Esse é o queridinho Ethan Brito Nascimento. Um amor né? UEHAUHEAUE Enfim, espero que tenham gostado do final da história. Beijo no coração.
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KIROKAZE

if i look back, i am lost

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Esse é o queridinho Ethan Brito Nascimento. Um amor né? UEHAUHEAUE Enfim, espero que tenham gostado do final da história. Beijo no coração.
Just Believe â EpĂlogo
SuliĂȘ e Ruggero se casaram e alugaram um apartamento logo que a menina ingressou na faculdade.
Jorge havia encontrado uma menina com quem se dava bem: Débora. Então, se mudou para a cidade dela para investir no relacionamento.
NicolĂĄs e Mercedes acabaram se conhecendo melhor e decidiram tentar.
Facundo havia se mudado para a Espanha e no momento estava tentando conquistar Alba.
Samuel e Camila haviam se mudado para o CanadĂĄ, e lĂĄ viviam felizes com o pequeno Ethan.
A banda havia se desfeito, mas a união entre seus integrantes havia apenas aumentado. Todos estavam felizes, pelo menos até o momento. Porque, infelizmente, o para sempre não existe.
Just Believe â CapĂtulo 59
Estavam todos reunidos na casa da famĂlia Nascimento, prontos para um churrasco. Era o aniversĂĄrio de dona Rute, e todos queriam estar presentes.
- Cami, vocĂȘ pode pegar os copos? â SuliĂȘ pediu e Camila assentiu com a cabeça.
- Claro. â sorriu e seguiu para dentro da casa, logo indo atĂ© a cozinha e pegando um certo nĂșmero de copos. De qualquer jeito teria que voltar para pegar mais, jĂĄ que nĂŁo conseguiria levar mais de dez copos de uma vez sĂł. Parou de caminhar quando chegou atĂ© a porta que dava passagem para a parte de trĂĄs da casa, e ao sentir uma forte dor na barriga, deixou com que os copos caĂssem e fez com que o corpo se curvasse.
- Olha, a Cami tĂĄ fazendo xixi nas calças! â Sarah apontou rindo.
- Ă a bolsa! Estourou! â Ruggero alertou e Samuel correu atĂ© a namorada, tomando-a no colo.
- Vamos para o hospital. â correu para o carro e apĂłs largar Camila no banco de trĂĄs, entrou pelo lado do motorista e esperou que SuliĂȘ e Samantha entrassem no carro. SuliĂȘ foi no banco do carona e Samantha foi no banco de trĂĄs, tentando acalmar Camila. NĂŁo demorou muito para que eles chegassem no hospital, e entĂŁo Samuel pegou a mulher no colo novamente e correu para a emergĂȘncia acompanhado das irmĂŁs, dos amigos e dos pais (que haviam ido em outros carros).
***
Camila jå estava na sala de parto, apenas esperando a sua dilatação aumentar. As contraçÔes estavam cada vez mais insuportåveis e Samuel estava o tempo todo ao seu lado, segurando sua mão com calma.
- E entĂŁo, estamos preparadas? â uma mĂ©dica sorridente adentrou no quarto. A mĂ©dica lhe tocou intimamente. â TrĂȘs, hm, quatro dedos de dilatação. Logo os outros mĂ©dicos estarĂŁo aqui, e logo vocĂȘ dilatarĂĄ mais.  â sorriu â Acho que estĂĄ na hora do papai se retirar da sala.Â
- Ok, eu jĂĄ vou. â se levantou â Amor, vai dar tudo certo. â colocou a mĂŁo sobre a barriga de Camila e mais lĂĄgrimas jorraram por seu rosto. Ele selou seus lĂĄbios e logo abandonou a sala.
***
As horas de espera pareciam ser uma eternidade. Rute e Toni faziam oraçÔes na capela da igreja, Samuel estava sentado batendo o pĂ© apreensivo sobre o chĂŁo, SuliĂȘ e Ruggero estavam quietos em um canto de mĂŁos dadas, NicolĂĄs mexia no celular tentando fazer com que a tensĂŁo o abandonasse, Facundo roĂa as unhas, Suellen e Samantha andavam de um lado para o outro e Jorge havia ido acompanhar as filhas de Samantha atĂ© o final do corredor para retirar uma coca-cola da mĂĄquina de refrigerantes.
- Familiares de Camila Brito? â a mĂ©dica apareceu e todos a olharam apreensivos â Ocorreu tudo bem no parto. Camila e o bebĂȘ estĂŁo bem, apenas precisam descansar. â sorriu e todos os presentes respiraram fundo, aliviados â O bebĂȘ nasceu pesando 4 kilos e 300 gramas. Ă um menino, e Camila decidiu que o nome serĂĄ Ethan.
- SĂł porque nĂŁo gosto desse nome. â Samuel resmungou e SuliĂȘ lhe deu um cutucĂŁo â Eu posso vĂȘ-lo? â perguntou com um sorriso.
- Claro papai, venha. â se levantou apressado e seguiu a mĂ©dica atĂ© o quarto. Camila estava com o bebĂȘ no colo e o amamentava com um sorriso.
- Ele Ă© lindo. â Samuel falou ao se aproximar da cama.
- Puxou o pai.
Just Believe â CapĂtulo 58
POV's Camila
- NĂŁo, por favor, nĂŁo fique rosa, nĂŁo fique rosa, nĂŁo fique rosa... â eu olhava o potinho de exame com o meu xixi. JĂĄ havia feito cinco testes, e todos eles deram positivo. Mas obviamente poderia ser um erro, jĂĄ que testes de farmĂĄcias nĂŁo eram confiĂĄveis. Mas Ă© claro que se seis testes derem positivo, Ă© porque  vocĂȘ realmente estĂĄ grĂĄvida.
- Rosa Ă© uma cor legal. â Facundo disse.
- Rosa Ă© positivo sua anta! â o fuzilei com o olhar.
- Isso aĂ ta mais pra roxo... Espera, tĂĄ clareando!
- NĂŁo, nĂŁo, nĂŁo...
- EU VOU SER TIO! â Facundo berrou e eu lhe dei um chute na canela.
- Positivo. Meu Deus eu tĂŽ grĂĄvida! â levei as mĂŁos atĂ© a cabeça.
- Samuel vai adorar saber disso. â deu um largo sorriso.
- Eu tĂŽ grĂĄvida. â respirei fundo â EU TĂ GRĂVIDA! â dessa vez dei um grito, pulei no colo de Facundo e comecei a chorar. Mas nĂŁo era um choro de tristeza ou infelicidade, era um choro de alegria. Pelo menos eu jĂĄ havia acabado a faculdade, jĂĄ estava trabalhando e tinha condiçÔes de sustentar uma criança. E afinal de contas, nĂŁo seria capaz de abortar.
- Vamos contar pro povo? â Facundo disse logo que eu me acalmei.
- Vamos. â suspirei e nĂłs saĂmos do quarto, logo descendo as escadas e seguindo para a sala, onde Jorge e NicolĂĄs jogavam vĂdeo-game e Samuel os assistia. SuliĂȘ e Ruggero haviam ido visitar os avĂŽs do Pasquarelli, entĂŁo, eu era a Ășnica mulher na casa.
- Samuel, a Cami quer falar contigo. â Facundo me deu um empurrĂŁo e eu o olhei, com um sorriso de escĂĄrnio.
- Obrigado, Facundo. â disse entre dentes e pedi para que Samuel me acompanhasse atĂ© a cozinha. Logo que paramos perto do balcĂŁo, me escorei e respirei fundo.
- Samuca, eu... Porra, como vou te falar isso? â dei uma risada nervosa.
- Fala, Cami. â sorriu.
- EutĂŽgrĂĄvida. â disse rĂĄpido e ele franziu o cenho.
- NĂŁo entendi.
- Eu to grĂĄvida. â dessa vez, falei com calma, e entĂŁo, o rosto de Samuel se iluminou com um sorriso que eu nunca imaginei que veria.
- Eu vou ser pai?
- Isso te deixa feliz? â cruzei os braços.
- VocĂȘ nem faz ideia! â se aproximou de mim a passos largos e me levantou em um forte abraço. Deu algumas voltas comigo no colo, e me soltou, em seguida correndo para a sala e gritando - literalmente - a notĂcia para os amigos.
Just Believe â CapĂtulo 57
- Ă bom que seja rĂĄpido. NĂŁo estou com paciĂȘncia pra muita coisa. Fora que tenho que passar na casa de Camila ainda hoje. â Mercedes declarou, adentrando a casa de seu agente sem o menor receio.
- Boa tarde para vocĂȘ tambĂ©m, Mechi. â Diego sorriu, fechando a porta atrĂĄs de si. Muitos jĂĄ o perguntaram como ele conseguia ser agente da tĂŁo falada (e um tanto rebelde) Mercedes Lambre, jĂĄ que atĂ© as pessoas que trabalhavam a sua volta pareciam querer evitĂĄ-la ao mĂĄximo, e ele sempre respondia com um sorriso. A verdade Ă© que DomĂnguez sempre vira em Mercedes uma garota como qualquer outra, mas esta construĂra uma barreira ao redor de si para evitar se mostrar vulnerĂĄvel. De fato, a primeira impressĂŁo que teve da mulher fora exatamente essa: ela era apenas uma garota que se protegia do mundo da forma que achara mais eficaz, afastando as pessoas com palavras e atitudes.
- Onde estĂĄ Clari? â sentou-se no grande sofĂĄ verde musgo que tanto achava aconchegante, estranhando nĂŁo ter uma loira contando piadas na sala. Sempre admitira que Maria Clara era uma das poucas pessoas que conseguia fazer com que ela risse.
