Hoje eu quero falar um pouco sobre a saudade.
Isso mesmo. Saudade. Tá aí um sentimento difícil de explicar. Uma dor persistente, silenciosa, que é difícil de descrever.
Eu não sei se você sabe, mas eu ainda tenho o seu número. Não consegui apagar... mesmo depois de todo esse tempo. Às vezes, quando a saudade bate no meio da noite, eu abro o WhatsApp, procuro o teu número,escrevo uma mensagem dizendo que lhe perdoo e que aceito começar de novo.
Mas no fim... eu apago. Não envio. Porque eu lembro dos primeiros meses do nosso distanciamento. Eu lhe mandava diversas mensagens. Você visualizava... e não respondia. E aquilo doía.
Não sei se eu quero, hoje em dia, continuar insistindo nessa dor, sabe? Ainda tenho fotos nossas. Ainda tenho prints das nossas conversas antigas, de antes de tudo acabar.
Eu ainda sinto a sua falta, mas sei que você já não é mais a mesma pessoa que eu conhecia. Então, essa falta que eu sinto... é da sua versão do passado. Porque depois do nosso afastamento, eu já não conheço mais quem você é no presente.
Mudamos tanto, né? Todos os dias um pouco.
Ainda me custa acreditar que você escolheu confiar em alguém de fora, em vez de confiar em mim. Você simplesmente deduziu, criou sua própria versão dos fatos, baseada em boatos. Não me procurou. Não me deu a chance de contar a verdade.
E eu... eu também não quis mais esclarecer nada. Porque se você não confiou em mim no primeiro momento, então tudo aquilo que dizia sentir por mim era falso.
Hoje eu entendo: o amor, seja ele de amizade, de afeto ou de paixão, é construído na confiança, nos atos e no diálogo.
Se você não teve esses sentimentos por mim, é porque nunca me amou de verdade. Mas, mesmo assim, quando olho pro passado, não consigo acreditar que a nossa amizade foi uma mentira.
Não consigo acreditar que você fingiu tudo aquilo.
Toda aquela cumplicidade.
Acredito que, talvez, se nos reencontrássemos hoje pela rua, eu já não reconhecesse você. A saudade que eu sinto hoje é de uma pessoa que já não existe mais.
Uma versão do passado… que eu não posso mais encontrar. E, por isso, eu também não posso mais sentar com essa pessoa e dizer que a perdoo.
Mesmo que você tenha demorado pra descobrir a verdade, mesmo que depois de anos me ignorando, tenha me enviado uma mensagem pedindo perdão…eu não respondi. Não respondi porque essa mensagem veio tarde demais. A pessoa que eu queria perdoar era a sua versão do passado. E essa versão… já se foi.
Eu não conheço a nova você.
E sinceramente, creio que não há mais fragmentos da pessoa que eu conheci. Então, eu simplesmente sufoco esse sentimento e continuo a minha vida.
Levo comigo o que ficou de lição: a importância do diálogo, a base da confiança. Guardo tudo isso no peito e sigo, um passo depois do outro.
-Minnie Lima












