oie voce pode fazer uma fanfic ou one shot do louis tomlinson?
Oii! Gostei muito do pedido! Vou escrever sim. Se tiver alguma ideia específica ou uma trope que gostaria de ver no imagine, pode me mandar outra ask! 💖💖💖
Summary: Quando dois gatinhos ruivos entram na vida do casal, Jannik faz de tudo para convencer a si mesmo de que não gosta deles. O único problema? Granola e Amendoim parecem decididos a provar exatamente o contrário.
established relationship × orange cats × domestic fluff × "I don't like cats" × pet dad energy × slice of life × found family × soft comedy × comfort fic
🧡 Pov. Jannik 🧡
Jogo minha bolsa no chão da entrada, fechando a porta em um click pesado antes de seguir meu caminho. Sabia que minha mulher iria reclamar por deixar ela no meio do caminho, mas fazer o que se acho fofo ela bravinha?
Encontro a casa em estado de calma, tudo parecia do mesmo jeito em que deixei antes de ir ao treino. Esperava encontrar um estado de caos, guerra ou algo do tipo, havia recebido a exata mensagem dizendo “te amo, ok? Não fica bravo comigo 💖" e conhecendo a namorada que tenho esse era um prenúncio de que ela tinha aprontando algo.
E o fato de não ter recebido nenhuma outra mensagem dela depois dessa, não me tranquilizou. Procuro por sua presença, e quase não a percebo toda enrolada em uma coberta, aninhada em nosso sofá.
– Dormindo, é? – sussurro, sorrindo com a imagem – me deixa enlouquecendo a tarde toda, e está dormindo.
Passo devagar os dedos em seu cabelo, suspiro baixinho. Me curvo suavemente, mas mal encosto meus lábios em sua pele e sinto uma fisgada arder por meu pescoço.
– O que é isso? – resmungo, levando a mão para apalpar o que tinha me arranhado.
Dou uma batidinha pela coberta, procurando o objeto que me arranhou… e para minha surpresa, ele soltava um miado bravo.
Puxo devagar a porta da coberta, dois olhos arregalados me encaram como se eu fosse o inimigo dentro da minha própria casa.
Cutuco Sn, não mais preocupado em zelar por seu sono. Cutuco novamente, recebendo outro arranhão da bola de pelo.
– Droga, para de me arranhar – reclamo um pouco mais alto agora, recuando meu braço.
Minha namorada se espreguiça, espiando o ambiente, antes de se sentar esfregando o rosto.
– Já chegou? – diz sorrindo.
– O que é isso? – aponto a coisa laranja do seu lado.
– Isso o quê
– Não se faça de desentendida – cruzo os braços, ficando em pé – o que aprontou dessa vez?
Dá de ombros, ainda se fazendo de desentendida. O bico vem primeiro, depois aquele sonzinho irritante que ela solta entre os lábios, quase um muxoxo.
– Bom… agora temos gatos – diz simples, batendo uma palminha que indicava o quanto acho isso uma boa ideia.
– Definitivamente, não – balanço a cabeça em negativo – sabe que não gosto de gatos.
– Vai abrir uma exceção… como pode dizer não olhando essa carinha – pega ele no colo.
– Não, nem pensar – expressão séria, minha voz firme.
– Por que não? Ele é perfeito para gente – cola o rosto próximo aos pelos do gato – até parece com você, amor.
Solto um riso nervoso, não acreditando no que ela achou que era um bom argumento.
– Está dizendo que um gato parece comigo? – as costas da minha mão encosta em sua testa – está doente, é?
– Para de palhaçada, tô falando sério – afasta minha mão – Olha para ele… vocês dois são ruivos, e a moça que me deu eles disse que esse aqui é mais ranzinza… igual você.
– Eu não acredito que… – me interrompo.
Meu cérebro revisa toda nossa conversa, percebendo que ela estava falando muito no plural.
– Eles? – a resposta vem em um miado a minhas costas.
Me viro devagar na direção do som, olhando incrédulo. O bichano vem se chegando, se esfrega na minha perna, miando novamente.
– Dois? Eu não acredito nisso.
– Juro que minha intenção só era adotar um – diz com um biquinho – mas, só tinha eles dois e são irmãos… como eu ia separar uma família?
Abro a boca pensando no que responder, a encaro sem expressão de tamanha que é minha incredulidade. Suas mãos aperta meus ombros, me consolando com o gesto.
– Não pode separar gatos… Mas pode enlouquecer o namorado? – resmungo bufando, meus braços entrelaçando sua cintura.
– Eles foram feitos para a gente – seus lábios se contraem, como se segurasse o riso – se você fosse gato… gato bicho, porque gato você é… enfim, não ia precisar nem pedir teste de paternidade de tão parecidos.
Ela solta a risada que segurava, o som preenche meu peito aos poucos, afastando toda a indignação que estava sentindo. Suspiro derrotado, aceitando que perdi a batalha.
– Te amo – beijo sua testa – mas vai manter essas bolas de pelo longe das minhas coisas.
– Então, eles podem ficar? Mesmo?
– Pode, amor – sorrio contagiando por sua felicidade – acho que se eu dissesse que não, quem teria que ir embora era eu.
– Realmente, ia ter que arrumar outro lugar… a casa já é do granola e do amendoim – se estica, deixando um beijo estalado em meu lábio – que bom que é um homem inteligente.
Corto meu mamão em cubos, cantarolando baixinho a música que escuto no fone. Despejo a fruta no líquido, me virando para ir buscar o leite.
Distraído, tropeço em algo e quase vou de encontro ao chão, por um triz conseguir me apoiar na geladeira. Olho para o que me fez tropeçar, Granola estava eriçado e mostrando os dentinhos como se reclamasse comigo.
– Não reclama não – me endireito, pegando o leite na prateleira – você que não avisou que estava atrás de mim.
Bufo olhando para ele. Despejo um copo de leite no liquidificador, indo pegar aveia para ficar mais encorpada a vitamina. O gato continua na cozinha, observando cada passo que dou.
– Vai ficar mesmo me vigiando? – o bichano mia, começando a lamber o próprio pelo.
– A cozinha é minha área, sabiá? – acabo de pôr os ingredientes no liquidificador – não tem outro lugar para ficar se lambendo?
Ele solta um miado, como se me respondesse.
– Inacreditável, ainda é respondão… essa carinha só engana sua dona.
Ligo o liquidificador, o som irritante preenchendo o ambiente. Observo os ingredientes se misturando aos poucos, penso em ir preparar o resto da comida do café enquanto o líquido bate.
Mas sinto um peso no meu pé, olho para baixo vendo amendoim quente e confortável.
– Vai encher minha meia de pelo – resmungo, remexendo os dedos para ver se ele levanta – folgado.
Sorrio devagar, desistindo de sair dali por enquanto. Podia muito bem só preparar a vitamina, o copo tava aqui caso quisesse beber ela.
– Não se acostume, só não vou sair porque não quero… não é porque não quero te incomodar.
– Tá falando com o gato agora?
A voz vem atrás de mim, dou um leve sobressalto por ser pego de surpresa. Dou de ombros.
– O quê? Claro que não – nego imediatamente.
– Me engana que gosto, Sr. Sinner
Passo os canais, entediado, sem achar nada que prendesse minha atenção. Desisto, jogando o controle de lado no sofá. Não via graça em assistir algo sem estar abraçando minha garota.
Estou o dia todo sozinho, ela fez uma viagem com as amigas. Quase sozinho, os gatos estão me seguindo para todos os cômodos, como se ela os tivesse deixado de babá.
– Estão com saudades dela? – olho para o lado, vendo granola deitado a pouco centímetros de distância – também estou… mas ela só vai ficar dois dias fora.
Amendoim mia do outro sofá, compartilhando do meu lamento. Granola vem até meu colo, suas patinhas apalpando local como quem arruma um travesseiro e se deita.
– Só vou deixar porque ela não está aqui… só por isso.
Amendoim deita próximo à gente, assumindo o local ao meu lado, a cabeça repousando no meu braço.
– Abusados… querem carinho também? – minha palma acaricia os pelos deles.
Acabo de passar a pipoca para o pote, salpicando um pouco de sal por cima. Enquanto estou na cozinha, escuto minha namorada fazendo psiu psiu, chamando os gatos para o sofá.
Me sento ao lado dela, passando o braço sobre seu ombro, o pote no nosso meio. Ela nem presta atenção em mim, está olhando um dos gatos ainda o chamando para seu colo.
Granola levanta a cabeça parecendo interessado, se levantando de onde estava começando a vir em nossa direção.
– Até que enfim, vem pro colinho da mamãe.
O bichano olha para ela ao subir no sofá, passa por seu colo quase pisando no pote de pipoca. Observamos ele dar uma voltinha, duas voltinhas e então deita no meu colo. O silêncio toma conta do local, Sn se vira lentamente em minha direção.
– O que é isso? – cruza os braços.
– Que foi?
– Ele está no seu colo, Jannik.
– Tô vendo.
– Você não está reclamando – acusa, como se observasse um crime.
– Quer que eu faça o quê? Empurra ele? – dou de ombros, sem olhar em seus olhos.
– Não, não faça nada – se encosta novamente no sofá – só acho engraçado o quanto ele está confortável em seu colo.
– Ele não está confortável, só deitou porque… não sei.
– Você finge que não gosta deles, mas tem dado colo para eles, não é? – diz me analisando.
– Lógico que não, amor.
– Mas você também está bem confortável com a situação – franze a testa – está até fazendo carinho nele.
Olho confuso, percebendo só agora que minha mão se movia em círculos curtos no pelo dele. Comprimo os lábios, tinha sido pego nessa.
– Vocês são dois traíras, francamente.
Rio fraco, apoiando a cabeça no ombro dela. Enquanto, ela resmunga ainda mais sobre o gato preferir meu carinho.
Me movo lentamente, fechando bem devagarinho a porta. Ando nas pontas dos pés pelo corredor, tentando passar despercebido.
Caminho para o quarto o mais rápido que consigo, nem paro para olhar a sala e conferir se minha namorada estava mesmo em casa.
– Tá andando de mansinho por quê? – fecho os olhos, soltando a maçaneta.
– Amor, não sabia que estava em casa – me viro devagar para ela, as mãos indo para trás do corpo.
– O que você está escondendo?
– Escondendo?
– É, Jannik… atrás de você, o que está escondendo? – aquele olhar nada contente começa a aparecer.
Bufo, sabendo que já perdi a discussão. Estico o braço na direção dele, a bolsinha que tentava esconder, pendurada em meus dedos.
– O que é? Presente? – a cara de brava some, dando lugar a um sorriso entusiasmado.
– Mais ou menos – respondo baixo, envergonhado por minha aquisição.
– Não acredito… você comprou isso?
– Comprei – admito derrotado.
– Cadê os gatos? Quero pôr agora.
Ela sai rindo, começando a caçar nossos gatos pela casa. Ando atrás dela, tentando não demonstrar que também queria saber como eles ficariam.
– O papai comprou bonés combinando para vocês.
– De Wimbledon – acrescento – pai? Não começa com isso.
– Você precisa se assumir pai de pet agora – dá uma risada, pegando o amendoim no colo para encaixar o bonezinho nele.
