Trilogia do Vencedor - Livros #1 e #2
A Maldição do Vencedor #1
Cá estou. Perplexa. Tentando encontrar uma maneira de começar esta resenha.
Eu costumo ler romancezinhos água com açúcar ou livros bobos quando eu venho de uma sequência de leituras do gênero fantástico. As vezes me sinto sobrecarregada, e leio algo bobo pra "desanuviar". Pois bem, primeiro eu pensei que A Maldição do Vencedor era uma fantasia bobinha, depois - quando comecei a ler, achei que era um romance bobinho… E quando terminei, só conseguia escrever em CAPS LOCK.
Não você não leu errado, é isso mesmo. Eu não conseguia parar de gritar na minha mente.
A Maldição do Vencedor vai contar a história da Kestrel, ela é filha de um general do exército valoriano, exército esse que conquistou o país que ela mora agora, Herran. Assim como em toda luta por poder vem a subjugação, Herran foi escravizada e os valorianos tomaram tudo o que outrora lhes pertenceu. Enquanto Kestrel astuciosamente enrola o pai para não se alistar no exército, ela dá suas escapulidas para noites de jogatina, e outras para sair com sua melhor amiga. Numa dessas saídas, Kestrel se vê no meio de um leilão de escravos, e fica fascinada por um escravo herrani, não só por sua aparência, mas por supostamente terem um aspecto em comum: a arte. Nesse rompante de reconhecimento, ela acaba comprando o escravo.
E aí você vai pensar "nossa que previsível, que clichê ela se apaixonar pelo escravo"… e eu vou dizer "antes fosse, antes fosse".
Essa autora brinca com o ponto de vista dos dois, vezes te fazendo ver demais, vezes te enganando, vezes te chocando. A trama política que se desenrola te deixa ao ponto travar a mandíbula e ter medo de virar a página, e o final, o final te deixa sem reação. Ela não tem dó de torcer o pano de chão que virou sua esperança. Kestrel é extremamente inteligente e estrategista, Arin é extremamente impulsivo e esperto. Uma combinação perigosa para duas pessoas que estão em lados opostos numa guerra: duas nações, duas almas patriotas, dois corpos em ebulição, dois corações que se pertencem, mas não têm donos.
Eu não sei como a Marie Rutkoski conseguiu dividir meu coração ao meio, mas ela com certeza o fez.
Resenha por #gis @gissettes
- A trilogia do Vencedor da autora Marie Rutkoski é publicada aqui pela Plataforma21
Deus que loucura foi essa?
Morri de medo de começar a sequência de um livro que gostei tanto. Fiquei me perguntando o que seria "o crime" desde que soube o nome. E meus amigos e amigas, meus amores e amoras, parem tudo! Comecem a ler agora.
(Se você ainda não leu A Maldição do Vencedor pare aqui)
Você termina o primeiro volume pensando que não há saída, que as peças que a Kestrel moveu foram decisivas e que nada pode te surpreender mais. Mas ela continua pisando em campo minado, cada expectativa de um passo em falso é uma respiração presa. Entre tudo o que o noivado com o filho do Imperador impõe, como bailes e celebrações, Kestrel arruma tempo para inventar uma figura, uma estampa de quem ela pensa que pode mudar a realidade do mundo que vive: A Mariposa. Uma é uma informante do inimigo, a outra especialista em blefes e mentiras. Conseguiu ver? Durante toda a leitura o sentimento é esse mesmo amigos, "a casa vai cair"… E, enquanto a casa não cai, temos alguém que gosta de testar os alicerces: Arin, intempestivo como só ele consegue ser, tentando entender o jogo de Kestrel, o jogo do Imperador, e no processo, tentar uma aliança para a guarnição de Herran.
Marie Rutkoski é definitivamente absurda. Introduz novos personagens, novos contextos, novas tramas de maneira singular mas que compõem todo o enredo, nada do que ela escreve é irrelevante. A relação pai e filha foi uma das características mais bem construídas desde o primeiro livro, sentimentos que entranham em você, te levando a pensar em todas as saídas para manter as pessoas que gosta, o que como podemos ver nesse volume, nem sempre é possível.
O Crime do Vencedor é sobre o preço que você paga pelas escolhas que faz, mesmo que você seja obrigada a fazê-las. Eu que achei Kestrel não poderia perder mais… Mas o fundo do poço ou te mata ou te faz lutar.
Nota:4/5 (apenas uma única coisinha me fez dar um 4, mas falar seria spoiler)
Resenha por #gis @gissettes