- Foi fazer compras. â Mercedes franziu o cenho, observando o homem se sentar na poltrona de camurça marrom Ă sua frente. Sabia que a amiga sĂł fazia compras quando estava nervosa ou queria esquecer os problemas â Tom me ligou esta manhĂŁ pedindo que eu lhe informasse seu mais novo grande feito. Aconselho que jĂĄ marque uma hora com sua hair style de confiança e adquira tons dourados. â sorriu orgulhoso por Mercedes ter conseguido o papel, causando na menina um sorriso imediato e raro, que poderia ser comparado ao sorriso de uma criança. Ela sempre ficava assim quando conseguia um papel que queria muito. E bom, que atriz nĂŁo queria estrelar a cinebiografia de Mick Jagger interpretando seu relacionamento mais duradouro? Seria uma chance de ouro e o talento inigualĂĄvel de Mercedes fez com que ela o conseguisse.  â ParabĂ©ns. VocĂȘ mereceu. â finalizou com um leve aceno de cabeça e se viu sendo abraçado fortemente por ela.
- VocĂȘ Ă© o melhor, DD. â sorriu mais ainda, ao se afastar dele e ouvir a campainha tocar. Diego se levantou e ajeitou a camisa listrada que vestia, assim seguindo para a porta. A loira passou a tamborilar os dedos no braço do sofĂĄ.Â
- Olhem sĂł! Se nĂŁo Ă© Jerry Hall? â Clara gritou ao entrar em casa e logo recebeu um forte abraço de Mercedes, que nĂŁo conteu o grito de felicidade que estava preso na garganta.
- CLARI, EU CONSEGUI! EU CONSEGUI O PAPEL! â deu uma gargalhada boba. E este era o lado de Mercedes que somente a famĂlia DomĂnguez e seus melhores (lĂȘ-se: Ășnicos) amigos conheciam: a adolescente histĂ©rica que acabara de realizar um sonho e que nĂŁo pararia de gritar nem tĂŁo cedo. Agora, Mercedes se sentia como se estivesse num sonho. Do qual nĂŁo queria acordar nem tĂŁo cedo.
- EntĂŁo? Quem quer pizza? â Diego perguntou e todos começaram a expressar suas opiniĂ”es sobre os sabores de uma forma bem caseira: gritando.
Logo que o pedido fora entregue, os trĂȘs amigos se sentaram no chĂŁo da sala de estar e começaram a comer, quando Clari soltou a pergunta que Ă atormentava:
- VocĂȘ vai voltar para a campanha com a tal banda e com a tal garota?Â
- Vou.
- Mas vocĂȘ estava decidida a nĂŁo fazer mais nada. O que te fez mudar de ideia, Mechi? â Mercedes suspirou.
Flashback Mode ON
Jogada no sofĂĄ com um balde de pipoca diet e um copo de vitamina de abacate, estava Mercedes Lambre, zapeando os canais da televisĂŁo em busca de filmes que a pudessem distrair. Era exatamente isso que ela andava fazendo no fim de semana: buscando distraçÔes. Sejam elas, sites de bate-papo, comida, garotos ou atĂ© um cachorrinho. Pensando bem, ela deveria mesmo ter um cachorro, pelo menos teria o que fazer em momentos como esse:  passear, dar comida, banho ou atĂ© mesmo brigar sobre os chinelos roĂdos.
- âCom o tempo parcialmente nublado a regiĂŁo norte do condado InglĂȘs terĂĄ leves pancadas de chuva que serĂŁo arrastadas por uma frente fria atĂ© a...â â Zap. â âHĂĄ espĂ©cies nativas de artiodĂĄctilos de todos os continentes, exceto da AustrĂĄlia e AntĂĄrtida. A maioria vive em habitats...â â Zap. â âE mais uma vez a nĂŁo tĂŁo querida da AmĂ©rica, Mercedes Lambre, causou problemas com o estĂșdio Pixar.â
- Epa! â ela pensou.
- âSegundo o diretor do estĂșdio, Mercedes havia sido convidada para doar sua voz a mais nova animação da Disney, âCorra que as galinhas vĂȘm aĂâ, mas recusou-se a participar a menos que fosse a galinha principal. Pelo jeito ela realmente Ă© uma galinha, jĂĄ que nĂŁo pensou nas pobres crianças africanas que sonham em ser a galinha coadjuvante. JĂĄ Ă© a segunda vez que a garotinha fura com o estĂșdio e com uma campanha beneficiente. Estou certo?â â o apresentador deu uma risadinha irĂŽnica e virou o rosto, mudando de cĂąmera â âVoltamos logo mais com The Soup, e vocĂȘs estĂĄ ligado na E!â. â Mercedes estava perplexa com os olhos ligados na televisĂŁo. NĂŁo acreditava nas calĂșnias que acabara de ouvir. Quer dizer, era verdade que ela havia se recusado a trabalhar com a Pixar, mas nĂŁo por nĂŁo ser a âgalinha principalâ, e sim por nĂŁo ter tempo em sua agenda para voar aos EUA.Â
- MERDA! â ela gritou, farta. Finalmente, depois de tanto tempo, explodiu. Ainda se sentia suja por ter entrado nesse mundo, onde uma atitude errada lhe condenaria para o resto da vida. Sempre tinha sido mal humorada e pouco receptiva, mas era seu jeito de ser, nĂŁo poderia, corrigindo, nĂŁo deveria se sentir mal por ser quem Ă©. AĂ vem a mĂdia e faz exatamente isso. â EU NĂO POSSO MUDAR! â gritou mais uma vez e arremessou o controle no chĂŁo, fazendo com que as pilhas voassem ao redor da sala. No mesmo instante uma cena de quadrinhos aconteceu: uma luz ascendeu sobre a sua cabeça. âMas eu posso fingirâ, pensou, agarrando a lista telefĂŽnica e buscando o nĂșmero da sua salvação.
Flashback Mode OFF
Just Believe â CapĂtulo 56
POVâs Camila
Fazia exatamente treze semanas que eu havia negado o pedido para reatar com Samuel, doze semanas que eles haviam partido para outra turnĂȘ e dez semanas que eu havia voltado Ă faculdade. Felizmente, Samuel havia aceitado o fato de eu querer que fossemos apenas amigos. Estava na biblioteca, estudando para a prova que Ezequiel daria na prĂłxima semana, quando de repente...
- LAMBRE! â Joyce e Leticia entraram na biblioteca berrando e levaram um olhar furioso daquelas velhas que ficam na recepção â Desculpa.Â
- Que foi? â perguntei rindo e fechando meu livro â Quem morreu?Â
- VocĂȘ. â Joyce disse e as duas riram â Na verdade vocĂȘ vai morrer quando descobrir quem nĂłs encontramos no portĂŁo.
- Sabe que eu nĂŁo tenho uma bola de cristal, nĂŁo Ă©? â disse rindo.
- Olha, ela mandou te entregar! â Leticia me entregou um papel, por qual eu corri meus olhos meio desanimada, mas quando li as Ășltimas linhas meu coração parou na boca.Â
Camila, sinto muito que nosso primeiro encontro tenha sido tão perturbado, mas tenho certeza de que conseguirei trabalhar com a banda. Estou disposta a desculpar a atitude infantil de Facundo Gambandé. Até porque, trabalhar sozinha jå estå me cansando. Mande um e-mail para meu assessor marcando outra reunião, estarei lå.
Mercedes Lambre.
- Vai avisar os meninos?Â
- Que meninos?Â
- Facundo, Ruggero, Jorge, NicolĂĄs, e um tal de Samuel... Conhece?Â
- E pra que eu vou falar alguma coisa pra eles? Acho que eles estĂŁo muito bem nos Estados Unidos com todas as groupies dormindo com eles. â bufei.
- Eu vou pra aula. â Leticia avisou, e logo saiu.
- E eu vou estudar, ali no canto. â apontou para o outro lado da biblioteca, um canto que ficava meio que escondido de todo o resto â Acho que vocĂȘ poderia considerar ligar para o seu Samuel.Â
- Ele nĂŁo Ă© meu, e nĂŁo quero ligar. Durante esses meses nĂŁo me ligou nenhuma vez, recebi mais ligaçÔes do Facundo e do Jorge do que dele! â falei dando uma olhada rĂĄpida no celular â AlĂ©m do mais, ele deve estar ocupado.Â
- TĂĄ, entĂŁo atĂ© mais. â Joyce acenou e apĂłs um suspiro, seguiu para o fundo da biblioteca, logo sumindo por entre os corredores. Peguei meu celular e levantei-me, e logo segui para a parte de CiĂȘncias Exatas â ninguĂ©m ficava por lĂĄ. NĂŁo ia ligar assim de cara, nĂŁo ouvia sua voz hĂĄ dois trĂȘs e ligar assim Ă© meio estranho, se bem que ele tambĂ©m nĂŁo me ligou entĂŁo ia ser estranho pra todo mundo. Rolei os nĂșmeros atĂ© achar o nĂŁo tĂŁo conhecido nĂșmero. Senti aquele formigamento estranho no estĂŽmago, mas antes de ficar mais nervosa decidi mandar uma mensagem pra saber se eu realmente podia ligar pra ele. Digitei rĂĄpido âtĂĄ ocupado?â e esperei pela resposta; tentei nĂŁo ficar olhando diretamente pro celular, mas era algo meio impossĂvel. Batuquei meus dedos na mesa e cutuquei a unha, atĂ© que o celular vibrou com a resposta: âestĂĄ ocupado, tem que ser sĂł com ele?â. Como assim ele estava ocupado, e quem estava respondendo no lugar dele? Mordi meus lĂĄbios com força e apertei o celular em minhas mĂŁos, serĂĄ que era a tal groupie das fotos? Ela agora estava andando JUNTO com os meninos, ou pelo menos junto com Samuel? Pensei em ignorar, mas aquela mensagem parecia brilhar cada vez mais, senti meu estĂŽmago despencar lĂĄ pro meu pĂ©, e quando eu estava tendo pensamentos mortĂferos de como eu podia matar essa garota e depois Samuel, outra mensagem chegou: âA propĂłsito, aqui Ă© o Jorge. Oi.â. Filho da puta!Â
- Porra, Jorge! â Ă©, eu liguei, e como resposta eu ouvi a tĂŁo conhecida risada dele.Â
- QuĂȘ? Teve um infarto por alguns segundos? â ele perguntou rindo â Foi ideia do Facundo, ele sabia que ia te deixar doida.Â
- Eu odeio vocĂȘs dois, sabiam? â falei jĂĄ meio rindo, o fato de ouvir a risada de mais ao fundo fez meu corpo se aquecer e meu sorriso aumentar â SerĂĄ que tem como eu falar com o outro imbecil?Â
- Tem sim. â disse â Voltamos em uma semana, sabia disso?Â
- Sabia nĂŁo. â falei â NĂŁo tenho notĂcias de vocĂȘs hĂĄ um bom tempo.Â
- Ah, manhosa! Ă sĂł ligar, pĂŽ!Â
- Enfim... â suspirei.Â
- Vou passar pro seu namorado. â ele falou rindo e antes mesmo de eu terminar a frase âele nĂŁo Ă© meu namoradoâ, outra voz soou na linha.
