No se que hacer conmigo mism@, vivo en una constante disputa entre sí seguir sufriendo o simplemente morir.
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No se que hacer conmigo mism@, vivo en una constante disputa entre sí seguir sufriendo o simplemente morir.
Uma coisa que não te dizem sobre ter um transtorno é que até seus amigos mais próximos acham que você só usa ele como desculpa.
A verdade é que a não ser que a pessoa sofra o que você sofra ela não vai te entender.
Eu, borderline.
Eu pensei muito antes de redigir esse texto. Pesei em minha balança mental o quanto valeria a pena me expor, jogar no vento toda a minha bagunça mental. Por fim, estou aqui. E estou porque acredito ser necessário.
Isso não é uma história feliz, nem triste. Na verdade, são apenas algumas considerações a meu respeito, ou melhor, sobre o border. O texto é grande então, senta aí.
Primeiro preciso dizer que não é uma questão de escolha. Não basta pensar positivo ou observar outras pessoas. Não, não me falta Deus!! Me falta Serotonina, Acetilcolina, Dopamina, Epinefrina e Norepinefrina. Sabe o que isso significa? Que todas as suas teorias que envolvem falta (ou excesso) de religião como a causa do meu problema estão sendo soterradas, Agora.
Também preciso deixar claro que eu tenho sim, momentos felizes, alegres, descontraídos e suaves como qualquer outro ser humano que existe ou já existiu nessa terra mas, em meus momentos tristes ou tediosos me descontrolo. Por isso é um transtorno, porque não é algo que seja controlado de forma voluntária. Capiche?
Outra coisa: EU SEMPRE VOU OSCILAR.
É serio, e independe do momento em que eu esteja vivendo. Em menor ou maior escala, as oscilações sempre estarão ali. Pode conviver com isso? Se não puder, eu entendo. Mas antes de afirmar, tenha isso em mente.
- Não tem cura.
- Não melhora com o tempo.
- Os remédios não vão apagar completamente os sintomas.
- Não é voluntário.
É claro que eu queria dizer nesse texto que há um meio de controlar os surtos, as mudanças. Que posso não enlouquecer com pequenas coisas repetitivas, como um papel de bala jogado no chão. Mas esse texto é pra esclarecer. E se estamos propagando informação, é minha obrigação dizer que não funciona dessa maneira.
Pra ficar mais fácil, vou explicar: Estamos falando do ''Transtorno de personalidade emocionalmente instável (o nome é bem sugestivo, né?) do tipo Borderline'' ou em termos simples ''Limítrofe''. Essa palavra deriva de limite e encaixa perfeitamente bem no que estamos dizendo! O Border vive no limite exato entre a sanidade e a loucura, e oscila com frequência nos dois universos. Justamente por essa razão é considerado um transtorno grave e incapacitante. Por ser um dos mais imprevisíveis descritos no CID 10.
Ah, e antes que eu esqueça: Eu não sou BIPOLAR! Existem diferenças enormes e bem definidas entre os dois transtornos, divergindo principalmente no tempo de crise: O Border oscila diversas vezes em um período curto de tempo, e passa por diversos humores. O bipolar geralmente passa longas semanas bem, e longas mal. Polarizando o sentir em duas etapas.
Então, pra resumir a ópera:
- Não tem cura
- O tratamento ameniza, mas não resolve
- Não é frescura.
- Não é voluntário.
- Somos realmente inconstantes e impulsivos
- Logo, as tentativas de suicídio são reais, embora na maioria das vezes bata o arrependimento momentos depois.
- A mutilação não é pra morrer, mas pra desfocar a dor.
- PENSAR POSITIVO NÃO RESOLVE.
- Eu posso até te odiar por uns momentos, mas em tese eu não te odeio, nem a ninguém.
- Meus gostos e vontades oscilam tanto quanto o meu humor
E AÍ? AINDA VALE A PENA CONVIVER COMIGO?
Não quero que você simplesmente aceite (que acabei de dizer que você é a pior pessoa que já existiu no planeta). Quero que você me diga (O que quer que você tenha pra se defender, e eu irei provar o contrário).
Não estou te colocando no seu lugar, B. Estou te colocando a par da situação (Você estragou, como previsto, você trouxe a dor, como sempre).
.
Dois pontos:
Você nunca me machucou com isso.
Eu virei as armas contra mim. Eu não conheço a auto-defesa; eu conheço a auto-aniquilação. Eu me machuquei mais do que qualquer um podia, pra ninguém sentir culpa de me ver sofrer.
Small piece of demolition Of the boundary series Fragmento de demolición De la serie Limítrofe #demolitionpiece #boumdary #limítrofe #inkonwall #daviddelamano_ https://www.instagram.com/p/Bqz0kUxlwsu/?utm_source=ig_tumblr_share&igshid=a51b58tcasx7
limítrofe
1.que se situa ou que vive nos limites de uma extensão, de uma região etc.; que tem limites comuns.
“borderline ou transtorno de personalidade limítrofe, onde os pacientes apresentam diversas sensações, por vezes conflitantes, muitas vezes manifestando tensão aversiva, incluindo raiva, tristeza, vergonha, pânico, terror e sentimentos crônicos de vazio e solidão (...) com freqüência mudam com grande rapidez de um estado a outro, passando por períodos disfóricos e eutímicos ao longo de um dia” - Reggie Lucas
Este proceso de curación también implica conocerme a mí misma. Lo que derrochó y lo que carezco para así poder trabajar con ello. De cada crisis aprendo algo, aunque duela y odie esos momentos, cuando me pongo filosófica encuentro una razón para simplificarlo.