❝Las personas se enfrentan a las complejidades de expresar sus emociones en un espacio público y a menudo muy visible. Esto puede generar mayores sentimientos de aislamiento y soledad ya que las personas pueden sentirse desconectadas de sus redes de apoyo inmediatas y tener dificultades para encontrar conexiones significativas en el ámbito digital❞.
Nesta semana, enquanto a turma e eu esperávamos o toque do intervalo, uma aluna, referindo-se ao colega do lado, perguntou, com ar de riso:
- Tia Lídia, sabia que o fulaninho é o boy lixo da escola?
Eu nunca tinha ouvido falar disso, não conhecia essa expressão ainda, e olha que estou sempre me atualizando quanto à linguagem peculiar dessa galera...
- BOY LIXO? O que é isso??? – indaguei, surpresa e intrigada.
- Ah, professora, boy lixo é aquele cara que oferece o mínimo às garotas, quebra o coração delas e ainda se diverte com isso.
- Sérioooooooo??????? – Perguntei, abismada, enquanto olhava com curiosidade para o tal do boy lixo recém-denunciado.
Para o meu espanto, o garoto não parecia ofendido nem chateado, ao contrário! Parecia até que tinha recebido um elogio. Eu não me contive:
- Menino, que história é essa? Você não se importa de ser chamado de boy lixo?
- Nada, professora! Trabalhei muito pra conseguir esse título, é massa.
O toque para o término da aula soou, a turma saiu se acabando de rir e eu fiquei ali, pensativa.
Como isso é possível? Como alguém pode se orgulhar de ser chamado assim? E que inversão de valores da moléstia é essa, minha gente?
Qual será o destino, o futuro de um BOY LIXO? Encontrar, finalmente, uma LIXEIRA? E isso vai ser bom ou ruim? Quantas perguntas sem respostas, meu Deus!
Beijo pouco, falo menos ainda.
Mas invento palavras
Que traduzem a ternura mais funda
E mais cotidiana.
Inventei, por exemplo, o verbo teadorar.
Intransitivo:
Teadoro, Teodora.
Por causa dessa história de isolamento social, vírus que mata, não saiam de casa, ninguém pega na mão de ninguém, algumas pessoas têm se mostrado um tanto sensíveis em relação a afastamentos. Algumas me mandam recado dizendo que estão com saudades, enquanto que outros apelam para sonhos, pressentimento, aperto no peito e coisas sensitivas desse tipo. Na boa? Eu continuo sendo o mesmo carinha de sempre, e, esse seu “afastamento” antes do afastamento, talvez seja o verdadeiro isolamento que nos incomoda. Nós éramos muito próximos. Mesmo distante, às vezes, nós estávamos sempre juntos. Eu torcia por você, você reclamava de mim, a gente se motivava, se queria, cuidava um do outro, mas de repente isso tudo acabou, e mudou o jeito como nos relacionávamos. Eu te conhecia tão bem e agora somos completos estranhos. Tão esquisito isso, não? Acho que se nos esbarrarmos na rua, deveríamos nos apresentar de novo. Eu não mudei, mas você mudou. Mudou sim, muito. Quer apostar? Se você decidir aparecer de novo vai perceber que tudo está no mesmo lugar. Eu continuo morando no nº 13 daquela rua sem saída. Meu celular é o mesmo com DDD 21 e final 59. Eu ainda não consigo comer legumes, frutas ácidas e feijão por cima do arroz, nem estou me esforçando. Continuo torcendo pro Bull's e pra Ferrari, aqueles lutadores americanos engraçados, e ainda detesto Football. Não larguei o vício em cafeína; ainda não bebo cerveja, mesmo com o plano diabólico dos meus irmãos para que eu largue o whisky. Ainda perco noites de sono jogando video-game, lendo ou me autodestruindo com pensamentos aleatórios sobre como eu poderia mudar completamente o que eu estou fazendo pra ficar ainda melhor e maior. Não acredito que você achou que um dia eu iria parar de escrever? Eu escrevo como quem troca de roupa. Teimoso? Perfeccionista? Procrastinador? Claro que sim, e ainda tenho pavor de ser esquecido. Ainda gosto de filmes de terror, de questionar o universo e aikido. Ainda continuo achando que minha alma ficou presa numa embolia temporal entre os anos 60-80. Continuo tendo dificuldade de falar de mim, de aceitar a idiotice dos outros e de responder perguntas retóricas. Enfim, eu ainda sou o mesmo. Por incrível que pareça, o mundo mudou, mas eu ainda não. Você não precisa me mandar recadinhos, ou tentar falar comigo pelas outras pessoas, chamar minha atenção de longe. Já pensou em aparecer por aqui? Posso não te colocar no lugar mais sagrado do meu coração, mas sempre vou te receber, e respeitar a importância que você teve pra mim. Mas tem uma coisa… nunca, em hipótese alguma, venha questionar o porquê mudei, pois, eu ainda sou o mesmo que você deixou pra trás por não te interessar mais naquele momento. 📚📝☕💭
Dicionário Merriam-Webster declara o pronome neutro 'they' como palavra do ano
Merriam-Webster anunciou que o pronome pessoal "they" é a palavra do ano de 2019, com o maior aumento de pesquisas no site do dicionário.