Eu pego o Granola, que não estava deitado tão longe do amendoim e coloco nele também.
– Estão tão fofinhos – ela diz sorrindo – quero uma foto deles dois.
– Também comprei bonés para nós dois – confesso baixo.
– Mentira!
– É sério, achei que ia ficar… fofo.
– Por isso te amo – ri, me dando um selinho – vai buscar eles? Quero uma foto da família.
– Ok, mas não vamos mostrar essas fotos para ninguém – falo indo buscar a outra sacola.
🎀 Nota da autora: Hoje resolvi sair um pouquinho da minha zona de conforto. Este imagine contém uma cena mais intensa e é destinado ao público 18+. Espero que gostem!
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"Estou aqui… pode fazer todas essas coisas."
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💋 Pov. Sn 💋
A presença dele vem primeiro, pairando atrás de mim sem dizer nada. Dou uma leve espiada para trás, sorrindo ao ver ele ali.
Pedri suspira alto. Suas mãos se apoiam em meus ombros e os massageiam suavemente. Minha pele formiga levemente, relaxando sob seu toque, mas mantenho os olhos presos na tela do notebook à minha frente.
– Estou ocupada, amor.
– Sei disso – bufa levemente, quase imperceptível – trabalhando, já entendi.
Ele se curva sobre a cadeira. Seu rosto paira ao lado do meu por alguns segundos fingindo prestar atenção no que eu fazia. Uma de suas mãos desliza pela minha pele, até chegar no meu queixo, virando com delicadeza em sua direção.
– Você precisa descansar um pouco – seus olhos se focam no meu, mas descem deliberadamente para meus lábios – se distrair um pouco do trabalho.
– Não faz isso – sussurro, sentindo seus lábios roçarem o meu.
– Não estou fazendo nada… só te dando um beijo – responde baixo, sua boca capturando a minha em um beijo suave.
Era sempre isso, ele sabia exatamente o que fazer para conseguir minha atenção e não sei resistir… quase nunca quero resistir. Mas era injusto, estou ocupada.
Toco a mão dele em meu rosto, apertando sutilmente. Quando vou correspondendo ao beijo, procurando por mais, ele se afasta alguns centímetros. O sorriso deliberado de quem sabia o que estava começando estampado em seu rosto.
– Não quero te atrapalhar – sua voz saiu baixa – estou te atrapalhando?
– Não… – respondo no automático, ainda perdida por sua presença.
Pedro se afasta devagar, e estou tão focada em seguir seu corpo, o calor da sua respiração tão próxima, que mal percebo quando vou levantando.
– Não, né? – afasta uma mecha do meu cabelo – Só mais um? Para não te distrair muito.
– Sim, só mais um – respiro fundo, balançando a cabeça em afirmativa.
Fecho os olhos, soltando um murmúrio ao sentir o aperto em minha cintura. Sua respiração contra meu rosto, seu nariz acariciando a pele da minha bochecha, um beijo deixado no canto da boca. Me provocando, descarado.
– Pedri…– o som de seu nome saiu como um ronronar.
Sua risada rouca reverbera pela minha pele, causando mais arrepios que o carinho constante na linha no meu pescoço.
– Com pressa, princesa?
Antes que possa responder sua respiração invade a minha, o beijo no mais caloroso e agitado do que o de minutos atrás. Ele me empurra suavemente, a borda da mesa pressiona minha carne, quase me convidando a sentar nela.
Ele acaricia minha nuca, seus dedos se enroscam brandamente por meu cabelo. Sua língua pede passagem, brincando com a minha em um ritmo tão conhecido.
Seguro com força a borda da mesa, com esperança de ser puxada para a realidade pelo bom senso. Mas era tão fácil esquecer minhas tarefas perto dele.
– Amor… por favor – ofego baixo, sem saber se imploro para voltar a me beijar ou parar com isso.
Ele mordisca meu lábio inferior, puxando levemente. Seu toque desce por minha cintura até a coxa, apertando a carne desnuda pelo short curto que uso.
– Por favor, o quê? – um sorriso travesso brinca em sua boca – quer mais?
– Não… quero – solto forte o ar, sem acreditar na minha própria resposta.
– Quer? Ou não? – as costas da sua mão acaricia meu rosto – responde, cariño.
Balanço a cabeça ligeiramente em afirmativo. Observo seu rosto descer, deixando um beijo suave em meu pescoço, segundos antes de mordiscar o mesmo local. Gemo baixo, minha pele se arrepiando levemente.
– Me responde direito – o aperto fica mais firme em minha coxa – quero ouvir sua voz.
Reluto um pouco, mas cada aperto de sua mão e beijos que umedeciam minha pele transformava a relutância em algo em vão.
– Quero… quero mais – arfo, gemendo baixo – porra… quero muito mais.
Sua boca doma a minha, sua língua me invade explorando. Sinto seus braços me levantar para me pôr sobre a mesa, minhas pernas se enroscam em sua cintura o puxando mais para perto.
Minhas mãos brincam com a barra de sua blusa, ansiosas para tocar em sua pele. Ele se afasta tirando a própria blusa, como se lesse meus pensamentos. Passeio por seu peitoral, sentindo os músculos da sua barriga se contraindo, ele estava tão ansioso quanto eu.
Seus dedos se entretêm com o botão do meu short, arrancando alguns resmungos contra meus lábios antes de conseguir abri-lo. Sinto as pontas de seus dedos roçarem o cós da minha calcinha, brincando sutilmente com a renda. Gemo de ansiedade por seu toque, ao sentir a proximidade da sua mão.
Afasta a renda úmida vagarosamente, o roçar do tecido em minha pele quente me faz estremecer levemente.
– Porra… tão molhada – sussurra, a voz rouca no meu ouvido.
Seu polegar massageia meu clitóris, fecho os olhos fortemente, a respiração saindo mais pesada. Seus outros dedos pressionam minha umidade, como se tirassem sulco de uma fruta.
Um deles adentra suavemente, se enfiando por minhas dobras e quentura. Ele faz um movimento suave de vai e vem, quase torturando de tão bom.
Sua boca se encontra à minha, sua palma livre percorre pelo interior da blusa que uso. O toque áspero acariciando minha pele, até envolver um dos meus seios, num aperto suave.
Os sons que solto são abafados por seus lábios, reverberando por sua garganta arrancando mais arrepios do que minhas unhas em seu abdômen.
– Quero mais… – murmura com a voz rouca, se afastando bruscamente.
Mordo o lábio, controlando meu gemido de reprovação por ser afastada do seu calor.
– Mais o quê? – meus lábios se juntam em um montinho.
– Tanta coisa – leva o dedo até sua língua, sentindo meu gosto nele – quero te chupar, te comer… caralho, quero tanta coisa…
Sorrio com sua forma descarada de dizer isso assim. E foda-se que eu tinha um monte de coisa para fazer, isso também era exatamente o que queria dele agora.
– Estou aqui… pode fazer todas essas coisas.
Pisco devagar enquanto o encaro, umedeço meus lábios, passando a ponta das minhas unhas pela minha coxa. Vejo seus olhos seguindo meus dedos, sua respiração ficando cada vez mais pesada, sua mão passando por seu cabelo como se procurasse autocontrole.
– Filha da puta… por isso te amo – o sorriso travesso volta para seus lábios.
Ele volta para mim, o olhar faminto estampado em seu rosto. Se ajoelha devagar entre minhas pernas, deixando beijos molhados em minhas coxas, enquanto suas mãos sobem até o cós do meu short.
Sinto seus dedos agarrarem o tecido grosso, junto a alças finas da minha calcinha, puxando os dois para baixo…
Summary: Depois de prometer um domingo inteiro de tênis, Jannik finalmente leva as gêmeas para a tão esperada aula... e descobre que ensinar duas meninas de cinco anos exige bem mais paciência do que qualquer final de Grand Slam.
girl dad × married life × twin daughters × family fluff × domestic fluff × tennis lessons × chaos × established relationship
🎀 ⋆。°✩ 🎾 ✩°。⋆ 🎀
Leia primeiro:
Parte 1 → Future Tennis Stars
🎀 ⋆。°✩ 🎾 ✩°。⋆ 🎀
🎀POV. S/N🎀
Ontem não foi nada agradável quando as meninas acordaram quase no fim da tarde e descobriram que não teriam mais aulas de tênis naquele dia.
E reclamaram tanto com o pai delas, até o Jannik prometer que passaríamos o domingo todo jogando tênis, e depois dele deixar elas o maquiarem. Me rendeu uma foto que vai perseguir ele pelos restos dos nossos muitos anos de casamento.
– Não vamos ao clube sem pentear o cabelo de vocês – paro com a mão na cintura, a escova na outra balançando – parem de apressar seu pai, vocês que estão enrolando aqui.
– Meu cabelo tá lindo, mãe – Mia fala, cruzando os braços – dormir com aquela touca de cetim.
– Sem debater a mãe de vocês, pestinhas – Jannik diz pegando ela, a colocando sentada no sofá – aqui, eu penteio o da Elisa.
Deveria ter sido um bom trabalho em equipe, e estava sendo, até Elisa se ver no espelho.
– Pai, tá muito feio – diz segurando o mini espelho de princesas.
– Filha, não fala assim – seguro a risada ao olhar para ela, Jannik fez o rabo de cavalo mais torto do mundo – seu pai se esforçou.
– Mas tá feio, mãe!
– Tá mesmo – Mia diz ajudando – ainda bem que foi a mamãe que penteou o meu cabelo, olha como tá bonitinho.
– Vocês podem parar de criticar meus dons de cabeleireiro? – diz sorrindo, com as mãos na cintura – Se você tivesse parado quieta estava melhor, reclamona.
Jannik solta o cabelo dela, voltando a pentear enquanto a exigente reclamava.
– Amor, quer que eu acabe de pentear para você?
– Não precisa, consigo domar essa jubinha – fala se concentrando para prender o elástico – sou um jogador de tênis, não deve ser impossível pentear um cabelo.
Meu marido levou meia hora até conseguir fazer o rabo de cavalo que nossa filha considera bom, e ele estava feliz de conseguir isso. Percebi pelo sorriso que deu quando ela aprovou, talvez maior do que quando ele ganhou em Wimbledon.
– Ok, estamos prontos para sair? – pergunto conferindo as bolas.
– Sim, raquetes ok, bolsas das meninas ok, crianças ok – coloca as bolsas na mala, já vindo arrumar elas nas cadeirinhas.
– E marido bonito, ok também? – falo quando ele entra no carro.
– Está ok, se a esposa mais linda também estiver – ri se inclinando para me dar um selinho.
– Isso só é legal quando você é um sapo, pai!
– Verdade…eca!
Rimos, elas estavam nessa fase que beijo só era aceitável em história de princesa e agradecemos mentalmente por isso.
– Pai, não quero dormir antes de jogar hoje.
– Verdade, não quero dormir hoje – Mia diz já meio sonolenta no banco de trás – devíamos ter um trenó, eu não dormiria no trenó do papai Noel.
– Qual o nível de sono para estar falando de papai noel na metade do ano?
