Aquele em que você ganha flores vermelhas
Título: aquele em que você ganha flores vermelhas
Contagem de Palavras: 2.762k
Gênero: Fluffy
Avisos: pode ser sugestivo em algumas partes.
Nota da Aurora: oiês amores! Como vocês estão? Dei uma sumida mas compensei vocês postando por dois dias seguidos. Tenho pedidos? Sim, mas resolvi escrever esse aqui aleatoriamente porque deu na cabeça. Bom, fiquem com o imagine, espero que gostem. Beijinhos. 💖
"S/N, aqui fora tá frio. Abre logo essa porta!"
Aquela era a décima mensagem que você recebia de Jaemin em aproximadamente 50 segundos. Depois que você avisou seu namorado que estava sozinha em casa, nem conseguiu contar 5 minutos no relógio antes de se divertir com insistentes batidas na porta da frente, vindas de um rapaz desesperado para entrar. Depois de dois meses em turnê, tudo que ele queria era te ver.
Você olhou pelo olho mágico e sorriu. Ele estava tão, mas tão lindo. O que o tornava ainda mais encantador é o jeito que carregava aquele buquê de rosas vermelhas atrás das costas, pensando que você não as perceberia ali. Evidentemente, fazer surpresa não era uma coisa muito familiar a Jaemin — ou ao menos você achava. O cabelo cheio de floquinhos de neve contrastavam lindamente com a sensação quente que ele lhe causava. Perdida em seus devaneios, abre a porta devagarinho, como quem está hesitante. Logo, o vento de fora entra em uma rajada, fazendo com que você se encolha.
"Poxa, que demora! Já achei que você não me amava mais... Depois percebi que eu sou eu, não tem como não me amar."
"Bobo. Quase que eu não abro mesmo. É uma gracinha ver você desesperado para me ver."
Um selinho carinhoso é deixado em seus lábios, enquanto seu namorado passa por você, rindo pela sua última fala e então, vira-se rapidamente enquanto andava de costas. Aquela estranha caminhada terminou próximo ao sofá, onde ele parou subitamente. Para entrar na brincadeira e não estragar a surpresa, você resolve fingir que não tinha visto as suas flores favoritas.
"Ué, está tudo bem? O que você está escondendo de mim? Você sabe que odeio que me enganem."
Você não sabe como se segurou ao perceber aquela expressão de criança travessa prestes a ser pega, já que sua vontade era jogar-se em cima daquele homem e nunca mais sair. Tentando ainda fingir que não tinha nada atrás das costas, soltou um — quase — convincente "nada", o que começou a te estressar um pouco. A verdade é que você não via a hora de beija-lo.
"Vamos, gatinho. O que você está escondendo?"
E quando você se aproximava mais e mais do seu namorado, com passos cautelosos e um tanto arrastados, percebeu vagamente que ele estava um pouco nervoso. Logo, presumiu que ele realmente estava levando a sério a entrega das flores, então ouviu sua próxima fala com atenção.
"Tá bem princesa. Trouxe este humilde presente, também conhecido como suas flores favoritas. Tudo bem que elas não chegam nem perto de ser bonitas se comparadas a você, mas eu tentei."
"Ah seu galanteador barato! Você achou que ia me amolecer com flores? Pois bem, acertou. Eu diria que acertou em cheio, inclusive."
Indo até ele, empurrou-o em direção ao sofá, não sem antes arrancar gentilmente as flores das mãos do seu namorado e coloca-las na mesinha de centro da sala. Sentando-se no colo de Jaemin, de frente para ele, atacou seus lábios com urgência. Um suspiro de aprovação saiu da boca do maior, que diligentemente segurou suas coxas com certa força, enquanto retribuía o beijo com toda a intensidade que ele merecia. As mãos grandes dele passeavam de cima abaixo nas suas costas, quase alcançando pontos perigosos. Você tirou a blusa grossa e quentinha do maior com necessidade, puxando-a rapidamente. Sabia que beijos no pescoço te desmontavam e, por isso, foi atencioso o suficiente para distribuir ao menos dez, antes de levantar-se com você agarrada em sua cintura e fazer o caminho tão conhecido até o seu quarto com certa dificuldade, mas nunca separando seus lábios.
