PEDRA DE SANGUE DE DRAGÃO/DRAGOM BLOODSTONE

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PEDRA DE SANGUE DE DRAGÃO/DRAGOM BLOODSTONE
Museu de Portimão
Portugal
Fotos cjmn
Mecanismos Estranhos de Ascensão e Decadência
O corpo frágil contra vis artifícios Minha boca reduzida ao esmero Meu amor absoluto entre os crimes Cometidos por reinterpretações cínicas Teu santinho são lenços brancos Engolem lágrimas, não borram o rosto Entretanto, têm uma habilidade mordaz de corte O único obstáculo para minha vitória Nada tão absurdo assim, Somos ratos transeuntes Entre as divindades de espelhos Mastigando nossos sonhos tão desertos Sem socorro ou álibis, ameaçados por nossos medos Construindo todas as muralhas, amores de cálcio e barro Flúor para a pele, intensidade em qualquer toque A receita da expectativa dobrada no intervalo do tempo A predição da terra que nos comerá: Vingança Lendo a expectativa dos olhos flechas Tenha a certeza: Antes de tudo fomos filhos Antes de tudo, somos disparates do existir Pequenos deuses decodificando à outros deuses Tenho a natureza nas mãos: Previsão Tenho a técnica ao alcance: Tecnologia Tenho a divindade traduzida em qualquer língua Na descrença da eternidade, me internalizei em pulsões Aquelas que gritavam: Desejo, ira, conforto e pronomes Na descendência de outras mitologias, me mantive instigado Ao que profeririam como meu lugar de pertencimento Empurro para frente meu sobrenome Devoro néctares e continentes Essências baunilhas sob cemitérios de marfim O critério é rígido: A disposição para infringir dor
Menino Jesus
Filipinas
Casa da Ásia
Lisboa
Fotos cjmn
Beijo os teus lábios de acrílico Trafico nomes de lordes ingleses Proclamo os três poderes em tua cintura Cada um deles traz verdades e bronzeados Anuncio a passeata da farmácia O desfile fúnebre dos vitoriosos Perdidos em tantas predileções Preterindo o conforto à vida Uma nova criatura, incomum ao comum O caput era a bonança Simplista ao sintoma niilista sínteses A pura performance de guilhotinas O mesmo desejo O mesmo requinte de paz O mesmo equilíbrio troféu O eterno desequilíbrio da mente Púbis vazio, oficina da publicidade A quem lhe garantirão laços Requinte requentável Em verões de verbos intransitivos Corte no rosto, na pálpebra e no pescoço Corte no tronco, nas pernas e na costela Corte na gengiva, corte na unha e narinas Camisa florida, suéter corte em vê A miséria para debaixo do tapete Junto com a poeria e os cadáveres Um sobrenome francês para nos conter Imaginem só, nós como indignos e selvagens?! Vejam as dores desses pintores Em tom pastel A vida lhes sorri Feito o sangue filo móvel de marfim
A Influência, o Lobby e seus Sinônimos, Pierrot Ruivo
Meu sotaque é brando é frívolo Tal qual a tua fé de corpos Que não se patrocinam Alardeando urgências estéticas Há uma porta para novo mundo: Rodeada de papéis e cumprimentos Segundas intenções tropicais Meu amigo, eu sou o mesmo filo de Brutus Diga-me o teu nome Muitos, todos e nenhum Diga-me a tua idade O cirurgião disse o espetáculo dos vinte Violentos e fugazes, assim são seus filhos Diga-me a ocupação de seus irmãos Sempre carrascos, até mesmo de minha carne Diga-me o teu desejo? Tua doce pronúncia primeiro mundo O teu lar, um cabaré auto-exótico Tuas terras vísceras de bois A ideologia regurgita em um verde estéril Morto como plantas em consultórios O teu sobrenome adaga Serve-me como álibi Entretenha-me em tua guerra santa Baías sangrando vermelho e reza a beira Rio Eu hei de saquear-te Todo o marfim e espelhos Hei de moldar teus mártires Para sacrificarem suas filhas à minha fome As contas do colar de pérolas manchadas Com a terminologia do pecado Deixe-a descamando por um dúzia de dias No alvejante e todo o mal será lavado, amém e um abraço...
Os Atos do Gigolô Influenciam o Sermão do Padre e a Estética de Bordel, Pierrot Ruivo