– Não entendo o sono que elas sentem no carro – responde olhando para trás, sorrindo ao ver os olhinhos piscando forte para se manterem acordadas.
– Não vou deixar ninguém dormir dessa vez – mexe no rádio, colocando a playlist mais badalada das gêmeas – Vamos cantar…”Ventos frios me chamando, vejo o céu azul brilhar”
– “As montanhas sussurro, que pra luz vão me levar” – canto acompanhando ele – cantem, é a favorita de vocês.
– "Vou voar, e o céu eu vou tocaaar” – cantamos os quatro juntos.
O resto do caminho foi bem mais fácil de se manterem acordados, elas se animaram tanto quanto o cantor que tenho como marido. Se ele fosse uma princesa explodiria os passarinhos, mas ainda amo ele.
– Chegamos finalmente – desliga o carro – minhas melhores jogadoras acabam de chegar acordadas e prontas para arrasar no tênis.
A quadra do clube estava vazia nesse momento, ótimo para as aulas das meninas. Ele era o mais animado ali, ele sonhava com isso desde que contei que estava grávida.
– Ok, prestando atenção aqui – se abaixa perto das meninas – vamos tirar uma foto primeiro?
– Vamos, eu tô bonita – Elisa fala já exibindo o melhor sorriso para onde aponto o celular.
– Verdade, as duas estão muito bonitas – abraça as duas sorrindo.
– Acho que é minha foto favorita – digo olhando a foto que acabei de tirar, minhas pequenas sorrindo usando as blusinhas rosa do “future tennis star" e ele no meio delas.
– Você diz isso de todas as fotos, mãe – Mia responde.
– Ela tem razão, amor.
– Chatos, vocês não iam jogar? – meu marido ri, dando de ombros e volta a dar a tão esperada aula.
Os primeiros minutos da aula foram os piores, a cada segundo o Sinner olhava para o céu como se pedisse paciência divina e eu estava em uma luta séria para não rir tão alto. Cada vez que uma das meninas prestava atenção, a outra se distraía com alguma coisa. Ele repetia uma, duas… cinco vezes cada explicação, e ainda estava apenas nas regras.
– Elas puxaram você, santo Deus – diz me olhando como se a culpa fosse minha – olha para o papai, vocês não podem bater na bola com a mão.
– Por que não? É mais fácil – Elisa reclama.
– Bobona, com a raquete é mais divertido – Mia responde.
– Pai, ela está me chamando de bobona – reclama batendo o pé e de longe sei que a confusão está vindo.
– Mia, pede desculpas para sua irmã.
– Não quero.
– Mia Sinner, peça desculpas – Jannik fala mais sério, olhando para ela.
– Desculpa, bobona! – diz dando a língua para a irmã.
– Bobona é você! – grita tacando uma bolinha na outra.
– Já chega as duas! – Jannik fala alto, sem gritar – estão de castigo e podem se desculpar.
– Pai, ela que começou – Elisa resmunga, o biquinho crescendo.
– Não perguntei quem começou – se abaixa de novo segurando a mão de cada uma – Mia você chamou sua irmã de uma coisa muito feia, por isso, vai pedir desculpas e não pode repetir isso.
– Desculpa, Elisa – fala de cabeça baixa, sacudindo o pé.
– E você vai pedir desculpas por tacar a bola na sua irmã.
– Desculpa – fala relutante, bracinhos cruzados.
– Se abracem e vão se sentar no banco.
Elas andam com os bracinhos cruzados, o bico enorme e se sentam. Meu marido me olha com a cara de quem entrou em uma guerra e saiu vivo.
– Saiu vivo soldado? – Dou uma gargalhada, indo até ele.
– Por incrível, estou vivíssimo – me puxa pela cintura – não sei quem vai dar aulas para elas, mas vou gastar uma grana.
– Já desistiu da missão?
– Não desisti, mas também não quero enlouquecer antes de ver elas se tornarem profissionais.
– Bobão – dou um empurrãozinho leve nele.
– Vamos para casa? No caminho compro sorvete para a gente.
– As meninas não estão de castigo, Jannik? – ele dá de ombros, indo para o carro.
– Pai… posso comer de morango? – Elisa pergunta baixinho, enquanto ele prende o cinto dela.
– Comer o que de morango? – o Sr. Sinner pergunta.
– Você sempre dá sorvete – Mia responde, já presa na cadeirinha – quando coloca a gente de castigo.
– Espertinhas… podem escolher o sabor que quiserem – cochicha em resposta.
Ele se senta ao meu lado começando a dirigir, a cara mais deslavada como se não fosse um homem culpado em não conseguir dizer não. Sempre soube que seria um pai babão.
– Estão de castigo, né?
– Elas já aprenderam a lição – ri, soltando uma das mãos do volante para dar um aperto na minha – você pode comer o de flocos, não finge que não gosta da ideia do sorvete.
summary: alguns dias terminam exatamente como planejamos. outros terminam com um resgate do 118 e um beijo de ravi panikkar. honestamente? esse parece melhor.
established relationship × comfort fic × firefighter boyfriend × bad day comfort × rescue mission × soft ravi × found my person energy
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"estamos juntos no fim do dia."
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☁️Pov.S/n☁️
Hoje era para ser um bom dia, tinha pouco trabalho a ser resolvido na empresa. Com sorte eu conseguiria sair mais cedo, passar no mercado e fazer o jantar para meu namorado que chega cansado dos plantões no quartel. Faz algum tempo que não conseguimos ter tempos de qualidade juntos, por isso quero me esforçar para dar isso pra gente essa noite.
Tudo saiu do meu controle rápido demais, o sistema da empresa resolveu entrar em conflito e por isso tudo que eu poderia resolver por lá com poucos cliques, precisei fazer tudo manualmente preenchendo um caminhão de papelada. E piorando toda a situação, meu chefe não parava de me arrumar mais trabalho.
Acabei saindo além do meu horário, e nem tinha tido horário de almoço. Ando pelo corredor já vazio da empresa, o sol já começa a se pôr lá fora.
- Droga, que sorte - apertei o botão do elevador algumas vezes, tava demorando hoje - só falta não está funcionando.
A porta se abre segundos depois, entro dele já apertando o botão do térreo. Quando a porta finalmente começa a se fechar, vejo meu chefe a poucos metros do elevador me pedindo para segurar. Resolvo fingir que não vi, esperando que não vá dá tempo dele entrar.
Quando falta milímetros para ela se fechar, a mão dele segurou a porta e ela voltou a se abrir. Mark Kobe, entra ofegante no elevador e com a expressão irritada de sempre.
- Não me ouviu pedindo para segurar o elevador? - fala com o tom irritado de sempre - continua implicante.
Respiro fundo, conto mentalmente até 10 e resolvo engolir a resposta que gostaria de dar. Não séria adequado mandar meu chefe ir para puta que o pariu neste momento.
O silêncio constrangedor que se instala só é quebrado pela música ambiente. A música está ainda mais irritante hoje, chiando sem parar.
A descida do décimo andar até o terceiro parecia mais lenta hoje. Mais conturbada, o elevador parecia estar dando alguns arranques que normalmente não dá.
- Esse elevador está estranho hoje, não? Vou mandar um técnico vir dar uma olhada amanhã - A voz dele quebra o silêncio constrangedor.
Como se esperasse este exato momento para agir, o elevador dá outro arranque e então para. Os botões piscam sem parar, a música continua chiando até ir parando aos poucos.
- Fala sério - bufo, já futucando alguns botões na esperança de que fosse voltar a funcionar magicamente.
- Isso não vai dar certo, não seja burra - Mark fala pegando o celular, ele coloca o telefone no ouvido por um tempo - o técnico não atende.
- E o que vamos fazer? Ficar aqui esperando a boa vontade deles trabalharem?
- Não sei, S/n... Minha função não inclui elevadores com defeito, ok? Não sei o que fazer - Bufa irritado, começando ele mesmo a apertar os botões.
- Pensei que isso não desse certo - Falo debochando dele, e pego meu celular - Vou ligar pro 911, vê o que eles podem fazer.
Disco o número, torcendo para que aquele único ponto na barra de sinal não suma logo agora.
- alô, aqui é o 911. No que posso ajudar? - escuto depois de alguns minutos na linha.
- É, oi? Eu estou presa em um elevador. - disparo logo após a atendente se apresentar.
- ok, me diz o nome do prédio... mandarei uma equipe de bombeiros que deve chegar em... 10 minutos aproximadamente - respiro aliviada com a notícia, não aguentava mais a espera com o Mark reclamando a cada segundo.
Parecem horas até começarmos a escutar movimento do outro lado das portas de metal. O som metálico preenche o ar primeiro, alguém batendo nas portas.
- Olá? Podem me ouvir?? - uma voz abafada pergunta.
- Sim, estamos! - Mark fala apressado, ficando de pé num pulo - Vão demorar para me tirar daqui?
- Não, senhor - A voz responde novamente, um pouco mais alta agora. Como se estivesse gritando do outro lado - Primeiro preciso saber qual o seu estado e se tem mais alguém aí.
Presto atenção no que é dito, com uma sensação de reconhecimento que se instala em meu peito a cada palavra vinda do outro lado.
-Ravi? Amor?? - pergunto antes que o Mark o responda.
Vou para mais perto da porta do elevador, querendo ouvir melhor agora.
- S/n? - solto a respiração aliviada, ao ouvir ele falando meu nome - Amor, é você quem está aí?? Pensei que já estivesse em casa.
- Teve alguns imprevistos, quando sair daqui te conto tudo - falo sorrindo, mesmo sabendo que ele não podia ver - Bom saber que é você e o 118 que estão aí desse lado, fico mais tranquila.
-Vão ficar de conversinha? Ou ele vai começar o trabalho dele e nos tirar daqui? - Mark fala interrompendo nossa conversa antes que Ravi pudesse me responder.
Demora um pouco, escuto uma tosse vindo do outro lado. Algo que Ravi faz quando fica constrangido ou com vontade de xingar fora de hora.
-S/n, por me dizer quantas pessoas estão aí?
-Só tem eu e ela, cara - Mark responde sem paciência - vão demorar muito, quero sair daqui ainda hoje!
- Vamos agir o mais rápido possível, senhor - quem responde do outro lado é o Buck.
- Conhece com quem está presa aí, S/n? Trabalham juntos? - Ravi perguntou após informarem que iam até o caminhão pegar ferramentas para abrirem as portas.
- Conheço... É o Mark.
O silêncio dura alguns segundos, Ravi peva um tempo para processar de quem estou falando.
-Mark? O Mark babaca?
- o meu chefe! - exclamo alto, tentando cortar a informação que Ravi soltou. Não queria perder o emprego a está altura.
- E ex noivo - Mark completa como se estivesse se apresentando.
- Ah, por isso o babaca então - escuto Buck falando, ele nem tenta falar baixo. Acabo rindo alto com isso, Mark resmunga sem parar do meu lado.
- Vamos tentar abrir as portas agora, preciso que se afastem o quanto der.
-Vamos te tirar daí, princesa -Ravi completa, sabendo que era o que eu precisava para ficar calma.
Demora alguns minutos até as portas começarem a abrir, Vejo primeiro os pés deles. Levo alguns segundos para perceber que só metade do elevador estava no quadro.
