Todo mundo (pelo menos todos aqueles que costumam fazer compras em mercados) pelo menos já passou os olhos naquele famoso carimbo com as letras S.I.F., sigla para Serviço de Inspeção Federal. Trata-se de um registro obrigatório para quem quer produzir e comercializar produtos de origem animal em todo o território nacional. Quem opta por atuar somente dentro do seu município precisa apenas do registro do Serviço de Inspeção Municipal, e assim também no caso do Estado.
Esse carimbo do S.I.F. é uma garantia de qualidade sanitária e tecnológica, a prova de que a empresa está em conformidade com a legislação.
Como pretendemos comercializar nossos queijos em todo o país, semana retrasada estivemos no escritório do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) em Blumenau para buscar informações a respeito do S.I.F., e fomos muito bem recebidos por um fiscal que se revelou um verdadeiro entusiasta dos bons queijos. Ele se mostrou bastante informado a respeito do mercado, suas oportunidades e particularidades.
Fomos informados que a primeira coisa a fazer é solicitar formalmente uma avaliação prévia do local/terreno onde se deseja instalar a fábrica. Após essa avaliação e aprovação, devemos encaminhar ao MAPA um anteprojeto para análise e discussão, onde serão apontadas as exigências técnicas para a instalação, como localização das áreas de expedição, recebimento de leite, estação de tratamento de efluentes, etc.
Vamos precisar de uma sala exclusiva e equipada para os fiscais do MAPA, que devem visitar a fábrica mensalmente. É possível que algum fiscal opte por utilizar a estrutura como base de deslocamento para atender toda a região. Também seremos obrigados a encaminhar, mensalmente, uma série de amostras para análise em laboratórios, e encaminhar os resultados desses exames ao MAPA.
De acordo com o fiscal que nos atendeu, o processo de registro no S.I.F. leva entre três a seis meses para ser concluído. A documentação, projetos e tudo mais são então encaminhados para o MAPA em Brasília, onde ocorre a aprovação. Segundo conhecidos do ramo, todo esse processo pode levar até um ano. Ou seja, mãos à obra!