.
There are no “evolved” and “unevolved” people; there are only people in process.
When one lives too focused on the other, the return can be painful — that anger of having given so much and received nothing.
Deep down, it comes from expectation.
It’s like sharing the only food you have, not knowing if there’ll be more later.
The gesture seems beautiful, but it can actually be a form of self-neglect.
Emotional responsibility means taking care of your own process, your own resources — without guilt.
That doesn’t exclude empathy; it simply adds structure to it.
Jupiter in Cancer in the 6th house speaks of that: empathy with organization, giving with measure.
“I can help you — but only as far as it doesn’t unbalance me.”
If I help beyond what I can, my garden empties, and frustration, anger, and resentment are born.
In the end, the bond suffers — because I seemed to give from the heart, but deep down I was expecting something in return.
The wisest law is that of balanced nourishment: sometimes, I cannot nurture the field of the 7th house, and that’s okay.
Nothing begins with the 7th house — it begins with the 1st: the self.
When the self is nourished, relationships blossom more naturally.
The other is drawn to abundance, not to lack.
That’s where true magnetism arises: not from dependency, but from presence.
Emotionally mature people don’t seek to save or be saved; they seek to share.
The 6th house, being practical, reminds us that small gestures — self-care, routine, organization — sustain this balance.
Cancer, in excess, can get lost in others’ emotions and forget itself.
Jupiter comes to remind us to look at both poles: where there’s excess and where nourishment is missing.
It’s about asking yourself:
Am I looking at myself or at the other?
Have I expanded my empathy, or am I simply dissolving?
Because extremes — whether absolute selfishness or unmeasured giving — are both forms of imbalance.
Jupiter in Cancer in the 7th house — Solar Return
When Jupiter enters the 7th house, it is the call to expand relationships in a Cancerian way — more affectionate, emotional, and vulnerable.
For those with Capricorn rising (and therefore Cancer ruling the 7th house), this transit is a strong invitation: to show vulnerability, to open the heart.
Capricorn tends to present itself to the world as controlled, secure, and productive — but often avoids showing emotion.
Jupiter comes to say: the emotional world also exists, and it is an essential part of life and of relationships.
The 7th house is the mirror — the place where we project what we may not accept in ourselves.
That’s why it’s common to hear someone say “I don’t like that sign on my 7th house” — because it shows the opposite of what the Ascendant wants to display.
It’s the shadow asking for integration.
Those with Capricorn rising and Cancer on the 7th house tend to resist “whining,” tears, or emotional exposure.
But Jupiter arrives saying: “Look at that too — that’s life.”
Because Cancerian affection teaches empathy, and Jupiter in Cancer in the 7th house asks for genuine connection.
If the person does not open up to feel and express affection, they end up demanding too much from others what they themselves don’t offer.
“I want love” — but I don’t make myself vulnerable.
“I want intimacy” — but I don’t allow myself to be seen.
Jupiter’s expansion asks for coherence (7th house, Libra, balance...): what I want to receive, I also need to give.
That is the true flow of a balanced 7th house — ruled by Libra, the sign of harmony.
Jupiter in Cancer in the 8th house — Solar Return
When Jupiter enters Cancer in the 8th house, the dive deepens.
Here, the planet of fire meets the deep waters of the unconscious.
It’s the mixture of light with the underground.
Cancer navigates subconscious emotions, and the 8th house is the territory of taboos, traumas, and secrets.
In this transit, invitations arise to look at what has been repressed: family traumas, emotional limiting beliefs, pains of the past.
It’s time to bring to light what has remained submerged — and to heal what still binds the soul to what has already passed.
Very often, there is emotional repression related to family.
In another sense, it brings the reflection:
What is my sexual and emotional connection like?
Am I living my sexuality in an emotionally connected way,
or am I running away from it?
Cancer can also represent fear of vulnerability, especially when it appears in the 8th house.
This is the fear of opening up, because for these people, sex demands emotional bonding.
The 8th house in Cancer is precisely that: a need for emotional safety.
But the lack of safety does not always come from the other — many times it comes from within (8th house is a 'inner house').
This transit is an invitation to recognize that the root of fear lies in one’s own emotional structure, and that healing the bond with oneself is the first step toward true intimacy.
Jupiter comes to expand — and it’s not a light expansion, because the 8th house represses a lot when it is not worked on consciously.
It is a deep astrological house.
When we work on it, it stops being repressive and becomes powerful, latent, pleasurable.
If not, it turns into repression — or even denial.
The 8th house belongs to Scorpio, and those who have difficulty with this sign may feel resistance to this transit, because it brings the unconscious to the surface.
Jupiter reveals; it does not hide.
It wants to expand.
It’s like pulling something from the bottom of the ocean and saying, “Look at this.”
It’s not a harsh, Saturnian lesson — but for those who are running from themselves, it can feel that way.
This transit is an invitation to seek emotional richness, to dive into inner and even genetic inheritances, if it's the case.
Issues related to the uterus, the reproductive system, or uterine or ancestral memories may emerge.
It’s about looking at the past with curiosity, not fear.
And, in the best-case scenario, it’s about seeking emotional connections that are safe and loyal.
The 8th house seeks loyalty and emotional firmness — what the 2nd house seeks on the material plane, the 8th wants to feel on the emotional one.
Jupiter in Cancer in the 9th house — Solar Return
Entering the 9th house, the vibration shifts.
People with Jupiter in Cancer touching the 9th house experience an expansion of beliefs, faith, and philosophy of life — but in an emotional way.
Cancer brings the lens of affectivity to themes that, in Sagittarius, would be more mental or spiritual.
Here, the person seeks to build emotional fulfillment, an abundance of affection — a love that expands.
“I want to expand, but I want it to have emotional meaning.”
Those living this unconsciously may end up seeking experiences that bring a false sense of emotional satisfaction — a form of escape.
A healthy risk is the one that faces fear; a reckless risk is the one that tries to fill a void without awareness.
Seeking expansion without understanding oneself becomes emotional irresponsibility.
When there is balance, the growth is genuine: revisiting family, social, and emotional beliefs, and reformulating what one understands as faith, safety, and love.
But if the expansion becomes only an impulse to fill emotional voids, the illusion arises of finding “the person of your dreams.”
The question is: Whose dream?
The dream of the wounded child, who wanted their parents’ love?
Or of the conscious adult?
It’s about understanding where desire comes from.
Jupiter in Cancer in the 10th house — Solar Return
Jupiter in Cancer in the 10th house is an interesting placement.
Those who have this position tend to be more open with the world than with their own family.
They want to express emotions and affections publicly — in career, vocation, or purpose.
The 10th house in Cancer speaks of those who are here to serve with the heart.
It’s the opposite of the 4th house in Capricorn, which carries rigid family patterns, inherited structures, and fear of vulnerability.
As Jupiter passes through here, it invites openness — to show humanity and sensitivity in public.
Sometimes that can feel uncomfortable, but it’s also profoundly liberating.
It’s a year when purpose gains an emotional layer.
Career may become more focused on care, support, or emotional expression.
Even those who don’t work in emotional fields may feel the desire to put more soul into what they do.
It’s about humanizing your mission and remembering that sensitivity is part of success — not its opposite.
Jupiter in Cancer in the 11th house — Solar Return
In the 11th house, the lesson moves to friendships, groups, and collectives.
Jupiter in Cancer here expands empathy, the desire to open emotionally to others — and also the risk of absorbing too much of what belongs to others.
It’s necessary to separate what is yours from what belongs to others.
This placement calls for a review of friendships:
Are they reciprocal?
Or have you been the “emotional mother” of the group?
Caring for others is beautiful, but trying to nurture the whole world is exhausting.
The mother we need first is the inner one — and, biologically or not, the one who gave us life.
Being a mother to yourself is essential before mothering anyone else.
Working on the inner father and inner mother means integrating yin and yang, the feminine and masculine principles.
Every human being needs to balance these sides.
Men also have this nurturing aspect, and women also carry the yang of action.
Cancer in the 11th house can lead to over-caring for others and forgetting oneself.
Balance comes when one nurtures inwardly and understands that emotional responsibility can only be sustained when it begins within.
Jupiter in Cancer in the 12th house — Solar Return
Arriving at the 12th house — the house of Pisces — the dive is complete.
When Jupiter touches Cancer in the 12th, the inner world overflows.
It’s an invitation to look at the unconscious with curiosity, not fear.
It’s the end and the beginning of the cycle: to understand that emotions are not enemies, but portals.
This is a placement of deep healing, retreat, and emotional spirituality.
The unconscious opens, dreams become more vivid, and there is heightened sensitivity to subtle energies.
Emotions become gateways of wisdom, not obstacles.
It’s a moment of compassion — for oneself and for the world — of understanding that feeling itself is a beautiful instrument for the expansion of consciousness.
Arte, cinema, música e discurso - quando o incômodo vira espelho🪞
O incômodo é sempre um chamado.
Esses tempos tenho me debruçado bem mais sobre o universo da DC.
Nunca fui de acompanhar muito.
Tô curtindo muito assistir, mas tal como funciono, eu tendo a me aprofundar e entender as coisas dentro de um espaço maior, e estou assistindo algumas coisas na cronologia.
Eis que vi dois filmes Liga da Justiça e fiquei confusa, fui esclarecer.
E então fiquei sabendo que o filme A Liga da Justiça de Zack Snyder teve algumas interferências no sentido do que “o público queria” e o que o diretor estava entregando. kkk.
Isso me despertou muitas reflexões instantâneas e outras que fui fazendo conforme digitava o texto, rsrs.
Em síntese.
E isso que vou dizer é atemporal.
E serve pra tudo, não só para o cinema.
Deixa existir vários.
Deixa existir a multiplicidade de visões, de tons, cores.
Se uma obra, um artista desperta raiva, rejeição ou desconforto -
é porque, em algum nível, ela cutucou algo que estava adormecido dentro da gente.
E é por isso que a arte não existe pra agradar - ela existe pra lembrar.
Pra lembrar o que esquecemos, pra mostrar o que negamos, pra fazer o inconsciente falar.
Quando alguém diz “eu odiei isso!” com veemência demais, o subtexto pode ser:
“isso me mostrou algo que eu não quero ver.”
E aí você vê como o não gostar se transforma em ferramenta de autoconhecimento.
A arte continua cumprindo seu papel, mesmo através da rejeição -
porque mexeu.
O Superman de 2013, por exemplo, foi bem melancólico, mas profundamente humano, verdadeiro, porém, sim, melancólico, firme, terreno.
O Superman de 2025, deste ano, foi muito mais próximo de um ser humano comum. Mais esperançoso, mais leve. E ambos são Superman.
É possível coexistir e pronto.
Na arte, que é a expressão de o artista se encontrando com o mundo interno do espectador, não existe o melhor para todos.
O que vai existir de melhor na arte nunca é a arte em si, e sim o que você quer e precisa agora. Note este ponto. Guarde ele consigo.
E ser sincero consigo e com o outro nesse processo é um gesto de verdade e de clareza.
Parece ser banal, mas essa sacada tem uma imensa importância.
Quando se espera que a arte esteja aí pra gritar, pra expressar só o que você quer, e não o oposto, é tipo agredir a vontade interna do artista se expressar para deixar só a sua viger rsrs.
Você que tem que entender o que quer!
E buscar o tipo de arte que mais se identifica (e se fizer isso conscientemente, já terá praticado a autovisão, a autoanálise, o que é valioso, ou seja, autoconhecimento).
Não é o mundo que tem que te refletir.
É você que tem que buscar no mundo o que te faz bem.
E não cortar, retirar, afastar com arrogância as outras formas que não te agradam ainda.