- Pronta para sair daí?- Ravi pergunta se deitando no chão. Sorrio ao finalmente ver o rosto dele, mesmo na situação em que estava era reconfortante. Ver ele sempre era.
- Vamos puxar vocês para fora, vai ser rápido e seguro -Eddie quem fala agora.
-Me tirem primeiro! - Mark fala apressado, o que faz o rosto de Ravi ficar sério na mesma hora - não aguento mais ficar aqui.
- depois não quer ser chamado de babaca, não é? - Buck fala começando a puxar ele para fora.
- o cavalheirismo realmente está morto ultimamente - Han fala completando a implicância do Buckley.
Saio minutos depois do Mark, quando finalmente me livro daquele elevador. Ravi me segura pela cintura, me puxando para perto e me beija. Não diz nada, apenas me dá um beijo profundo e demorado.
- Tá marcando território, Sr. Panikkar? - Falo baixo, só para ele ouvir.
- Não, só estava com saudades - fala alisando meu rosto - mas, acho bom mostrar para o Mark babaca que você é minha agora.
Sorrio, mas sinto uma lágrima escorrendo pela minha bochecha. Veio sem aviso.
-Deu tudo errado hoje, eu tinha planejado tanta coisa... Inclusive, queria ter cozinhado para você, ia te esperar em casa pra comermos juntos - falo sentindo toda a frustração do dia pesando nos meus ombros agora.
- Sei que não foi como tinha planejado - ele segura meu rosto, seu polegar acaricia minha bochecha afastando minha lágrima - Mas, uma coisa saiu como você queria no final.
- O que? O que saiu como eu queria??
- Estamos juntos no fim do dia- Fala sorrindo, e me beija novamente. Dessa vez é mais calmo, só presença reconfortante.
Summary: Quando um raro dia de folga vira uma confusão de fofura, raquetes cor-de-rosa e uma dose extra de tênis, Jannik percebe, de novo, que nunca vai conseguir dizer "não" para as três mulheres da casa.
girl dad × married life × twin daughters × family fluff, domestic fluff × saturday morning × tennis lessons
🎀 ⋆。°✩ 🎾 ✩°。⋆ 🎀
"Vocês são espertinhas igual à mãe de vocês, não é?"
🎀 ⋆。°✩ 🎾 ✩°。⋆ 🎀
🎀 Pov. Jannik 🎀
Como era bom acordar aos sábados de manhã, principalmente quando era meu dia de folga e eu sabia que ia poder passar o dia sem fazer nada importante. Quando acordei minha esposa não estava mais do meu lado, mas o cheiro de café e panqueca passeavam pela casa.
O silêncio da manhã estava tão gostoso, um indicativo de que talvez nossas furacõezinhos não tenham acordado ainda. Mas, logo escuto a correria pelo corredor, minha esposa pedindo para elas não correrem.
Antes que eu pudesse processar a cena que ouvia, a porta do quarto se abre em um rompante e em segundos sinto o peso do mundo pulando em mim.
– Papai, acorda!
– Vamos, pai! – Elisa me cutuca – tá na hora já.
– Meninas, devagar com o pai de vocês – minha esposa as repreende, mas sei que está rindo.
Abro uma frestinha dos olhos, vendo minhas duas princesas me olhando de pertinho. Rio, e puxo elas para um abraço.
– Bom dia, pestinhas – beijo a cabeleira ruiva de cada uma, puxaram isso de mim. Ao menos uma coisa já que são a cara da mãe.
– Bom dia, papai.
– Já estamos prontas – Mia quem fala, a mais velha das gêmeas.
– Prontas? – arqueio a sobrancelha, olho para minha esposa esperando uma explicação – Prontas para o quê?
– Não acredito que esqueceu, papai – Elisa cruza os braços, emburrada igual à mãe ficava quando esqueci algo.
– Poxa, pai!
– Eu não esqueci não, lógico que não esqueci – falo para me safar – estava testando vocês duas.
Minha esposa ri, ela me conhecia bem o suficiente para saber que estava mentindo na maior cara de pau aqui.
– Meninas, vamos deixar o pai de vocês se arrumar – fala chamando elas da porta – daqui a pouco vocês saem para comprar as raquetes.
Dou um sorriso aliviado agora que sei em qual enrascada me meti. As pequenas saem atrás da mãe conversando animadas sobre qual cor iria ser a raquete delas, quem ia jogar melhor.
Há algumas semanas elas foram assistir a um jogo meu na quadra, e desde esse dia elas vêm querendo aprender mais sobre o tênis. E eu como o pai bobão que sou não podia estar mais feliz, minha esposa queria por elas para ter aula.
E eu concordo com isso, mas queria que esse primeiro contato delas com o tênis fosse ao meu lado e por isso separamos um dia que eu estivesse totalmente livre para fazer isso com minhas meninas.
Vou para a cozinha já arrumado, sabendo que elas não irão nem me deixar tomar o café direito. Abraço minha esposa por trás quando entro no ambiente, as meninas estavam sentadas na bancada balançando as perninhas e comendo uma fatia de bolo.
– Pai, não enrola!
– Toma logo o café!
– Não posso nem dar bom dia para a mãe de vocês? – falo rindo, soltando minha esposa após deixar um beijo em sua bochecha.
– Amor, você teve sorte por elas não terem te acordado antes – ri colocando uma xícara de café para mim – elas bateram na nossa porta 6 horas da manhã.
Tomo meu café ao som de reclamações porque aparentemente bebo café muito devagar, depois de muita reclamação saímos de casa. O primeiro ponto de parada era uma loja de tênis que frequento a anos, tem uma sessão infantil que era ótima.
– Vamos escolher com moderação, meu cartão agradece – falo empurrando o carrinho, as meninas correndo na frente.
– Tá falando comigo? Ou com as meninas? – S/n pergunta sorrindo.
– Com as três – respondo já sentindo o bolso pesado – meninas, as raquetes tão aqui.
– Essa tem a cara da Sky, pai! – fala segurando uma rosa com a cachorrinha da patrulha canina.
– Quero de princesa – Mia pega uma rosa, e depois outra lilás com branco – quero duas, na verdade.
– Ah, então também quero duas! – Elisa diz, pegando outra.
– Calma aí – solto o carrinho, me abaixando próximo a elas – não é assim que se escolhe uma raquete e quem dirá duas.
– Não? Mas essas são as mais bonitas – Mia faz um bico, dando as raquetes na minha mão.
– Olha, primeiro a gente segura a raquete e vê se ela pesa igual uma pena – mostro para elas.
– Não pode ser muito pesada – coloco a mão da Elisa do jeito certo – vocês precisam aguentar a raquete para conseguir jogar.
Elas me escutam, mas decidem tentar todas as raquetes que achavam bonitas. Vou ajudá-las a testarem todas, até acharmos a perfeita.
– Pai, pega aquela lá em cima? Gostei dela – Mia me pede fazendo aquele olhar pedinte dela – por favorzinho.
Pego para ela, ela era toda rosa e branco, com detalhes brilhosos. Entrego na mão dela, os olhinhos brilhando de empolgação.
– Pai, quero levar essa – fala sorrindo – e aquela das princesas… posso ter duas? Por favorzinho, não consigo escolher só uma.
– Eu também não consigo escolher só uma, papai – Elisa completa.
– Vocês são espertinhas igual à mãe de vocês, não é? – rio e pego as quatro raquetes que elas escolheram colocando no carrinho – ok, mas só dessa vez.
Pego algumas bolinhas também, me certifico de estar na paleta de cores aceitável para as meninas.
– Vamos para casa começar as aulas? – pergunto vendo que já pegamos tudo.
– Ué, pai, mas tem que comprar raquete para a mamãe também.
– Verdade, raquete para a mãe e aquelas roupinhas bonitinhas para gente.
– Roupinhas bonitinhas? Isso vai virar um dia de compras?
– Isso é culpa sua que não sabe dizer não para elas – S/n fala – Mas, também quero uma raquete.
A escolha de raquete dela demorou mais que as das meninas, mas finalmente escolhemos uma cor de vinho que ela não considerava muito pesada.
– Acho que preciso comprar uma armadura para essa aula de tênis? – S/n me olha confusa – Com sua mira vou sair da quadra no mínimo com um olho roxo.
– E eu acho que aqui de perto consigo te dar uma raquetada, vai ver que minha mira é ótima – fala bufando e rio.
– Calma, tô só brincando… ou não.
– Sinner – fala meu sobrenome, aquele tom que me lembra de não brincar com o perigo.
Quando acabamos as compras, com duas blusas rosa escrito “Future tennis star”. Bom, minha mulher tinha razão e eu não sei dizer não para nenhuma das minhas meninas.
Elas estavam tão animadas que nem colocaram na bolsa as raquetes, quiseram levar com elas no carro.
– Quando chegarmos vamos jogar?
– Papai, vai ensinar a gente?
– Sim, vamos jogar quando chegarmos.
Elas foram metade do caminho tagarelando, mas em determinado momento o silêncio tomou conta do carro. Quando estaciono na nossa casa, espero um gritinho, alguém me apressando. Mas, ao olhar para o lado, não só minhas filhas como minha esposa também estavam dormindo.
– Amor? – chamo S/n, cutucando levemente seu braço – Acorda, já chegamos em casa.
– Oi? – ela demora uns segundos até abrir os olhos – Elas dormiram, é?
– Não só elas – riu baixinho, me inclino no banco e dou um beijo lento nela.
– Bobo – ri devolvendo o beijo – elas acordaram muito cedo, estavam muito ansiosas para hoje.
– Devemos acordar elas?
– Não, amanhã vocês jogam – Solta o cinto, saindo devagar do carro – tem o dia livre amanhã também, esqueceu?
– Esquecer que vou passar o dia inteiro com vocês em casa? Jamais – falo já com minha gêmea no colo.
Entramos em casa com as pequenas adormecidas, já se preparando para o furacão que teríamos de enfrentar quando elas acordassem. E estava ansioso por isso, os momentos com minhas filhas são sempre os melhores, mesmo que me deixem louco às vezes.
🎀 ⋆。°✩ 🎾 ✩°。⋆ 🎀
💗 Gostou dessa família?
🎀 A história continua em → Future Tennis Stars - Parte 2
Summary: Uma pergunta inocente da sobrinha de Carlos desencadeia uma discussão que nenhum dos dois está disposto a perder. O resultado? Uma partida de tênis às três da manhã, provocações sem fim e uma multa do condomínio.
rivals to lovers energy × competitive couple × late night chaos × playful banter × athlete couple
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"Devíamos tirar isso a limpo, então."
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🌙Pov. S/n🌙
Faz umas duas horas que estou tentando dormir, mas meu namorado não para de resmungar e se mexer na cama.
– Carlos? – chamo me virando para seu lado.
– Hum? – responde com um murmúrio.
– Não tá conseguindo dormir?
– Não – responde com um suspiro, e se vira para me encarar – não consigo parar de pensar no que você disse mais cedo.
Paro uns segundos, analisando todo o nosso dia junto. Ficamos a maior parte do tempo com a família dele, brincando com os sobrinhos dele e comendo besteira de montão.
