Eu ainda tô lidando
Mas sinceramente
Não tá dando
Já está me judiando
Isso tá acabando com a minha mente
Não tô aguentando...
Até quando?
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Eu ainda tô lidando
Mas sinceramente
Não tá dando
Já está me judiando
Isso tá acabando com a minha mente
Não tô aguentando...
Até quando?
Tipos de pessoas
Tem gente que acha lindo
Tem gente que não vê graça
Tem gente que vive em benção
E gente que é só desgraça
Tem poucos que valorizam
Tem quem não dê nada
Tem quem se mostre em tudo
E quem permaneça na calada
Tem quem machuca
E quem cura
Quem ajuda
E quem atrapalha
Tem quem traga cuidado e paz
E quem traz caos e a alegria desfaz
E gente que não sossega até ver guerra
Gosta de contenda, disso se alimenta
Ama ver intriga, discussão e briga
E não encontra sossego, só busca desespero
Mas ainda existem seres iluminados
Que tem a chama da vida acesa
Que condenam o mal, e fogem depressa
Não brincam com o fogo, apagam a ira
Com amor e calma, une e reconcilia
Esses apaziguadores serão recompensados
Naquele grande dia, se livrarão do fardo
Terão um galardão, e recompensa na mão
Por terem um nobre e doce coração.
Se eu quisesse, emagreceria
Se eu quisesse, mudava minha vida
Se eu quisesse, enriquecia da noite pro dia
Se eu pudesse, sumiria
Se eu pudesse, viajaria
Se eu pudesse, me refazia
Se eu soubesse, não faria
Se eu soubesse, voltaria
Se eu soubesse, me apagaria
Se eu tivesse, compraria
Se eu tivesse, conquistaria
Se eu tivesse, pilotaria
Se eu estivesse, tu sentiria
Se eu estivesse, descansaria
Se eu estivesse, esqueceria
Se eu quisesse mesmo, já teria feito
Se eu pudesse, não me veria mais
Se eu soubesse, do que sou capaz
Se eu tivesse, já seria outro
Se eu estivesse, já não estaria mais.
Prefere morrer com a faca no pescoço
Do que experimentar novamente
O gosto amargo do desgosto
Eu não sou raso
E nem sou pouco
Eu transbordo ao meu gosto
Se tem lugar pra mim, eu preencho
Se não quiser, não lhe encho
Pouca gente conhece o sabor do sucesso
A essência é uma raridade, hoje em dia falta
Ninguém mais dedica a vida a uma causa
Mas querem gozar dos manjares incertos
Nada mais de comprometimento
Levar pro caixão, o segredo, o mistério
É melhor encher os bolsos facilmente
E ser ovacionado como um líder sério
Recheando a casa com itens caros
Nos cofres, garrafas do vinho mais bajulado
Debaixo das calças, um mísero totem morto
Mas pra compensar, te dou o melhor conforto
Aquilo que foi idealizado
Mas de forma alguma alcançado
A linha entre o sonho e a realização
O antro da palavra "decepção"
O acúmulo de depravação
Fez o incauto se desdobrar em aflição
De tanto que se acumulou de fantasias
Não foi tolerado nem em primazia
No grau de íntima compaixão
Teve que se contentar com a "elevação"
Espiritual do ser, depois da queda
Sobrou o contentamento, uma merda
Sentindo o peso da enganação
Caindo num transe, de emoção
Chegou a duvidar de sua índole
Ofendendo a lei chamada tríplice
Quando não se alcança o esperado
Geralmente o medo é dobrado
A ânsia pela performance é cobrada
E não sobra amigo, nem namorada
Se você não tanka
A porra da tua demanda
Te manca, se manda
Da meia volta e anda
Toma jeito, tenha tento
Seu papel é ser direito
Livre e longe de preconceito
Correto mesmo sendo imperfeito
Não custa nada ser cuidadoso
Pra não virar alguém danoso
Que leva a praga e o mau agouro
Trás enrosco pra vida do outro
Decide atirar sem se proteger
Depois não venha reclamar
Que estilhaços de bala atingiram você
Se faz de trouxa por querer
Idealiza o que não pode acontecer
Porque não aprendeu a ter freio
Sai quebrando cara toda e se machuca feio
Antes de agir precipitadamente
Calcula melhor, pensa lá na frente
Se não vai acabar se prejudicando
Ficar sozinho e com as mãos abanando
Seja precavido, evite o que não sabe lidar
Tome cuidado quando for arriscar
Sempre ponha o pé firme no chão
A mão na consciência e no coração
Antes que tudo vire uma confusão
E de forma desordenada, atrapalhada
você perca as estribeiras, o fio da meada
Botando tudo a perder, ficando sem nada
Vejo você pairando, caindo
E isso não está relacionado a mim
Mas mesmo assim, insisto em te assistir
Vejo você mudando, se degastando
E não há nada que te recupere
Enquanto faz isso, não enxerga que se fere
Está andando com o coração exposto
Pronto pra receber flechada denovo
Isso é lamentável, se expor desse jeito
Não tem compaixão de si mesma
Caminha com os pés sobre a brasa quente
Quando não é sobre o vidro quebrado
Quem vê, pensa que sou desvairado
Mas só quero teu bem, te proteger
Cuidar dos seus frágeis sentimentos
Perdi até o gosto pela rima
Por te ver assim, sobra nada de mim
Espero que melhore logo, que se cuide
Pra termos aqueles momentos felizes
Juntos como outrora, sem ressentimentos
Sem medo de amar, apenas se esbaldar
Deixar as mágoas de lado
E abraçar o pertencimento.