E ter a sabedoria de respeitar e não diminuir o que não te agradou, porque se não desrespeitou, se é simplesmente um tom diverso do que você esperava, pronto, só seguir e buscar outro!
Quando você olha para o cinema e espera que todas as produções te agradem, ou que as principais sejam sempre leves, é como se não aceitasse profundidade em si.
Só que… às vezes a leveza em excesso nos leva a superficialidade e é isso que eu vejo, é isso que está claro e que estou debatendo aqui.
Eu também gosto de produções leves.
Mas amo o profundo.
E busco cada um conforme me percebo. Ah, hoje assistir série melancólica não dá.
Ah, hoje eu quero sim um filme profundãooo.
É assim. O autoconhecimento assertivo presente na digestão da arte.
Arte é expressão de um + ESPELHO do outro, do que assistirá/degustará.
Sempre foi. Sempre será.
E por que precisamos dos dois? Pois o leve nos deixa relaxar.
Mas…
É o profundo que nos leva em encontro com nós mesmos. É um dos jeitos de se conhecer e se entender. Entender quem você é agora, e quem não quer ser. Ou quem tem evitado ser.
Por que?
Lembra o que eu falei logo acima, que a arte é um impulso de expressão interna do artista (seja diretor, ator, músico, quem for da área) mas que acessa o espectador dentro do mundo interno do espectador?
Quer exemplos?
Quando as pessoas estão feridas no amor, elas correm de produções sobre amor. Música, filme, série. Ver isso as incomoda. Por que? Porque o mundo interno não está falando essa língua no momento e nem acreditando no amor no momento.
Quando as pessoas estão fugindo de profundidade, o que você acha que elas fazem com as produções profundas? Querem arrancar da frente delas. Como se fosse um ‘ah, tira isso daqui!”. Rsrsrs.
Mas é autossabotador, em princípios de autoconhecimento.
Fugir sempre de profundidade é autossabotador.
Porque você também é profundo. Só está correndo disso.
Aos poucos vai se criando uma espécie de evitação coletiva de alguns conteúdos porque as pessoas entendem que os conteúdos são o problema - quando não são. É só o momento em que coletivamente as pessoas se encontram e aceitam estar e acham que o ideal é todos se manterem "na leveza" = lê-se na superficialidade, na fuga, muitas vezes.
E o que acham é que deve existir só uma forma de digestão das coisas, de sentir a vida.
Não existe. Existem várias.
Talvez não seja a sua.
E tá tudo bem.
E as que são, às vezes, aparentemente mais “difíceis” por serem profundas - se não são o seu tipo, por que te chamam tanta atenção na reação?
E por que a negação da existência disso?
Não é mais fácil simplesmente ir buscar o que você quer em outro espaço? Outros filmes? Séries? Streamings?
Por que os espaços precisam estar totalmente ocupados somente por uma voz?
Uma visão? Um humor? Um lado?
Se existem tantas facetas das coisas, da vida, do humano?
Se você ainda não quis olhar para todas as facetas, tá tudo bem, beleza.
Só não queira tirar a oportunidade dos outros olharem.
Síntese do que quero dizer?
O profundo, o que aparentemente “dá trabalho pensar” e, mais ainda, “dá trabalho sentir”, merece - e precisa - ocupar espaços tradicionalmente dominantes, como produtoras grandes, cinema e etc.
Senão empobrecemos o ser.
É importante existir isso.
Chega de embate, de chatice, de ego, do que é melhor, do que é pior.
Só deixe SER.
Só deixe EXPRESSAR.
Deixe tudo existir.
Deixe o leve existir - quem viver só de leve, pode estar beirando a superficialidade.
Deixe o profundo existir também - ele tem importância.
E mesmo quem já aceita digerir profundidade, também precisará da leveza. Para não viver com a mente fechada ou muuito carregada!
Isso é liberdade real.
E leveza real.
E pronto, cabou.
Assim simplificamos tudo.
O mais engraçado também é que o ser humano reclamaria se parassem com os filmes, por exemplo, da DC.
Teve o Superman de 2013, e, como se sabe, sempre vem produção nova.
Mas, ao continuar com as produções com o passar das décadas, é natural que venha com um novo olhar, porque será um novo diretor.
E aí entram aquelas briguinhas infantis e nada engraçadas - porque se fossem apenas infantis, porém leves, seriam engraçadas ao menos, mas às vezes são até pesadas e desnecessárias rsrsrs.
Brigas em que as pessoas discutem qual o melhor herói, qual a melhor versão.
E, gente, nada mais sem sentido que isso.
Nada mais gostoso que existir mais de uma opção de digestão dentro do cinema.
É sobre isso que estou falando aqui.
Nessa de agradar, se perde a oportunidade de algo fora da curva.
Se perde a essência, o tom.
Perde a autenticidade e vira um ensaio para o que o outro - lê-se: massa - quer assistir.
É a busca por agradar, que no fim é interesse em lucrar mais… e, porra, pensando no caso do Snyder, a Warner já tem lucro.
Não é uma pessoa que vende esfiha na esquina, precisando pensar em estratégias de venda e de manutenção do negócio a nível de corte, de acabar com as coisas.
E aí, quem quer algo em nível além da massa, parece perder a chance de achar mais profundidade.
É um saco, pois o artista - ator, roteirista, diretor, cantor, quem for - precisa se esforçar pra caber num molde.
Ele vira marionete.
Não é mais ele presente - é ele dentro da caixa, com muita chance de, a cada dia, ser menos ele. É o que vemos no K-pop rsrsrs.
É problemático, porque o ser se torna marionete de uma versão vigente…
Mas já já a versão vigente pode mudar - pra algo mais elevado ou pior do que antes.
E aí? O artista vai fazer o quê? kkkk Piorar junto?
E se ele precisar elevar os tópicos, tratar de outras coisas, mas estiver até esquecido o caminho de como se faz, ou nunca tiver aprendido?
Então, para não sair da rota do agrado vigente.. vai forçar??
Infelizmente, isso é o que, outros artistas que tem uma tendência a algo mais superficial, muitas vezes fazem - se revestir de profundo sem autenticidade, falar de pautas reais sem veracidade, e esse é o outro caminho que também é distorcido...
Quando um ser só ensaia para agradar o status quo, o que é esperado, não tem mais o estilo dele.
Tem o estilo ensaiado. Fica chato. Empobrecido.
É saudável termos coisas originais, que tem o estilo único de alguém.
E não uma coisa padrão demais.
E o mais desagradável é quando criticamos todas essas questões e alguns veem com:
“Ai, mas isso faz parte, é como o mundo funciona.”
É aquela frase de alguém com preguiça de pensar.
Com comodismo mental.
Com costume e estagnação.
Com desinteresse de entender as coisas além do senso comum - ou mesmo questionando.
Apenas se acostuma… e se incomoda com quem não se acostuma nunca kkkk.
Tipo eu: nunca me acostumarei com superficialidade forjada, forçada e sem nexo.
Deixe a produção artística, SER ARTE de verdade.
Livre.
Autêntica.
Do jeito que pensaram para ser.
E é interessantíssimo que tenha surgido um conflito entre o Snyder e a Warner na época, porque isso mostra que nem todos pensam igual sobre a arte. E esse conflito é natural.
Uma forma de solucionar?
Deixar a arte ser o que ela sempre foi: Arte.
Forma de expressão.
Nesse mundo em que vivemos, não falta gente compatível com o que somos.
Falta de forma igualitária, sim, porque mesmo quem tem tendência para Z, C, G, ou seja, para coisas distintas, às vezes vai para X, porque quis ser aceito.
Mas as vontades múltiplas e diversas sempre vão existir - e seres corajosos para seguir e falar de tais vontades também existirão. Como estou fazendo aqui.
Então, sim, existem pessoas diferentes nesse mundo.
Mas existem pessoas muito parecidas nas suas diferenças.
O que significa que sempre existirá - se respeitarmos o espaço de expressão artística de cada um - ARTE diversa. Arte para todos os gostos.
Agora, o que acontece há décadas e décadas e tá meio cansativo já é a dominância.
É a preponderância.
O que, no fim, é justamente a falta de equilíbrio.
É o ego falando onde nem cabe ele.
É a exigência infantil e imatura de que a arte deva ser uma só e ocupar todos os espaços só como uma. E não como diversa, múltipla - tal como ela já é.
Se eu não gostei, eu só sigo em frente, e busco outra coisa que eu goste.
O interessante é que tem muita gente refletindo mais hoje em dia - mais interessada em se conectar com o que assiste e faz, e não só consumir.
Porque, no fim, o que a Warner fez foi transformar o filme da Liga da Justiça de 2017 só em produto, perdendo a estética pura da arte, porque queria que o consumo fosse somente agradável - e não reflexivo, profundo.
É como se ela entendesse que precisa agradar, e não pode estar fora da massa.
Que o gosto dominante precisa seguir sendo atendido. Mas nem sempre poderá ser assim... kkkk.
Até mesmo porque, muitas vezes, o gosto dominante tá precisando justamente dos clicks, de uma mudança, de uma transformação, convites para mais reflexões. E tal como é o convite: a pessoa aceita ou não se vai embarcar, hehe. Mas não precisa se rebelar caso não seja do jeito que esperou que sempre fosse - leve, divertido, divertido, leve.
O importante é justamente que os locais de fala com maior influência - desde grandes produtoras de cinema até a política - estejam permeados das vozes, criações e seres que pensam fora da rota e da curva de forma saudável, autêntica, verdadeira, crua, de dentro pra fora e não o oposto.
Afinal, precisamos melhorar nossa vida em conjunto - não tem como irmos pra frente se seguirmos pensando só no nosso umbigo ou vendo a vida só de um jeito.
Diversidade sempre fez parte de nossa essência e coletividade - está na hora de acordar pra isso!
Então no fim precisamos disso presente em vários eixos, inclusive o de mainstream, sim:
De profundidade.
De tristeza.
De reflexão.
TRISTEZAA FAZ PARTEE.
A gente vive na fuga de tudo - inclusive da tristeza.
A fuga da vulnerabilidade é um dos pontos mais desafiadores que a humanidade lida hoje.
E isso fere tudo: da política às relações e à forma como temos escolhido vivê-las.
Então sim, parece bobo ou pequeno,
mas ter mantido o Snyder teria sido na época uma forma sutil, da área do cinema, mas ainda assim poderosa, de dizer:
“Isso é importante.”
“Nós valorizamos a arte real e a vida tal como ela é -
sem essa fuga da profundidade que tantas pessoas têm”.
É tipo saber que a nicotina faz mal (aqui, na analogia, seria a fuga do profundo, o evitar da vulnerabilidade),
mas não querer mostrar pras pessoas porque não quer perder lucro.
É, sim, uma forma de perpetuar o problema.
E, em relação às pessoas, quando elas se insatisfazem com a produtora, é um egocentrismo do caralho -
porque elas têm total liberdade, e possibilidade, de ir buscar outras produções.
Tem de tudo hoje em dia - ainda mais hoje em dia!
É um absurdo de ego e de “venha, me alimente, apenas perpetue a cultura do pão e do circo” (referências históricas).
“Eu não quero saber de reflexão. Eu me saboto, sabia?
Eu sou contra a minha própria evolução.” - voz da massa.
E aí o ego é tanto que, em vez de buscar simplesmente outras produções,
exige que a produção siga o ritmo deles.
Seja como eles.
É uma imposição.
E se é imposição, no fim reflete a imaturidade
e uma tendência do ego de querer que a vida flua só no nível em que ele já chegou.
É por isso que tanta gente se incomoda com gente profunda -
porque as lembra do que elas não querem ser lembradas.