- Oi, Camila.Â
- E aĂ? â perguntei e depois fiz careta, bati a mĂŁo na minha prĂłpria testa. Ă sĂ©rio que eu tinha que começar a conversa com um âe aĂâ?Â
- TĂĄ bem, e aĂ? â ele falou rindo e eu percebi que ele deveria estar querendo tirar uma com a minha cara.Â
- TĂĄ bem tambĂ©m. â falei, ai que coisa horrĂvel â Se divertindo?Â
- Bastante. â tem como ele falar um pouco mais?Â
- Que bom, percebi jĂĄ que vocĂȘ nĂŁo me ligou nenhum dia.Â
- Ah, sabia que Ăamos chegar nesse ponto!
- E tĂŽ mentindo? VocĂȘ disse que seria meu amigo, normalmente, sem interferĂȘncias sobre aquele assunto! â falei um pouco mais aguda. Se controla, Camila, ele nĂŁo Ă© seu namorado e vocĂȘ mesma o dispensou, lembra? â Enfim, eu imagino que vocĂȘs devem estar bem ocupados. Eu liguei pra falar que a Mercedes reconsiderou a proposta, e vai fazer a campanha conosco. Achei que seria legal compartilhar...Â
- Tem como parar de falar por um segundo? Por favor, Camila! â ele falou em um tom mais baixo e de verdade eu me calei â SĂł aconteceu uma vez. â e meu mundo deu uma tombadinha de leve.Â
- NĂŁ-nĂŁo sei do-do que vocĂȘ tĂĄ-tĂĄ falando. â Ă©, gaguejei.Â
- Eu fiquei com uma fĂŁ, mas foi sĂł uma vez. â ele mal podia suspeitar o jeito que eu estava do outro lado da linha. Eu jĂĄ sabia disso, podia nĂŁo ser nada concreto, mas tenho sexto sentido â NĂŁo foi nada demais, Cami, eu...Â
- VocĂȘ transou com ela? â perguntei, toda minha alegria indo embora em poucos minutos â Gostou?Â
- NĂŁo vou falar isso por telefone.Â
- Apenas me fala, Samuel, eu prefiro ficar sabendo por vocĂȘ do que ler em alguma revista de fofoca. â minha voz vacilou na Ășltima palavra, mas me recompus. NĂŁo ia chorar, eu nĂŁo ia chorar.Â
- NĂŁo foi nada pra mim. â e isso, na linguagem dos garotos significa âsim, eu transei com elaâ.Â
- Samuel. â suspirei fundo e olhei pra cima, controlando as lĂĄgrimas â NĂŁo somos namorados nem nada, vocĂȘ estĂĄ solteiro. Eu sabia que isso ia acontecer, vocĂȘ... porra, as americanas sĂŁo lindas, nĂŁo sĂŁo?Â
- NĂŁo precisa se fazer de forte agora, Camila.Â
- QuĂȘ? â eu ri meio debochada â Desculpa, mas isso nĂŁo Ă© se fazer de forte, e sim ser realista. Eu sabia que vocĂȘ ia encontrar alguĂ©m, eu estava certa.Â
- VocĂȘ ouviu a parte que eu disse que nĂŁo significou nada pra mim?
- VocĂȘ lembra de estar na mesma cama que ela? â falei um pouco mais alto â NĂŁo sei por que estamos tendo essa conversa, nĂŁo estamos juntos. â e houve um silĂȘncio de ambos os lados. LĂĄ fora o pessoal começava a se aglomerar, era o Ășltimo horĂĄrio e muitos alunos estavam indo embora.
- Eu gosto de vocĂȘ, Camila, eu gosto de vocĂȘ!
- NĂŁo fala nada. â respondi baixo â Por favor, nĂŁo fala nada.Â
- Eu nĂŁo conseguia te ligar, Facundo te ligou aquele dia porque eu pedi! NĂŁo ia falar com vocĂȘ, eu fui tĂŁo covarde, mas nĂŁo foi NADA! Eu estava com NicolĂĄs e nĂłs conhecemos essas garotas, foi tudo muito rĂĄpido. Eu nĂŁo queria, digo, eu... Foi um momento, se nĂłs estivĂ©ssemos juntos isso nunca teria acontecido.
- Ah, a culpa Ă© minha entĂŁo?Â
- Eu nĂŁo falei isso!
- Nem precisa, Samuel, nem precisa. Desculpa nĂŁo ter aceitado reatar o namoro, me desculpe se isso fez vocĂȘ transar com uma fĂŁ.Â
- Eu queria que vocĂȘ confiasse em mim, eu nunca faria isso com vocĂȘ.Â
- Samuel, nĂłs NĂO SOMOS NAMORADOS! E vocĂȘ pode sair com quem vocĂȘ quiser, vocĂȘ pode fazer o que vocĂȘ quiser. O simples fato de vocĂȘ sentir algo por mim ou eu sentir algo por vocĂȘ nĂŁo Ă© um compromisso!Â
- Eu queria um compromisso, lembra?
- E graças a Deus nĂłs nĂŁo firmamos nada. â ri sarcĂĄstica â Escuta, vocĂȘs voltam daqui duas semanas, conversamos depois.Â
- Voltamos daqui uma semana, Camila, sete dias. â ele estava sĂ©rio â Me desculpa.
- NĂŁo pede desculpas, vocĂȘ nĂŁo deve nada pra mim. TĂĄ tudo bem, â engoli qualquer resquĂcio de choro, pra que chorar? Ele estava certo, a culpa disso tudo era minha â Nos vemos em sete dias.Â
- Me desculpa, me desculpa! Eu nĂŁo queria, te juro que nĂŁo queria...
- SĂł volta logo.Â
- Por favor me perdoa, por favor.
- Eu jĂĄ disse que estĂĄ tudo bem, nĂŁo disse? â tentei forçar um sorriso, mas entĂŁo me lembrei que ele nĂŁo podia me ver â Conversamos quando vocĂȘ voltar.Â
- SĂł diz que vocĂȘ me desculpa.
- Eu nĂŁo consigo dizer isso pelo telefone , preciso esperar vocĂȘ chegar.Â
- VocĂȘ me espera por mais uma semana?
- Eu nĂŁo arrumei ninguĂ©m pra transar Samuel, diferente de vocĂȘ.Â
- Cami...
- Ela era bonita?Â
- VocĂȘ Ă© mais.
- EntĂŁo ela era. Eu preciso ir agora, depois nos falamos.Â
- Fica bem.
- Eu tĂŽ Ăłtima.Â
- Os meninos estĂŁo mandando um oi.
- Eles sabem o que aconteceu?Â
- Todos sabem, todos querem me matar.
- Ă o mĂnimo.Â
- VocĂȘ realmente nĂŁo estĂĄ acompanhando as notĂcias?
- Depois que eu vi esse assunto eu decidi me afastar.Â
- EntĂŁo vocĂȘ nĂŁo viu o vĂdeo que... hm... Eu meio que me emocionei?
- Como?Â
- Perdi a fala na maioria das mĂșsicas depois do que aconteceu, nĂŁo conseguia parar de pensar em vocĂȘ e em como eu fui canalha.
- Sinto muito, as fĂŁs devem ter sido compreensivas.Â
- Elas estĂŁo do seu lado, nĂŁo abriu seu Twitter?
- Fui chamada de trouxa, Samuel, nĂŁo quis abrir meu Twitter.Â
- HĂĄ fĂŁs que gostam de vocĂȘ, Cami, nĂŁo Ă© tudo Ăłdio.
- Acho que agora nĂŁo Ă© tĂŁo importante.Â
- Como assim?