Brincando com as palavras
Burlei bruscamente a lei do tempo
Para que não houvesse contratempo
Um Pêndulo pendendo para a perdição
Passei paulatinamente pelo caminho para que se formasse o ninho
Pra me esconder, escrevi, com palavras escassas, tudo o que indagava a minha alma,
Cada pueril palavra me desconectava a realidade e me religava ao meu passado esfarelado
E isso transformou minha visão
Me deu asas renovadas, religou a faísca que me ajudou na retomada
De uma vida arriscada, de uma forma mal amada, de um corpo frágil, que necessitava de afeto, mais nada.
Cenários
Pátio desolado
Frio empalidecido
Transparência
Peito maltratado
Chama se apagando
Ausência
Cheiro de cigarro
Pacto quebrado
Indecência
Mato queimado
Projeto inacabado
Reminiscência
Cheio de pecado
Coração amargurado
Erro de nascença
Mancha no estofado
Remédio controlado
Doença
Dente amarelado
Falta de cuidado
Adolescência
Refém do estrago
Pulso Amarrado
Obsolescência
Nariz tampado
Pulmão remendado
Experiência
Corpo fechado
Covil arruinado
Maledicência
Fidelidade
Ninguém vai te roubar de mim
Fui eu quem escolhi ser assim
Fiel até o fim
Nunca se apagará meu sentimento
Jamais cessará, não sumirá
Mesmo que haja um grande vento
Serei teu, exclusivo e único
Aquele a quem jurou o amor
Manter-se-á profundo
Vai aumentar e se multiplicar
Em meio aos olhares confusos
Nenhuma inveja vai nos alcançar
Nosso recanto em linda paisagem
Será livre das projeções egóicas
Um lar amoroso, de reciprocidade
Nenhuma maldade pisará os pés
Há de passar longe, bem afastado
Nosso elo firme, protegido de revés
Revelará nosso eterno laço
Onde não há estrago, nem fardo
Nada que o possa derrubar, de fato
Conquistaremos décadas a fio
Respeitando e honrando
Nosso compromisso cívil
Até que chegue a nossa hora
Que nos leve embora
Pra morarmos juntos no céu de anil
Eric Souza.2026. Æ♡
Obsessor
Não alimente-o
Ele vive das incertezas
Sob a névoa branca recente
Através do espelho, espia
Não deixe que penetre fundo
E faça morada em seus ouvidos
Ele soa doce como flauta
Mas suga e envenena a alma
Não permita a sua entrada
Do lado de fora ele aguarda
Insistente até que o convide
Uma vez bem-vindo, nunca sai
Não siga suas pegadas
Elas levam pro profundo abismo
Lá você não enxerga nada
Sofre um grande risco
E tudo o que toca, te corta, te fere
Não tem quem não se desespere
Querendo achar uma saída
Encontra uma porta
Mas ela possui uma trinca
O ferrolho indica que precisa colher
O sangue da vítima que já está a sofrer
Seu recipiente importa cada gota
E com essa coleta macabra
Ele te engana, como se fosse te libertar
Mas na verdade você firmou um pacto
Que irá te atormentar, nas noites de sombras, no inverno, na cama
Onde pensa que está seguro
Pra te lembrar, de andar cabreiro
Não ouse ter medo, seja ligeiro
Pra ter sossego seja vigilante
Não ande por aí errante e com anseio
Porque agora, enquanto canta no chuveiro
Ele torce pra você escorregar
Cair de cabeça e se machucar
Porque quer ver o sangue a jorrar
Não dê esse prazer a ele
Essa possibilidade irá satisfaze-lo
Cuida de sua vida com muito zelo
Ou ele vira pra lhe ceifar
Se proteja como puder
Deixe uma luz acesa
Enquanto tu dorme, ele espreita
Te enxerga como presa
Não vê a hora de você baixar a guarda
Pra te dar ferroada certeira no peito
Até a vida sumir de seus olhos
E deixar seu corpo inerte, entregue a morte.