Júpiter nas casas no Retorno Solar (em Câncer) ♃ ♋☀️
Júpiter em Câncer nas casas, pensando em Retorno Solar, fala sobre como cada área da vida será expandida e nutrida durante o ciclo de 365 dias a partir do seu aniversário.
O Retorno solar marca início do seu ano (não aquele pós reveillon): o momento em que o Sol volta exatamente ao ponto em que estava quando você nasceu, o que ocorre em seu aniversário.
É o seu recomeço, o diálogo entre quem você é e o que está recebendo um chamado a se tornar.
Ao analisar um Retorno Solar, é essencial observar o mapa natal junto do mapa do retorno, porque o retorno é sempre um diálogo entre o propósito original da alma e as experiências que a vida está trazendo agora.
É o próximo passo na jornada da consciência.
A astrologia do Retorno solar não fala apenas das tendências do nosso ano pessoal, mas de ter consciência delas 💚.
Compreender as vibrações é diferente de estar à mercê delas.
e importante: mesmo depois de Júpiter mudar de signo no céu, essa energia permanece vibrando ao longo de todo o ano do retorno solar. É como uma fotografia do seu momento - ela continua te influenciando, mesmo que o planeta já tenha se movido, porque no Retorno solar estava presente.
Entender o seu Retorno Solar é perceber o que está sendo chamado à luz e escolher conscientemente como agir. A verdadeira liberdade vem da consciência — não de fugir de si, mas de se olhar com presença.
A astrologia é apenas um dos caminhos para isso: simbólico, bonito e estruturado, mas não é o único!
Mas falo dela aqui por ser o meu nicho rs <3.
Saint-Germain fala muito sobre a real liberdade no 'Livro de Ouro': o Ocidente, em especial, valoriza muito o livre-arbítrio, mas muitas vezes de um jeito desconectado da verdadeira liberdade.
O Raio Violeta é liberdade, uma liberdade que nasce da consciência. Se você foge de olhar pra si, é livre arbítrio, mas não é liberdade — é fuga. É como correr com as correntes ainda presas nos pés. Parece que está livre, mas não está. A verdadeira liberdade vem de olhar pra si com presença.
Júpiter em Câncer convida a expandir o mundo interno, as emoções e as raízes. Ele amplia o que toca e mostra o que já existe — inclusive as águas guardadas. Por que? Pois Júpiter expande. Júpiter, que rege Sagita - que, por sua vez, rege a casa 9, traz a vibe de olhar para as coisas com mais profundidade, conexão, expansão, coragem.
Por isso que quando está em Câncer, o chamado é justamente o de expandir as questões internas e como elas aparecerão depende de como estavam sendo olhadas, lidadas até aqui.
Às vezes é desconfortável olhar pra dentro, mas é essencial.
Esse posicionamento fala sobre crescimento emocional, nutrição e autocompaixão.
JUPITER EM CÂNCER NA CASA 1 NO RETORNO SOLAR
Na casa 1, indica um chamado pra expandir a própria energia e nutrir-se de forma genuína. Não é só “dar”, é também se nutrir. Esse posicionamento pede pra olhar se você está cuidando de si na mesma medida em que cuida dos outros.
Às vezes, quem tem ascendente em Câncer transborda amor pros outros e esquece do próprio corpo, da própria autoestima. O equilíbrio vem quando esse carinho também volta pra dentro.
Esse posicionamento no Retorno solar indica um ano de expansão do “eu”, mas de forma presente e amorosa. Um olhar pra quem você é e pro quanto está se cuidando de verdade.
Cuidado com indulgência ou tendência a buscar em alguém ou de maneiras não saudáveis uma nutrição para carência afetiva.
JUPITER EM CÂNCER NA CASA 2 NO RETORNO SOLAR
Quando Júpiter em Câncer toca a casa 2, o foco é outro: estabilidade emocional. Um desejo de segurança, de chão firme. A casa 2 é a casa de Touro - terra fixa, busca de conforto, equilíbrio. É o lugar onde queremos saber onde estamos pisando.
Júpiter aí fala de abundância emocional. Uma vontade de firmar algo, construir algo duradouro.
Pode ser material, afetivo, ou ambos. É o tipo de energia que quer transformar sentimento em algo palpável.
É o “quero sentir que tenho base, quero pertencer”.
É também um posicionamento de construção de valores.
“O que realmente tem valor pra mim?
O que me faz sentir seguro?”
A partir dessas respostas, o ser começa a realinhar suas relações, hábitos e vínculos pra alcançar uma completude emocional verdadeira.
E tem mais: Júpiter é exaltado em Câncer, então quando encontra uma casa de terra como a 2, isso flui bem.
É um ano fértil pra concretizar sonhos afetivos e materiais, pra firmar parcerias sólidas, pra se sentir em casa dentro de si mesmo.
Cuidado com excessos de afirmação por meio de questões materiais ou concretas e com apego ao passado, a zona de conforto.
JUPITER EM CÂNCER NA CASA 3 NO RETORNO SOLAR
Quando Júpiter em Câncer cai na casa 3, o foco muda novamente. A casa 3 é a casa da comunicação, da troca, da curiosidade. E aí temos uma mistura interessante: um planeta expansivo e emocional num espaço (casa= o 'onde') mental e social.
Isso pode gerar um ano de grandes insights emocionais — aquelas epifanias do tipo “agora entendi!”.
Pode ser um período de autoconhecimento através da troca com os outros, de aprendizado sobre os próprios sentimentos, de dar voz às emoções. Mas também é um trânsito que pede cuidado com a dispersão emocional. Gêmeos, signo natural da casa 3, é volátil; sente e já muda.
Então é importante ancorar o que se descobre, não deixar que as percepções emocionais fiquem só como flashes.
Trocas emocionais podem ser um pouco superficiais. Júpiter quer expansão, quer algo grande, algo que realiza e amplia.
Gêmeos busca algo mais rápido - não necessariamente passageiro ou instável, mas algo que estimule constantemente. “Quero estímulos, estímulos, estímulos.”
E isso pode levar, no lado sombra, à busca por afetos superficiais, mesmo que, no fundo, Júpiter deseje algo profundo.
Emocionalmente, há uma confusão: querer mergulhar e acabar nadando raso. Mas existe um campo muito bom nisso tudo — depende do livre-arbítrio, claro.
Pode ser o de um ser curioso por trocas emocionais, disposto a viver estímulos que o conduzam a algo mais firme. Não que todos precisem sair namorando ou buscando algo sério, mas é fato que relações mais constantes e seguras trazem maior satisfação e estabilidade mental.
Câncer quer segurança.
Se a pessoa vai demais pela energia geminiana — apenas o estímulo, a troca —, ela segue só uma fração de Câncer e muito mais da casa, que é apenas o “onde” da energia. O planeta mostra o “quê”, o signo mostra o “como” e a casa o “onde”. Quando o “onde” começa a definir o “quê” e o “como”, tudo se distorce.
Esse posicionamento pode se desvirtuar com mais facilidade que outros.
Não é melhor nem pior - apenas traz mais desafio.
É natural termos posições com mais facilidade e outras com mais complexidade. Isso é parte da realidade astrológica.
No campo dos potenciais, Júpiter passando pela casa 3 traz a busca por expandir o autoconhecimento emocional. A pessoa quer compreender os porquês de suas reações, entender o que sente e o que comunica.
Pode haver também expansão no campo da educação ou até uma vibração familiar — vontade de crescer, formar laços, construir. A casa 3 tem essa energia curiosa, leve, mental, mas quando Júpiter em Câncer a toca, pode simbolizar o impulso de ampliar a família, nutrir vínculos, criar algo.
JUPITER EM CÂNCER NA CASA 4 NO RETORNO SOLAR
Júpiter em Câncer na casa 4 é uma dobradinha emocional poderosa. É o planeta da expansão no signo e na casa que mais falam de emoção, memória e lar. É como misturar cores próximas - laranja de Júpiter, rosa de Câncer, rosa da casa 4, digamos assim - e ver o resultado brilhar. É um transbordar do mundo interno: sentimentos, memórias, feridas e afetos emergem com força.
Essa configuração amplia a sensibilidade, a empatia, e convida a revisitar memórias antigas, principalmente ligadas à mãe, ao feminino e à ancestralidade. Traz oportunidade de olhar para emoções profundas com mais clareza, de transformar feridas em entendimento.
JUPITER EM CÂNCER NA CASA 5 NO RETORNO SOLAR
A casa 5 fala da expressão criativa e da criança interior. Júpiter em Câncer ali expande o olhar emocional e a vontade de criar, brincar e se mostrar. Pode vir o desejo de maternidade ou paternidade, ou de expressar sentimentos através da arte.
Mas também há o risco de ampliar a defensividade emocional: o orgulho ferido, o impulso de reagir quando se sente machucado.
Leão, regente da casa 5, reage quando se sente vulnerável, e Câncer é defensivo por natureza. A junção pode gerar reatividade.
É importante observar os mecanismos de defesa - elas mostram feridas, não fraquezas. Emoções são indicadores, não definições.
Elas se movem como águas internas que refletem mensagens: “estou com raiva”, “estou com medo”. Quando a água se agita, é hora de olhar o que provocou o movimento.
A casa 5, sendo também o território da criança interior, pode despertar emoções antigas, defesas, memórias. Não é julgamento, é sobrevivência. E Júpiter, com sua energia expansiva, oferece a chance de curar isso de forma mais leve, trazendo crescimento rápido quando há honestidade emocional.
JUPITER EM CÂNCER NA CASA 6 NO RETORNO SOLAR
Na casa 6, a vibração muda: é a casa de Virgem, das rotinas, do corpo, da saúde. Júpiter em Câncer ali expande o cuidado consigo mesmo.
Pode representar uma fase de nutrição, autocuidado e sensibilidade ao corpo físico e emocional. Também pode trazer desafios com a autoimagem e inseguranças, mas não por causa do planeta em si - nada externo “gera” baixa autoestima. Tudo o que surge reflete algo que já vive dentro de nós.
Cada incômodo revela uma ferida, e cada ferida pede cuidado. É sobre responsabilidade: a do outro pelos atos, e a nossa pelo que sentimos.
Júpiter em Câncer na casa 6 é, então, um convite para cuidar da rotina com amor, olhar para o corpo com ternura e transformar o cotidiano em um espaço de nutrição e presença.
Emocionalmente, é um momento de expansão nessa área de cuidados e saúde. O corpo convida o olhar. As pessoas são chamadas a perceber com mais carinho e responsabilidade emocional as próprias questões internas, as feridas afetivas que se refletem no corpo físico.
Para quem já trabalha com saúde, com crianças ou com o corpo físico, pode haver um chamado ainda maior para servir. Também para quem trabalha com animais - afinal, a casa 6 é conhecida como a casa dos animais de porte pequeno.
Veterinários, terapeutas, cuidadores
- e todos que tiverem em si um caminho traçado pelo servir, curar podem sentir agora esse convite a expandir a energia do cuidado, a exercê-lo de modo mais amoroso e equilibrado.
E isso inclui olhar também para dentro, não apenas para o outro. É essencial trazer o equilíbrio entre “eu e o outro”, para que, no fim do trânsito, não reste a sensação de escassez - de ter dado tanto e recebido nada.
É preciso nutrir-se também. Só se pode nutrir o outro com o que se tem. Quando se tenta dar o que ainda não floresceu dentro, é como se cavássemos buracos e arrancássemos sementes do nosso próprio jardim antes da hora.
O jardim da frente — o eu — vai secando, sem cuidado, enquanto o jardim da parte de trás — o outro — floresce com o que era nosso. Só que o ciclo da casa 7 envolve dar e receber.