- Samuel, eu realmente preciso ir. Manda oi para os meninos.Â
- Eu mando.Â
- Tchau.Â
- Me descu... â desliguei. E na mesma posição que eu me encontrava eu chorei. Deitei minha cabeça na mesa de madeira da biblioteca e chorei atĂ© sentir meu peito doer, gritei baixo e de uma maneira sufocada, mas nĂŁo conseguia me controlar. Ă claro que isso ia acontecer, Ă© ĂBVIO que ele ia encontrar uma fĂŁ que fosse mais interessante do que eu, pelo amor de Deus, ele Ă© simplesmente um garoto com os hormĂŽnios queimando por seu corpo! As fĂŁs sĂŁo as fĂŁs mais lindas que eu jĂĄ vi e elas nĂŁo medem esforços para ficar perto deles, para dar em cima deles. Eu sou muito estranha quando o assunto Ă© ser fĂŁ, porque eu nunca soube dar em cima do meu Ădolo e eu acho que isso Ă© muito sem graça, mas aparentemente existem meninas que nĂŁo se importam com isso. E pelo visto uma delas conseguiu muito mais do que chamar a atenção de Samuel, ela dividiu a cama com ele. NĂŁo era culpa dele, a culpa era toda minha, minha por ser idiota e nĂŁo querer reatar. Ele Ă© tudo o que eu odeio em um cara! Ele Ă© lindo, ele chama a atenção, ele Ă© famoso, ele tem mais dinheiro que eu, ele tem influĂȘncia, ele ofusca qualquer pessoa que esteja ao seu lado, ele brilha, ele tem um gĂȘnio do caralho. Ele pode ter sentido uma ligeira atração por mim, mas no momento em que ele saiu daqui e viu que no mundo hĂĄ garotas muito mais bonitas e mais interessantes, Ă© claro que ele nĂŁo ia se segurar, talvez no meu Ăntimo eu jĂĄ soubesse disso. Samuel Ă© demais pra mim e ele merece algo melhor, ele merece alguĂ©m muito melhor do que eu. Elas sĂŁo melhores do que eu, elas sĂŁo mais ousadas e sempre conseguem tudo o que querem, e se uma delas quis Ă© Ăłbvio que ela ia conseguir. Eu sou uma perdedora.  Espera, eu nĂŁo sou uma perdedora! TĂĄ ok, ele ficou com uma fĂŁ â leia-se TRANSOU com uma fĂŁ â mas isso vai me abalar? Eu estou abalada, e com certeza todo o meu ego feminino estĂĄ abalado no momento, mas isso nĂŁo Ă© motivo pra eu me sentir uma perdedora. Eu perdi uma parte, eu fui tonta porque eu deixei escapar e nĂŁo o culpo pelo deslize, mas nĂŁo vou fazer isso de novo. Eu gosto dele, nĂŁo gosto? E ele me escolheu por algum motivo muito bizarro, nĂŁo foi? E ele estĂĄ com peso na consciĂȘncia pelo que ele fez, nĂŁo estĂĄ? Ă tudo o que eu preciso, se ele nĂŁo tivesse remorso aĂ sim isso seria um mega problema. Enxuguei as lĂĄgrimas do rosto e dei dois tapinhas em cada bochecha pra fazer uma cara mais saudĂĄvel. Ao passo que ia caminhando pelos corredores eu podia claramente sentir olhares em cima de mim, olhares e risadas. Dei uma olhada de lado e vi que umas meninas comentavam âtransou com uma fĂŁ nos Estados Unidosâ. Eu sei que isso seria um fantasma, mas eu teria que aprender a passar por cima de muitas coisas se eu quisesse um dia levar esse relacionamento a sĂ©rio, eu teria que ser forte e nĂŁo me importar. Sim, ele transou com uma fĂŁ, e ele me contou, sabiam? A fĂŁ que dormiu com ele tem que ser eternamente grata, graças a mim ela pode ter uma noite de amor com Samuel, mas quando ele voltar pra cĂĄ, isso vai acabar. Ah, pelo amor de Deus, volta logo.
Vlh, quando a Tini vai aparecer? NĂŁo ligue para a minha insistĂȘncia, sou uma Tinista enlouquecida, kkkkk. A fic tĂĄ muito boa <3
Loguinho, pode ficar tranquila kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Obrigada! <3
Just Believe â CapĂtulo 55
POVâs Samuel
Mesmo com o rĂĄdio ligado, o caminho atĂ© a casa de Facundo foi silencioso, nĂŁo trocamos mais nenhuma palavra, nenhum olhar, Camila se encolheu pra perto da porta do carro e se limitou a encarar o passar dos outdoors. Eu queria poder perguntar coisas a ela, eu queria poder ter liberdade pra perguntar o que deu naquela estĂșpida cabeça pra ela ter ido parar na casa dele, e eu tinha, mas eu nĂŁo sentia como se tivesse. EstĂĄvamos prĂłximos como hĂĄ muito nĂŁo ficĂĄvamos e mesmo assim eu sentia um abismo entre nĂłs. E sentia que cada palavra que eu fosse soltar, sĂł aumentaria ainda mais a profundidade desse abismo. Estacionei o carro na frente da casa, mas ela nĂŁo se moveu. Encostei a cabeça sobre o volante, respirando devagar.
- Chegamos, Camila. â olhei pra ela apĂłs nĂŁo receber resposta. Ela me encarava, dessa vez sem os olhos vermelhos, sĂł me encarando, como se tivesse mil coisas pra dizer â Seu braço ta doendo?
- Facundo tem kit de primeiros socorros, eu vou sobreviver. â deu um sorriso torto olhando pro braço rapidamente. Sai do carro e fui abrir a porta pra ela, segurei sua mĂŁo para ajudar na saĂda e me assustei de uma maneira incomum quando seus joelhos fraquejaram e ela quase caiu. Quase, porque eu a segurei.
- Merda de joelhos fracos. â resmungou.
- NĂŁo os culpo. â fechei a porta do carro. Acompanhei-a devagar atĂ© entrarmos em casa e eu levĂĄ-la atĂ© seu quarto. Dei uma corridinha atĂ© os fundos da casa para buscar os primeiros socorros, e deixei os demais habitantes da casa sem resposta quando passei por eles apressado. Sentei ao seu lado na cama, pegando seu braço gentilmente e passando remĂ©dio pra nĂŁo infeccionar e seguindo com gase e esparadrapo. â DĂłi? â perguntei encarando seu braço, podia sentir seus olhos sobre mim â DĂłi, Cami? â repeti e passei o dedo sobre a ferida por cima do curativo.
POVâs Camila
- NĂŁo, nĂŁo dĂłi. â respondi calmamente e entĂŁo Samuel terminou de guardar os acessĂłrios dentro da caixinha de primeiros socorros, logo em seguida tentando depositar um selinho em meus lĂĄbios. Virei o rosto e sua boca acertou minha bochecha.
- Cami? â franziu o cenho quando voltei a olhĂĄ-lo.
- NĂłs nĂŁo voltamos, Samuel. â sorri torto.
- Isso quer dizer que...
- Eu prefiro ter vocĂȘ na minha vida como amigo do que nĂŁo ter vocĂȘ na minha vida. â o cortei.
- O que vocĂȘ quer dizer com isso?
- Que nĂŁo quero mais arriscar perder vocĂȘ.
- Como assim?
- VocĂȘ nĂŁo percebeu Samuel? Nesses meses que namoramos, nĂłs mais discutimos do que ficamos juntos. E eu realmente nĂŁo quero uma relação assim. Entende?
- NĂŁo.
- NĂŁo?
- NĂŁo... Porque eu prefiro arriscar do que nunca mais poder te tocar. â deslizou as mĂŁos pelo meu pescoço â Sentir seu cheiro... â dessa vez, roçou o nariz pela minha pele e eu respirei fundo.
- Pois eu nĂŁo.
- NĂŁo faz assim... â aproximou a boca da minha e esfregou nossos lĂĄbios com calmaria.
- Samuel... â senti seus dentes puxando meu lĂĄbio.
- Camila... â segurou minha cintura e me beijou. NĂŁo tive forças pra me afastar, correspondi o beijo sentindo sua lĂngua massageando a minha, como velhas conhecidas. Agarrei minha mĂŁo no travesseiro, me controlando para nĂŁo puxĂĄ-lo pra cima de mim e fazer valer tudo que eu tinha dito. Dei uma pausa pra respirar e ele se moveu, puxando meu corpo para seu colo com rapidez, pousando cada uma de minhas pernas nas laterais do seu corpo. Desceu as mĂŁos atĂ© minhas coxas sentindo o calor que exalava dos nossos corpos. Aquilo nĂŁo podia estar acontecendo, mas por alguma razĂŁo, eu quase nĂŁo conseguia fazer com que parasse. Quase. Empurrei Samuel pelo peito e dei um jeito de sair de seu colo rapidamente. â Cami. â me chamou com a voz rouca.
- Eu tenho que descansar Samuel, sai. â apontei para a porta e ele franziu o cenho, nĂŁo acreditando no que eu havia dito â NĂŁo ouviu? Sai! â bufou e levantou da cama, logo saindo do quarto. Tranquei a porta e me joguei na cama, tomando cuidado para que nĂŁo pressionasse a parte cortada de meu braço. Merda, Samuel!
Just Believe â CapĂtulo 54
POVâs Samuel
Rodei a maçaneta e agradeci mentalmente por aquele idiota ter sido tão imbecil e não ter pensado que provavelmente eu apareceria ali. Vi um clarão de velas chegando ao final do corredor e junto dele ouvi um choro sendo abafado. Meu coração parou na garganta e em meio segundo comecei a suar frio. Sai do corredor dando direto na sala e meus olhos foram direto no sofå que era onde eles estavam. Ele em cima dela com a mão tapando sua boca, meu sangue pulsou, mas eu não conseguia me mover. A raiva parecia percorrer cada nervo do meu corpo e foi assim que eu pareci sofrer um blackout de todas as minhas açÔes, eu via tudo que acontecia, mas jå não controlava meus próprios atos.
- SAI DE CIMA DELA AGORA! â praticamente voei atĂ© eles. Empurrei-o de cima dela, o fazendo cair de costas no sofĂĄ, olhei para Camila. Ela se encolhia enquanto abraçava as pernas com o cabelo todo bagunçado. Tranquei o maxilar olhando para Arthur novamente e fui pego de surpreso com um soco certeiro no canto esquerdo da boca que me fez cambalear dois passos pra trĂĄs.
-SerĂĄ que vocĂȘ nĂŁo cansa de atrapalhar?! â falou com raiva. Dei uma risada irĂŽnica sem som e acertei-o com um chute, fazendo-o cair por cima da mesinha, espatifando-a pela sala toda.
- CAMI, VAI AGORA PRO CARRO! â a puxei do sofĂĄ pra que ela se levantasse. Mesmo chorando, ela me encarou tocando meu peito com uma das mĂŁos e balbuciou algumas palavras â MANDEI VOCĂ IR PRO CARRO! â apontei para a porta e bufei sem encarĂĄ-la. Ela correu para a porta, mas Arthur a puxou pelo tornozelo e Camila caiu no chĂŁo e machucou o braço em um vidro que estava quebrado no chĂŁo, devido ao estrago que foi feito na mesa. Gemeu de dor. Subi em cima de Arthur, que ainda estava deitado, e dei um soco em seu rosto.