Especialistas em idiomas da Merriam-Webster declararam o pronome pessoal a palavra do ano com base em um aumento de 313% nas pesquisas no site este ano em comparação com 2018.
Uma pequena palavra comum, mas cada vez mais poderosa e muito ocupada, "they", tem um elogio próprio.
Em setembro deste ano, o dicionário de inglês americano seguiu os passos do Oxford English Dictionary e Dictionary.com adicionando "they" como um pronome singular para refletir seu uso pela maioria das pessoas não binárias.
De acordo com o anúncio feito pela Merriam-Webster : “Embora nossas pesquisas são muitas vezes impulsionadas por eventos e notícias, o dicionário também é um recurso fundamental para obter informações sobre a própria linguagem, e uso de mudança de que tem sido objeto de crescente estudo e comentários nos últimos anos."
O uso de pronomes não binários they/them tem sido tema de uma enorme quantidade de discussão em 2019.
Os picos durante o ano, segundo o Merriam-Webster, foram:
Em janeiro, durante a Paris Fashin Week, a presença de Oslo Grace, modelo não-binárie, pode ter motivados as buscas pelo termo. Outro momento foi em abril
Em abril, a congressista americana Pramila Jayapal falou sobre seu filhe não seguir regras referentes a gênero
Em junho, durante as celebrações do Pride Month (Mês do Orgulho, em inglês). No Brasil, pode ser entendido como 'Orgulho LGBTIAPN+' (lésbicas, gays, bissexuais, transgêneros, intersexo, pansexuais, assexuais, arromânticos e não-binários, entre outros)
E em setembro
Em setembro, Sam Smith anunciou que seus pronomes eram they/them, o que causou indignação entre as pessoas excludentes que simplesmente não conseguiam lidar com o uso de "they" como singular.
Mas seu uso como pronome singular não é um fenômeno novo e, na verdade, remonta a mais de 600 anos.
O Oxford English Dictionary remonta até ao ano de 1375, o primeiro uso escrito de um singular "they", no poema romântico medieval William and the Werewolf (William e o Lobisomem), no entanto, é provável que tenha sido usado na fala muito antes disso.
Também existem outros exemplos de pronomes usados com singular e plural, por exemplo, o “royal we” e o “you” (você).
"You" agora é usado de forma intercambiável para se referir a indivíduos e várias pessoas no inglês, mas originalmente era apenas um pronome plural que evoluiu para ter um uso singular.
O uso singular de "you" se desenvolveu no século XVII (17) para substituir "você", e a mudança foi recebida com resistência de maneira semelhante a quantas pessoas afirmam ter dificuldade em usar um "they" singular.
"They" não era a única palavra relacionada a LGBT na lista Merriam-Webster, com o número de pesquisas por " camp" disparando após a exibição do Metropolitan Museum of Art 'Camp: Notes on Fashion' em maio.
O site também avalia o uso do termo “nonbinary” (não-binárie) desde de 1800, surgido de um uso matemático com 'binary' evoluido do latim 'bini'. Essa recente grande busca pelo termo “they” e outras palavras do meio LGBTIAPN+, se alia ao progresso na luta pela diversidade, como o termo “pansexual” que já foi considerado uma das palavra do ano de 2018 pelo dicionário também.
Obs: pronome ‘neutro’ é uma forma comum de explicar o significado de they nesse contexto para quem não conhece. Pronomes não têm gênero, pronomes são pronomes.