E quando damos algo que ainda não temos, o gesto não vem da abundância, mas da carência: medo da solidão, da rejeição, da falta. Não é julgamento — todos estamos em diferentes estágios de cura. Não há “evoluídos” e “não evoluídos”, há apenas pessoas em processo.
Quando se vive muito voltado para o outro, o retorno pode ser doloroso: aquela raiva de ter dado tanto e recebido nada. No fundo, ela vem da expectativa.
É como dividir a única comida que se tem, sem saber se haverá mais depois. O gesto parece bonito, mas pode ser uma forma de negligenciar a si mesmo.
Responsabilidade emocional é cuidar do próprio processo, dos próprios recursos — sem culpa. Isso não exclui a empatia, apenas a estrutura. Júpiter em Câncer na casa 6 fala disso: empatia com organização, doação com medida. “Eu posso te ajudar, mas até onde não me desequilibra.” Se eu ajudo além do que posso, o meu jardim esvazia, e nasce a frustração, a raiva, o ressentimento.
No fim, quem sofre é o vínculo - porque eu aparentava dar de coração, mas internamente esperava retorno.
A lei mais sábia é a da nutrição equilibrada: às vezes, não posso nutrir o campo da casa 7, e tudo bem. Nada começa pela casa 7. Começa pela casa 1 — o eu. Quando o eu está nutrido, as relações florescem com mais naturalidade. O outro é atraído pela abundância, não pela falta. É aí que surge o verdadeiro magnetismo: não o da dependência, mas o da presença plena. Pessoas emocionalmente maduras não buscam salvar ou serem salvas; elas buscam compartilhar.
A casa 6, sendo prática, lembra que gestos pequenos — autocuidado, rotina, organização — sustentam esse equilíbrio. Câncer, em excesso, pode se perder nas emoções dos outros e esquecer-se de si. Júpiter vem lembrar de olhar para os dois polos: onde há excesso e onde falta nutrição. É sobre saber se perguntar: estou olhando pra mim ou pro outro? Tenho expandido minha empatia, ou estou apenas me diluindo? Porque extremos — seja o egoísmo absoluto, seja a doação desmedida — são desequilíbrios.
JUPITER EM CÂNCER NA CASA 7 NO RETORNO SOLAR
Quando Júpiter entra na casa 7, é o chamado para expandir as relações de modo canceriano — mais afetuoso, emocional e vulnerável. Para quem tem ascendente em Capricórnio (e, portanto, casa 7 em Câncer), esse trânsito é um convite forte: mostrar a vulnerabilidade, abrir o coração.
Capricórnio tende a se apresentar ao mundo de forma controlada, segura e produtiva, mas muitas vezes evita mostrar emoções. Júpiter vem dizer: o mundo emocional também existe, e é parte essencial da vida e das relações. A casa 7 é o espelho — o lugar onde projetamos o que não aceitamos em nós. Por isso, é comum alguém dizer “não gosto desse signo na minha casa 7” — porque ele mostra o oposto do que o ascendente quer exibir. É a sombra pedindo integração.
Quem tem ascendente em Capricórnio e casa 7 em Câncer tende a resistir ao “mimimi”, ao choro, à exposição emocional. Mas Júpiter chega dizendo: “olha pra isso também, isso é vida.” Porque o afeto canceriano ensina empatia, e Júpiter em Câncer na casa 7 pede conexão genuína.
Se a pessoa não se abre para sentir e expressar o afeto, acaba cobrando demais do outro aquilo que ela mesma não oferece. “Quero amor” - mas não me vulnerabilizo. “Quero intimidade” - mas não me permito ser vista.
A expansão de Júpiter pede coerência: o que eu quero receber, eu também preciso dar. Esse é o verdadeiro fluxo da casa 7 equilibrada - regida por Libra, o signo da harmonia.
JUPITER EM CÂNCER NA CASA 8 NO RETORNO SOLAR
Quando Júpiter entra em Câncer na casa 8, o mergulho se aprofunda. Aqui, o planeta do fogo encontra a água profunda do inconsciente. É a mistura da luz com o subterrâneo. Câncer navega pelas emoções subconscientes, e a casa 8 é o território dos tabus, traumas e segredos.
Nesse trânsito, surgem convites para olhar o que foi reprimido: traumas familiares, crenças limitantes emocionais, dores do passado. É tempo de trazer à luz o que ficou submerso - e de curar o que ainda prende a alma ao que já passou.
Muitas vezes há repressão emocional relacionada à família. Em outro campo, surge a reflexão: qual é a minha conexão sexual e emocional? Estou vivendo a minha sexualidade de maneira emocionalmente conectada ou fugindo dela?
Câncer também pode significar medo da vulnerabilidade, especialmente quando aparece na casa 8. Esse é o medo de se abrir, porque para essas pessoas o sexo exige vínculo emocional. Casa 8 em Câncer é exatamente isso: necessidade de segurança emocional.
Mas nem sempre a falta de segurança vem do outro - muitas vezes, vem de dentro. Esse trânsito é um convite para reconhecer que a origem do medo está na própria estrutura emocional, e que curar o vínculo consigo é o primeiro passo para viver intimidade verdadeira.
Júpiter vem expandir, e não é uma expansão leve, porque a casa 8 reprime muito quando não é trabalhada conscientemente. É uma casa profunda.
Quando a gente a trabalha, ela deixa de ser repressiva e se torna poderosa, latente, gostosa. Se não, vira repressão - ou mesmo negação. A casa 8 é do Escorpião, e quem tem dificuldade com esse signo pode sentir resistência a esse trânsito, porque ele traz o inconsciente à tona. Júpiter mostra, não esconde. Quer expandir. É como tirar algo do fundo do mar e dizer: “olha aqui”.
Não é uma lição dura e saturnina, mas, pra quem está fugindo, pode parecer.
Esse trânsito é um convite pra buscar a riqueza emocional, mergulhar nas heranças internas e até genéticas. Questões relacionadas ao útero, ao sistema reprodutivo, às memórias uterinas ou ancestrais podem emergir.
É olhar o passado com curiosidade, não com medo. E, no melhor dos cenários, é buscar conexões emocionais seguras e leais. A casa 8 busca lealdade e firmeza emocional - o que a casa 2 busca no plano material, a oito quer sentir no plano emocional.
JUPITER EM CÂNCER NA CASA 9 NO RETORNO SOLAR
Entrando na casa 9, a vibração muda. Pessoas com Júpiter em Câncer tocando a casa 9 vivem uma expansão das crenças, da fé e da filosofia de vida - mas de forma emocional.
Câncer traz a lente da afetividade para temas que, em Sagitário, seriam mais mentais ou espirituais. Aqui, a pessoa busca construir uma realização afetiva, uma abundância de afeto, um amor que expande.
“Eu quero expandir, mas quero que tenha sentido emocional.”
Quem vive isso inconscientemente pode acabar buscando experiências que tragam uma falsa sensação de satisfação emocional - uma fuga.
O risco saudável é aquele que enfrenta o medo; o risco desmedido é o que tenta preencher um vazio sem consciência. Buscar expansão sem se entender vira irresponsabilidade emocional.
Quando há equilíbrio, o crescimento é genuíno: revisitar crenças familiares, sociais e emocionais e reformular o que se entende por fé, por segurança e por amor.
Mas se a expansão vira só um impulso de suprir carência, surge a ilusão de encontrar “a pessoa dos sonhos”. A questão é: sonho de quem? Da criança ferida, que queria o amor dos pais? Ou da adulta consciente? É sobre compreender de onde vem o desejo.
JUPITER EM CÂNCER NA CASA 10 NO RETORNO SOLAR
Júpiter em Câncer na casa 10 é interessante. Quem tem esse posicionamento costuma ser mais aberto com o mundo do que com a própria família.
Quer expressar emoções e afetos publicamente - na carreira, na vocação, no propósito. A casa 10 em Câncer fala de quem está aqui para servir com o coração. É o oposto da casa 4 em Capricórnio, que traz uma família rígida, padrões herdados, medo da vulnerabilidade.
Júpiter, ao passar por aí, convida a se abrir, mostrar a humanidade e a sensibilidade em público. Pode ser desconfortável às vezes, mas também profundamente libertador.
É um ano em que o propósito ganha uma camada emocional. A carreira pode se tornar mais voltada ao cuidado, ao acolhimento ou à expressão do sentimento.
Mesmo quem não trabalha com temas ligados à emoção pode sentir vontade de colocar mais alma no que faz. É sobre humanizar a própria missão e lembrar que sensibilidade é parte do sucesso - não o oposto dele.
JUPITER EM CÂNCER NA CASA 11 NO RETORNO SOLAR
Na casa 11, o aprendizado vai para as amizades, grupos e coletivos. Júpiter em Câncer aí expande a empatia, a vontade de se abrir emocionalmente aos outros - e também o risco de absorver demais o que é do outro.
É preciso separar o que é seu do que pertence aos demais. Esse posicionamento pede revisitar relações de amizade: são recíprocas? Ou você tem sido a “mãe emocional” do grupo?
Cuidar dos outros é bonito, mas o papel de nutrir o mundo inteiro desgasta. A mãe que precisamos ter é a interna - e, biologicamente ou não, aquela que nos deu à luz. Ser mãe de si é essencial antes de ser mãe de outro.
Trabalhar o pai e a mãe internos é integrar yin e yang, feminino e masculino. Todo ser humano precisa equilibrar esses lados.
Homens também têm esse aspecto nutridor, e mulheres também carregam o yang da ação.
Câncer na casa 11 pode levar à tendência de cuidar demais dos outros e esquecer de si.
O equilíbrio vem quando se nutre internamente e entende que responsabilidade emocional só se sustenta quando começa dentro.
JUPITER EM CÂNCER NA CASA 12 NO RETORNO SOLAR
Chegando à casa 12, a de Peixes, o mergulho é completo. Quando Júpiter toca Câncer na doze, o mundo interno transborda. É o convite a olhar o inconsciente com curiosidade, não com medo.
É o fim e o recomeço do ciclo: entender que as emoções não são inimigas, mas portais.
É um posicionamento de cura profunda, de recolhimento e espiritualidade emocional. O inconsciente se abre, sonhos ficam mais vívidos, e há uma sensibilidade maior às energias sutis. As emoções se tornam portais de sabedoria, não obstáculos. É um momento de compaixão — por si e pelo mundo —, de compreender que o sentir é, em si, um instrumento de expansão da consciência.
o rearranjo e reajuste que precisamos fazer na nossa mente individual e coletiva sobre o conceito de mãe
em especial em situações de narcisismo materno, mas não só.
por que mesmo uma mãe sendo narcisista e efetuando coisas que ferem, machucam - com consciência do que faz,
algumas pessoas passam pano para ela, por exemplo quando chegamos falando de dores nossas,
ou como quando não conseguimos chama-la de mãe?
escutem
(ao menos uma vez, se você ofende pessoas que lidam com isso,
escutem a voz de quem passa pela situação com o narcisista):
quem chegou ao ponto de não conseguir chamar a mãe de mãe, não o faz por alguma razão.
e por que não querem escutar essa razão?
por que em vez de "corrigir" a pessoa como se ela estivesse desajustada socialmente (nessa hora eu sinto vontade de rir da tamanha falta de sentido nesse pensamento),
não perguntam:
mas por quê você se sente assim?
uma frase pequena, curta, mas com imensos e plurais impactos:
quando você se coloca a disposição para escutar, nutre cada vez menos no mundo e nos outros o padrão de que "se me abro sobre feridas com pai e mãe, vou ser punida, vou sair mais machucada do que já estou"
quando pergunta o porquê, até gasta menos saliva
exercita mais a escuta e menos o julgamento
e se coloca em uma posição de APRENDIZ, e não de corretor autoritário, rígido - especialmente se você é mais velho e tende a achar que todo jovem precisa de uma correção sua rsrs
e além disso, o impacto mais bonito e equilibrado: passa a construir fios invisíveis de comunicação não violenta.
pois sim, impor - sem antes escutar - coisas em relação a dor do outro, é um ato silencioso de violência.