– O que foi que eu disse? Que horas? – me sento esperando a resposta.
– Você disse naquela hora, na frente da minha sobrinha.
– Ué, o que foi que eu disse demais?
– Disse que joga melhor que eu – fala reclamão – você nem pensou antes de falar
– Meu Deus, Alcaraz – rio incrédula – não acredito que tá chateado com isso, tá fazendo tempestade em copo d'água.
⋆。°✩Flashback✩°。⋆
– Tio, então qual dos dois joga melhor? – a sobrinha mais velha pergunta.
Fizemos uma pausa em um jogo familiar, estávamos de dupla contra os irmãos dele e obviamente estávamos levando a melhor.
– Como assim, princesa? – diz se virando para ela.
– É que se a tia s/n é a melhor tenista, e você o melhor tenista masculino… quem é o melhor dos dois?
– Quem é o melhor? – repetimos juntos a pergunta.
Ele me olha com a cara do tipo “vamos mesmo responder isso?" E assinto dando de ombros, meio que me perguntei isso quando começamos a namorar e tenho essa resposta há tempos.
– Então, quem é melhor?
– Eu!
– A S/n! – respondemos ao mesmo tempo.
Ele me olha com uma cara, e quando ia questionar, sua sobrinha interrompeu.
– Ah, então, quero que a tia S/n me ensine a jogar – fala segurando minha mão – pode ser agora? Por favorzinho.
⋆。°✩Flashback✩°。⋆
– Você respondeu muito rápido, nem pensou no meu nome – concluí a indignação dele.
– Eu pensei, mas melhor que ser fofa é ser sincera.
– E como tem certeza de que está certa? – cruza os braços.
– Eu sei meu jogo – olho para ele, e seu rosto grita que isso tá virando uma competição – e me acho melhor.
– Devíamos tirar isso a limpo, então – diz se levantando – temos uma quadra à nossa disposição.
Moramos em um condomínio tranquilo e caro por uma razão, tinha quadra de tênis na área de lazer e podíamos andar despreocupados. Bom, a associação de moradores com certeza deve achar que pagamos muito pouco para o tanto que usávamos a quadra de tênis.
– Vamos fazer isso agora, Alcaraz? – me levanto atrás dele – são quase três horas da manhã!
Ele tá imbatível, e eu também não fico atrás quando o assunto é competição. Trocamos de roupa, tirando o pijama e pondo algo mais atlético. Estávamos com tanta sede para provar quem estava certo, que nem parei para pensar que de madrugada fazia frio.
Andamos em silêncio lado a lado, carregando nossas raquetes e uma bola. Eu estava andando encolhida pelo frio, era uma caminhada de 10 minutos até a quadra.
– Toma meu casaco – fala parando para tirar a veste e me dar.
– Hum, obrigada – pego, vestindo rapidamente. Voltamos a caminhar – eu não estaria com frio se você aceitasse que sou melhor.
– Não estaria com frio se tivesse dito antes que era eu, estaríamos quites em se apontar mutuamente quando tivéssemos diante dessa pergunta.
– Dramático.
– Espertinha.
A quadra estava deserta, mas para nossa sorte era muito bem iluminada. O portão range alto, atravessando o silêncio da noite enquanto entramos.
– Ok, vamos logo com isso.
– Vamos terminar isso e vou poder dormir em paz – fala tirando uma moeda do bolso.
– Vai dormir em paz depois de perder? Que novidade – provoco – fico com coroa.
A moeda começou dando sorte para ele, caiu cara. Carlos vai para o lado dele após se alongar, ele conta até três em voz alta e faz o primeiro saque.
Jogamos como se fosse a maior competição de nossas vidas, e a cada ponto que um fazia a gente se provocava. Talvez estivéssemos sendo infantis, mas estava tão divertido.
– Nossa, parece que tô jogando sozinha – falo vendo ele ir buscar a bola – tá dormindo ainda, amor?
– Você só tá com um ponto na minha frente, segura a onda, princesa.
– O importante é tá ganhando, sabia?
Decidimos que faríamos três sets e quem ganhasse dois, ficaríamos de acordo por hora que era o melhor dos dois. Já faz quase duas horas que estamos jogando, cada um ganhou um set point do nosso jogo improvisado.
Era minha vez de sacar, decidi tentar um drop shot. Havia conseguido só uma vez antes em um jogo importante, mas depois nem nos treinos repetirá um saque com leveza suficiente para essa jogada.
– Não acredito, viu isso! – falo quando acerto a força do saque e a bola cai rente a rede do lado dele.
– Eu vi! – fala sorrindo – não acredito que conseguiu de novo, alguém devia tá gravando isso.
Ele se aproxima da rede, fazendo sinal para eu me aproximar também. E me dá um beijo quando estamos próximos o suficiente, a rede de tênis no nosso meio. Sorrio contra seus lábios, era engraçado o fato de estarmos numa competição tão boba e ainda comemorando junto.
– Muito boa – diz ao separar o beijo – não o suficiente para me vencer, mas boa.
– Bobão – rio e dou um selinho nele – vamos, tenho mais um set point para ganhar aqui.
– Tô na sua frente, sabe disso?
– Não, você estava, Alcaraz – falo batendo levemente o pé, a raquete sacudindo na minha mão – Para de roubar, acabamos de empatar.
Me preparo, e saco novamente. Mas, antes que ele tivesse tempo de reagir, escutamos o portão da quadra rangendo e uma tosse seca atravessando o ar.
– O que estão fazendo aqui? Não são nem 4 horas da manhã – nosso síndico cruza os braços, esperando uma explicação.
– Jogando?
– Santo Deus, isso é horas? Tem vizinhos querendo dormir – bufa, os braços balançando – recebi dois telefonemas reclamando de vocês.
– Desculpa, não sabíamos que estávamos fazendo tanto barulho.
– Por favor, vão para casa – diz abrindo o portão para a gente se retirar – e vão receber uma multa por perturbação amanhã cedo.
Saímos de cabeça baixa, lado a lado, nem olhamos para o rosto do síndico de tanta vergonha. Caminhamos em silêncio, mas assim que saímos da visão do homem rabugento, caímos na gargalhada.
– Isso é culpa sua, Carlos!
– Não estaríamos aqui se não fosse sua culpa, senhorita – Ele me para, sorrindo e acaricia meu rosto.
– Eu assumo, só falei meu nome porque sabia que queria te perturbar.
– Sei disso – negou com a cabeça – mas, fiquei chateado por não dizer que me achava um bom jogador.
– Ok, dá próxima vez respondo ser você e você continua respondendo que sou eu.
– Fica combinado assim – ele me beija, selando nossa trégua – vem, vamos para casa antes que recebamos outra multa.
Caminhamos de mãos dadas, na madrugada fria e silenciosa, nossas raquetes aos nossos lados. E agora, com a competição saudável de um casal de atletas apaziguada.
summary: tudo o que raphael queria era fazer parte do mundo de clara. felizmente, ela decide dar uma chance para ele provar isso.
single mom!reader × wholesome family dynamics × learning sign language × protective daughter × emotional fluff × raphael veiga being the greenest flag alive
🫶 ⋆。°✩ 🤍 ✩°。⋆ 🫶
"é importante se quero fazer parte da vida de vocês duas."
🫶 ⋆。°✩ 🤍 ✩°。⋆ 🫶
🫶𝒫ℴ𝓋. 𝓈𝓃🫶
Eu e Raphael já namoramos a alguns meses, e não usar a palavra perfeição para descrever o que vínhamos construindo era enganação. Nos damos bem desde o princípio. Ele era carinhoso, atento aos detalhes e a parte principal, ele trava minha filha muito bem. Primeiro ele conquistou a amizade dela, para depois conquistar meu coração.
Confesso, que no começo não me permitia viver um novo dela por medo de não ser bom para a Clara. Mas, Rapha me fez perder essa insegurança aos poucos e ela era fascinada por ele desde da primeira vez que se viram.
Ao longo dos 6 meses que estamos juntos, viemos cultivando essa amizade dele com ela, tomando sempre cuidado para não deixá-la desconfortável. Hoje, séria a primeira vez que passaríamos a noite os três na mesma casa, ele nunca tinha dormido na minha casa quando ela estava e também sempre respeitou o meu desejo sobre essa questão em nosso relacionamento.
Faz algumas horas que ele chegou aqui em casa, trouxe um pote de sorvete e tava brincando com a Clarinha desde de então. Os dois estavam na sala brincando de boneca, vigiava hora e outra para ter certeza que estava tudo certo.
Volto a prestar atenção na minha função novamente, estava fazendo uma lasanha para o nosso jantar. Mas, logo vejo ele se escorando na bancada da cozinha, o rosto meio sério, os braços cruzados.
- O que foi?
- Acho que chateie a Ana Clara - o bico crescente no rosto dele, poderia me dizer que ele quem estava chateado.
- Chateou ela? Como?
- Não sei o que posso ter feito de errado, ok? - ele passa a mão pelo rosto, suspirando. Fazia isso quando ficava realmente preocupado com algo - estávamos se comunicando... Do jeito dela... E não sei o que deu errado.
- Do jeito dela? Qual jeito?
- Usando sinais, eu fiz algumas aulas... Ainda estou aprendendo... Tava indo bem, até não estarmos mais entendendo.
Clara tinha perda total da audição de um dos ouvidos, e perda parcial de outro. ela usava o aparelho, e isso ajudava muito em sua comunicação já que infelizmente nem todos sabem a língua de sinais. Mas, dentro de casa, que era o ambiente em que ela se sentia segura e confortável, ela preferia não utilizar.
Expliquei isso para ele, queria que fosse o mais confortável para ambos. Mas, ainda era a primeira vez dos dois interagindo desta forma, sei o quão diferente séria prós dois.
- Aulas? Tem feito aulas?
- Sim, se comunicar com ela é importante... É importante se quero fazer parte da vida de vocês duas.
- Desde quando tem feito aulas? - pergunto com um sorriso querendo tomar meu rosto, era bom saber que a pessoa que escolhi se importava com minha menina.
- Desde que começamos a namorar. E tenho me esforçado o máximo que posso para aprender do jeito certo.
Assinto, pisco meus olhos marejados e abraço ele. Respiro fundo, seu perfume invade meu olfato.
- Obrigada... É tão bom saber que se importa com ela.
- Me importo - a mão dele acariciava minhas costas - ela é uma menina incrível e eu quero fazer parte do mundo dela.
Fico mais alguns segundos em seu abraço, me segurando para não deixar a emoção tomar conta de mim. Seguro as mãos dele, apertando.
- Vamos resolver isso? Tenho certeza que ela não está tão chateada quanto pensa.
- Tomará.
Fomos pra sala, Ana Clara estava sentada no sofá. Braços cruzados, rosto emburrado com um bico pequeno. Me ajoelho na sua frente.
- O que aconteceu, pequena? - pergunto fazendo sinais, e falando para que ele pudesse entender a conversa - o que fez esse bico aparecer no rosto da minha princesa?
Ela demora a responder, cruza mais os braços. O temperamento genioso que ela puxou de mim. Demora um pouco, até ela descruzar os braços.
