Rejuvenesça minhas rugas Conta-me as histórias do tempo de amantes Inventa-me por entre tua pele mel Juras ao fugaz Judas de todos os dias Sinto tanto por antecipar Tânatos E trazer-te para o meu lado Cantando sobre Caronte e seus espelhos Reflexivos refletindo a enfermidade Abel, o filho preterido Seria bisavô de Arlequim Alegrando comitivas e noviças Do amor à prece em rústicas divindades Videira mesa de apostos O romance depositado Como iguaria finita Financiando a comercialização do antropologia detox Não peço amor, tampouco o chá das cinco em fileiras Jamais vista-me por entre os xales de viúvas Não entrego-me de bandeja ao jantar de Esfinge Peço mais carne, menos observação de moinho À passadas largas, a larva Sonha com o banquete Arenando o solo e escondendo sua arcada Para que o próximo famoso morto que caía, seja saboroso! O ilustre desconhecido seria lustre Ou qualquer outra ferramenta que valha algo A arena, a era de bibelôs e placidez apoteótica Teu senhor digeria fiéis como constipação Os itinerantes revelavam sob a ameaça de canetas tinteiros: Beba a boca que lhe veste em leviandades Dance sobre o mata-borrão de Leviatã E abdique-se de toda a sede cultivada em desertos
Bolero, Pierrot Ruivo