é sutil, mas é violento. e com efeitos internos marcantes.
"E, Paty... por que trazem à tona para o ser só o lado da mãe?
se nem escutaram o lado da pessoa...
por que ninguém quer escutar, só por que ela é mãe?"
com anos lidando com terapeutas ao levar a minha questão pessoal de mãe narcisista,
eu noto que sim, infelizmente as pessoas deixam saltar da garganta pra boca, da mente pro mundo externo, o pacto invisível que a sociedade faz com a sacra maternidade, a que nunca falha, a que não peca, a que é tão pura e não há como haver deslizes nisso.
logo, não ouse falar mal de uma mãe.
ah, me poupe.
seria necessário muito muito mUUUITO esforço - e nem assim seria possível -, pra de mim, Patrícia, conseguir tirar a irritabilidade com essa fala, e me tirar da capacidade de criticar o quanto eu me incomodo com esse avesso revestido de respeito.
é uma fala atravessada por julgamento.
enviesada em uma crença limitante sobre família.
e sobre mãe. especialmente sobre esse papel específico.
e colocada em uma roupagem de correção, como se o outro ainda não estivesse suficientemente aprendido "o que é ser filho nessa sociedade".
kk
que triste, que pena.
prefiro seguir não sabendo o que é ser filho dentro desses moldes tortos e autoritários.
filho não é posse.
filho é gente.
é independente,
é um ser.
por anos os pais sempre viram filhos como posse, o pai o patriarca, a mãe, a matriarca, e apenas isso e nada mais, o filho enquanto alguém que precisa ser o reflexo perfeito de ambos (vide como pais rejeitam filhos que seguem outras profissões, casam com pessoas fora da religião e etc). e ambos com seus papeis autoritários perante os filhos.
filho não é dejeto ou entulho emocional e psíquico dos pais.
é um ser em CONSTRUÇÃO.
dominação não é linguagem do amor, amor nenhum combina com violência.
pais são seres - e para quem acredita: também são espíritos - aprendendo.
e enquanto estão aprendendo a só acertar,
o fato de serem pais não os tira da responsabilidade pelo que fizeram e fazem com os filhos.
uéee, falam tanto de lógica de ordem no sistema,
mas inverteram a sua própria lógica e ordem nesse aspecto?
afinal, se eles são tão superiores (balela, são seres aprendendo assim como nós, papel e sequer idade define nível de maturidade), por que os filhos que tem que compreender os deslizes deles?
segundo a lógica desse pensamento distorcido, quem estaria naturalmente aprendendo são os filhos, aqueles que precisam da correção, pois de nada sabem.
se assim o é, por que os pais são tão agraciados pela sociedade e por si mesmos em uma concepção de que podem deslizar, e os filhos que precisam apenas entender?
Enxergam?
É um fardo silencioso:
os filhos que têm que lidar com:
as frustrações e expectativas dos pais perante as próprias vidas +
conteúdos emocionais que são deles, mas que projetam nos filhos - e no caso de narcisismo, é ainda mais forte e perigoso +
filho é obrigado a entender, calar, sufocar a confusão e raiva do que sente, pois reclamar significaria "ser ingrato" +
sociedade reforça isso, endeusando a família apenas por existir e passando pano para diversos deslizes que tem impacto real no desenvolvimento do ser porque é apenas uma família, gente! tá tudo bem. o filho vai entender.
o quanto isso tudo está presente na mente humana
e o quanto é banalizado é o que me preocupa.
dentro das vertentes espirituais, quem hoje é filho/a, algum dia pode ter sido pai, mãe de alguém, de outro ser em alguma época.
logo, pela lógica fatalista do ser terreno, então nas outras vidas eu tinha mais poder sob minhas mãos?
e hoje "perdi" o poder pela minha vida e a dos outros? e deveria existir isso de alguém dominar outro alguém apenas pelo título? rs.
se já fui mãe em outras vidas, por ter gestado e dado a luz, então podia sair agindo como bem entendia, por ter o título imaculado?
vamos adentrar agora focados no narcisismo, apesar de muito do que já foi dito também fazer parte da dinâmica com o narcisista.
importante:
já vi diversas famílias com pais que têm lições e missões de puro aprendizado com os filhos… aprendizados INCLUSIVE no eixo de:
eu ainda não sei me responsabilizar por pessoas.
eu firo fácil.
eu machuco os outros fácil. porque eu penso muito em mim e faço isso há muito muito tempo.
é um padrão que ainda carrego.
E escolhi vir com esses seres que têm muita capacidade de doação, amor, serviço, que já tem isso embutido em si mesmos, pois já aprenderam e nada é perdido na jornada de um ser, para aprender com eles. porque só esse laço de paternidade, maternidade - que exige responsabilidades - para me puxar pra real: não existe só eu.
assim eu não fujo mais.
essa é a visão do ser antes de vir para cá querendo evoluir.
porém, esse ser tem dificuldades - não a toa as veio trabalhar. dificuldades diretamente ligadas ao ego.
e o desafio que os filhos e os pais enquanto espíritos, e não enquanto ego, encontram? desafios de uma sociedade que reforça o ego negativo que eles já vieram trabalhar:
a sociedade reforçando para esse ser que ele pode usar e abusar dos traços e 'poderes' conferidos a ele por ser pai, mãe = só aumenta a possibilidade de o ser desviar, fugir de tomar as responsabilidades que aceitou ter antes de viria, pois a tendência que já traz é justamente a de individualismo exacerbado.
a pessoa mostra a tendência dela, porque todos mostramos traços do que já éramos antes de vir, do que temos sido até aqui:
irresponsável
imaturo emocionalmente
extremamente volátil
extremamente manipulador
desequilibrado
não gerencia as próprias emoções e manipula a dos outros
não consegue fazer coisas, planos, pensando em todos os envolvidos
não tem empatia
não se alegra com as conquistas alheias
E por aí vai…
banalizar isso em qualquer situação e relação? algo anormal.
banalizar isso na relação mãe-filho/a? perigoso. desafiador. zona de muito risco de afetarmos dezenas, centenas, milhares de pessoas ao mesmo tempo reforçando o padrão de maternidade sacra.
o narcisista mostra o nível de desequilíbrios que ele acumulou de vidas até aqui, no sentido do ego negativo,
logo, conferir um "poder" (que naturalmente já é distorcido, mesmo em casos de não narcisismo em mães), é uma irresponsabilidade coletiva que só reforçará a dificuldade desse ser de sair da zona do Eu negativo.
família não é relação de dominação,
família deve ser construção de amor, e isso muitos ainda não entenderam.
E por isso praticam o absurdo de, mesmo em uma situação tão violenta como a do narcisismo materno, conferirem uma capa de proteção para a mãe narcisista, e colocam o filho em um posto de invisibilidade e silenciamento.
agora, entramos em um ponto delicado, porém especial de tocarmos.
e vou buscar caminhar por isso com amorosidade e clareza, simultaneamente.
por que falam somente sobre o lado "do que pode ter sido feito por mim a ela em vidas atrás?"
não é a toa que existe o véu que nos separa da plena consciência do que já ocorreu em vidas atrás.
em primeiro lugar, note o perigo de, por exemplo, uma pessoa com altas tendências a culpa, ter acesso repentino, sem gerenciamento saudável e adequado,
à informação de que há centenas e milhares de vidas atrás teve uma troca injusta de sua parte, desarmônica, em relação ao outro.
novamente trago a pauta da importância de os terapeutas e pessoas de seara espiritual terem responsabilidade REAL perante o que falam.
ainda temos muitas e muitas crenças limitantes para limpar, liberar, e por isso o terapeuta ou pessoa que traz informações sobre espiritualidade para outrem tem que ter a autovigilância ativada,
pois muitas vezes o que é trazido com "etiqueta de mensagem espiritual" é nada mais que as suas próprias crenças limitantes misturadas com alguma canalização ou informação vinda do plano mais leve, plano superior. e aí vira uma mistura, um mix desarmônico.
a contradição nasce quando essas pessoas, se colocam a disposição para estar servindo à Luz e a valores como perdão, mas na prática reforçam justamente o que?
culpa. raiva. ódio.
eu tenho uma vontade no meu coração de perdoar a minha mãe.
mas eu não vou fazer isso por obrigação.
e quanto mais tentam me enfiar a ideia, mais a vontade de perdoar vai se encolhendo e quem toma a frente em mim? a autodefesa. ainda mais eu, uma Escorpiana na veia rs (Marte em Escorpião natal).
mais a raiva surge, por ter recebido um gesto de controle do outro em relação às minhas feridas.
entenda a discordância de ação e suposta intenção.
é uma contradição,
que de nada "cura o coletivo", só traz mais culpa e dor.
e legitima uma ausência real e atual,
equívocos reais e presentes de muitas mães pelo mundo,
tudo com base em informações de vidas passadas que ocorreram há éons, séculos, atrás - traços e atitudes que muitas vezes sequer temos mais, e também legitimam com base na etiqueta atual que a sociedade colocou em toda mãe.
eficácia? zero.
auxilia no perdão? porra nenhuma (perdão, precisei ser literal, a visceralidade aqui é bem vinda, a dor precisa sair).
aumenta e/ou gera culpa? total.
espiritualmente, no sentido de evolução e de cura de padrões, contribui em que? não contribui. reforça o padrão terreno de mãe sagrada, independente de atitude e caráter, só por ser mãe.
reforça e instiga o silêncio que os filhos já lidam há séculos sobre as dores geradas às quatro paredes de uma casa.
mas ah é, né, "em família ninguém mete a colher" (Eu meto rs, se couber).
veja como é ambíguo. se a pessoa diz:
"você tem que respeita-la! você nem sabe o que ela passou com você em vida passada pra fazer o que faz hoje, ela pode estar apenas refletindo algum mal que foi feito antes"
"independente de tudo, ela é mãe, e você precisa x y z bla blah blah".
esse tipo de fala praticamente vai alimentando o ciclo de ódio,
porque o ser só vai me sentir ainda mais injustiçado e odioso.
o caminho adequado pode ser:
SE e somente SE fosse o caso, trazer, buscar algo sobre vida anterior;
o foco precisa estar nos gestos equilibrados e de amor, sempre, mas sem obrigação, na leveza e no aprendizado, sem se colocar em um pedestal de que pode maltratar quem te maltrata - nunca! e nem colocar o outro num pedestal de que pode ferir porque já foi ferido. contribua, mas para quebrar o ciclo. não para perpetua-lo.
e levar para as pessoas que passam pela situação de narcisismo materno a seguinte contribuição: estou fazendo a minha parte em relação ao que eu posso já ter feito, > seja o que tiver sido <, eu posso reparar tudo sim, mas dentro de um campo de amor, respeitando ela E respeitando a mim. isso, em vez de me forçar ou me sentir forçada a me culpar e quase fazer continência ou me ajoelhar por ela.
eu não enxergo pais como seres a serem naturalmente idolatrados. nunca verei isso.
eu admiro pessoas.
e a admiração vem de atitudes, caráter e valores internos que surgem em como a pessoa vive.
nada disso vem de títulos.
coisa alguma de vida anterior justifica sermos tratados como tapete por mãe, por qualquer ser e sequer pela sociedade permitindo que sejamos pisados.
o ódio pode sempre ser explicado, mas nunca justificado.
