Fio de Cabelo Branco
Se meu espírito se apossa de tuas navalhas A faz esposo em corte e ferrugem Amor de anos, temperado no inferno Estômago enfermo de todo o deus médio Àvida dollars, torra suas chances Apostando tudo na retomada do mercado Joelhos dobrados a indústria especulativa Louvando uma herança temerária do tempo comigo não morreu Aborrecimento certeza de vaidade Indo e vindo para fora do túmulo Varra as encruzilhadas para ope da língua Invoque outra cruzada para dissimular teus atos Oh meu lorde de obviedades Perdoe-me as mitologias e metáforas Eis que tua semiótica és de tal força Que não posso deixar de repudia-las A estética dos calabouços A fala funil empenetrado As cruzes contra línguas e têmporas O teu amor bélico e sexo confinado Eu me atrevo a dizer que: Teus limites de anos atrás estão frouxos Está sendo ridicularizado por você mesmo Em tuas falas pequenas adagas contra teus olhos Ainda há tua máscara em conserva Então teu mito construído, sobreviverá! As duras penas é verdade, a arte de malabares Por teus hediondos paparicos Cuidado! A ode é uma faca de dois gumes Que hoje lhe usa como amante e espada Figurará amanhã como teu destrator E ainda sim, chorará enfrente ao teu rosto sem vida e utilidade...










