At the end of the day
Ravi Panikkar x reader
summary: alguns dias terminam exatamente como planejamos. outros terminam com um resgate do 118 e um beijo de ravi panikkar. honestamente? esse parece melhor.
established relationship × comfort fic × firefighter boyfriend × bad day comfort × rescue mission × soft ravi × found my person energy
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"estamos juntos no fim do dia."
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☁️Pov.S/n☁️
Hoje era para ser um bom dia, tinha pouco trabalho a ser resolvido na empresa. Com sorte eu conseguiria sair mais cedo, passar no mercado e fazer o jantar para meu namorado que chega cansado dos plantões no quartel. Faz algum tempo que não conseguimos ter tempos de qualidade juntos, por isso quero me esforçar para dar isso pra gente essa noite.
Tudo saiu do meu controle rápido demais, o sistema da empresa resolveu entrar em conflito e por isso tudo que eu poderia resolver por lá com poucos cliques, precisei fazer tudo manualmente preenchendo um caminhão de papelada. E piorando toda a situação, meu chefe não parava de me arrumar mais trabalho.
Acabei saindo além do meu horário, e nem tinha tido horário de almoço. Ando pelo corredor já vazio da empresa, o sol já começa a se pôr lá fora.
- Droga, que sorte - apertei o botão do elevador algumas vezes, tava demorando hoje - só falta não está funcionando.
A porta se abre segundos depois, entro dele já apertando o botão do térreo. Quando a porta finalmente começa a se fechar, vejo meu chefe a poucos metros do elevador me pedindo para segurar. Resolvo fingir que não vi, esperando que não vá dá tempo dele entrar.
Quando falta milímetros para ela se fechar, a mão dele segurou a porta e ela voltou a se abrir. Mark Kobe, entra ofegante no elevador e com a expressão irritada de sempre.
- Não me ouviu pedindo para segurar o elevador? - fala com o tom irritado de sempre - continua implicante.
Respiro fundo, conto mentalmente até 10 e resolvo engolir a resposta que gostaria de dar. Não séria adequado mandar meu chefe ir para puta que o pariu neste momento.
O silêncio constrangedor que se instala só é quebrado pela música ambiente. A música está ainda mais irritante hoje, chiando sem parar.
A descida do décimo andar até o terceiro parecia mais lenta hoje. Mais conturbada, o elevador parecia estar dando alguns arranques que normalmente não dá.
- Esse elevador está estranho hoje, não? Vou mandar um técnico vir dar uma olhada amanhã - A voz dele quebra o silêncio constrangedor.
Como se esperasse este exato momento para agir, o elevador dá outro arranque e então para. Os botões piscam sem parar, a música continua chiando até ir parando aos poucos.
- Fala sério - bufo, já futucando alguns botões na esperança de que fosse voltar a funcionar magicamente.
- Isso não vai dar certo, não seja burra - Mark fala pegando o celular, ele coloca o telefone no ouvido por um tempo - o técnico não atende.
- E o que vamos fazer? Ficar aqui esperando a boa vontade deles trabalharem?
- Não sei, S/n... Minha função não inclui elevadores com defeito, ok? Não sei o que fazer - Bufa irritado, começando ele mesmo a apertar os botões.
- Pensei que isso não desse certo - Falo debochando dele, e pego meu celular - Vou ligar pro 911, vê o que eles podem fazer.
Disco o número, torcendo para que aquele único ponto na barra de sinal não suma logo agora.
- alô, aqui é o 911. No que posso ajudar? - escuto depois de alguns minutos na linha.
- É, oi? Eu estou presa em um elevador. - disparo logo após a atendente se apresentar.
- ok, me diz o nome do prédio... mandarei uma equipe de bombeiros que deve chegar em... 10 minutos aproximadamente - respiro aliviada com a notícia, não aguentava mais a espera com o Mark reclamando a cada segundo.
Parecem horas até começarmos a escutar movimento do outro lado das portas de metal. O som metálico preenche o ar primeiro, alguém batendo nas portas.
- Olá? Podem me ouvir?? - uma voz abafada pergunta.
- Sim, estamos! - Mark fala apressado, ficando de pé num pulo - Vão demorar para me tirar daqui?