Tateou até a maçaneta da porta e, encontrando-a, não hesitou em abri-la. Passou vagarosamente pela porta, segurando as suas coxas firmemente. Com o pé esquerdo, fecha a porta atrás de si, fazendo-a quase arfar ao perceber o ocorrido. Até então, não ousou desgrudar os lábios dele dos seus. A saudade que tinha de você chegava a doer. Prensa seu corpo na parede, enquanto permite que suas mãos passeiem um pouco mais em direção a locais pouco explorados naquela noite.
Após mais alguns beijos, deitou você sobre a cama com cuidado, separando seus lábios pela primeira vez desde que se uniram. Engatinha bem lentamente até a altura da sua boca, não perdendo a oportunidade de provoca-la, o que você respondeu com um resmungo baixo e desesperado, fazendo-o soltar um riso nasalado. Sem aguentar esperar, suas mãos partiram em direção aos botões da camisa que seu namorado usava. Depois de alguns protestos por conta da sua pressa, ele finalmente cedeu e deixou com que a peça de roupa caísse na cama — e foi jogada no chão em um momento ou outro.
"Princesa, você não sabe quanto eu senti sua falta. Cada dia em NY era uma tortura, porque eu não podia te beijar assim."
"Nana, foi difícil demais para mim também. O que importa é que estamos juntos agora."
Sua camiseta encontrava-se ao lado da dele, no chão. Depois de mais algumas provocações, finalmente partem para a parte mais interessante. Suas mãos fazem o caminho tão conhecido até o cós da calça de Jaemin, que te olha com aprovação e necessidade. No entanto, um barulho alto foi suficiente para te deixar, no mínimo, desesperada. Empurrou o namorado para o lado, debruçou-se sobre a beirada da cama para pegar as roupas e jogou a peça de Jaemin sobre ele, tudo isso em uma fração de segundos.
"Jaemin, meus pais chegaram. Você precisa ir embora! A janela está aberta, e primeiro eles vã..."
"Shhhh."
Isso foi tudo o que ele disse, apoiando o dedo indicador direito sobre sua própria boca, enquanto se recuperava do empurrão. Você ficou pasma com a calma dele e teve vontade de gritar o que estava acontecendo para ver se ele acordava, mas rapidamente se lembrou de que não poderia fazer isso. Vocês seriam descobertos pelos seus pais, que certamente não ficariam nada felizes. Eles eram completamente contra essa ideia de que você estaria a sós com o seu namorado sem eles por perto.
"Amor, você sabe que vou passar um bom tempo longe de você, não é? Quero aproveitar ao máximo esse momento. Não precisa ficar tão desesperada porque seus pais chegaram. Acho que esse é o momento, enfim... Eu vim até aqui para..."
"Jaemin, você precisa ir embora. Se meu pai pega você aqui, sozinho comigo, ele te mata e me mata depois!"
"Ah que droga, S/N! Se é tão importante que eu vá, eu vou. Mas eu preciso mesmo falar com você."
"Nana, não quero que você vá. Eu só... Fico preocupada com a nossa relação. Não quero que meus pais se oponham a nós, já que eles são as pessoas que eu mais amo no mundo, depois de você."
"Tudo bem. Vou indo então... Até algum dia por aí."
A indiferença com a qual ele te tratou te fez estremecer. O garoto abriu a janela e colocou uma perna para fora, não sem antes te dar um olhar meio triste. Logo, desapareceu do outro lado, e você correu até lá, só para garantir que ele chegou no térreo em segurança. Os cabelos castanhos de seu namorado foram engolidos pela noite, sumindo pouco a pouco. Seu coração doeu, mas o pânico te invadiu novamente ao lembrar-se de que a grande blusa de Jaemin estava em cima do sofá, assim como as flores que ele te deu estavam em cima da mesinha de centro da sala. Dessa vez não há como enganar, seus pais pegarão você. Ficou ainda pior quando lembrou que fez Jaemin passar frio lá fora por estar sem sua blusa.
Hoje, seus pais estavam demorando muito para entrar. Passando na frente do espelho, arrumou minimamente o seu cabelo e correu até a sala, tentando esconder a blusa de Jaemin e pensou que poderia inventar que ele mandou as flores através de um entregador. Assim que pegou a blusa e virou-se para andar — ou correr — em direção ao seu quarto, foi surpreendida com a voz bem imponente do seu pai, e um "oi filha" bem gentil, vindo da sua mãe. Apertou os olhos, na intenção de sumir dali e então, tentando agir plenamente, virou-se para eles, não sem antes ouvir uma batida na porta. Deu graças a Deus por perceber que ambos estavam andando em direção a porta, então não veriam o objeto em suas mãos.
