Descompensei: estou em 'nível de atenção redobrada'
Pois bem, acho que tem alguma coisa desandando e eu não estou bem. Vou dizer que talvez eu esteja bastante descompensado e isso não está nada legal. Não é nada legal porque dói, me incomoda e me deixa meio "sem chão".
Tentei nos últimos dias me reestruturar, reconstruir o meu chão, mas não funcionou da forma que eu gostaria e, por isso, hoje resolvi que chegou a hora de tornar público essa "recaída" e, sem vergonha e nem medo, dizer que estou precisando de uma "atenção redobrada" das pessoas que estão ao meu redor.
Como sei que podem me perguntar o que está acontecendo comigo no momento... vou adiantar e explicar o que está passando pela minha cabeça, ou tentar explicar, pois é difícil "organizar as ideias" quando se vê tudo de forma caótica.
O primeiro ponto que levanto é a sensação de "inutilidade". Essa é a que, de certa forma, tem sido a que mais tem me incomodado. Não consigo, por mais que digam o contrário, me ver tendo utilidade em algo e/ou para alguém. O que se passa, muitas vezes, é que "fracassei" nas minhas tentativas de ter "utilidade".
Me pego pensando, quase todas as noites, nessa sensação e fico horas e mais horas até dormir. Já aconteceu de adormecer quando o dia já amanhecia, o que foi péssimo, pois ficar "focado" uma noite inteira em fracassos, em se sentir inútil, em não saber o que fazer para tentar mudar o cenário etc. é um assustador. E me faz ficar horrendo quando acordo por ter mais um dia de "muitos nadas".
Como acordo cansado, sonolento e "sem desejos", fico preso nos pensamentos da noite anterior para tentar "resolver" tudo aquilo que foi pensado. Logicamente... nada consigo fazer e a minha "irritação" só vai aumentando e busco rotas de fuga que, sei, não são os melhores caminhos, mas aliviam no momento.
Para tentar fugir, acabo no consumismo. E o consumo vai de tudo. Para dar como exemplo, semana passada foi uma ida à Casa do Biscoito e duas sacolas cheias de coisas. Balas, biscoitos, doces em geral. E isso tudo se deu depois que eu saí de uma mesa de um bar onde eu estava sozinho, tentando fingir "normalidade".
Os exageros consumistas, então, acabam indo também para a comilança, onde já cheguei a passar mal por não aguentar mais comer e mesmo assim não queria parar. Não só comer. Mas beber também. E não digo beber álcool. O exagero vai para o refrigerante, chegando a uma garrafa de 3 litros de Coca-Cola, por exemplo, em sequência. Pois é!
Talvez eu troque a sensação de solidão, que é outra bastante presente nesse momento, por comer, beber, gastar. Acabam me dando aquela "coisa boa" por algum tempo. Minimiza a dor de se sentir sozinho, de estar sozinho e de se ver isolado e... inútil.
Voltei ao "inútil" porque, de certa forma, se mistura, para mim, com o "estar sozinho". Por não me sentir bom o suficiente e tal, acabo pensando que é por isso que vivo "sozinho", afinal quem é que gosta de andar com alguém que é "cheio de problemas", "fracassado" e "inútil"?
Vamos deixar claro, no entanto, que o "estar sozinho" não é necessariamente de forma amorosa, de namoro. Quando digo "sozinho" é em todos os aspectos e momentos. Me vejo sem meus amigos, por exemplo. Tento não dar tanta atenção, mas não funciona. Tento me aproximar e... não funciona, o que me causa uma frustração gigantesca, me levando ao que já falei acima.
Também melhor esclarecer que não quero ter meus amigos 24 horas por dia. Compreendo que cada um tem suas atividades, suas tarefas, suas rotinas, seus relacionamentos e eu mantenho na "parte que me cabe deste latifúndio". Mas minha cabecinha problemática pensa que, por mais que todos tenham inúmeras funções, dar aquela passadinha no WhatsApp para um "oi tudo bem?" não mata e, sem dúvidas, ajudaria demais "me acalmar".
E já chegando ao fim, pelo menos por hoje, preciso dizer que quando fico dessa forma acabo tendo um grau de irritabilidade bem elevado, o que, reconheço, não é nada bom. Digo isso porque posso vir a ser um pouco grosseiro com quem está próximo. Posso falar besteiras de maneira impensada. Posso deixar de ser um amorzinho, como gosto de ser.
Sei que fui grosseiro no último fim de semana, acabei falando besteiras (mesmo não lembrando direito o que falei). Sei que agi de uma maneira lamentável e ter tal consciência só está me deixando infinitamente pior. E aproveito o espaço para pedir milhões de desculpas aos envolvidos. Como disse, não sei direito o que fiz. Sei que fiz. Então... perdão! Do fundo do meu coração, perdão! E querendo conversar... a gente conversa para esclarecer tudo, para colocar os pingos nos is.