Senão, é como se estivéssemos fora de um campo de evolução e colocássemos quem antes foi vítima (o ser em outra vida, que agora é mãe) como um eterno algoz (mãe narcisista), com poder de ferir.
o que na realidade é feito a partir dessa lógica é ferir a própria ideia de evolução.
isso é involutivo. anti evolução.
pois o caminho mais saudável para todos é o do perdão. mas não por obrigação.
por isso que a espiritualidade real, traz a compreensão dos seres que buscam vingança, aqueles inclusive que muitas vezes param na evolução para perseguirem por vidas quem os prejudicou antes (se tornando obsessores cármicos, prendendo eles próprios e querendo prender os outros).
e apesar da compreensão, a espiritualidade também sabe agir adequadamente, caixinha por caixinha, nas atitudes tomadas por esses seres. nenhum ato excessivo é deixado de lado. nada passa batido.
então não. não exigem justificativas para o ódio. pois o ideal é o amor e o perdão.
então, trazendo clareza: nada disso contribui para nenhum lado. nenhum recebe contribuição nesse processo de escolha de um. ninguém precisa ser escolhido, e sim ACOLHIDO. se quiser.
porque o que ocorre muitas vezes é que o narcisista não está interessado em evoluir. e é a que mora o perigo de endeusa-lo por, nesta existência, ser mãe.
pois se a filha ou o filho quer se libertar, seguir, perdoar, pedir perdão, curar tudo isso, se não quer se prender e nem prender ninguém em vinganças ou ódio ou o que for,
focar somente na compreensão das feridas antigas que essa mãe narcisista teve é um perigo e um reforço pra culpa e para a estagnação na evolução.
o saudável caminho: eu posso ter te ferido, peço perdão, dentro do equilíbrio, se já não reparei, estou aberta/o a reparar isso, mas com equilíbrio, pois eu não vou me submeter a você.
não vou ir para extremo algum.
pois quero me libertar e libertar você.
é reconhecer com quem estamos lidando. e quem somos.
muitas vezes a dinâmica de um narcisista ocorre com ele, em seu mundo egocêntrico, e o outro, filho, marido, colega, o que for, na tendência adquirida à culpa, à responsabilização pelos outros, a empatia, as vezes não dosada.
é importante entendermos quais são os personagens do enredo: um manipulador e uma pessoa com tendências a se submeter a manipulações.
entendendo isso, percebemos o ÓBVIO: submeter esse ser a memórias e lembranças de que feriu alguém, pode gerar culpa e sensação de 'mereço sofrer'. distorcerá tudo e só prenderá, agora, pela culpa. não libertará ninguém.
POR ISSO,
você se deparou com alguém que tem dificuldades com mãe narcisista? ou que decidiu se afastar da mãe, ou que está se abrindo sobre a mãe, ou que não consegue chamá-la de mãe.
pergunte antes:
por que você se sente assim? o que aconteceu?
você no seu cotidiano, sendo ou não alguém interessado em vidas passadas e afins,
ou você, terapeuta, pessoa que trabalha com a área espiritual,
caso se expresse ao outro escolhendo um lado, estará contribuindo, muito provavelmente, para um ciclo de ódio se iniciar ou perpetuar.
o perdão quebra o ódio.
mas não perdão forçado. que seja sem forçar. sem obrigação.
o perdão é o objetivo, sim.
mas antes dele tem todo um processo -
o autoreconhecimento da dor,
a autovalidação emocional,
a abertura,
a escuta,
o reconhecimento de traços que te atraíram para essa dinâmica,
a autocura,
o distanciamento emocional, físico, psíquico, e etc, não necessariamente nessa ordem.
o perdão virá com fluidez. não por obrigação ou pressão.
Terapeuta, pessoas, indivíduos, seres humanos:
quando vocês saltam com suas crenças limitantes,
não reconhecem a dor.
querem calar a dor.
e querem nos dizer para escolher um lado, pois vocês já estão escolhendo um lado, infelizmente.
mas não precisa existir lados.
precisa existir cura e autocura.
liberação e seguir em frente.
E não estão servindo em trazer luz alguma, a não ser em perpetuar o padrão de dor e o ciclo de ódio.
escute antes de buscar corrigir.
a dor coletiva e individual com o materno que existe há muuito muito tempo nunca precisou de mais doses de coerção e coação - e sim de amor e escuta.
The collective heart is wounded, but it doesn’t see where it truly hurts – Part 2
When I am truly independent,
the other person isn’t my reservoir of desire, my will, my emotional, mental, or physical trash.
The other person is my meeting point with who I want to be beyond who I already am.
Every relationship is a starting point for exchange, for growth—for those ready and willing to set sail together on the same journey.
I can and will feel desire, wants, but it comes from compatibility, from a reflection of something greater that arises when we truly meet the person (this is one of the indicators of connection!), and not merely from physical attraction, something almost animalistic.
In the end, neediness and this type of detachment exist on the same level: primitive.
I’m not saying this in a judgmental way, but in essence, they are two primitive behaviors, purely physical, lacking connection—just flesh speaking in different tongues.
Regarding neediness:
this is one of the most primitive, initial parts of every human. If it’s ignored, it turns into adult neediness, though it usually originates in childhood—a time when we are all needy, which is normal.
What isn’t normal is avoiding your own neediness and projecting your internal emotional scarcity onto others.
And detachment:
going out just to go out, hooking up just to hook up. It’s primitive because it’s purely physical.
The heart isn’t engaged; the person becomes almost an animal, seemingly only chasing instincts, physical satisfaction.
Heart, growth, evolution? Not really.
Even evolutionarily, humans aren’t here to regress to a level of relating solely for physical pleasure…
And in deeper layers, it’s obvious that no one evolves in a culture of detachment. They only regress.
Just like physical desire for anyone, without emotional connection, is primitive. It’s not heart-based, not about presence, affection, or giving—it’s purely mental and physical.
A very initial level.
Driving primitive behaviors,
without emotional maturity.
(But coming from beings who, externally, want to appear mature and self-sufficient.)
I repeat:
Independence is self-sufficiency.
To the point that:
with another, I can expand, grow, be more—but not for rounds of instant satisfaction, rather for experiences and learning.
To know the other,
to know more of the world through the other, who is undoubtedly different from me,
and to know more of myself.
Because yes, we always learn more about ourselves through exchanges—our fears, our desires, our wishes.
"Wow, this person awakens this desire in me! I didn’t even know this about myself."
"I feel so good traveling, this person makes me want to explore, something I hadn’t felt before."
True independence is loving someone for who they are,
wanting to admire the other for who they are,
not for who I wish they were to fill me temporarily.
Deep down, do you want to be just another person?
Just another to others?
Then why treat others that way?!
Independence is overflowing love,
not loving to unconsciously fill yourself (or your ego).
And we won’t always be independent; we’re healing many things, and that’s normal!
Lack, insecurity, fear—they will arise, and that’s incredibly human. Welcome them when they do.
The difficulty comes from unconscious internal issues, not from their existence.
When we are independent,
the act of loving becomes a reflection of the beautiful feeling inside.
When we are truly independent,
we choose people based on our values, seeing them as beings with an internal system—values, visions, habits, quirks and flaws—not just physical bodies to satisfy something superficial and temporary, born of emotional need.
And so,
we seek to know them, observe them, value them,
not consume them.
Because people aren’t food
or services to be consumed.
People fear truly loving, truly falling in love.
When true, healthy independence underpins relationships,
we seek others for vibrational, value, and vision compatibility,
not just attraction.
We start to feel this:
How wonderful it is to be with THIS person,
because THIS person is interesting for my growth right now.
It couldn’t be anyone else.
That’s love!
It’s not searching.
It’s taking care of yourself.
And letting love arrive… just let it come.
THIS person is enough for now. And I am enough.
This person expands me in what I already am.
Who wouldn’t want to be that person for someone?
Indispensable?
Or do you want to be dispensable? Hehe.
And what do you give to others?
We receive what we give.
Modern humans write, feel, create, express an inner urgency to be indispensable to someone,
but they also express the urgency to satisfy intense physical desires purely carnally, without connection, and immediately!
And then we reach a contradiction that ultimately leads to one path:
collective pain.
More wounded hearts,
more distrustful people,
and a loop of contradiction:
"I protect myself because no one is worth it!" — but I don’t know how to be someone worth it.
"today we can’t trust anyone". But I don’t know how to be trustworthy.
"today’s world is like this". But I change nothing inside me, just reinforce this distorted culture of relating daily.
"freedom" and detachment may not be freedom, but rather fear.
the collective heart is wounded, yet it doesn’t see where it really hurts.
Shall we remember two things?
The mind values safety.
Just as our heart does.
But when we are hurt—wounded—and this is not limited to romantic love,
the mind doesn’t only seek security;
it begins to want to protect itself.
And security feels good. It’s warm. It’s comfortable.
Protection, on the other hand, creates worry,
and comes from a space of “there’s a threat I need to avoid.”
Notice the difference.
The second thing is that
the root,
the purpose,
and the search of every being
is connection.
Without connection, we are not the same.
And this is not about neediness—it’s about healthy vulnerability and building networks, solid, strong bonds.
We are beings who can fall ill without connection.
Think of the grieving process when someone passes.
Think of the pandemic.
Think of forced social isolation, where many faced internal chaos.
People realized they couldn’t rely only on themselves as they thought,
spending much more time alone than ever before.
But why do so many people not only engage in acts of detachment and discard others
(ultimately accepting to be treated the same way, unfortunately), but also believe the most mature way to live is a detached way?
Is this wisdom and maturity, dear ones?
Or is it a wounded heart afraid of love, that doesn’t want to accept that at the core, it fears connecting deeply and getting hurt?
What I see clearly is that
in this collective culture, there are many wounded hearts, afraid of real love, of intimacy, of giving themselves fully.
Wounded hearts cloaked in forged independence.
Why, Paty?
Because true independence doesn’t require constantly chasing people, one after another, without building anything.
What people do instead is only emptying and releasing emotions—
not building or giving real affection.
These are encounters and people who only want to dump their confused, poorly processed emotions onto others, their attractions and instincts, without wanting to navigate what that truly means—
so they don’t even understand themselves as much as they try to appear.
How can someone who doesn’t understand their own actions be considered independent when seeking others?
Independent from whom, exactly?
If your instincts alone are what dominate you…?
"me protejo porque ninguém vale a pena!" mas eu não sei ser alguém que vale a pena...
o coração coletivo está ferido, mas ele não tá vendo onde realmente dói pt 2
quando sou independente de fato,
o outro não é meu reservatório de desejo, vontade, meu entulho emocional, mental e físico,
o outro é o meu ponto de encontro com quem eu quero ser além do que eu já sou.
pois cada relação é um ponto de partida pra uma troca, pra uma expansão - pra quem tá pronto e a fim de partir na mesma embarcação.
eu posso e vou sentir desejo, vontades, mas por compatibilidade, por reflexo de algo maior que surgiu ao conhecermos o ser (esse é um dos indicadores de conexão!),
e não por somente atração física, algo quase animal.
no fim, a carência e o desapego estão no mesmo nível: primitivo.
não tô dizendo de forma pejorativa, julgadora, mas sim que em essência são dois comportamentos primitivos, puramente carnais, nada de conexão, só carne falando em línguas distintas.
em relação à carência, essa é uma das partes mais primitivas e iniciais de todo ser humano. e que quando não olhada, vira carência no adulto, mas que geralmente nasce lá na criança, na infância, período em que t o d o s nós estamos carentes e isso é normal. o que não é normal é evitar olhar pra sua carência e projetar sua escassez emocional interna em outros alguéns.
e sobre o desapego: sair por sair. ficar por ficar. é primitivo porque é puramente carnal.
coração não é colocado pra funcionar. o ser se torna um animal, parece, só em busca de instintos, satisfações físicas, coração, evolução? não vejo. até pelo sentido evolutivo dos seres: estamos aqui não pra regredir e voltarmos pro nível de só se relacionar por prazer físico...
mas em níveis mais profundos que esse, tá escancarado que ninguém evolui na cultura do desapego. só regride.
e qual o background de tudo isso?
emoções mal digeridas. feridas não olhadas, não integradas, não sanadas. carência afetiva. emoções mal digeridas também falam de algo num campo primitivo.
assim como o desejo físico por qualquer um, sem vínculo emocional, também é algo primitivo. não é algo de coração, de presença, de afeto, de entrega, é algo puramente da mente e do corpo.
algo de nível muito inicial.
que pauta comportamentos primitivos,
sem maturidade emocional.