- Tudo isso porque sua garota ia ser minha? Mais uma vez. â ele deu um sorrisinho cĂnico, mostrando seus dentes todos sujos de sangue. Pude sentir a maneira como ele havia frisado a Ășltima frase. Dei uma sequĂȘncia de socos em seu rosto, variando tambĂ©m com algumas cotoveladas. Continuei, mesmo depois de perceber que ele nĂŁo de movia mais.
- Samuca! SAMUCA! â Camila gritou â PARA, SAMUEL! â o grito dela me pedindo pra parar, me fez acordar do transe em que eu estava. Encarei minhas mĂŁos. JĂĄ estavam sujas de sangue. Suspirei voltando a mim e começando a tremer. Ouvi Camila desabar a chorar novamente e me levantei de cima de Arthur, o encarando. Eu nĂŁo podia acreditar que tinha feito aquilo, nĂŁo era eu. Ouvi Arthur gemer um pouco de dor, o que me tranquilizou um pouco. Pelo menos estava vivo.
- Isso Ă© pra vocĂȘ nunca mais chegar perto dela, nem dela, nem de mim, nem de ninguĂ©m que eu conheça! E vai pro hospital ver essa cara. â sai de perto dele que ainda estava um pouco desligado â VocĂȘ ta bem? â agachei no canto onde Camila se encontrava â VocĂȘ quer ir pro hospital ver esse braço? â toquei seu rosto pra conferir se ela estava realmente bem.
- Eu sĂł quero ir pra casa, Sam â choramingou â Por favor⊠Me desculpa! Me desculpa por nĂŁo ter te obedecido, me desculpa por nĂŁo ter contado isso pra vocĂȘs bem antes! âela se agarrou no meu pescoço, chorando sem pudor. Engoli o choro que jĂĄ estava querendo sair faz tempo. Ela jĂĄ estava mal, eu nĂŁo queria piorar a situação.
- Eu to aqui agora, vai ficar tudo bem. â sussurrei e senti sua cabeça ser sacudida em concordĂąncia. Peguei-a no colo e desci pela escadaria, logo chegando ao estacionamento. Coloquei-a no banco do carona e tomei meu lugar de motorista.
- Olha pra mim⊠â ela levantou o olhar para mim â Para um pouco de chorar, jĂĄ ta tudo bem, eu jĂĄ nĂŁo disse que vocĂȘ ta comigo? â ela concordou â EntĂŁo pega esse casaco e limpa esse sangue do seu braço. â dei meu casaco velho que estava jogado pelo carro, fucei um pouco o porta luvas tambĂ©m e achei uma presilha, provavelmente era de SuliĂȘ â Prende seu cabelo tambĂ©m. â dei a presilha para Camila e entĂŁo pude a observar cautelosamente â E mesmo assim vocĂȘ continua linda⊠â dei um sorriso sem mostrar os dentes. Ficamos nos encarando ambos com olhares que eu posso dizer indecifrĂĄveis.
- Desculpa. â abaixou o olhar.
- Para de pedir desculpas. JĂĄ nĂŁo disse que estou aqui? â lhe roubei um rĂĄpido selinho e dei partida no carro.
Just Believe â CapĂtulo 53
POVâs Camila
Toquei a campainha nervosa, e nĂŁo demorou muito para que Arthur atendesse. Sorriu maroto e deu passagem para que eu adentrasse o apartamento, o que nĂŁo demorei a fazer.
- Sente-se. â mostrou-me o sofĂĄ e por ali logo me aconcheguei â Vejo que se preocupa com seus amigos. Uma atitude tola e idiota, mas que trĂĄs vĂĄrias vantagens para mim. â aumentou seu sorriso e se sentou ao meu lado, e sem delongas pĂŽs-se a beijar meu pescoço.
- Arthur. Arthur! â o empurrei pelo peito â Vai com calma, ok? â respirei fundo.
- Ah, claro. â riu sarcĂĄstico â Samuel te deixou na seca por muito tempo, nĂŁo Ă©?
- O que? â franzi o cenho, mas longo entendi do que se tratava â NĂŁo, claro que nĂŁo! Vai se foder.
- Eu te aconselho a ser mais educada comigo ou...
- Ou o que? Vai me bater? â dei uma risada sem humor.
- NĂŁo duvide de mim, Camila.
- NĂŁo estou duvidando. Mas, pra mim, uma merda qualquer me dĂĄ mais medo. â levantei e iniciei uma caminhada na direção do banheiro, mas fui impedida quando mĂŁos fortes me empurraram contra a parede. Perdi o controle dos movimentos e cai no chĂŁo.
- Ah, Ă©? E por que veio atĂ© aqui? â me atingiu um tapa no rosto, e em seguida, pegou-me forte pelo braço e puxou-me para cima â Se vocĂȘ nĂŁo tivesse medo, nĂŁo se preocuparia com as minhas ameaças. VocĂȘ nĂŁo faz idĂ©ia do perigo que estĂĄ correndo, Camila. â seu sorriso assombroso conseguiria amedrontar atĂ© o mais forte dos homens. Fechei os olhos com força, tentando acreditar que aquilo tudo era apenas um sonho. Mas nĂŁo era. Voltei a encarĂĄ-lo e entĂŁo ele me atingiu com mais um tapa no rosto.  â Cale a boca! â respirou fundo e me atirou contra o sofĂĄ.
- Me solta, por favor. â implorei sentindo meu corpo inteiro tremer e todas as minhas forças irem embora assim que Arthur se deitou por cima de mim.
- Eu sempre preferi seu cabelo solto⊠Deixa vocĂȘ com um ar muito mais mulher, maduro, sensual. â me virou com força pra ele, soltando o elĂĄstico que prendia a ponta da minha trança, logo em seguida encarou meu rosto avermelhado â VocĂȘ chorando assim atĂ© parece que nĂŁo vai ser bom. â desfazia a trança enquanto falava â Eu prometo que vai ser bom e bem gostoso, como sempre foi. â segurou meu pescoço e forçou meus lĂĄbios contra os seus. Tentei nĂŁo abrir os lĂĄbios para que ele me beijasse, mas ele tinha mais força que eu, e nĂŁo demorou pra que eu sentisse sua lĂngua explorando minha boca sem permissĂŁo alguma. Me debati um pouco para me soltar dele, sem sucesso, os dentes jĂĄ machucavam meus lĂĄbios. Arthur tirou o foco da minha boca e beijou meu pescoço dando mordidas fortes que me faziam gemer de dor. Mesmo sem forças, me retraia o mĂĄximo possĂvel que evitasse qualquer toque â Eu acho melhor vocĂȘ nĂŁo me provocar, garota! â segurou meu rosto com força pelas bochechas â Eu acho que eu nunca quis alguĂ©m antes como eu quero vocĂȘ⊠â passou a lĂngua pela minha boca, reiniciando outro beijo forçado. Fui sendo levada pro sofĂĄ arrastada por ele.
- SOCORRO! â gritei, com nojo do que estava acontecendo. O choro entalou minha garganta junto com a mĂŁo dele.
- Se continuar gritando, vou procurar uma fita pra tampar essa sua boca! â arregalei os olhos â O que seria uma pena, jĂĄ que vocĂȘ tem uma boca linda⊠â levantou o corpo do meu, rasgando meu short atĂ© conseguir ver minha calcinha.
- NĂO! â tentei fazĂȘ-lo parar, mas apenas senti seu peso sobre mim mais uma vez e suas mĂŁos percorrendo minhas coxas sem pudor.
- Agora Ă© a hora que vocĂȘ fica caladinha. â uma de suas mĂŁos foi pro cinto de sua calça. Sua outra mĂŁo foi para a parte interna da minha coxa e seus dedos pressionaram minha intimidade por cima da calcinha. Eu poderia ter feito diferente, poderia ter falado para todos sobre o que estava acontecendo. Arthur estaria fodido. Seria denunciado, e quem sabe atĂ© preso. Mas para isso, eu precisaria de provas. E que provas eu tinha? Exatamente, nenhuma... Apenas fechei meus olhos.
"E PABLO NĂO ESTARĂ LĂ" ESSE CARA MATOU O PABLO?
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk nĂŁo cara. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk relaxa ai eu nunca mataria o pablo, ta serto? ta serto.
Just Believe â CapĂtulo 52
POVâs Camila
Foi resolvido que Ruggero passaria a noite com SuliĂȘ e nĂłs, â eu, Samuel, Facundo, Jorge e NicolĂĄs â jĂĄ estĂĄvamos em casa. Os meninos estavam na sala assistindo TV e eu estava no quarto, mexendo no computador. Na verdade, estava tentando fazer contato com Mercedes, jĂĄ que depois do escĂąndalo que foi armado entre ela e Facundo, nunca mais tive a oportunidade de convencĂȘ-la a participar da campanha novamente. Suspirei apĂłs enviar o dĂ©cimo quarto e-mail para seu assessor. Um deles, Diego teria que me responder. Iniciei a escrita de mais um e-mail, apenas parei quando ouvi o celular tocar em cima da cĂŽmoda. Estiquei o corpo para que pudesse alcançå-lo e apenas apertei a tecla de atender chamadas.
- AlĂŽ?
- VocĂȘ se acha esperta, Camila. â de cara reconheci a voz e a gargalhada sarcĂĄstica, e me corpo enrubesceu - Mas nĂŁo Ă©. Tentei fazer com que vocĂȘ me ajudasse por vontade prĂłpria, quando te levei para a cabana abandonada. Lembra que quando te encontrei na loja junto com SuliĂȘ, eu pedi para que me obedecesse ou ela sofreria as consequĂȘncias?
