Unos sentones tuyos y me das la dopamina que necesito.
— G'
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Unos sentones tuyos y me das la dopamina que necesito.
— G'
Escribir o desaparecer
Mucho antes de que la neurociencia pusiera nombre a las conductas que nos gobiernan, Fiódor Dostoyevski ya había cartografiado el territorio donde la voluntad se quiebra ante lo que hoy llamamos circuito de la recompensa.
En su novela El jugador sitúa la acción en un balneario europeo donde su protagonista, Alekséi Ivánovich, vive atrapado en la dependencia del juego y de la intensidad emocional. Lo dominan la incertidumbre, la dopamina y el refuerzo intermitente. Ese arrebato que nubla el juicio.
El propio Dostoyevski era jugador y se arruinó varias veces a lo largo de su vida. Conocía desde dentro la lógica del azar y la pulsión que empuja a seguir apostando. El autor, además, escribió bajo un refuerzo intermitente real y aterrador, ya que había firmado un contrato con su editor según el cual, si no entregaba un relato nuevo en menos de un mes, perdería los derechos de todas sus obras. Era una trampa perfecta. Escribir o desaparecer.
Para cumplir el plazo, contrató a una joven taquígrafa, Anna Grigórievna Dostoyévskaya, a quien le dictaba a velocidad febril. Terminaron la novela en apenas veintiséis días. Después, ella se convirtió en su esposa y en la encargada de redirigir su carrera.
Releer hoy El jugador es descubrir que nuestra arquitectura biológica sigue obedeciendo a la misma química del juego. Quizá por eso Fiódor Dostoyevski sigue siendo nuestro contemporáneo. Entendió que el ser humano se aniquila por algo más profundo y oscuro: la secreta esperanza de que, en la próxima jugada, el azar vuelva a mirarnos a los ojos. La misma tensión que hoy la neurociencia sabe que mantiene encendido el circuito de recompensa.
La dopamina se enciende con cada apuesta, empujándonos siempre hacia la emoción que no termina.
No te extraño, extraño la dopamina que me generabas
412°^°
Hubo un tiempo en que fuiste dopamina pura, pero hoy no eres más que puro cortisol.
-Germán Miranda
Już nigdy nikomu, prócz rodzinie, nie powiem "kocham Cie", to tylko jebana dopamina. Reakcje chemiczne, które wprowadzają w błąd.
Dzisiaj emocje same mnie wyrwały do ruchu. Interwał. Biegłam, bo musiałam, próbowałam poczuć spokój. Nic. Serce waliło, oddech przyspieszał, raz sprint, raz spacer, w rytmie myśli i emocji.
Adrenalina dalej wali mi w żyły i nie pozwala zamknąć oczu. Wszystko zależy od jednego „tak” albo „nie”. To napięcie rozrywa mnie od środka.
Najgorsza jest ta nadzieja - pojawia się nagle, daje siłę, mobilizuje, a potem znika. Zostaje pustka i mdłości.
Chcę wreszcie spać. Chcę, żeby ten jebany chaos w głowie ucichł i myśli przestały napierdalać interwał, który nie daje mi wytchnienia.
04:04 kurwa.
Dopamina, meu amor!
Muito preocupante a nova geração não ter paciência ou discernimento para permanecer quieto durante um filme inteiro com mais de uma hora e meia de duração - ou até mesmo essa duração. Digo isso pois, eu estava repetindo esse mesmo comportamento. As pessoas têm se tornado máquinas supérfluas quando o assunto é consumo de informações e sabemos sim, as grandes culpadas disso. As redes sociais. Embora não sejam de todo mal, certamente têm contribuído para a completa bagunça hormonal no cérebro de muita gente.
A sensação se parece muito com o efeito da nicotina no corpo, quando você percebe que têm horários específicos para fumar e que é quase sagrado. Sabe aquela coisa de sempre assistir algo enquanto come? É quase uma necessidade estranha. Antes, éramos assim porque preferíamos filmes ao invés de livros, agora preferimos vídeos curtos a basicamente qualquer coisa. É difícil não gostar, porque é tudo tão apelativo e compactado, não precisa de tanto tempo para entender, os textos são muito pequenos, os vídeos são muito diretos e assim, ninguém mais tem a paciência de ver um vídeo de dez minutos. O algoritmo nem entrega esses vídeos.
Depois de uma breve pesquisa, o que você acha na internet é uma explicação transparente, isso mexe com a nossa dopamina - caso você não saiba, é um neurotransmissor químico que mantém nossos níveis de satisfação e bem estar, é um dos quatro que regulam nossa felicidade - o que acaba prejudicando a sensação de recompensa, quando precisamos fazer coisas básicas como lavar a louça. Quer uma evidência disso? Vamos lá; até agora sabemos que a dopamina controla nossa satisfação, ela é o remedinho que nosso corpo nos dá quando fazemos algo para o nosso próprio bem. Se você deixa, por exemplo, uma criança em frente a plataformas de streaming, vendo desenhos muito animados e coloridos, os níveis de satisfação vão basicamente explodir. O cérebro dessa criança entende que aquilo é legal, pode ser replicado e é muito mais interessante que qualquer outra coisa. Por isso eles não prestam atenção em mais nada. Entretanto, uma vez que você tira da criança essa fonte de dopamina, e ela precisa fazer outras coisas como comer, organizar os brinquedos que espalhou, tomar banho, trocar de roupa ou até mesmo descansar, essa criança ficará relutante, frustrada, vai fazer birra, e não consegue entender que é necessário. Porque o cérebro dela não recompensa o banho da mesma forma que a TV/Tablet/Celular.
Claro que isso não é uma realidade perdida e sem resolução, tanto para as crianças expostas, quanto para pessoas muito mais velhas. Uma vez que somos capazes de filtrar o conteúdo que consumimos e aprender a dar um reset no nosso cérebro. Isso é, quando percebe que está há mais de duas horas concentrado nessa fonte de dopamina, é sempre bom parar e levantar e ir buscar uma água - ajuda mesmo. Esse tempo deixa o cérebro reorganizar os níveis de hormônios, prontos para começar tudo de novo. Dessa vez treinando a nossa concentração para atividades mais longas. E claro, escolher bem o que consome-se nessas redes é essencial, conteúdos mais abrangentes, vídeos um pouco mais longos, um visual menos agitado e elementos menos apelativos. Troque o vídeo daquele coach que fala muito alto, para o de um psicólogo, por exemplo. Claro que isso pode ser mais difícil que parece mas, vale a pena o esforço para o cérebro não se tornar uma gelatina ambulante com preguiça de pensar e construir perspectivas.