RESENHA - Sigmund Freud –Esclarecimentos, Explicações e Orientações– 1933
O texto em si são algumas explicações que Freud dá sobre a teoria psicanalítica. Seus pontos positivos, falhas, usos, críticas e elogios. Já de começo, Freud argumenta sobre o uso de escritores de literatura de informações psicanalíticas, mas para ele são pessoas que estão fazendo uma calúnia com a psicanálise, pelo menos a maioria. Também recomenda a aqueles que sabem sobre a psicanálise, não se pronunciar como conhecedor em uma conversa social, para evitar que as pessoas fiquem lhe pedindo aula em horas de lazer ou te olhem com um preconceito.
Freud também recomenda que não ignorar as opiniões contrarias a psicanálise, embora a maioria das críticas se dê ao fato da pouco compreensão do tema, ou por repulsa de ouvir sobre sexualidade e inconsciente.
Também mostra que a psicanálise, inicialmente, teve como foco inicial a aplicação clínica, porém Freud mostra também interesse na aplicação escolar e pedagógica. Mas isso ele deixa ao cargo de sua filha, Anna Freud. Trata ainda da psicanálise em atendimento com criança, cujo o método deve ser alterado, uma vez que crianças ainda não possuem o superego formado. Recomenda que aqueles que utilizam da psicanálise na pedagogia deve escolher a não interferência ou a frustração como caminho, qualquer uma das duas escolhas trará consequências para a criança.
Um outro ponto que discute é o tempo e o êxito da psicanálise, que assim como qualquer tratamento possui limites para o que pode fazer. E o tempo do êxito se deve ao fato da complexidade trazida pelos pacientes sobre seus sintomas. Isso muitas vezes dificulta a aceitação da psicanálise como ciência.
Porém como ciência, nos dias de hoje, a psicanálise já está bem fundamenta, e muitas das teorias propostas por Freud sobre o inconsciente foram já comprovadas. Também sua aceitação no meio cientifico e acadêmico já é maior em relação a época de Freud, assim como o preconceito, embora ainda exista, teve uma diminuída como os anos.
