- Como vocĂȘ sabe o nome dela? â saiu em um fio de voz. Eu estava nervosa.
- NĂŁo interessa. Ela sofreu, nĂŁo sofreu? E eu quero que vocĂȘ reflita sobre isso. Infelizmente, ela estĂĄ bem. Mas pode nĂŁo ser assim. Pense naqueles idiotas que vocĂȘ chama de amigos. Facundo, Jorge e NicolĂĄs nĂŁo Ă©? Ah, tambĂ©m tem seu namoradinho. Espero que vocĂȘ seja inteligente, porque desta vez, Pablo nĂŁo vai estar lĂĄ para te salvar. â e entĂŁo a linha ficou muda. Logo o celular bipou e eu abri o sms: âMe encontre no meu apartamento amanhĂŁ, ao meio dia. Seu pesadelo (: xxâ. Respirei fundo e me levantei, dando de cara com Samuel escorado na porta.
- Camila, eu queria falar com vocĂȘ sobre... â franziu o cenho â TĂĄ tudo bem? Camila, vocĂȘ tĂĄ branca. â sua expressĂŁo mudou por completo e entĂŁo ele caminhou atĂ© mim a passos largos. Meu corpo bambeou e entĂŁo, meus olhos se fecharam. EscuridĂŁo total. Tentei abrir os olhos, porĂ©m, foi apenas uma atitude falha. Pude apenas sentir meu corpo ser largado sobre a cama e lĂĄbios macios atingirem minha testa.
- NĂŁo se preocupe, eu vou te proteger. E eu nĂŁo vou te deixar sair de casa amanhĂŁ. Porque se isso acontecer, uma parte de mim vai embora, ou atĂ© mesmo morrer. E isso seria mais do que um castigo. â o sabor quente de seu hĂĄlito bateu em meus lĂĄbios e logo Samuel os prensou com um selinho carinhoso. Quando ele nos separou, pude sentir um peso ser liberado de cima da cama e em seguida a porta ser fechada com calma. Sorri e me virei para o canto, jĂĄ adormecida.
POVâs Samuel
Acordei e mirei o relĂłgio que estava pendurado na parede: 11h e 43min. Merda! Mil vezes merda! Levantei apressado e mirei uma pequena folha de caderno sobre o criado mudo. Agarrei-o nervoso e senti o desespero tomar conta de mim quando li as palavras doces de Camila: âVocĂȘ sabe o que eu fui fazer. Mas nĂŁo Ă© como se eu tivesse ido me matar. Eu fui apenas me entregar a um homem, Samuel. Isso nĂŁo faz tanta diferença assim. Sinto muito, eu te amo.â. Respirei fundo e sai do quarto apressado, desci as escadas e encontrei NicolĂĄs e Facundo assistindo TV na sala. Jorge provavelmente ainda estava dormindo.
- Onde tĂĄ a Camila?Â
- Ela saiu. â NicolĂĄs deu de ombro.
- NĂŁo acredito, bosta! â bufei e corri atĂ© a porta, logo abrindo-a, mas antes que pudesse sair,  NicolĂĄs me chamou. â Que Ă©? â perguntei afobado.
- VocĂȘ estĂĄ sem camisa, com uma calça de moletom e descalço. Tem certeza de que quer sair assim?
Just Believe â CapĂtulo 51
POVâs NicolĂĄs
Eståvamos todos na sala de espera do hospital, apreensivos. Ruggero estava com as mãos no rosto, respirando fundo e tentando manter a calma. Samuel estava no outro sofå, encarando o chão, com os olhos jå cheios de lågrimas. Camila e Jorge cochichavam baixinho, tentando esquecer o ar pesado que estava na sala. Facundo havia ido buscar um café, e eu, observava tudo atentamente.
- SerĂĄ que ela vai ficar bem? â perguntei, tentando quebrar o gelo. Mas somente o que obtive em resposta foi o olhar reprovador dos quatro. â Tudo bem, sĂł queria puxar assunto. â joguei as mĂŁos para cima em sinal de rendição e suspirei, afundando meu corpo pela segunda vez na poltrona.
Ficamos assim até que um homem de jaleco branco apareceu, com uma planilha em mãos.
- VocĂȘs sĂŁo os familiares de SuliĂȘ Nascimento, estou certo? â todos nos levantamos e assentimos â Ela estĂĄ bem. SĂł estĂĄ dormindo por causa do soro, e terĂĄ de ficar em observação por mais alguns dias. VocĂȘs podem vĂȘ-la, se quiserem. Mas um de cada vez. Quem vai primeiro? â todos se entreolharam e deixaram com que Samuel fosse ver a irmĂŁ antes de todo mundo. Pelo menos isso, ele merecia.
POVâs SuliĂȘ
Pude ouvir a porta ser aberta, mas nĂŁo consegui nem abrir os olhos e nem falar uma palavra sequer. Droga de soro que me deixa molenga!
- O senhor tem 10 minutos. â e dizendo isso, a porta foi fechada mais uma vez. Passos foram ouvidos atĂ© minha cama, e logo senti uma mĂŁo acariciar meus cabelos.
- Maninha, maninha... VocĂȘ me deu um baita susto, sabia? â era Samuel. Sorri levemente, mas creio que este ato passou despercebido por Sam. â Eu espero que vocĂȘ acorde logo para que possamos comer mais sorvetes juntos, assistir desenho, e pra eu tentar te ensinar a tocar violĂŁo. â deu uma risada baixa â Te amo, muito mesmo Su. VocĂȘ nĂŁo faz ideia. â e entĂŁo ele ficou em silĂȘncio, apenas fazendo carinho em meus cabelos â Caraca, jĂĄ se passaram os 10 minutos. â respirou fundo â Nos vemos logo, meu anjo. â beijou minha testa e seguiu para a porta, logo a abrindo e a fechando. NĂŁo demorou nem cinco minutos para que o gesto fosse refeito, e eu pudesse sentir leves lĂĄbios tocarem os meus por menos de 20 segundos. Rugge.
- Meu amor... Cara, eu fiquei doido quando vi aquele carro te atropelar. â segurou minha mĂŁo e depositou um beijo na costa da mesma â Nessas trĂȘs horas que fiquei na sala de espera, fiquei rezando o tempo todo. Te juro que se eu pudesse, trocaria de lugar com vocĂȘ. â apertei sua mĂŁo e abri os olhos lentamente, sentindo um grande arrependimento porque as luzes o perfuraram de tal maneira. Fechei-os, e apĂłs piscar algumas vezes, voltei a abri-los, dessa vez, acostumada com a luz do quarto. â SU! â praticamente berrou e eu fiz um gesto para que ele ficasse quieto, afinal, estĂĄvamos em um hospital â Desculpa, desculpa mesmo. â coçou a nuca e riu nervoso â Eu vou chamar o mĂ©dico, espera ai! â saiu do quarto as pressas, o que me fez soltar uma risada fraca.
Não demorou muito para que a porta fosse aberta de novo e um mutirão (vulgo Samuel, Ruggero, Camila, Jorge, Facundo e Nicolås) adentrassem o quarto, acompanhados do médico.
- Su! â Camila, Facundo, Jorge e NicolĂĄs disseram juntos. Cami se aproximou de mim e me deu o abraço mais desajeitado que pode, cuidando para que nĂŁo me apertasse muito.
- Ă bom ver vocĂȘs, apesar de que eu sĂł fiquei aqui por... â franzi o cenho â TrĂȘs horas?
- Como se sente, SuliĂȘ? â o mĂ©dico se aproximou, fazendo com que os outros seis dessem um passo para trĂĄs.
- Bem. Quebrada, mas bem.
- Muito bom... â me examinou com uns objetos que eu nem imaginava o nome, e em seguida, sorriu â EstĂĄ bem, realmente bem. SĂł precisarĂĄ ficar aqui no hospital por duas noites, em observação. EstĂĄ bem?
- Mas eu posso ficar em observação lĂĄ em casa... â choraminguei.
- Nada disso, senhorita! â Samuel protestou â Obrigada, doutor. â apertou a mĂŁo do mĂ©dico, que depois de um âNĂŁo hĂĄ de quĂȘâ, saiu do quarto.
Just Believe â CapĂtulo 50
POV's Camila
- EntĂŁo, seja bem-vinda de novo Cami! â Ruggero abriu os braços e eu lhe dei um abraço.
- Ă bom estar morando aqui novamente, Rugge.
- Eu sei. Qualquer pessoa ficaria feliz em morar com o gostosĂŁo aqui! â piscou e eu o empurrei, rindo levemente.
- Cala essa boca, vocĂȘ nĂŁo Ă© tudo isso nĂŁo hein.
- Agora sĂł falta informar o Samuel... â Facundo disse com cautela.
- Quando ele chegar, conversamos. â suspirei â Onde estĂĄ Jorge?
- Junto com Samuel. â foi a vez de SuliĂȘ responder â E se nĂŁo se importar Cami, agora eu e Ruggero precisamos ir ao cinema ou vamos nos atrasar. â me lançou um olhar como se pedisse desculpas e eu assenti.
- Relaxa, vai lĂĄ. â e entĂŁo os dois saĂram â Facu, vou dormir um pouco. â ele concordou com um sorriso e eu subi as escadas, entrando no meu quarto e em seguida me jogando na cama. NĂŁo tardei a pegar no sono, afinal, fazia duas noites que nĂŁo dormia direito. Samuel atormentava meus sonhos. E pesadelos.
++++++
Acordei e ouvi o som do piano no andar debaixo. Certamente era Jorge, que jĂĄ havia chegado junto com seu amigo. Samuel. Levantei e a passos curtos desci as escadas, podendo enxergar a silhueta de Facundo de costas, sentado no banquinho do piano e tocando algumas notas. Rapidamente identifiquei a mĂșsica, e nĂŁo pude conter uma risada. Facundo se virou assustado, o que sĂł fez com que eu risse mais.