"Olá sogrinhos! Como vocês estão? Vocês são incríveis e eu estava com saudades, mas na verdade, vim ver a S/N."
Você literalmente congelou quando ouviu a voz do seu namorado ecoar através da porta de entrada recém aberta. Ficou feliz porque ele resolveu voltar, mas se perguntou o porquê repetidas vezes. Jaemin era um querido com seus pais, que o amavam demais e por um momento, sentiu-se culpada por mandar ele embora daquele jeito.
"Claro Jaemin, pode entrar. Para sua sorte, ela saiu daquele quarto. Está bem aqui, né S/N? Pode entrar, garoto."
"Obrigada sogrão. Sogra, trouxe flores para a senhora. Lavandas são suas preferidas, certo?"
A audácia de Jaemin era incrível. Como ele conseguia pensar em tudo? Como um bom leonino, ele sempre estava alguns passos a frente, o que te deixava um pouquinho estressada. Ele conseguiu desmontar sua mãe apenas entregando flores e, por um momento, quase julgou-a por isso, mas desistiu ao lembrar-se que ele também tinha te derretido com um buquê de rosas. Quando o garoto viu seu olhar assustado, resolveu ir consertando as coisas para te ajudar.
"Ah meu amor, que bom que deixei minha blusa aqui da última vez que vim, antes de ir para NY. Estou morrendo de frio agora. Deixei aqui para ela sentir meu cheiro enquanto eu estivesse fora, mas agora preciso dela."
"Pois é, meu anjo. Dormi com ela do meu lado todas as noites. Estava morrendo de saudades."
"Você é tão atencioso, Jaemin!" Sua mãe estava boba com o quanto seu namorado cuidava de você, enquanto você segurava o riso por saber exatamente o que aconteceu. Aquela era uma mentira deslavada, seu namorado não tinha um pingo de vergonha na cara. Você ficou com certa dó ao ver o garoto vestindo a blusa e te olhando aliviado logo em seguida.
"É bem mais fácil ser atencioso com alguém que a gente ama, né? Ainda mais quando essa é a minha pessoa favorita no mundo. Bem, mas vim aqui por um motivo específico, e gostaria que vocês estivessem aqui, sogros."
Os próximos momentos foram bem estranhos. Você nunca tinha visto Jaemin tão tenso, o que foi evidenciado pelo sorriso sumindo e dando lugar a uma expressão mais séria. Ele limpou a garganta com um barulho brando, respirou fundo e pareceu travar. Fechou os olhos com força, suspirou e finalmente teve coragem para se aproximar um pouco mais de você.
"S/N, meu amor... Não sei se estou fazendo isso no momento certo, mas você é a pessoa certa, então isso me traz certo conforto. Bom, eu..."
"Pode falar, amor. Estou te ouvindo." Jaemin agradeceu aos céus quando você apertou as mãos dele, dando-o confiança para prosseguir.
"Você lembra da primeira vez que eu te vi? Bom, não sei muito bem o que aconteceu. Só sei que fiquei semanas e semanas pensando em você. E nessa última turnê, pensei na nossa relação, mas pensei muito em você. Sinto aquela mesma sensação todas as vezes que eu te vejo. S/N, não quero mais ter que me despedir para voltar para a minha casa. Na verdade, quero me encontrar com você todos os dias, na NOSSA casa."
Você começou a entender o rumo daquela conversa. Suas mãos começaram a suar, seu coração disparou, sua respiração se desestabilizou. A qualquer momento, as lágrimas, até então presas em seus olhos, escapariam. Todos os sinais do seu corpo mostravam o seu nervosismo mas, na verdade, você estava extremamente feliz?
"S/N/S, você aceita se casar comigo?" Jaemin diz seu nome completo com a voz levemente embargada. Ainda segurando suas mãos, ele ajoelhou-se e com a mão direita, retirou do bolso da blusa uma caixinha vermelha de veludo, não hesitando em abri-la, revelando o anel mais lindo que você tinha visto na vida.
"Sim, sim, com certeza, claro que sim!" Você diz um pouco exageradamente, com suas falas cortadas pela emoção. Assim que seu noivo colocou o anel em seu dedo, você ajoelhou-se e o abraçou com força. Olhou para o lado e sorriu ao ver seus pais emocionados. Levantou-se com Jaemin, que olhou para os seus pais.
