Deitada no escuro do meu quarto o único elemento audível é o barulho irritante do ventilador, entretanto, o que está realmente me ensurdecendo é o caos que está se passando dentro da minha cabeça. Desde que você partiu, ou melhor, desde que eu te arranquei da minha vida sou dominada por pensamentos a todo momento, não importa o que eu faça ainda assim me sinto invadida por eles, embora eu tenha te expulsado da minha vida, sinto por ainda não conseguir fazer o mesmo com o espaço que você ocupa no meu coração, e mesmo que minha mente com a pequena sensatez que tenho grite para que eu me liberte de vez de você e te arranque do meu peito, insisto em sentir resquícios de você por aqui.
Tudo agora é diferente e eu estou aprendendo a lidar com o novo, na verdade nem é tão novo assim, já que na realidade a minha dificuldade é saber lidar com a antiga liberdade que eu possuía antes de você arranca-la de mim, lidar com o meu mais novo antigo eu, voltar a agir como eu era antes de você, fazer as coisas que eu gostava de fazer antes de você me fazer parar, voltar a usar as roupas que eu gostava que você me dizia que não favorecia tanto o meu corpo ou que não combinava com a cor dos meus olhos, e quando foi que eu passei a me importar se a roupa favorece ou não a cor deles? Bom, eu sei bem a resposta para essa pergunta, eu não me importo e nunca me importei, mas estava tão cega em relação a você que eu pensava que tudo que você fazia ou falava era por conta do amor que você dizia sentir por mim, era apenas porquê você se importava e queria o melhor para mim, porém o melhor para mim sempre serão as minhas próprias escolhas e não as de alguém que só sabia me diminuir.