- VocĂȘ toca piano? Como eu nunca fiquei sabendo disso? â me encaminhei atĂ© onde ele estava e me sentei ao seu lado â E, Austin e Ally? SĂ©rio?
- HĂĄ muitas coisas sobre mim que vocĂȘ nĂŁo sabe, senhorita.
- Ui, senti atĂ© um friozinho na barriga agora. â rolei os olhos e recebi um leve empurrĂŁo â Ei!
- E sim, Ă© Austin e Ally. â respondeu e eu arqueei a sobrancelha â Que foi? Eu ainda assisto a Disney!
- Idiota. â rolei os olhos novamente, dessa vez, acompanhando o gesto com uma gargalhada.
- Sabe cantar a mĂșsica?
- Bom, nĂŁo. â ele riu.
- EntĂŁo eu canto e vocĂȘ escuta, ok?
- Tenho outra escolha?
- Ă, nĂŁo tem. â deu de ombros e começou a tocar, iniciando a cantoria logo em seguida.
You're always on my mind
I think about you all the time
Hmm... No!
Let's not talk about it
Drama - we can live without it
Catch a wave if we're bored
There's a clock we'll ignore
Find a way around it
Hey, girl, I can tell there's something
Even when you say it's nothing
When you're playing with your hair
Like you just don't care
It's a tell, you're bluffing
Now please don't take this the wrong way
I love the things you do
It's how you do the things you love
But it's not a love song
Not a love song
I love the way you get me
But correct me if I'm wrong
This is not a love song
Not a love song
I love that you buy the tickets
And you donât make me watch a chick flick
Weâve come so far,
Being just the way we are
If itâs not broke, donât fix it
I canât guess the meaning,
When you donât say what youâre feeling
If you got a broken heart,
You can punch me in the arm
Now thatâs what you neededÂ
Don't take this the wrong wayÂ
I love the things you do
It's how you do the things you love
But it's not a love song
Not a love song
I love the way you get me,
But correct me if I'm wrong
This is not a love song
Not a love song
I donât speak girl (Like, hey girl!)
I donât quite understand a manicure
But youâre
The only friend Iâd take a shower for (And I would really do that for you)
And I, would hold your bags
When you go shopping
What a guy
What a guy
I love the things you do
It's how you do the things you love
The way you say you'd, put me through it
I guess I always knew it
I love the way you get me,
But correct me if I'm wrong
This is not a love song
Not a love song (I know it's not a love song)
I love the things you do
It's how you do the things you love
But it's not a love song (No, definitely not a love song)
Not a love song
I love the way you get me
But correct me if I'm wrong
This is not a love song (It's not a love song)
Not a love song
This is not a love song (It's not a love song)
Not a love song
This is not a love song (It's not a love song)
Not a love song.
- Wow! Pra mim, vocĂȘ acabou de cantar melhor que o... â franzi o cenho â Qual o nome do cantor que interpreta o Austin mesmo?
- Ross Lynch, sua burra. â deu uma gargalhada mais alta dessa vez â Que bom que gostou, sua opiniĂŁo vale muito.
- Awn, momento fofo do Sr. GambandĂ©! CadĂȘ alguĂ©m pra gravar isso? â olhei para os dois lados e em seguida começamos a rir.
- VocĂȘ Ă© muito idiota. â me puxou para mais perto e me abraçou de lado â Nunca mais brigue comigo. NĂŁo aguentaria ficar sem minha melhor amiga por tanto tempo, de novo. â nĂŁo tive tempo de responder, porque a porta foi escancarada e um Jorge e um Samuel desnorteados adentraram a casa.
- Venham comigo, agora. â ofegou â Opa, atrapalhei alguma coisa? â arqueou a sobrancelha e Samuel desviou o olhar de nĂłs.
- NĂŁo seu idiota. â me separei de Facundo â O que aconteceu?
- SuliĂȘ, ela sofreu um acidente.
- COMO ASSIM? ONDE? â levantei, jĂĄ com o tom de voz alterado.
- No centro. NĂŁo temos tempo para explicar, vamos para o hospital. â Samuel respondeu por Jorge.
- VocĂȘs vieram correndo? â juntei as sobrancelhas enquanto Facundo pegava a chave do carro e nĂłs saiamos de casa.
- No momento, essa pareceu a melhor opção. NĂŁo nos culpe! â Jorge levantou as mĂŁos em sinal de rendição e nĂłs partimos para o hospital em que SuliĂȘ havia sido internada.
o capĂtulo estĂĄ Ăłtimo.
obrigada (-:
sashuahsuahs me bote logo u-u -nops
oush auehauehuahe
Just Believe â CapĂtulo 49
- Outch! O que foi isso? â Facundo massageou a cabeça ao sentir um objeto duro e pontiagudo a perfurando.Â
- Estamos fazendo uma incisĂŁo. Procurando se no seu cĂ©rebro existe algum botĂŁo ON e OFF para a idiotice. â Samuel continuou a tocĂĄ-lo com objeto â Achamos que estĂĄ no ON. â sussurrou.
- Ainda estĂŁo com essa histĂłria? JĂĄ disse que a culpa nĂŁo foi minha! â levantou-se rĂĄpido, livrando-se das mĂŁos de Samuel.
- E de quem mais foi? VocĂȘ começou a discussĂŁo.
- Eu sĂł comecei porque ela estava me provocando. â defendeu-se.Â
- EntĂŁo a culpa Ă© da Mercedes? â perguntou NicolĂĄs.
- Ă CLARO QUE SIM!Â
- Diga-me o que ela fez pra te deixar tĂŁo irritado, Facundo. â Alba estava com os braços cruzados e sua expressĂŁo era desafiadora.Â
- Ela, ela... â gaguejou â Ela estava fazendo aquilo que... Ela fez quando...
- Ela nĂŁo fez nada, cara. â foi a vez de Jorge â Admita que todo o Ăłdio que vocĂȘ estĂĄ sentindo nĂŁo Ă© pelos foras que levou na PremiĂ©re e sim por ela nĂŁo ter se interessado a mĂnima por vocĂȘ.
- CALUNIA! â gritou â Ela Ă© idiota, merece que as pessoas sejam idiotas com ela.
- Ela pode atĂ© merecer, mas vocĂȘ prometeu a Cami que nĂŁo seria! â protestou Cami.Â
- Na hora eu nĂŁo me lembrei da promessa, eu sĂł conseguia...
- Pensar em como retribuir? Por favor, Facundo, vocĂȘ jĂĄ foi mais homem. Agora aceite seu erro e vĂĄ se desculpar com Camila. Na verdade, todos tĂȘm que se desculpar com ela.
- Eu nĂŁo tenho que me desculpar com ninguĂ©m, nem vocĂȘs! â disse indignado â Se a Camila foi realmente minha amiga, ela vai entender! Ah nĂŁo ser que ela seja tĂŁo burra, ao ponto. â Samuel avançou velozmente e deu um murro certeiro na bochecha de Facundo. O garoto cambaleou, caindo no chĂŁo e pode ver tudo girar por alguns segundos, como tambĂ©m sentiu a dor da plataforma dura sobre suas costas.
- Babaca. â Samuel falou, fazendo questĂŁo de ficar no campo de visĂŁo de GambandĂ© â Vamos, Su? â balançou a cabeça em direção Ă porta e indicou o caminho para a irmĂŁ.Â
- O que deu nele? â Facundo levantou-se aos poucos, recebendo olhares de negação dos amigos â O quĂȘ? Ele me deu um murro.  â tocou na bochecha, sentindo-a um pouco inchada e viu NicolĂĄs e Jorge fazendo o mesmo caminho que Samuel e SuliĂȘ â EstĂĄ roxo?Â
- NĂŁo, mas agora estĂĄ. â Ruggero deu outro murro, dessa vez no olho de Facundo, e tambĂ©m seguiu o caminho de seus amigos.
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Ao chegar em casa e descansar a cabeça no travesseiro, Facundo relaxou. Ouviu leves batidas na porta e bufou, escondendo a cabeça no travesseiro. Quem sabe se não respondesse, quem quer que tenha batido pensaria que jå dormira.
- Facundo, Ă© o Jorge, posso entrar? â âEstou dormindoâ, mentalizava Facundo â Facundo? â âEstou dormindoâ, âEstou dormindoâ â Ă importante. â ele falou manhoso. Droga. Facundo deu um grito, nĂŁo muito alto, e Jorge entrou sorridente. Ele sempre sorria.
- Ă bom que seja. â se sentou a contragosto, dando espaço para o colega na cama.
- Seu olho parece melhor. â comentou, tentando suavizar a situação â E o seu cabelo tĂĄ mais brilhante hoje, cara. O que vocĂȘ fez nele? Foi o novo xampu ou...
- Jorge! Foco.
- Ah, claro. â disse envergonhado â Ă que eu falei com a Camila hoje e ela me parecia melhor. Digo, nĂŁo parece estar com tanta raiva assim da gente.
- Aonde quer chegar? â suspirou.
- VocĂȘ devia pedir desculpas a ela.
- Jorge, eu jĂĄ disse que...
- Que nĂŁo foi culpa sua? â interrompeu-o â Chega a ser engraçado, nĂŁo acha? Porque eu nĂŁo lembro de ter virado um copo de ĂĄgua na cabeça da Mercedes.
- Mais uma vez essa histĂłria? Eu jĂĄ disse que ela estava me provocando.
- Eu jĂĄ disse que ela estava me provocando. â Jorge afinou a voz e forçou um sotaque.
- VocĂȘ percebeu, Jorge! Ela ficava me fuzilando.
- VocĂȘ percebeu, Jorge! Ela ficava me fuzilando.
- EstĂĄ me imitando? â perguntou com o cenho franzido. NĂŁo conseguia acreditar na infantilidade daquilo.
- EstĂĄ me imitando? â respondeu Jorge da mesma forma.
- Quer parar?Â
- Quer parar?
- Desisto. â Facundo deitou-se com os braços cobrindo os olhos, bufando.
