Nos primeiros segundos, eu não senti nada, e isso não era comum.
Não procurei por saídas, estava bem dentro de mim.
Não procurei por janelas para escapar, nem interruptores para acender.
Me sentei no escuro, entre o silêncio e os gritos do passado, e eles não me machucaram.
Fechei os olhos e deixei que as feridas se curassem por si próprias.
Eu finalmente me rendi.
Admito, eu quis tanto ser amada que me fiz odiar no processo.
A liberdade poética e a linha do tempo confusa me fazem autora das dores de milhares de anos.
Meu eu não é hoje, é tudo o que fui, o que sou e o que um dia serei. Minha arte, minha felicidade e minha dor sempre serão a explosão de escrever.
Eu não vou me importar em ser tsunami nos sentimentos alheios. O mar levou tanto de mim, me levou junto.
Me tornei o infinito que consome, mas também acalma.
Me tornei capaz de compreender quando é hora de baixar e quando é hora de crescer.
Tsu Nami.



