"Sogro, sogra... Será que vocês me aceitam nessa família?"
"Você sempre foi da família, querido. Mas oficialmente, seja bem-vindo!"
Você ficou um pouco preocupada com o seu pai. Ele ficou quieto subitamente, com uma expressão séria, meio carrancudo. Ele parecia estar enciumado, o que foi rapidamente resolvido com um abraço de urso. Depois de solta-lo, você viu algumas lágrimas que ele tentava disfarçar e chocou-se ao se lembrar que ele nunca tinha chorado — pelo menos, não na sua frente.
"Querido, não precisa chorar. Nós devemos ficar felizes pela S/N, já que ela encontrou alguém bom."
"Eu não estou chorando... Ah, quer saber? Ela é minha única filha e ver ela indo assim... Eu fico emotivo, sabe? Cuide bem dela, rapaz."
"Pode deixar, senhor. Vou cuidar dela como uma jóia preciosa."
"E quanto às suas turnês, amor? Você precisa mostrar seu talento para o mundo. Como vamos fazer quando casarmos?" Você tinha se esquecido que seu noivo era um idol mundialmente famoso, então resolveu perguntar como as coisas ficariam depois do casamento.
"S/A, na verdade, não preciso ir mostrar meu talento para o mundo, porque todo o meu mundo está bem diante dos meus olhos. Mas quando a isso, vamos dar um jeito."
"Fofo! Te amo, mas odeio quando você me deixa sem jeito na frente dos meus pais."
"Garoto, até te chamaria para assistir basquete comigo. Está passando um jogão, mas minha sogra não está muito bem, então eu e a N/S/M vamos dormir na casa dela. Será que você pode ficar e cuidar da S/N esta noite?"
No entanto, tudo estava bom demais para ser verdade. Os seus pais aceitaram Jaemin na família muito fácil, sem dúvidas ou perguntas desconfortáveis. Até que sua mãe resolveu perguntar:
"Jaemin querido, você sempre liga quando quer vir aqui. Dessa vez veio assim, do nada? Ainda bem que voltamos para casa para avisar a S/N sobre a avó dela." Os típicos olhos arregalados de Jaemin surgiram, te roubando um riso sincero, que logo foi cortado para que seus pais não desconfiassem de nada. Você estava doida para saber qual a desculpa que seu noivo inventaria agora.
"Pois é sogra, esse era o momento. Se eu deixasse para depois, provavelmente perderia a coragem. Tinha que ser hoje."
"Boa sorte, filho. A S/N não é muito fácil de lidar. Ela é irritante, chata, impaciente e estranha, mas tem um coração bom."
"PAI, vocês podem ir agora! Mandem um beijão para a vovó. Ligo para ela amanhã de manhã. Dirija com cuidado."
Risadas preencheram o ambiente, que novamente voltou a ter apenas você e Jaemin. Você roubou um beijo do garoto assim que o último fio de cabelo de seu pai deixou de ser visto ao atravessar a porta.
"Obrigada oiê ser você, Nana. Vai ser uma honra me casar com o homem da minha vida. Mas fala pra mim, essa última parte envolvendo meus pais e aquele olhar triste que você me lançou antes de sair pela janela foi totalmente encenação né? Você não queria me pedir em casamento na frente deles e nem ficou chateado."
"Bem, é verdade que fiquei meio desconsertado e não imaginava te pedir em casamento na frente dos seus pais, mas a gente tem que ter jogo de cintura." Jaemin te fez gargalhar quando começou a rebolar, mostrando o 'jogo de cintura' que ele tinha. "E além do mais, você estragou tudo quando me jogou em direção ao sofá. Você sabe que não tenho controle quando estou perto de você. Eu não vim com esses tipos de intenção, sou um moço de família."
"Aiai.. Conta outra Jaemin, tadinho, tão inocente! Agora que meus pais saíram de novo, nós podemos fazer pipoca e assistir um filme. Eu voto naquele novo da Netflix. Como é o nome mesmo?"
"Que filme o que minha filha! Onde estávamos mesmo? Ah, é. Eu, você, seu quarto. Agora." A noite seria longa para vocês, mas diferente das outras vezes, você estava cada vez mais perto de se tornar a senhora Na. Você só poderia agradecer por ter um namorado tão incrível — e às vezes, um pouquinho mentiroso. Mas segundo ele, ter jogo de cintura era extremamente importante.
nanamelody®
