(mas que vem de seres que, externamente, querem parecer maduros e autossuficientes).
repito:
independência é se bastar.
a ponto de:
com o outro, posso expandir, crescer, ser mais - mas não pra ter rodadas de satisfação, e sim pra ter experiências de conhecimento.
conhecer o outro
conhecer mais do mundo, a partir do outro, que com certeza é diferente de mim,
E conhecer mais de mim
pois sim,
sempre aprendemos mais sobre nós nas trocas. os nossos medos, os nossos desejos, nossas vontades.
“nossa, como esse ser desperta em mim tal vontade! eu não sabia disso em mim ainda”
“uau, como eu me sinto bem ao viajar, esse ser me traz a vontade de viajar, e até hoje eu não fazia isso”. exemplos.
independência real é amar alguém pelo que ele é,
querer admirar o outro pelo que é,
não pelo que eu quero que seja pra me suprir momentaneamente.
no fundo, você quer ser só mais um?
só mais uma, pras pessoas?
então por que trata os outros como tal?!
independência é amar transbordando,
não amar para se preencher inconscientemente
e não seremos independentes sempre, estamos nos curando de várias questões e isso é normal!
a falta, a insegurança, a sensação de medo, isso vai sugir e é incrivelmente humano. acolha isso quando surgir.
o que gera dificuldade é a inconsciência de questões internas, não a existência delas.
quando estamos independentes,
o gesto de amar se torna um reflexo do sentimento bonito que existe do lado de dentro.
quando somos independentes de verdade,
passamos a escolher as pessoas com base nos nossos valores, passamos a vê-las como seres que têm um sistema interno - de valores, visões, de hábitos, de jeitos e mal jeitos - e não são apenas um corpo físico pra satisfazer algo superficial e momentâneo, fruto da carência afetiva.
e assim,
buscamos conhecê-las, observa-las, valoriza-las.
e não consumi-las.
porque pessoas não são alimentos
ou serviços para serem consumidos.
rsrs
as pessoas tem medo de amar de verdade e de se apaixonar verdadeiramente.
quando a independência verdadeira, saudável é o que baseia as relações,
buscamos os outros por compatibilidade de vibração, valores, visões,
e não por só atração.
a gente passa a sentir assim:
como é bom estar com ESSE ser,
porque ESSE ser é interessante para o meu crescimento agora.
não poderia ser outro ser.
isso é amar!
é não viver procurando.
é cuidar de você.
e deixar que o amor chegue... deixe ele chegar.
ESSE ser me basta pro momento. e eu me basto.
esse ser me expande no que eu já basto.
quem não quer ser Esse ser pra alguém?
ser indispensável?
ou você quer ser dispensável? hehe.
e você dá o que aos outros?
recebemos o que damos.
o ser humano atual escreve, sente, compõe, expressa sobre a urgência interna de ser indispensável pra alguém
mas também escreve, sente, vive e expressa a urgência de suprir seus desejos intensos da carne de forma só carnal, sem conexão, e pra ontem! pra já!
e então chegamos numa contradição que, no fim só tende a um caminho: a dor coletiva enquanto resultado.
corações mais feridos
pessoas mais desconfiadas
e um loop de contradição entre:
me protejo porque ninguém vale a pena! mas eu não sei ser alguém que vale a pena.
nossa, como hoje não podemos confiar em ninguém, não é? mas eu não sei ser confiável.
nossa, esse mundo de hoje, é assim mesmo. mas eu não mudo nada dentro de mim, só reforço esse mundo diariamente ao defender essa cultura distorcida sobre como se relacionar.
'liberdade' e desapego podem não ser liberdade, e sim medo
o coração coletivo está ferido, mas ele não tá vendo onde realmente dói pt 1
vamos lembrar de duas coisas?
a mente preza por segurança.
assim como o nosso coração.
porém, quando estamos feridos, machucados - e não se restringe a amor romântico,
a mente não busca somente a necessidade de segurança,
ela passa a querer se proteger.
e a segurança é gostosa, é quentinha, é confortável.
a proteção pode dar trabalho, gera preocupação, vem de um espaço de "tem uma ameaça pra mim evitar".
perceba essa diferença ^ ^
a segunda coisa é que
a raiz,
o destino
e a busca de todo ser
é a conexão.
sem conexão, não somos os mesmos.
e não é sobre carência. é sobre vulnerabilidade saudável e construção de redes.
de vínculos firmes, sólidos.
somos seres que adoecem sem conexão.
só lembrarmos dos processos de luto, quando alguém parte.
vide pandemia.
vide isolamento social forçado, em que muitos encararam o caos interno
e o quanto não se bastam só como achavam, ao ficarem muito mais com a própria companhia.
mas por que muitas pessoas não só praticam atos de desapego e de descartar pessoas (aceitando, no fim, serem tratadas da mesma forma, infelizmente),
Como também acreditam que a maneira mais madura de se viver é a maneira desapegada?
isso é sabedoria e maturidade, amores?
ou é coração ferido com medo de amar?
que não quer aceitar que o fundo de tudo é o temer MUITO se conectar com alguém e sair lesionado.
o que eu vejo claramente é que
temos nessa cultura coletiva
diversos corações feridos
com medo do amor real, do amor e da entrega nas relações
corações feridos
revestidos de independência forjada.
por que, Paty?
pois a independência verdadeira não pede por tamanha busca por pessoas, uma atrás da outra, mas sem construção de algo.
o que fazem é só esvaziamento e liberação emocional. não construção ou afeto real.
São encontros e pessoas que só querem descartar uma na outra suas emoções confusas, mal digeridas,
suas atrações e instintos,
mas sem querer navegar por isso e pelo que isso significa - logo, sequer se entendem como tentam parecer.
como um ser que não entende o que faz ao buscar pessoas é independente?
independente de quem?
se os teus instintos só te dominam…?
a busca por algo espiritual e a armadilha da alienação e do afastamento da sociedade
quem disse que passar a caminhar e estudar / praticar algo mais Espiritual significa deixar de lado o viés terreno e a realidade que te rodeia?
e quem disse que passar para a 5ª dimensão significa fugir das questões sociais?
se a diferença crucial entre 3ª e 5ª é justamente a consciência Indivíduo x Grupo que prevalece em um e em outro, respectivamente?
onde está escrito que para alcançar o Amor universal vamos fugir das questões sociais que estão escancaradas e gritam nas esquinas de toda metrópole, capital e às vezes até de bairros?
quem resolverá elas, o divino ou o que você crer, se crê, atuando sem que façamos nada?
num simples passe de mágica?!
se fomos e somos nós quem criamos e perpetuamos tudo isso como um reflexo de nosso próprio sistema de crenças - sistema de crenças que é justamente a sustentação de toda a estratificação social, a meritocracia, a sede por acúmulo. e o quanto isso é criticado em menor escala e aceito em bem maior escala...
nós somos os criadores e os personagens do roteiro.
e um outro alguém é quem tem que resolver a nossa própria bagunça?
"espiritualizar-se" (eternas aspas, outro conceito que pede reflexão) não é colocar outro tipo de venda nos olhos: o de que não existe sofrimento ao teu redor.
o de que você não é mais um ator e um coadjuvante nesse mundo.
não é fingir beleza.
não é botar flores forçadamente onde há dor escancarada, que às vezes até sangra.
há gesto de violência mais sutil que esse? forçar florzinha e movimento Zen no meio da dor do outro?! 😅
pra mim,
Espiritualidade real é crua.
é real.
é visceral.
é amorosa, mas também real.
encara as questões existentes. não força paz onde sabe haver guerra.
busca harmonização, diplomacia, mas sem fugir de conflito, se necessário - mas sempre olhando com amor.
não existem atalhos.
não haverá fuga.
devemos olhar para tudo.
do interno ao externo.
a sociedade existe.
as questões e os seus impactos também.
não existem mais camadas ausentes de Amor do que determinadas camadas sociais ainda pouco tratadas de forma acentuada pelos ditos Espiritualizados, que há muito escrevem sobre tanto, mas pouco sobre problemas, situações, questões realmente SOCIALMENTE RELEVANTES.
estariam repetindo os padrões da Igreja católica, de tantos e tantos séculos?
trazendo escritos e contribuições em outro estágio, sim, mas ainda assim com filtros, pois não conseguem por si próprios se abrirem para esses conteúdos, como poderiam então tratar deles? se a própria mente não se permite ser Canal desse tipo de informação.
todos estamos em desenvolvimento, crescimento e eu não acredito em gurus, mesmo eu sendo uma pessoa altamente voltada a Espiritualidade desde nova.
não acredito em "autoridade espiritual encarnada" (não existe isso) enquanto porta voz única de algo Maior.
todos estão aqui para crescer.
não sou melhor que ninguém.
e ninguém é melhor que eu.
não acredito em conceitos de Espiritualidade que excluam, esqueçam e não toquem em pontos sensíveis, delicados (LGBTQIA+, questões raciais, desigualdade de gênero etc), ou que toquem, mas de forma reducionista, punitivista e rejeitadoras.
tópicos que, na realidade só são assim para uma mente tridimensional, dual, que complica tudo quando não entende de maneira lógica,
e não é assim para seres de consciência mais elevada - que sequer conseguimos no momento contatarmos com tamanha acurácia, pois nossa mente ainda é muito mais dominada pelo ego negativo, punitivista e julgador. é possível sim contatá-los, mas devemos sempre ter em mente que toda info vem no limite da nossa frequência e abertura...
logo,
não me apego a nenhum sistema de crenças. pois eles estão - e devem - estar sempre se reinventando.
todo sistema de crenças é uma prisão mental.
pois nenhum alcançou a plena compreensão e atuação em prol do Todo existente nesse momento - o Todo está com lacunas não abraçadas, trabalhadas e tocadas.
eu enxergo isso, e todos podemos enxergar - só olharmos ao redor.
abrir a mente,
estudar,
questionar,
manter a mente aberta
buscar compreensão constante
isso sim é se aproximar cada dia mais de um conceito de elevação mental e inclusive de Amor Universal,
pois Amor não é só sentir,
é compreender, aceitar e Ter tal consciência totalmente embutida em nós.
e meus caros, estamos ainda no começo dessa jornada.
já percebeu essa armadilha na busca da "expansão da consciência", que, no fim, pode virar um aprisionamento mental?
E um mais do mesmo...
apenas mais um socialmente desligado dentro da sociedade.
Servir é sobre ser verdadeiramente útil.