- Ele me disse que não gosta da Tiana - a indignação estampa seu rosto - por que ele não gosta da minha princesa favorita?
Seguro a risada quando ela acaba, já imaginava que fosse algo assim o motivo de toda a confusão. Respiro fundo, me viro com toda a seriedade que posso e olho para meu namorado.
- Aparentemente, o senhor atacou diretamente uma pessoa da realeza.
- É o que? Como assim?
- Bom, você declarou que não gosta da princesa Tiana... Isso é algum tipo de preconceito com princesas que já foram sapas? Se for, devo dizer que somos apoiantes da causa.
- O que? Eu não disse que não gosto dela- ele se aproxima se abaixando do meu lado -juro que não disse.
Minha filha me cutuca, chamando minha atenção novamente. E acrescenta em sinais que ele nem deixou ela explicar por que da Tiana ser a princesa favorita dela. Ela era do tipo que defendia o que gostava.
- E ela disse que você não deixou ela te contar porque a Tiana é a favorita dela. Ela tá bem chateada - falo com ele, ainda fazendo os sinais para que ambos estejam presentes em cada etapa da conversa.
Veiga coça a cabeça, suspirando. Ele olha para ela, pensa por um tempo.
- Me ajuda? - ele me olha, e quando assisto ele começa - Desculpa, eu não tinha entendido a sua pergunta... Achei que era sobre sapos, não pensei que fosse sobre a princesa Tiana.
Traduzindo o que ele fala, ela olha concentrada. Os olhos fugindo para ele algumas vezes.
- Eu gosto muito da princesa Tiana, é minha favorita da Disney - fala sorrindo para ela - e quando não deixei você explicar, foi sem querer. Eu não estava conseguindo entender.
- Mas alguma coisa? -pergunto ao acabar de traduzir em sinais para ela.
- Sim. Só diz para ela que ainda sou como um bebê nisso, que estou aprendendo a se comunicar com sinais e ainda sou bom - fala suspirando - mas, que vou dar meu melhor para aprender rápido e conseguir conversar com ela sem que outra confusão aconteça.
Clara assente a cada palavra, sorri com a parte dele ainda ser um "bebê" nesse sentido.
- Você gosta mesmo? - ela pergunta em sinais, olhando diretamente para ele.
- Da princesa Tiana? Claro que sim.
- Não. Tô falando de mim - Ela pergunta, e só agora entendemos que essa conversa nunca foi sobre princesa. E sim sobre ela.
- De você? Claro - ele sorri, a cabeça balançando em afirmação - você é minha princesa favorita, sabia? Eu gosto muito de você.
Ana assente, e abraça ela. Nunca a tinha visto ela abraçando ele com tanta vontade, tanto sentimento. Como se ela o aceitasse completamente agora.
- Obrigada por gostar de mim... E da Tiana - ela fala quando se afasta do abraço, após um longo minuto.
- Não precisa agradecer - ele fala essa parte sozinho, realmente tava aprendendo os sinais - tenho sorte... Em ter você e... Sua mãe na minha vida.
summary: após assinar os papéis do divórcio, ryan pretendia afogar as mágoas em um bar qualquer. ele só não esperava encontrar uma ótima companhia pelo caminho.
divorced!ryan × meet cute × instant attraction × bar encounter × flirting × chemistry × one night vibes
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"acha que se eu te beijar agora também vai fazer sentido?"
🥃 ⋆。°✩ ❤️ ✩°。⋆ 🥃
🥃𝒫ℴ𝓋. ℛ𝓎𝒶𝓃🥃
Havia acabado de entregar os papéis do divórcio para Sam. Após o turno, assinei todos e levei para ela. A verdade é que eu e Sam já não estávamos dando certo há muito tempo, eu estava adiantando o que era inevitável. E ela não merecia isso, não merecia ficar presa nesse barco afundando. Nenhum dos dois merecia.
Me sinto mal, triste até. Mas também aliviado, em paz comigo mesmo de um jeito que não me sentia há muito tempo. Podia ser a ideia de que tomei a decisão certa se assentando em mim. Ou talvez fosse o álcool entrando em meu corpo. Devo estar no quarto copo de whisky que pedi. Uma loucura considerando que não sou de beber e que estou num bar de aparência muito duvidosa.
Tinha algumas mulheres dançando, alguns homens jogando sinuca e a outra minoria estava como eu escorado no balcão pedindo uma dose atrás da outra. Desisto de pedir mais um. E esfrego o rosto cansado. Estava pronto para me levantar e sair, quando sinto alguém esbarrando em meu braço.
- Desculpa, desculpa - uma voz feminina fala, rindo de costas para mim ainda. - desculpe, não tava olhando... nossa-ela para de falar, arqueando um pouco a sobrancelha ao passar o olhar por mim. Não era uma encarada discreta, rio com isso e ela arregala os olhos quando percebe que não disfarçou isso.
- Bom, agora está não é - brinco com ela, arrumando um pouco minha postura. Talvez, tenha feito isso deliberadamente só para ressaltar meus músculos. Ela cora com isso, dando uma risadinha que dizia "nossa, me pegou".
- Não tem como não olhar, não é? Tipo, você tá aqui - ela fala sorrindo, e se encosta no balcão ao meu lado. O sorriso dela era lindo. Ela se vira fazendo um pedido pro barman que não escuta ela. Ou finge não escutar.
- Ponto para você, me pegou nessa - falo dando uma risada - o bartender aqui é péssimo... acho que ele tem audição seletiva, só escuta 1 a cada 5 pedidos. E quando escuta demora mais do que o necessário para atender.
- E como sabe disso? Vem sempre aqui - ela pergunta se virando para mim.
- Não, é a primeira vez que venho aqui... percebi isso, bom, pelos quatro copos disso que pedi - balanço levemente o copo, o restante de líquido âmbar nele quase entornando pelo movimento.
- Então, ele demora mesmo?? Acho que vou me sentar aqui para esperar - ela se senta na cadeira ao meu lado, puxando ela um pouco mais para perto de mim. Reparo agora em como era bonita, usava um vestido vermelho que ressalta seu tom de pele - claro, se não for te incomodar.
- Não, eu estava mesmo precisando de companhia-sorrio, volto o olhar para seu rosto - de uma boa companhia.
De repente me pego desistindo de ir embora, a noite não parecia mais um fracasso total. Nem o bar parecia mais tão decadente, mas poderia ser mais iluminado. Eu veria melhor o rosto dela, mas o pouco que enxergo. Os lábios com um batom vermelho e forte, o sorriso contido e ainda assim tinha a sensação de que era o mais bonito que já tinha visto.
- Me chamo s/n - ela diz e só percebo agora que era eu quem estava encarando ela desta vez. Por favor, que ela não pense que sou um sem noção.
- Ryan, pode me chamar de Ryan - tomo um gole da minha bebida, me virando novamente para o bar - o que ia pedir? Posso tentar a sorte, acho que eu e o bartender viramos amigos entre o primeiro e segundo copo que pedi.
- Um negroni - chamo a atenção do barman, pedindo a bebida dela.
- Aqui está, um negroni para uma mulher bonita - entrego a bebida na mão dela, nossos dedos se tocam e sinto um arrepio cruzar meu corpo. Ela demora mais que o necessário para afastar a mão e sei que sentiu o mesmo que eu.
- Bonita? Obrigada - ela sorri e toma um gole da bebida dela, tento não observar cada pequeno movimento que faz. Falho miseravelmente nisso - Você é de Nashville?
- Sou, nascido e criado - conto me virando mais para ela - sou bombeiro aqui, trabalho no quartel 13.
- Nossa, você é bombeiro? - se inclina um pouco mais - acho que faz sentido.
Ela desce suavemente os olhos pelo meu corpo, como se mostrasse o que queria dizer com o "faz sentido". Solto uma risada rouca com isso.
- Faz sentido, é? - observo ela balançar a cabeça que sim, desço a atenção para sua boca antes de voltar a encarar seus olhos - acha que se eu te beijar agora também vai fazer sentido?
O ar parece ficar suspenso enquanto espero qualquer sinal dela, a mínima confirmação. Seu peito desce e sobe sob o decote do vestido, a boca entre abre levemente.
- Vai - resposta curta, mas firme que não deixa dúvidas. Queremos a mesma coisa.
Me aproximo devagar, não quero ser precipitado. Meus dedos tocam levemente sua bochecha, seu olhar foge para minha mão antes de voltar para meu rosto. Sua cabeça balança suavemente em um consentimento e era tudo o que precisava para agir. Minha mão desceu para sua nuca segurando mais firme, o espaço entre a gente se acaba quando nossos lábios se tocam.
Summary: Ferran retorna de uma viagem com o time e encontra uma noite cuidadosamente planejada pela esposa. Entre vinho, saudade e uma vela de massagem, ele descobre que talvez tenha subestimado a surpresa dela.
married couple × established relationship × welcome home × romantic night × domestic fluff × playful banter × surprise date night
🕯️ ⋆。°✩ 🤍 ✩°。⋆ 🕯️
"– Isso é… uma vela? – pego na mão – a surpresa era uma vela?"
🕯️ ⋆。°✩ 🤍 ✩°。⋆ 🕯️
🕯️Pov. Sn🕯️
Eu queria que essa noite fosse especial, por isso tratei de deixar a casa arrumada e perfumada, de regular a luz da sala para ficar o mais aconchegante possível, fiz uma janta leve e gostosa, escolhi o melhor vinho que tinha na adega.
Meu marido estava fora de casa há três dias, em uma viagem com o time, e eu queria recebê-lo de uma forma nova dessa vez.
Ele ganhou um jogo que classificou o time para uma dessas competições importantes. Não entendo muito sobre esse mundo, mas sei o quanto ele tá feliz com a vitória e nada melhor que completar essa felicidade com uma boa recepção.
Ele me avisou há pouco que o ônibus havia chegado ao CT, e que logo estaria aqui. Organizo os últimos detalhes, queria que fosse perfeito.
Resolvi que a ocasião merecia que eu me arrumasse também, decido por um vestido vinho que é simples, mas sempre me rende elogios dele. Passo uma maquiagem leve, deixo o cabelo solto do jeito que ele diz amar.
Estava ansiosa para receber ele, e por sorte ele não demorou muito após a mensagem. Escuto a porta abrindo devagar, a voz dele saindo pelo corredor.
– Gata? Já cheguei – a porta se fecha atrás dele.
– Oii, que bom que chegou – apareço no começo do corredor – estava com saudades.
Ele para na metade do caminho, soltando a mala no chão. Seus olhos me percorrem por inteiro, o sorriso vem de forma lenta e brilhante, como se processasse lentamente o que via.
– Porra, que visão – anda até mim, me abraçando e me dando um beijo demorado – tão linda, meu Deus.
– Gostou?
– Tá brincando? Se soubesse teria vindo correndo a pé logo depois do jogo, nem teria esperado o ônibus do clube.
– Bobo – rio, me desvencilhando do seu abraço. Seguro sua mão, puxando-o para a sala de jantar – tá com fome? Fiz a janta.
– Tô com fome sim – ele aperta minha mão – não sei se é da comida ou se é da cozinheira, tenho que pensar ainda.