- Desisto. â Jorge se jogou em cima de Facundo e passou as mĂŁos freneticamente pelo cabelo do amigo â Eu sou Facundo GambandĂ© e me acho muito maneiro. Oh, nossa, eu fui chutado por Mercedes Lambre, agora eu vou fazer a vida dela e a dos meus amigos um inferno. Eu vou estragar o trabalho da minha melhor amiga e me achar super cool por causa disso. â o tom de voz forçado de Jorge deixava a situação cĂŽmica. Quem visse de longe com certeza diria que nĂŁo era uma conversa sĂ©ria que estavam tendo â Ainda vou andar pela rua me sentindo o machĂŁo.
- Jorge?
- Jorge?
- SĂI DE CIMA DE MIM.
- NĂŁo quero sair. â Jorge o abraçou â VocĂȘ Ă© a minha alma gĂȘmea. â sorrindo, Facundo chutou o amigo para fora da cama e fechou os olhos para descansar. Iria pedir desculpas a Camila, sim, mas somente quando achasse o momento oportuno. NĂŁo queria que ela achasse que sĂł foi atĂ© lĂĄ por conta das pressĂ”es dos colegas. Facundo tinha um grande carinho por Cami e apesar de fazer a fachada de ânĂŁo foi culpa minhaâ, ele se sentia um lixo por ter estragado a campanha dela.
- Jorge, querido? â Gritou SuliĂȘ â Aonde vocĂȘ estĂĄ?
- Eu nĂŁo sou o Jorge. â falou, ainda forçando a voz â Eu sou o Facundo GambandĂ©. Mas pode me chamar de Facundo MachĂŁo. â olhou para Facundo, esperando alguma reação. Este apenas lançou-lhe o dedo do meio e apontou a porta. O garoto sentiu que jĂĄ o tinha importunado demais e era hora de deixĂĄ-lo descansar. JĂĄ tinha cumprido sua missĂŁo.Â
- Ok, Facundo MachĂŁo. Pode vir aqui? â SuliĂȘ gritou mais uma vez.
- SĂł se vocĂȘ tiver um copo de ĂĄgua para eu jogar na sua cabeça. â encarou mais uma vez o amigo que ainda estava com o dedo estendido. Saiu sorridente do quarto e caminhou para a sala.
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Facundo estava deitado no sofĂĄ da grande sala e tinha os olhos fixos no teto. Estava sozinho em casa. Ele sabia onde cada um de seus companheiros estavam, menos Camila. Dela, ele nĂŁo sabia nada. Ele sentia falta dela. Sentia falta de ter alguĂ©m para desabafar e lhe dar broncas. NĂŁo que SuliĂȘ nĂŁo o fizesse, mas Cami era como sua irmĂŁ. Era, como ela mesmo havia dito. Decidido a fazer algo, Facundo se levantou e colocou sua melhor roupa. Pegou o carro e saiu rumo ao prĂ©dio em que Camila morava, um caminho que ele conhecia muito bem.
- Pois nĂŁo? â a recepcionista perguntou sem desviar a atenção do MacBook Ă sua frente. Facundo logo percebeu que era novata. Afinal, ia tanto ali que jĂĄ conhecia a todos. E antes, o recepcionista era homem.
- Oi. O que aconteceu com Manuel? â perguntou, apoiando os cotovelos no balcĂŁo.
- EstĂĄ de fĂ©rias, senhor. â respondeu, ainda sem olhĂĄ-lo â Sou Carolina. Em que posso ajudĂĄ-lo?
- Eu subirei para falar com Camila, mas nĂŁo Ă© preciso que avise.
- Qual seu nome?
- Facundo Gambandé.
- F-Fa-F-Facundo GambandĂ©? â gaguejou.Â
- Isso.
- VocĂȘ estĂĄ na lista que Camila me entregou a alguns meses, e entĂŁo pode subir sem que eu a contate. EntĂŁo, estĂĄ liberado.
- Obrigado, Carolina. â sorriu sincero e adentrou o elevador, logo seguindo para o andar de sua amiga. Ao sair do pequeno cĂșbico, seguiu atĂ© o apartamento de Camila e abriu a porta com calma. Estava exatamente como Facundo o vira da Ășltima vez: uma bagunça organizada. O garoto sorriu involuntariamente ao ver que o quadro com a primeira foto de Camila e a banda estava ali. A garota estava nas costas de Samuel e os dois sorriam largamente enquanto Jorge fazia o cabelo da garota de bigode. SuliĂȘ e Ruggero estavam abraçados e Jorge e NicolĂĄs estavam em um momento GaGa. Todos estavam molhados por causa da piscina, e apĂłs tirarem a foto, correram para dentro da ĂĄgua. Abaixo da foto, tinha um espaço para dedicatĂłrias, onde todos haviam assinado alguma coisa para ela. Estavam todos felizes. Palhaços como sempre, idiotas num ponto crĂtico, mas felizes. Camila acabava de sair do banheiro, onde tentava inutilmente esconder seu choro. Assim que viu Facundo parado com um sorriso infantil no rosto olhando para o quadro, um sorriso brotou em seus lĂĄbios.
- Ă a minha foto favorita. â deixou escapar num sussurro e Facundo virou para vĂȘ-la. Ao perceber os olhos vermelhos, ele mordeu o lĂĄbio. Odiava vĂȘ-la assim. â Pelo que me lembro, a sua tambĂ©m.
- Porque vocĂȘ estĂĄ nela. â Facundo deu de ombros, se aproximando cautelosamente da amiga.
- O que veio fazer aqui, Facundo? â suspirou, cansada. Facundo finalmente ficou de frente pra ela e pegou suas mĂŁos, encarando a garota nos olhos.
- Saber se minha melhor amiga recebe minhas desculpas. â falou sincero, com um olhar aflito e Cami mordeu o lĂĄbio inferior, sentindo o choro querer se mostrar novamente â Fui um idiota com ela. Fui um idiota comigo mesmo. Me desculpa por tudo. NĂŁo aguento ficar longe de vocĂȘ, Cami. Sabe disso. VocĂȘ Ă© minha melhor amiga, minha irmĂŁ. A Ășnica pessoa que me faz feliz em me dar bronca...
- VocĂȘ sabe que isso tĂĄ parecendo mais uma declaração que outra coisa, nĂŁo sabe? â Camila perguntou, em meio a risos, e Facundo a puxou para um abraço, sendo contagiado pela risada da garota tambĂ©m.
- Sabe que eu te amo, nĂŁo sabe? â depositou um beijo na testa de Camila.
-Sabe que eu correspondo, nĂŁo sabe?
- Claro que sei, pequena. Sou irresistĂvel. â Facundo brincou e ela se afastou de sĂșbito â Brincadeira, Cami! Brincadeira! â levantou as mĂŁos em sinal de inocĂȘncia, o que a fez rir â Vem cĂĄ. â a chamou e foram mais uma vez observar a foto. Mas agora, Facundo prestava atenção em um detalhe: ao lado da dedicatĂłria de Samuel, havia um adesivo de coração com os dizeres âlove yaâ. O garoto franziu o cenho diante a observação.
- O que houve? â Cami perguntou inegavelmente preocupada. Facundo olhava pro nada com o cenho franzido, isso significava que ele estava calculando algo, pensando seriamente em algo.
- NĂŁo minta pra mim. â murmurou ainda com o olhar distante e agora Camila franziu o cenho.
- Sobre o quĂȘ?
- VocĂȘ jĂĄ gostava do Samuel antes de conhecĂȘ-lo pessoalmente? â Facundo agora olhava nos olhos da garota, que ruborizou de imediato â VocĂȘ jĂĄ gostava do Samuel antes de conhecĂȘ-lo pessoalmente. â ele afirmou sorrindo.
- O quĂȘ? â Camila disfarçou com uma gargalhada â De onde vocĂȘ tirou essa ideia maluca?
- De canto nenhum. â apontou para o adesivo e Cami sentiu seu coração disparar.
- NĂŁo tem nada haver. Eu amo todos vocĂȘs e nĂŁo escondo isso de ninguĂ©m. Sabe disso. â se afastou, cruzando os braços.
- Hey, nĂŁo precisa fazer bico. Sei que vocĂȘ ama a todos nĂłs, mas pedi pra vocĂȘ nĂŁo mentir, lembra?
- O que te faz pensar que menti? â Camila arqueou a sobrancelha e Facundo gargalhou, deixando-a sem entender nada â FACUNDO GAMBANDĂ!
- TĂĄ bom, mamĂŁe. â Facundo tomou fĂŽlego para parar de rir.
- O que te faz pensar que menti? â repetiu.
- VocĂȘ corou. â acusou.
- Claro que corei. VocĂȘ me pegou de surpresa!
- Jorge. â Facundo falou sĂ©rio.
- O quĂȘ?
- Ou talvez NicolĂĄs?
- DĂĄ pra parar de agir feito um maluco?
- Facundo? â ele arqueou a sobrancelha e a garota passou a mĂŁo no rosto.
- SĂ©rio, vocĂȘ precisa parar de beber, GambandĂ©. TĂĄ começando a afetar seus neurĂŽnios. â Camila indicou a prĂłpria cabeça.
- Samuel. â ele falou e a menina corou novamente â HĂĄ! Eu sabia! â ele apontou â VocĂȘ gostava dele antes, vocĂȘ gostava dele antes... â Facundo começou a cantarolar como uma criança da prĂ©-escola, rodando Camila.
â VocĂȘ nĂŁo vai chegar a nenhum lugar com isso, Facundo. Ele ERA meu namorado. â frisou a palavra â NĂłs brigamos, por sua culpa, lembra?
â Espere para ver! â sorriu e deu um beijo estalado no beijo da garota, logo saindo do apartamento.
- FACUNDO! â gritou, esperando que ele retornasse. Mas o mesmo nĂŁo o fez. â Merda. â deu um tapa na prĂłpria testa.