E é possível - perfeitamente - viver a Espiritualidade sem se desconectar da
the pursuit of spirituality and the trap of alienation from society
Who said that walking a spiritual path, studying, or practicing something more spiritual means leaving aside the earthly perspective and the reality surrounding you?
And who said that moving into the 5th dimension means fleeing from social issues?
When the crucial difference between the 3rd and the 5th dimension is precisely the Individual vs. Group consciousness that prevails in each, respectively?
Where is it written that, to reach Universal Love, we should escape from the social issues that are wide open, screaming from the corners of every metropolis, capital, and sometimes even in neighborhoods?
Who will solve them—the divine, or what you believe in, if you believe, acting without us taking any action?
By a simple wave of magic?!
If we have been, and still are, the ones who created and perpetuate all of this as a reflection of our own belief systems—a belief system that precisely underpins social stratification, meritocracy, the thirst for accumulation, and how much of it is criticized on a small scale yet accepted on a much larger one…
We are the creators and the characters of the script.
And someone else is supposed to fix our own mess?
“Spiritualizing oneself” (eternal quotes, another concept that demands reflection) does not mean putting on another blindfold: that suffering doesn’t exist around you.
It doesn’t mean that you are no longer an actor, a supporting character in this world.
It’s not pretending beauty.
It’s not forcibly planting flowers where there is glaring pain, sometimes even bleeding.
Is there a subtler act of violence than this?
Forcing flowers and Zen movement in the middle of another’s pain?! 😅
For me,
Real spirituality is raw.
It is real.
It is visceral.
It is loving, but also real.
It faces the existing issues.
It doesn’t force peace where it knows there is war.
It seeks harmonization, diplomacy, but without fleeing conflict, if necessary—always looking with love.
There are no shortcuts.
There will be no escape.
We must look at everything.
From the internal to the external.
Society exists.
Its issues and their impacts exist too.
There are no layers of Love more absent than certain social layers still insufficiently addressed by the so-called Spiritualists,
who have long written about so much, but little about problems, situations, issues that are truly SOCIALLY RELEVANT.
Are they repeating the patterns of the Catholic Church, of so many centuries?
Bringing writings and contributions at another stage, yes, but still with filters, because they cannot open themselves fully to these contents on their own —how could they then address them?
If the mind itself does not allow itself to be a Channel for this type of information.
We are all in development, growth, and I don’t believe in gurus, even though I’ve been a person highly devoted to Spirituality since I was young.
I don’t believe in an “incarnate spiritual authority” (it doesn’t exist) as the sole spokesperson for something Greater.
Everyone is here to grow.
I am not better than anyone.
And no one is better than me.
I do not believe in concepts of Spirituality that exclude, forget, or fail to touch on sensitive, delicate points (LGBTQIA+, racial issues, gender inequality, etc.), or that touch on them but in a reductionist, punitive, and rejecting way.
Topics that, in reality, are only that way for a 3D, dualistic mind, which complicates everything when it does not understand logically,
And it is not so for beings of higher consciousness—we cannot yet contact them with such accuracy, because our mind is still dominated by negative, punitive, and judgmental ego.
It is possible, yes, to contact them, but we must always keep in mind that all information comes at the limit of our frequency and openness…
Therefore,
I do not cling to any belief system.
Because they exist—and must always reinvent themselves.
Every belief system is a mental prison.
Because no one has achieved full understanding and action for the Whole that exists at this moment—the Whole has gaps that are unembraced, unworked, and untouched.
I see this,
and we all can see it—just look around.
Open your mind,
study,
question,
keep an open mind,
seek constant understanding—
this is how we come closer each day to a concept of mental elevation and even Universal Love.
Because Love is not just feeling,
it is understanding, accepting, and having that consciousness fully embedded within us.
And my dear friends, we are still at the beginning of this journey.
Have you noticed this trap in the pursuit of “expanded consciousness,”
which, in the end, can turn into a mental prison?
And one more of the same…
Just another socially disengaged person within society.
To serve is to be truly useful.
And it is perfectly possible to live Spirituality without disconnecting from Reality.
ser um ser útil + frequência Hawkins ✨🌈 + o que isso tem a ver com a sociedade?
já se perguntou como que nos conectamos uns aos outros diariamente?
Se não, vamos falar sobre isso?
somos conectados.
todos nos impactamos diariamente.
mas usamos esse - bem como diversos outros potenciais maravilhosos que temos em nossas próprias mãos - de forma bastante desajustada.
note comigo:
o impulso de conexão atualmente está distorcido, mas será tão tão frutífero, nutritivo e saudável quando soubermos direcionar isso do jeito e na intensidade certa.
sabe aqueles impulsos de conexão que as pessoas "sentem umas com as outras" por exemplo quando fazem parte de um padrão social, de um standard, de um nível de consumo, de renda….
já percebeu o quanto isso no fim não tem nada de união real?
por mais que muitos, inclusive quem às vezes sonha fazer parte desse mundo, acreditem que existe união real nisso, que é algo bom, que existe um senso de pertencimento,
não há absolutamente nada de pertencido nisso. há excludentes aqui e ali o tempo todo.
são seres cheios de si e de um ego desejoso por satisfação, e não por conexão.
não caia ou se mantenha nessa cilada…
a cilada do ego que quer glamour,
quer pertencimento social,
mas que no fim tá sendo só mais um excluído - e que exclui.
em vez de maneia egocêntrica nos 'juntarmos'* em grupos ou castas sociais pra inflarmos nosso ego, grupos que se assemelham em hábitos, mas não contribuem em nada pro crescimento consciente e verdadeiro do próprio ser - e da coletividade,
podemos procurar, dia após dia, nas doses que conseguirmos,
sair desse campo de egozinho querendo ser massageado e validado pela sociedade pelo mero ter e passar a buscar a construção e solidez de um senso real de identidade - o Ser.
(*nos afastando, ao mesmo tempo, já que é um impulso do ego e não tem nada de união real e bonita nisso).
ser útil de verdade aos outros, investir tempo e energia em mais coisas e seres que realmente estão carecendo de investimentos.
pare de transbordar tanto o que sequer agrega no teu próprio crescimento.
amadureça - no fim, não só o seu uso de $ -, mas também o seu uso de energia e vitalidade!
imensa diferença nas frequências do desejo do ego e a alegria verdadeira
aquela sensação de 'felicidade' momentânea de estar dentro de um padrão, seja estético, de consumo, social, de relações, o que for, é, na realidade a frequência do desejo atendido (125Hz - frequência que está abaixo do próprio orgulho, 175Hz que não é uma frequência saudável) e não tem nada a ver com a alegria real (540Hz na Escala Hawkins, Alegria é frequência acima à do próprio Amor - 500 Hz).
quando vivemos focados nisso que estamos trazendo neste texto, passamos apenas a vibrar por um desejo do ego que é atendido, mas não une, só reforça meios de separação.
e de estratificação. exclusão.
sabe qual a frequência de uma pessoa que se sente envergonhada? 20Hz.
imagina essa pessoa ser constantemente levada por impulsos repetitivos em seu comportamento a se sentir novamente envergonhada de si, se sentir inferior, comparada e etc?
a frequência dela passa a viver essa média.
esse é o efeito que você pode ter em alguém quando, por meio do seu Ego negativo ambulante, reforça padrões, econômicos, sociais, estéticos, e priiiincipalmente relacionados a estratificações, desigualdades sociais.
esse em específico é um campo muito delicado pois envolve feridas e traumas sociais e geracionais. e que podem estar muito envoltos na frequência da vergonha, 20Hz.
quão desafiador é alguém viver nessa frequência?
quando estamos envergonhados de algo só queremos nos esconder, tememos ocupar espaços pois não nos sentimos possíveis ou permitidos de fazer aquilo.
olha só o efeito.
então que tal refletirmos sobre quais os impulsos de conexão que temos atualmente?
pergunte-se, questione-se:
como você tem nutrido as suas redes de conexões?
o que é investimento financeiro e energético para você?
Teu nível de responsabilidade social, como vai, como está?
Tu é semente. é fruto. e é colheita.
tudo que semeia e planta, colhe.
tu é semente e potencial de florescimento - quer dar frutos bons ou podres?
quer ser abundante e cheio, nutritivo e saudável
ou escasso, fechado, sempre sedento por mais porque não encontra sustentação em si mesmo/a e no mundo?
being a useful being + Hawkins frequency 🌈✨ + what this has to do with society?
Have you ever wondered how we connect with each other on a daily basis?
If not, shall we talk about it?
We are connected.
We all impact each other every day.
But we use this—just like many other wonderful potentials we hold in our own hands—in a rather misaligned way.
Notice with me:
The impulse to connect is currently distorted, but it can be so, so fruitful, nourishing, and healthy when we learn to direct it the right way and with the right intensity.
You know those impulses to connect that people "feel with each other", for example, when they are part of a social pattern, a standard, a certain level of consumption or income…
Have you noticed how, in the end, there’s nothing truly unifying about it?
Even though many people—sometimes even those who dream of being part of that world—believe there is real unity in it, that it’s something good, that there’s a sense of belonging… there is absolutely nothing belonging about it.
There are always exclusions here and there.
These are beings full of themselves and a ego hungry for satisfaction, not connection.
pic not mine
Don’t fall into—or remain in—this trap…
The trap of the ego that craves glamour,
craves social belonging,
but in the end is just another excluded one… who excludes. 😅
Instead of egocentrically "joining*" groups or social castes to inflate our ego —groups that share habits but contribute nothing to the conscious, genuine growth of ourselves and the collective —
we can seek, day by day, in the doses we can manage,
to step out of this little ego field wanting to be stroked and validated by society’s standards of “having.”
(*simultaneously stepping away, since it’s an ego-driven impulse and has nothing to do with true, beautiful union).
And instead, begin building and solidifying a real sense of identity—the Being. To truly be useful to others, to invest time and energy in things and beings that genuinely need that investment.
Stop overflowing with what doesn’t even contribute to your own growth.
In the end, it’s not only your use of money but also your use of energy and vitality!
That fleeting sense of “happiness” from being inside a standard—whether aesthetic, consumerist, social, relational, or otherwise—is actually the frequency of desire being fulfilled (125Hz—the frequency so low it’s below pride, 175Hz), not real joy (540Hz on the Hawkins Scale, a frequency above Love itself).
When we live focused on this, we vibrate only at the level of an ego desire being satisfied.
It does not unite; it only reinforces separation…
stratification…
exclusion.
and
every tear drop is a waterfall...
representing an entire society that quietly weeps for not yet having been truly and finally recognized as One.
Do you know the frequency of a person who feels ashamed? 20Hz.
Now imagine this person is constantly influenced by repetitive behavioral impulses—those we, as a society, enact every day—to feel ashamed again, to feel inferior, compared, or less than…
Their frequency begins to settle at that average.
This is the effect you can have on someone
when, through your wandering negative ego, you reinforce economic, social, aesthetic, and especially stratification-related inequalities.
This is an extremely delicate field because it involves social and generational wounds and traumas, which can be deeply tied to the frequency of shame—20Hz.
How challenging is it for someone to live in that frequency?
When we are ashamed, we only want to hide; we fear taking space because we don’t feel permitted or possible to do so.
See the effect we have on others.
The ripple of our impact on others...
So, how about we reflect on the impulses to connect we currently have?
How have you been nurturing your network of connections?
What counts as financial and energetic investment for you?
How is your level of social responsibility?
You are a seed.
You are a fruit.
And you are the harvest.
Everything you sow and plant, you will reap.
You are a seed and a potential for flourishing—do you want to bear good or rotten fruit?
Do you want to be abundant, full, nourishing, and healthy—or scarce, closed, always thirsty for more because you can’t find support within yourself and through others?