O destronauta
Indo ao encontro de outros mundos
Para dizimar todos os tipos de viventes
A apatia é a sua essência
Ser o dominador está no sangue
Sua fúria só acaba ao ver tudo desmoronando
Recebe uma renovação poderosa
Pra continuar a sua colheita infinda
Invadindo e se apoderando
Seres inocentes recebem sua ira
Repentinamente tudo se desintegra
Armas letais preparadas para a guerra
Empunhadas por cruéis sob a colina
De cima a vista é devastadora
Sua vertigem é certa, como um raio solar
Se tropeça em pedra, no abismo cai
Sem saída, sua escolha é marchar
Seu olho que enxerga ao longe não se distrai
Fixa os inimigos com mira certeira na face
Se esconde na areia com seu último disfarce
Estratégia imperceptiva de alta camuflagem
Equipamentos velozes se chegam pra perto
Com aparatos afiados, movidos em secreto
Atropela um exército inteiro por covardia
Cravando uma bandeira no solo com valentia
Mais um território é conquistado
Seu ego nada polido é visivelmente inflado
Sua memória é feita de gestos inglórios
Seu sangue ferve e sai água dos olhos
Riscado da lista foi o nome da cidade
Sua próxima vítima nem espera o engate
Enquanto se aprontam os seus maiorais
Na noite descansam seus pobres rivais
Com o auxílio das castas se cresce o império
No véu que se consterna, reside um mistério
Não sabes que quando alcançardes o ato
Terás como galardão, um pesado fardo
Suas mãos sujas são repletas de calos
Seu rosto indelicado é marcado e rude
Por onde chega se sabe sua fama
Que és assassino, rebelde e não tens virtude.
Não possui laço suficiente, de corpo ardente
Que o deixe repousar, que o firme em terra
Nem parceria, nem filho, nem serva
Mantem-se cego, enfraquecido e em treva
Por isso vagueia sedento por carne
Pois dentro do peito , só arde em desgaste
Não encontra satisfação em posses enormes
Não sabe pr'onde vai, não pressente a morte
Quando menos esperar seu trono cairá
Nem vai sentir a queda pois é insensato
Pois sem que percebesse, foi acertado
Do céu caiu um forte raio que o matou
Tudo aquilo que ajuntou se esvaiu
Perdeu suas posses e seu brio
Ficou tostado no chão de pó, sujo
Caiu em desgraça, nú, pobre e impuro.