– Não começa, Ferran Torres – pego nossas taças – o intuito é um jantar romântico, ok? Vamos seguir o roteiro, sem safadeza fora de hora.
– Ok, jantar primeiro – ele pega o vinho, abrindo para nos servir – depois minha sobremesa.
Nos sentamos para jantar, bebemos nosso vinho enquanto aproveitamos a boa massa que tínhamos para jantar.
Conversamos sobre tudo o que aconteceu nesses três dias longe, ele falou com tanta devoção sobre o time e como estava animado por ter jogado bem. Eu me apaixonava cada vez mais toda vez que vinha o esforço dele refletido em seus olhos.
Óbvio, não seria ele se não ficasse fazendo piadinha e me provocando a cada segundo. Mas, eu gostava e não tinha do que reclamar.
– A comida estava deliciosa, princesa – diz após dar a última garfada – Obrigado por isso.
– Pelo quê? Tá agradecendo pelo jantar?
– Também, mas minha gratidão é por ter você para me receber – ele se inclina sobre a mesa, sua mão procura a minha – tava com saudades.
– Nossa, amor… voltou romântico? – corto o clima, fazendo ele rir.
Eu sempre fazia isso, não sabia como reagir quando ele agia assim. Meu cérebro parecia derreter nesses momentos e ele amava me ver desconcertada.
– Romântico, e um tiquinho mais louco por você – beija minha mão.
– Para com isso, garoto.
– Somos casados há três anos, já devia estar acostumado com meus flertes, não?
– Deveria? Não sei se vou me acostumar algum dia, sempre parece a primeira vez.
Ficamos um tempo se encarando, os dois se olhando com um sorriso besta no rosto. Tinha uma competição séria de quem era mais apaixonado no outro aqui e provavelmente dava um empate.
– Tenho uma surpresa – falo quebrando nosso transe.
– Surpresa? Gostei disso, me mostra.
– Deixei no nosso quarto.
– Hum, no quarto é? – pergunta com aquele tom sugestivo dele.
– Não é nada disso que tá passando por essa mente suja – rio – vem, quero mostrar logo.
🕯️Pov. Ferran🕯️
Minha esposa se levanta estendendo a mão para que eu a acompanhe até nosso quarto. Vou observando minha mulher o caminho todo, reparando no vestido que abraçava perfeitamente suas curvas.
– Como pode ser tão gostosa? – não me seguro, abraçando ela por trás.
– Ferran – fala com aquele tom que usa quando tenta resistir ao meu charme – quero te mostrar uma coisa, segura esse fogo, rapaz.
– Tá bom, tá bom – rio e solto ela.
Me sento na nossa cama, deixando ela ir pegar a caixa que estava em cima da cômoda. Era preta, com um laço vermelho.
– Que caixa é essa? O que tá aprontando?
Logo fico curioso, só pelas cores já imaginava mil coisas impróprias para menores. Ela me entrega, e pelo sorriso vejo que está ansiosa.
– O que é? Um brinquedo novo? – tento adivinhar enquanto desfaço o laço – uma lingerie que vai vestir para mim?
– Você não vai conseguir adivinhar, só abre.
Abro na maior expectativa possível, mas paro por um segundo quando vejo o conteúdo. Demorei alguns longos segundos para processar o objeto, tentando entender se a grande surpresa era realmente essa.
– Isso é… uma vela? – pego na mão – a surpresa era uma vela?
– Sim, mas essa é diferente – fala empolgada demais para quem comprou uma vela.
– Diferente? Toda vela é igual, não?
– Não, Ferran. Lógico que tem e com diferentes tipos – ela afirma tão veementemente que me senti o maior ignorante do mundo – é uma vela de massagem.
– Uma vela de massagem? – pergunto incrédulo e querendo rir ao mesmo tempo.
– Sim, comprei para te fazer uma massagem – ela tira da minha mão – não julga antes da hora, tá bom?
– Ok, vou confiar em você – assinto rindo – mas, como funciona? Você acende e faz a massagem do lado dela?
– Para de ser bobo – diz já acendendo – deixo queimar um pouco e depois coloco a cera na pele, aí faço a massagem.
– Vai por esse negócio quente em mim?
– Não vai doer, fica tranquilo e relaxa.
– Isso é loucura – rio olhando ainda sem acreditar muito – mas, ok, você está no comando.
– Eu sei, tô sempre no comando por aqui.
Dou uma risada com sua fala, mas concordo totalmente. O que posso fazer se essa mulher me domina? Complicado.
Ela deixa a vela queimando na cabeceira e se afasta indo ajustar a iluminação do quarto, coloca uma playlist suave e romântica ao fundo. Quando ela faz isso sei que planejou cada detalhe deste momento, então qualquer dúvida que eu tinha sobre a experiência da vela some.
Porque tudo que importa agora é atender suas expectativas, é fazer com que este instante seja tão bom para ela, quanto sei que ela planejou que fosse para mim.
– Tira sua blusa e deita de bruços.
– Tá mandando? Ou pedindo? – observo ela voltando até mim.
– Ainda precisa perguntar? – segura meu queixo me dando um selinho – mandando, amor.
– Abusada – obedeço, óbvio.
Sinto ela sentada na beirada, passando a mão devagar pelas minhas costas e deixando um beijo no meu ombro.
– Vou começar agora – avisa com a voz baixa.
Ela se senta na ponta das minhas costas, usando minha bunda de almofada. Logo senti um líquido escorrendo por minhas costas, era morno e o cheiro preencheu o ar.
Minha esposa começa a espalhar devagar, suas mãos passeiam por minha pele, apertando meu ombro e alguns pontos das costas. Suas unhas me arranham levemente, mesmo sem ser a intenção dela.
Tava ficando cada vez mais relaxado, o toque dela era suave como se fosse de um anjo.
– Tá gostando? – ela pergunta, me tirando do transe.
– Sim, é ótimo.
Suas mãos param próximas a minha cintura, apertando suavemente e sinto seu corpo se debruçando sobre o meu. Seus lábios deixam beijos por minhas costas, até chegar no meu ombro e ela morde fraco. Minha pele se arrepia toda com esse toque.
– Se vira – manda saindo de cima de mim – ainda não acabei.
Respiro fundo antes de obedecer, e me viro de barriga para cima. Era incrível como uma simples massagem dela me dava mais adrenalina do que estar no campo.
– Nossa, para quem tava julgando tanto minha massagem. Ela te deixou bastante animado.
– Não é a massagem – rio rouco – é a massageadora que é gostosa demais e tem mãos de fada.
Observo ela pingando a cera no meu peitoral, o abdômen, me olhando como se estivesse prestes a me devorar. E como eu queria que isso acontecesse.
S/n volta a me massagear, suas mãos descem e sobem por mim. Seus dedos traçam caminhos perigosos, indo cada vez mais baixo e perigosamente próximos ao cós do meu short.
Ofego baixo, deixando um gemido rouco escapar. Tava tentando ter autocontrole para não acabar com a massagem e agarrar minha mulher logo.
– Se comporta – ela avisa, com um sorriso no rosto.
Safada, estava se divertindo. Sabia exatamente o que estava fazendo e o quanto estava me afetando.
– Sempre – respondo rouco, minha mão segura sua coxa. Era uma forma de me ancorar à minha sanidade.
– Se divertindo, hm?
– Muito, princesa – aperto sua coxa, subindo um pouco a mão.
– Sei como te receber, não é? – pergunta se inclinando sobre mim.
– Sabe… sabe até demais – respondo no automático, sua boca estava perto demais para eu pensar direito.
Suas mãos apertam meu abdômen, se equilibrando enquanto ela sobe em meu colo. Sua boca finalmente encontra a minha, e foi a partir desse momento que deixei aquele autocontrole desaparecer, tomando conta da situação e da minha esposa.
"não sei como vou conseguir me concentrar em te ensinar, vou querer te beijar o tempo todo."
☁️ ⋆。°✩ 🎾 ✩°。⋆ ☁️
☁️Pov. S/n☁️
Hoje eu pretendo me tornar a melhor tenista que existe. Isso se meu namorado, além de ser o melhor tenista que conheço, também for um excelente professor.
Ele vem prometendo me ensinar a jogar há alguns meses, e finalmente marcamos isso.
Estou na frente do meu prédio, esperando por ele para irmos ao clube. Passa alguns minutos e ele para com o carro bem ali na frente.
– Iai, gostou do meu look de tênis? – dou um leve giro quando ele chega. Tinha colocado a roupa mais cara de Pinterest que tinha.
– Se gostei? Eu amei, vida – ele me puxa pela cintura, me dando um selinho – não sei como vou conseguir me concentrar em te ensinar, vou querer te beijar o tempo todo.
– Bom, dependendo do seu desempenho como professor hoje, talvez sua aluna aqui te recompense mais tarde – dou um sorriso – pensa direitinho, ok? Se você se comportar ganha recompensa.
– Ganho, é?! – sua mão aperta levemente minha cintura – bom saber, vou me esforçar.
– Acho bom, Alcaraz. Eu pretendo agradecer à altura – me aproximo do ouvido dele – garanta que vai ser um professor tão bom quanto é na quadra, e eu te mostro mais tarde que sou melhor namorada do que aluna.
Dou um risinho baixo e me afasto antes que ele responda. Quando chego no carro, olho para trás e ele ainda estava no mesmo lugar, olhando para o céu como se precisasse de mais ar do que tinha disposto ali.
– Vai ficar parado aí, amor?
– Não, já tô indo.
– Ah, achei que tinha perdido alguma coisa no céu – implico com ele, enquanto entramos no carro.
– Perdi o juízo. É difícil ter um quando minha namorada não facilita minha vida, sabe?
– Eu? Não fiz nada, Carlos.
– Imagina – ele fala sonso, dando de ombros – só não sei como vou me concentrar em tênis hoje.
Olho pela janela, segurando o riso. Amava saber que às vezes uma frase minha podia tirar nem que fosse um pouco ele do eixo.
O caminho foi bem curto, cerca de 15 minutos. Gastamos metade desse tempo só discutindo sobre qual playlist íamos escutar. Obviamente, meu ótimo gosto musical derrubava qual argumento dele e ganhei essa disputa.
Acabo de descobrir o quão paciente meu namorado é. Ele estava dando o máximo para me ensinar de verdade. Me dando dicas, explicando regras e o que eu não podia fazer. E eu estava tentando prestar atenção, ok? Digo tentando, porque toda vez que ele começava a falar minha sanidade sumia e dava lugar à louca apaixonada.
Simplesmente amo quando ele começa a explicar sobre tênis. Como pode ser tão sexy um homem explicando sobre o que entende? Ou, será que eu sou tão apaixonada que até se ele estivesse falando de verrugas, ia me deixar caidinha assim? Bom, essa é a questão.
– S/n? Amor, tá me escutando?
– Oi? Escutando? Tô sim – ele me puxa novamente para a realidade – que foi?
– Tô te dizendo o melhor jeito de segurar a raquete, isso vai ajudar a não machucar sua mão.
Ele me olha esperando que eu imite ele, e quando não o faço ele bufa rindo.
– Tava prestando atenção, né? Que péssima aluna – ele vem até meu lado, segurando minha mão na raquete.
