J'entends les appels de ton moi profond
Eu escondi pedras embaixo das minhas pálpebras Para me afogar em lágrimas retidas Depois pintar meu retrato com saliva inoxidável A tormenta que atravessa décadas, a ausência que congestiona sentidos Quando teu sangue ascende a luz do meu peito Eu agradeço com a lealdade de um bicho Quando o auge do teu prazer me aceita Me visto de servidão e danço em sintoma malicioso A traição entre olhos e camaleões Sob o testemunho do luar Giram os desastres e palcos Inverte-se a ordem público-apresentação Meu tento atenta teu trabalho Mil tentações entre os espelhos Tolice e imposição sacra Em corpos que sonham anjos e demônios A implicância é pelo teu pecado O que eu mais anseio, suor entre os pelos Teu cheiro na minha carne, me amaldiçoando Com o zelo de quem se compromete com outra transa Comendo dos meus horizontes azuis Cantei desafinado no teu ventre Exausto, me solvia em noites incertas Mas sempre voltava ao abrigo dos teus braços O corpo cerrado esconde teus segredos Desmistificando a fúria de todo o teu tato Me proclamando açoite desse gesto aflito Me tens na química dos desejos insalubres Vim atender aos teus encantos Escavando para fora de tua máscara Tudo o que pulsa e te ata ao meu corpo Inflama teus demônios da luxúria no meu sexo