Seu poder em outras mãos há de passar
Pois a ganância do louco o punirá
Sumirá do tempo e do espaço
Tendo sua existência varrida pelo vácuo
Seguir moda repentina
Sem essência, sem substância
Apenas pela alta relevância
É de caráter baixo, alma pobre, caída
Ser captado e cativado por coisas vis
É resultado de uma criação nada elevada
É preciso trazer pureza, conteúdo sólido
Pra formar mentes sãs, pensantes natas
Quem se ilude com a gordura
Com o prato cheio de doçura
Há de cair em ledo engano
Será um ser de segundo plano
Anda como quem ser enganado
Tropeça em pedras invisíveis a olho nú
Perde ricas oportunidades de ser notado
Observando as nuvens carregadas
Se contenta em ser pouco
Uma goteira irritante, insistente
Num telhado cheio de gatos no cio
Procurando um lugar desocupado
Pra se esconder da noite, do frio
Não seja um desocupado
Que mete a língua entre os dentes
Que quer ditar o que é correto
Que não enxerga o próprio nariz
Mas que jura ser justo e reto
Romantizando o imperdoável
Aflorando o inaceitável
Deixando escapar entre suas veias
O insano, o irrecuperável
O sangue que corre quente
Agora o mantém ausente
De todos os entes, doentes, dementes
Chame como quiser, mas eu digo: obsessão
Chega queimar a palma da mão
Chama que acende sem pavio
Corte que sangra, e escorre frio
Sensação absoluta de estranheza rara
Algo assim é difícil de conter
Vem como correnteza, mesmo sem querer
E empesteia, incendeia toda a casa
O cheiro que perpassa, algo incólume
Salvo por pouco, de um total desastre
Plantado no mesmo cerco distinto
Escolhido a dedo, um ser infiltrado, nativo
Nascido da mente mais insana
Enquanto a borboleta voa, a mosca plana
E nesse limiar desconcertante
Você carrega o tanto que deseja obter
Até esse peso todo cair em cima de você
A respiração ofegante, agora é compassada
A mente que agia rápido, é anestesiada
Os planos de outrora, foram pra longo prazo
Aquilo que era seu sucesso, virou seu atraso
Retorna-se ao caos primário
Visitando e parasitando todo o corpo
O sentimento que era ardente, vira morno
E o que era importante até demais
Torna-se em algo secundário
Abaixo ao apocalipse
Destrua
Que caia o sol e a lua
Cansados estamos
De irreversíveis danos
à biosfera
Que se destrua toda a terra
Por passar tanto tempo só a enganar
A humanidade vai esfarelar
E o clamor das almas irá cantar
"Que venha o apocalipse já"
Aos que fizeram atentados
Contra os inocentes
Haverá pranto e ranger de dentes
Aos que não exerceram juízo ao réu
Bolas de fogo cairão do céu
Aos que tiraram
Do pobre o seu bem
E o roubaram
Sendo que ele nada tem
Sofrerá a eternidade no vazio do além.
Tantos séculos se passaram
E não aprenderam a amar
Por isso sua espécie cairá
E não sobrará nada, pois ao pó tornará
Destruição repentina há de vir
E não adiantará resistir
Pesado foste na balança
Não haverá futuras gerações
Tragada foi vossa herança
Voltará a estaca zero
A peste, fome e guerra
Tudo corroeram
Os animais todos morreram
Porque o ser humano é fruto de um erro.
Talvez todos estejam afundados
E foram subitamente tragados
Pelas trevas dessa vida
E já não podem enxergar os outros
Pois não possuem mais forças pra se movimentar em prol do bem
Porque a dor os cegou e os tornou insensíveis
Incapazes de olhar e fazer algo pelo seu próximo
Que por muitas vezes foi injuriado, sem causa
Agem assim talvez por puro egoísmo? Ou falta de amor?
Coisas de seres humanos, pútridos, maldosos e violentos
Culpa de sua natureza? Não! De sua negada consciência
Terapia de casal
É preciso um evento canônico pra ser gentil?
Um jantar a sós
Com os pratos preferidos postos
A melhor roupa
Os melhores perfumes
Eu paro pra te olhar calmamente
Atenção fixa
Os dois lados se compreendem
Ouvir com os ouvidos, alma e coração
Até encontrar a razão
Que os fez se apaixonarem
Havendo
Nada a se fazer
Se é o que há
Se há algo que ficou
Prefiro não mencionar
Apenas afastar a dor
Algo velho deixado na janela
Remonta dias remotos
Traz de volta sentimentos sóbrios
Sinto ser o que não posso
Gestos vagos
Desprovidos de razão
Sem motivos de o serem
Sem a intenção de fazer diferença
Sem querer ser notado
Apenas um verbo de nascença
Apenas uma sentença
Num tempo inteiro de desavença
Sinônimos de tristeza
Desapego, mancha temporária
Escória do corpo, da mente errada
Restos de natureza desbravada
Sinto a alma coçar
Como que faz pra aliviar?
Acho que nao tem nenhum jeito
O jeito é se acalmar
Ninguém nunca quer esperar
Queremos respostas rápidas
Queremos ter acesso ao futuro
Com a bola de vidro nas mãos
Nosso ego quer controlar tudo
Mas se você for deus de si mesmo
É a maior tolice já feita
Agir com o coração na mão
A ponto de rasgar, estourar
É como fisgar um peixe grande
Mas esquece-lo na areia