– Eu tô prestando atenção, juro.
– Tá bom, vou fingir que acredito dessa vez – ele ri próximo ao meu rosto, e me rouba um beijo – segura assim, ok?
Assinto, mostrando que entendi e dou outro selinho nele, antes dele se afastar.
– Quer tentar jogar uma partida agora? Vou pegar leve no começo.
– Pegar leve? Eu vou sair daqui roubando seu emprego, bonitinho – falo convencida – se prepare para ver em ação a melhor tenista que existe.
– Tem certeza, Sra. convencida?
– Tô falando sério, confia no potencial da sua namorada.
– Tá bom, vou confiar no seu talento.
Ele sacou três vezes, e todas as vezes a bola passou zunindo por mim e foi parar no chão da quadra.
– Vamos tentar de novo, se concentra – Ele sacou de novo e mais uma vez a bola passou longe de mim e da minha raquete.
– Carlos, joga direito! – reclamo, um bico se formando em meu rosto.
– Eu? – pergunta rindo, vindo até a rede – tô jogando o mais baixo que consigo… não tenho culpa se você é péssima no tênis, princesa.
– Alcaraz, eu posso ser ruim, mas tenho certeza que consigo te dar uma raquetada.
Ele levanta as mãos e a raquete em um sinal de redenção, mas rindo demais para alguém arrependido do comentário que fez.
– Vamos tentar de novo, ok? A quinta vez é a da sorte.
– Tá bom, se eu não conseguir receber, você tá me devendo um sorvete.
– Se você conseguir receber, te devo um sorvete e um beijo – ele melhora a aposta, dando uma piscadinha – sei que consegue.
Ele assume a posição mais uma vez, e espera pacientemente até eu dizer para ele que estou pronta. Ele conta até três em voz alta e saca novamente, me concentro ao máximo e dessa vez parecia que tudo acontecia em câmera lenta. Consigo perceber para onde a bola está indo, e melhor ainda, consigo receber.
– Viu! Falei que você ia conseguir dessa vez – ele ri alto, comemorando antes mesmo de eu perceber que acertei.
Dou um pulinho animada, e vou para perto da rede novamente.
– Já posso cobrar meu beijo agora?
– Pode, já ia te lembrar dele – ele se aproxima da rede também, primeiro dando um toque na minha mão e depois um beijo demorado.
– Acha que consegue sacar?
– Consigo, não deve ser muito difícil, né?
Ele me explica rapidamente como posso sacar, mas não dou muita atenção por estar ansiosa em continuar o jogo. Pego a bola de tênis, me posiciono, me alongo e começo, taco ela para cima, e quando ela volta acerto ela com a raquete.
Foi tão rápido que mal consegui processar todo o acontecimento.
– Carlos, eu fiz certo? Não fiz? – pergunto animada, mas a resposta dele não vem.
Olho para ele esperando uma resposta, mas o encontro se abaixando no chão com as mãos entre as pernas, a raquete jogada no chão. Não sei se foi a bola que o acertou, ou se levou um tiro pelo tamanho do drama.
– Vida? Carlos? – solto a raquete, e vou até o lado dele da quadra – que foi??
– Porra, que dor – exclama urrando, já estava ficando vermelho.
– Tá tudo bem?
– Não – responde com os olhos fechados, respirando fundo – que mira, hein.
– Ai, amor, desculpa – me abaixo do lado dele preocupada, mas querendo rir do drama dele – tá doendo muito?
– Sim, doendo muito – resmunga em resposta – não sei se dói mais a bolada que levei, ou saber que você acabou com nossas chances de ter descendentes.
– Que drama, Alcaraz – falo começando a rir.
– Tô falando sério, não ri – ele abre os olhos, me olhando indignado – eu não sei se volto a funcionar depois dessa bolada, tô falando sobre nosso futuro, mulher.
– Amor, tenho certeza que uma bolinha de tênis não acabou com nossa descendência – rio ainda, mas dou um selinho nele – chega de tênis por hoje, né?
– Sim, por favor. Quero sair vivo daqui.
– Bobão, vamos para casa por gelo nisso aí – me inclino um pouco, deixando um beijo suave nele – e depois a gente vê se ainda está funcionando direitinho.
Me levanto, dando as costas e começando a sair da quadra. Ele continua deitado no chão dela, se recuperando e rindo sozinho.
summary: tudo que você queria era gravar um vídeo fofo cozinhando com seu marido. o problema é que pedri parece mais interessado em roubar beijos do que terminar a receita.
married life × domestic fluff × playful banter × cooking together × established relationship × pedri being impossible
☀️ ⋆。°✩ 🤍 🍳 🤍 ✩°。⋆ ☀️
"Na próxima arranco seu dedo, já que você só precisa dos pés para jogar."
☀️ ⋆。°✩ 🤍 🍳 🤍 ✩°。⋆ ☀️
🍳 𝒫ℴ𝓋 𝓈𝓃 🍳
Hoje estava animada. Era dia de folga do meu marido, e sempre que ele estava livre tínhamos o hábito de cozinharmos juntos. Tinha decidido que queria fazer um vídeo fofo nosso cozinhando, guardar um pouco de um desses nossos momentos.
Arrumei toda a bancada antes dele descer, com os ingredientes que íamos usar, os recipientes e tudo que fossemos precisar. Decidi que ficaria mais bonito gravarmos na área gourmet, para aproveitar a luz do sol.
- Pedro, vai demorar muito? - grito do pé da escada.
- Já tô indo, princesa.
Não demora muito e vejo ele descendo, ele vem até mim e me dá um selinho. Fico um tempo analisando ele.
- O senhor, não tá pensando em gravar sem camisa, não é? - colo a mão na cintura, encarando ele - Eu tô pensando em postar o vídeo no Instagram, sabia?
- Qual o problema? Nada que ninguém nunca tenha visto.
- Como é? - Pergunto arqueando uma sobrancelha, o bico de ciúmes já começando a surgir.
Ele ri, dando de ombros e segura minha cintura. Me puxa para perto.
- Não se faz de boba, você entendeu o que eu quis dizer - ele tenta me beijar, mas viro o rosto fazendo seus lábios acertarem minha bochecha- Ciumenta, já me viram sem camisa... Mas, você é a única que aproveita esse corpinho.
- Tão engraçadinho hoje, né?! - resmungo.
Coloco meu celular na bancada, procurando um bom ângulo. Começo a gravar, ia deixar alí só filmando a gente e deixar rolar.
- Planejei frango com molho de batata hoje - digo sorrindo e dou um selinho nele.
Começamos a cozinhar, deixo ele temperar o frango e vou cortar os ingredientes. Ele acabou primeiro que eu e ficou do meu lado me observando.
- Pedri... Não consegue ficar quieto? Só um minuto, amor - reclamo.
Estava cortando o bacon em cubinhos, e ele toda hora metia a mão na frente da faca roubando um pedaço. Ele ri, dando de ombros e tenta pegar outro pedaço. Não penso muito, mas bato a ponta da faca bem pertinho do seu dedo fazendo ele recuar a mão rapidamente.
- Ei! Ia pegar só um pedaço - diz me olhando com olhos arregalados, mas já querendo rir - tá bem estressadinha, né?
- Um pedaço? Você já pegou no mínimo seis, meu querido - faço um bico indignada - Na próxima arranco seu dedo, já que você só precisa dos pés para jogar.
- Tá cruel, hein - se aproxima, segura meu queixo e me rouba um selinho - Eu gosto...Vou tentar me comportar, ok?
Ele fala com o rosto próximo, nossos narizes se tocaram suavemente. A mão que segura meu queixo desce para meu pescoço, aperta suavemente o local me fazendo soltar um suspiro.
- Promete? Posso te recompensar pelo bom comportamento depois.
- Tudo que eu queria ouvir - Pedro me beija.
- Você é muito sem vergonha - rio, dando mais um selinho nele antes de me afastar.
Voltamos a prestar atenção na nossa receita e ao vídeo que estávamos fazendo. Coloquei Pedri para descascar as batatas e cortar elas.
Pego meu celular, queria gravar ele mais de perto com a mão na massa. Amava ver meu marido fazendo as coisas na cozinha, era o momento que me derretia como uma adolescente pelo meu marido.
- Isso é para verem de pertinho que você é mais que um rostinho bonito, e que sabe chutar uma bola - dou uma risadinha, abaixando o celular - Estamos fazendo sua especialidade hoje, né? Frango com molho.
-Minha especialidade de verdade nem pode ser gravada - um sorriso começa a surgir no rosto dele. Aquele que vem quando pensa besteira - Sabe bem do que estou falando, você ama.
- Mas, você está impossível, hein - sorrio, desligo o celular por um momento - Amo mesmo, senhor González.
Suspiro baixinho, minha pele arrepia, só de imaginar as habilidades da qual ele falava. Beijo o ombro dele, e me afasto antes de esquecermos que o intuito era um vídeo fofo do momento do casal.
- Você tá impossível hoje - rio, enquanto ligo o fogão - Vamos acabar de fazer a comida, depois deixo você escolher o que vamos fazer.
- Vai deixar, é? Vou pensar direitinho nas minhas opções.
- Pode ir pensando, mas tem que se comportar para isso... Vai ser uma recompensa pelo bom comportamento.
- Ah, isso é uma negociação, senhorita? - ele ri, soltando o restante das batatas.
Pedri veio até mim, suas mãos seguraram minha cintura por trás. Sua barba por fazer roça no meu ombro, no pescoço.
- Sim, é uma negociação.
- Tá bom, vou me comportar - diz, com respiração quente contra minha pele.
Ele se afasta antes que ficasse mais difícil prós dois. Pedro sabia como me provocar, sempre soube. Agora terminar isso era mais difícil para mim do que para ele.
Conseguimos concluir a maior parte da nossa receita. Pedri se comportou durante um tempo, mas continuo me provocando e roubando beijos a todo instante que fosse possível. E eu ria, porque era isso que amava nos nossos momentos.
- Com certeza está delicioso - Acabo de por a travessa no forno, só faltava gratinar e ficaria pronto.
Pedro estava encostado na bancada da nossa área, um pouco suado pelo calor do dia e do fogão. Estava me olhando, aquele olhar que eu lia a cada segundo e nunca de maneira errada. Vou até ele, já sabendo que os braços vão se abrir e me agarrar em um abraço.
- Te amo, sabia? - encosto a cabeça em seu peito - Mesmo sendo chato às vezes.
- Também te amo - diz sorrindo, deixando um beijo no topo da minha cabeça - Mesmo sendo esquentadinha demais
Me afasto um pouco, para olhar seu rosto. Não sei quem tomou a iniciativa, mas nos beijamos. Uma mão desce apertando minha bunda, a outra segura minha nuca enroscando um pouco nos meus cabelos, puxando levemente.
- Isso me faz lembrar - separa o beijo - Que quando aquele forno desligar, posso escolher a próxima atividade de casal, certo?
- Certo, Pedro Gonzalez - respondo com os olhos fechados, a respiração irregular querendo mais do toque dele.
- Ok. Vou ir encher nossa banheira - um sorriso travesso aparece em sua boca - Te espero lá em cima.