Cenário/Cemitério
Eu beijei o silêncio da tua máscara O romance dizimado em escadas de cimento Rosas queimadas nos dedos de promessas descompassadas Dentro de outro alguém, eu sou um cenário-cemitério Teus sonhos, minha guerra Mil moinhos para distinguir Quem será você entre eles? Os heróis que bebem goles de ódio? Mas quando eu sou, Baco me antevê Dizes cerejeiras e fonemas leves Logo eu, um satélite atrelado a terra Minha valsa por campos minados Quem contempla também comemora A carruagem puxada pelos sonhos Os Cavalos de Tróia trotando argumentos Breve e desleixo, erótico e segmentado aos teus olhos Apolo, eu a amei com minha verdade Mesmo que ninguém tenha acreditado Sua dança me convoca à orbita-lo Entretanto, meu temor é maior Em um motel circuncisado Meus ossos são mictórios Me ouça enquanto me arrasto entre lençóis Me incendeio em tua pele, desacato meu temperamento Os clandestinos bebem de meu veneno Mais velho que o mundo sábio Todo o louvor deixai azedar Eu hei de me banhar com vinagre Carícias e cativeiro O eu ingênuo, aceitara Eis uma prisão aos meus atos Embelezado para ser palco...















