Faz tempo que não comento nada aqui. Talvez, bem talvez, alguém deve ter se perguntado se desisti, se tudo ficou bem ou se tudo acabou. Não sei, foram os questionamentos que me fiz quando comecei a escrever.
Fazendo um pequeno resumo do que aconteceu com a pessoa com que vivo, não, a pessoa não melhorou. Muito pelo contrário, caiu em um buraco ainda maior. Explicando a grosso modo, ela desistiu do tratamento, tivemos mais problemas financeiros e a coisa piorou ainda mais. Tudo o que ela queria era desfazer dos medicamentos, tratamento etc, se dizendo controlada por eles. Queria ter “controle da própria vida”. Doce ilusão, já que ninguém tem isso. Não é pessimismo, mas a realidade. Devido ao que disse antes, dinheiro, ela parou o tratamento. A ideia era diminuir o tratamento aos poucos, já que é perigoso o cessar fogo imediato, mas ela, por conta própria, pediu ao médico. Pelo que eu sei, ele foi contra, não precisa ser gênio para deduzir isso. A pessoa se tornou mentirosa, passou a dissimular situações e coisas de tal forma que não deve ter sido tão difícil de convencer o doutor à alta.
Atualmente, tem sido difícil qualquer contato com ela. As pessoas alheias ou fora de nosso círculo de convivência, ela trata como se nada estivesse acontecendo. Atribui a mim a culpa de praticamente tudo na vida dela, tudo o que dá errado. Mesmo que dê certo, há sempre um defeito. Toda e qualquer “não conquista” é minha culpa. E se a conquista vir de mim, não a sequer uma reação, mesmo que mínima, positiva.
Li certa vez que conquistas são coisas muito individuais. E concordo. Mas a empatia nos fazer torcer pela pessoa, por tudo o que ela conquista. Tudo o que consigo, divido, abro mão etc por ela. Sempre fiz isso.
Qualquer conversa com ela tem sido motivo para agressão verbal, grosserias, tom muito mais ríspido com o qual me acostumei, vindo dela. Ela sempre foi meu alento, minha base segura... meu jardim secreto com o qual contava pra depois de um dia difícil me aconchegar e recarregar das energias ruins do dia. Hoje, mais parece um campo minado, onde tudo o que digo, faço ou penso vira pólvora sobre faíscas. Como lidar com isso tudo? Não sei.
Mas dentro disso tudo, vai um conselho: Não desista, você estando de um lado ou do outro. O desgaste emocional é enorme, para ambos os lados, mas... se você desiste, parece que vão arrancar um pedaço de você. De maneira física e espiritual. Eu não desisti, embora seja tentador faze-lo... mas não desisti.
Talvez ajudasse se a situação financeira se alinhasse novamente, mas é uma incerteza.
Bom, é isso... Se você tem algo para falar, precisa de um ombro amigo, precisa comentar, sinta-se a vontade. Conte. Conte comigo. Se eu puder ajudar, tentarei...