- Não, senhor - A voz responde novamente, um pouco mais alta agora. Como se estivesse gritando do outro lado - Primeiro preciso saber qual o seu estado e se tem mais alguém aí.
Presto atenção no que é dito, com uma sensação de reconhecimento que se instala em meu peito a cada palavra vinda do outro lado.
-Ravi? Amor?? - pergunto antes que o Mark o responda.
Vou para mais perto da porta do elevador, querendo ouvir melhor agora.
- S/n? - solto a respiração aliviada, ao ouvir ele falando meu nome - Amor, é você quem está aí?? Pensei que já estivesse em casa.
- Teve alguns imprevistos, quando sair daqui te conto tudo - falo sorrindo, mesmo sabendo que ele não podia ver - Bom saber que é você e o 118 que estão aí desse lado, fico mais tranquila.
-Vão ficar de conversinha? Ou ele vai começar o trabalho dele e nos tirar daqui? - Mark fala interrompendo nossa conversa antes que Ravi pudesse me responder.
Demora um pouco, escuto uma tosse vindo do outro lado. Algo que Ravi faz quando fica constrangido ou com vontade de xingar fora de hora.
-S/n, por me dizer quantas pessoas estão aí?
-Só tem eu e ela, cara - Mark responde sem paciência - vão demorar muito, quero sair daqui ainda hoje!
- Vamos agir o mais rápido possível, senhor - quem responde do outro lado é o Buck.
- Conhece com quem está presa aí, S/n? Trabalham juntos? - Ravi perguntou após informarem que iam até o caminhão pegar ferramentas para abrirem as portas.
- Conheço... É o Mark.
O silêncio dura alguns segundos, Ravi peva um tempo para processar de quem estou falando.
-Mark? O Mark babaca?
- o meu chefe! - exclamo alto, tentando cortar a informação que Ravi soltou. Não queria perder o emprego a está altura.
- E ex noivo - Mark completa como se estivesse se apresentando.
- Ah, por isso o babaca então - escuto Buck falando, ele nem tenta falar baixo. Acabo rindo alto com isso, Mark resmunga sem parar do meu lado.
- Vamos tentar abrir as portas agora, preciso que se afastem o quanto der.
-Vamos te tirar daí, princesa -Ravi completa, sabendo que era o que eu precisava para ficar calma.
Demora alguns minutos até as portas começarem a abrir, Vejo primeiro os pés deles. Levo alguns segundos para perceber que só metade do elevador estava no quadro.
- Pronta para sair daí?- Ravi pergunta se deitando no chão. Sorrio ao finalmente ver o rosto dele, mesmo na situação em que estava era reconfortante. Ver ele sempre era.
- Vamos puxar vocês para fora, vai ser rápido e seguro -Eddie quem fala agora.
-Me tirem primeiro! - Mark fala apressado, o que faz o rosto de Ravi ficar sério na mesma hora - não aguento mais ficar aqui.
- depois não quer ser chamado de babaca, não é? - Buck fala começando a puxar ele para fora.
- o cavalheirismo realmente está morto ultimamente - Han fala completando a implicância do Buckley.
Saio minutos depois do Mark, quando finalmente me livro daquele elevador. Ravi me segura pela cintura, me puxando para perto e me beija. Não diz nada, apenas me dá um beijo profundo e demorado.
- Tá marcando território, Sr. Panikkar? - Falo baixo, só para ele ouvir.
- Não, só estava com saudades - fala alisando meu rosto - mas, acho bom mostrar para o Mark babaca que você é minha agora.
Sorrio, mas sinto uma lágrima escorrendo pela minha bochecha. Veio sem aviso.
-Deu tudo errado hoje, eu tinha planejado tanta coisa... Inclusive, queria ter cozinhado para você, ia te esperar em casa pra comermos juntos - falo sentindo toda a frustração do dia pesando nos meus ombros agora.
- Sei que não foi como tinha planejado - ele segura meu rosto, seu polegar acaricia minha bochecha afastando minha lágrima - Mas, uma coisa saiu como você queria no final.
- O que? O que saiu como eu queria??
- Estamos juntos no fim do dia- Fala sorrindo, e me beija novamente. Dessa vez é mais calmo, só presença reconfortante.
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