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Um brinde aos corações que morreram de amor, mas ainda respiram.
Ligação
Você me ligou, eu estava quieto na minha, você veio cheia de maldade querendo me provocar, me deixar cheio de tesão por você. Não sei como você estava fazendo isso, já que você estava no seu trabalho e não poderia fazer isso, mas lá estava você tentando me enlouquecer.
Porém, como sempre, eu te conheço bem, seus pontos fracos, suas palavras favoritas, sua entonação preferida e logo quem estava subindo pelas paredes era você, olhando para os lados para ninguém perceber o quão úmida você estava, suas mordidas nos lábios, sua respiração ofegante, seu desejo de gozar.
Lá estava você, tremendo na sua mesa, o líquido na sua calcinha já escorria por suas pernas, sua cadeira estava encharcada e você não poderia se mexer, já que todos veriam a pervertida que você é e como você estava se deliciando com aquilo.
Me implorando para calar a boca, mas não desligava a ligação. Você queria aquilo, naquele momento, seu joguinho sujo e safado se virou contra você, já não importava mais nada, desde que você pudesse gozar e eu faria questão que isso acontecesse e te perguntei o que aconteceria se eu fosse até lá. E você, com a voz trêmula, me disse: “Eu gozaria com você”.
— Torres
O jeito é ouvir uma música no último volume para silenciar a perturbação de dentro.
Gosto desta sensação nostálgica após uma noite chuvosa. O cheiro de terra molhada, o reflexo das luzes dos comércios e das casas, refletindo-se num tom tão místico e sincero, num sentimento para o qual me faltam palavras para descrever. Um não sei quê, um não sei onde, que nasce não sei como, que me inebria, crescendo e esvaindo-se à medida que me entrego a ele.
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“Vou esperar vivendo,
vou esperar me curando,
pra quando o amor voltar,
não me encontrar me abandonando.”
Eu te amei até onde deu